Akhenaton e monolatria: um papo sobre este período único no Egito Antigo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

É fácil definir o Período Amarniano, esta época única durante o Novo Império. Ele tem início com o reinado do faraó Amenhotep IV, que mais tarde mudará seu nome para Akhenaton e segue até o reinado do faraó Ay, ou como defende alguns acadêmicos até o de Horemheb.

Estela amarniana. Foto: Kenneth Garrett. Abril de 2001.

Suas principais características é a mudança da capital de Tebas (atual Luxor) para Aketaton (atual Amarna), a arte que sofreu mudanças significativas e a religião, que agora põe em destaque somente um deus, o Aton.

Foi pensando em discutir essa época que o pessoal do Mitografias me convidou para o podcast “Papo Lendário”. Para ouvi-lo é só clicar no play abaixo. E para conhecer o trabalho deles é só acessar o seguinte site: www.mitografias.com.br

Para saber mais: Em meu livro, “Uma viagem pelo Nilo”, dedico um capítulo, “A análise dos talatats de Akhenaton”, para tratar da descoberta dos talatats do templo de Akhenaton em Karnak. Também apresento os principais acontecimentos dessa época em relação a mudança da capital.

 

III Simpósio Nacional de História Militar

III Simpósio Nacional de História Militar ocorrerá entre os dias 14 a 17 de agosto na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).

Este evento busca congregar acadêmicos, docentes, estudantes e pesquisadores da História Militar, civis e militares. Sua proposta é a de buscar a articulação do campo da História Militar, tratando da pesquisa na área, das problemáticas referentes ao objeto da História Militar, seus métodos e técnicas de pesquisa, suas relações com outras dimensões da História e com outras disciplinas como a Sociologia, a Antropologia, a Ciência Política, bem como da utilização dos arquivos militares e institucionais no Brasil e na América.

 

Para mais informações como local e inscrições acesse este link: http://portal.eceme.eb.mil.br/eventos/index.php/SNHM/SNHMIII/index ou escreva para o Prof. Dr. Fernando Rodrigues (fernandoahex@gmail.com).

O mistério das manchas marrons na tumba de Tutankhamon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Quem já visitou a tumba do faraó Tutankhamon ou viu fotografias certamente notou que as pinturas que enfeitam as paredes estão cobertas por estranhas manchas amarronzadas. Por anos algumas suposições foram levantas buscando entender o que seriam estas marcas. A mais famosa é que seriam o resultado da umidade acumulada por conta da visita de muitos turistas, tal como foi o caso da tumba da rainha Nefertari, que precisou ser fechada para ser preservada. Ou seja, seriam microrganismos que estariam destruindo as imagens pouco a pouco. Agora, os pesquisadores do Getty Conservation Institute de Los Angeles acreditam ter desvendado o mistério.

Fotos da época da descoberta foram comparadas com as dos dias de hoje e o que se viu é que essas manchas tinham tomado novas áreas. Naturalmente isso preocupou os cientistas que entraram em ação com estudos de DNA, análises químicas e microscópicas. Eles confirmaram o que muitos temiam: de fato as manchas são de origem microbiológica. Em termos simples, tratam-se de mofo e fungos. Porém, a ótima notícia é que eles estão mortos e não são mais uma ameaça.

Este estudo, que está sendo realizado há quase uma década, é fruto de uma associação entre o Getty Conservation Institute e o Ministério das Antiguidades do Egito. O seu objetivo é avaliar as condições da tumba do rei e assim ajudar a evitar que ela se deteriore. Por conta desses trabalhos melhorias foram aplicadas no tumulo tal como a construção de uma rampa e trilhos para controlar o acesso de visitantes, regras para determinar o numero máximo de pessoas que podem entrar e a instalação de um sistema de ventilação. Eles também estabilizaram a perda dos pigmentos pretos e vermelhos dos murais.

O diretor do projeto explicou que em um dado momento dos trabalhos foi necessário mover a múmia do rei. Isso ocorreu em meados de outubro de 2016, período em que a tumba foi fechada por um mês para a visita de turistas.

Sobre as manchas, elas não serão removidas. Isso porque os cientistas perceberam que elas penetraram totalmente as tintas de tal forma que qualquer tentativa de remoção acabará acarretando na destruição das pinturas.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Em uma delas são retratados personagens realizando a atividade descrita aqui: a pintura em parede.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Getty Completes Study of Paintings at King Tut’s Tomb. Disponível em < https://www.nytimes.com/2018/03/26/arts/design/king-tut-getty-egypt-conservation.html?partner=rss&emc=rss&smtyp=cur&smid=tw-nytimesscience >. Acesso em 31 de março de 2018.

Encontro Nacional de Estudantes de Arqueologia (Lagoa Santa/MG)

Ocorrerá em Lagoa Santa (MG) de 24 a 28 de julho o 1º Encontro Nacional de Estudantes de Arqueologia. Ainda não existem muitas informações sobre o evento, mas vocês podem ficar de olho na página do Facebook deles (clique aqui para conferir), ou o site: enearqueo.wixsite.com/enearqueo2018 (que ainda está em construção).

Lagoa Santa é famosa graças aos seus achados arqueológicos notáveis, a exemplo dos crânios do povo de Luzia, que correspondem aos humanos mais antigos do Brasil.

Comentando o trailer de “A Maldição dos Faraós” (Assassin’s Creed Origins)

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No último dia 13/03/18, a Ubisoft lançou mais uma extensão para o jogo Assassin’s Creed Origins, o A Maldição dos Faraós. Aqui nos reencontramos como o medjay Bayek que desta vez precisará enfrentar faraós zumbis e monstros terríveis.

Na noite anterior ao lançamento gravei um vídeo comentando alguns pontos curiosos do trailer. O Egito Antigo mais uma vez foi magistralmente representado e nem mesmo as licenças poéticas retiraram o tato da Ubisoft ao representar novamente a civilização egípcia. Assista abaixo aos meus comentários e não deixe de se inscrever no canal (clique aqui).

E quer saber quais foram os meus comentários mais gerais acerca de Assassin’s Creed Origins? Assista o vídeo abaixo:

Abaixo veja algumas imagens de “A Maldição dos Faraós”:

 

Mais uma necrópole é descoberta por arqueólogos no Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Arqueólogos descobriram no Egito uma necrópole da época dos faraós que possui os restos mumificados de um sumo sacerdote do deus Thoth, senhor da sabedoria, patrono dos escribas e personificação da lua. Essa divindade era representada como um homem com cabeça de íbis, uma íbis de fato ou um babuíno.

— Deuses do Egito Antigo: O que você precisa saber! #0

Foto: Reuters/Mohamed Abd El Ghany

Esse grande cemitério foi descoberto em Atum al-Gaba, um vasto local à beira do deserto, próximo a Minya, ao sul da capital do Cairo. De acordo com o Ministério das Antiguidades os trabalhos de pesquisa nesta localidade têm a capacidade de durar cinco anos. “Este é apenas o início de uma nova descoberta”, disse o ministro das antiguidades, Khaled al-Anani. E Mostafa Waziri, chefe da missão arqueológica, falou que oito túmulos foram descobertos até agora e que ele espera que mais sejam encontrados em breve.

Em relação ao sepulcro do sacerdote, foram encontrados mais de mil estátuas e quatro vasos canópicos de alabastro, feitos para manter os órgãos internos dele. Já a sua múmia está decorada com contas azuis e vermelhas, enrolada em lençóis dourados de bronze.

— Vasos canópicos #AntigoEgito

Foto: EPA/IBRAHIM YOUSSEF

Além de parte do equipamento funerário do sacerdote, quarenta sarcófagos, os quais alguns possuem ainda o nome dos seus donos, igualmente foram encontrados.

Foto: Reuters/Mohamed Abd El Ghany

Foto: EPA/IBRAHIM YOUSSEF

Foto: EPA/IBRAHIM YOUSSEF

Reuters/Mohamed Abd El Ghany

Os pesquisadores iniciaram os trabalhos de escavações na área no final do ano passado em uma busca para encontrar o restante do cemitério de um nomo antigo. Isso porque esta área já era conhecida por conter antigas catacumbas datadas tanto do Período Tardio, como da Dinastia Ptolomaica, incluindo uma grande necrópole para milhares de íbis e babuínos mumificados. Somado a isso ano passado o Ministério das Antiguidades anunciou que nessa região foi encontrada uma necrópole com pelo menos 17 múmias.

 

Fonte:

Ancient necropolis discovered by archaeologists in Egypt: ‘This is only the beginning’. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/world/africa/ancient-necropolis-egypt-archeologists-mummy-tuna-al-gabal-a8226891.html >. Acesso em 14 de março de 2018.

Livro “Fatos e Mitos do Antigo Egito”, de Margaret Bakos

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A Margaret Bakos é uma historiadora brasileira especialista em história da antiguidade egípcia. Ela escreveu “Fatos e Mitos do Antigo Egito” (1994) tendo como objetivo abordar algumas características dessa antiga civilização.

O livro é composto por uma coletânea de 8 artigos relacionados com temas que ela chegou a abordar em congressos. A escritora não perderá tempo explicando diferenças na cronologia ou acontecimentos históricos, afinal, é um livro acadêmico em sua essência e subtende-se que o seu público-alvo já tenha alguma bagagem no assunto. Contudo, se você tem uma ideia de divisão da cronologia egípcia ou conhece algumas características básicas desta civilização muito provavelmente irá lê-lo bem.

Outro ponto que precisa ser abordado é que esta é uma edição antiga dessa obra e talvez por isso ela possua alguns problemas, a exemplo da sua diagramação e datilografia. Porém, são quesitos que é quase certo que tenham sido consertados nas edições mais recentes[1].

No 1º Capítulo ela fala sobre o processo de urbanização e a diferença entre cidade e aldeia. Ela igualmente levanta que o que antes existia entre os acadêmicos era a preocupação em se observar a organização urbana de civilizações como a Grécia e Roma, mas não do Egito.

Ela também apresenta o hieróglifo que define cidade e sua provável origem e ainda salienta que já nas primeiras dinastias houve uma preocupação em se promover a construção de cidades.

E quase que como um complemento do anterior, no 2ª Capítulo a definição de urbanidade é apresentada e é discutido se é possível aplicá-la ao Egito Antigo. Ela também levanta questões sobre ocupação espacial, destacando a diferença entre cidade e aldeia.

O 3º e 4º Capítulos são dedicados a falar sobre o papel das mulheres na sociedade, relacionando a sua posição social com a economia vigente e paralelamente com os mitos, uma vez que a organização estatal e a religião andávamos lado a lado.

No 5º Capítulo é apresentado o papel da “memória”, que era cultivada através da tradição oral e a escrita. Esta memória em questão refere-se à história dos deuses e aspectos do dia a dia como comportamento social, afazeres domésticos e como os egípcios se relacionavam com a natureza.

O 6º Capítulo é sobre o consumo do vinho. Aqui ela fala sobre a sua origem, produção e consumo, inclusive cita uma pesquisa que aponta que a vinicultura chegou no Egito durante o Pré-dinástico. Aproveitando o gancho ela explica quais outras frutas, além da uva, foram utilizadas para fazê-lo.

Margaret Bakos

No 7º Capítulo ela apresenta um resumo sobre o que ocorreu durante o 4º Congresso Internacional de Egiptologia, realizado em 1991 na cidade de Turim, Itália. Este é interessante para saber quais eram os questionamentos acadêmicos na época e quem sabe até comparar com os interesses dos estudantes de hoje.

E por fim, o 8º Capítulo é dedicado a falar sobre a coleção do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Ele tem início com ela contextualizando a história do edifício em que hoje está o museu, depois parte para como foi que as peças egípcias foram adquiridas. Em seguida ela aponta quais foram os primeiros pesquisadores a catalogar as peças e a contextualiza-las historicamente e finaliza fazendo uma breve apresentação de algumas das peças mais notáveis da coleção.

 

Conclusão

Se você tiver interesse neste título lembre-se de comprar uma edição mais atualizada. Este volume aqui comprei em um sebo, mas é possível encontrar as edições atualizadas em grandes livrarias. Ele não será um grande complemento para quem já possui uma leitura bem madura sobre a antiguidade egípcia, mas para quem ainda está começando no meio acadêmico pode ajudar.

Caso queira comprar este livro a um bom preço no meu blog pessoal escrevi um texto dando dicas de como adquirir produtos sobre o Egito Antigo na internet de forma barata. Clique aqui para ler.

 

Dados do livro:

Título: Fatos e Mitos do Egito Antigo

Gênero: Egiptologia

Autor: Margaret Marchiori Bakos

Editora: Edipucrs

Ano de Lançamento: 1994

Edição: 1ª Edição

Clique aqui para acessar o seu perfil no Skoob.


[1] É muito mais comum do que vocês imaginam a primeira edição de um livro sair com problemas. É por isso que algumas editoras encorajam os leitores a escrever para elas para apontar tais erros.

A rainha Ahhotep é a protagonista de um game brasileiro

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Não é nenhuma novidade que o Egito Antigo tem sido usado e reutilizado por mídias da cultura pop. Basta ligar a TV ou abrir alguma revista para encontrá-lo em propagandas, filmes, desenhos e games. Temos o recente Assassin’s Creed Oringis, mas podemos contar com muitos outros, a exemplo do Pharaoh e Luxor.

Echoes of the Gods: Divulgação.

Echoes of the Gods: Divulgação.

Aqui no Brasil um grupo de desenvolvedores de games de Francisco Beltrão, Paraná, o Adhoc Games, também tem bebido dessa inspiração. Eles estão organizando o Echoes of the Gods (Ecos dos Deuses), que tem como protagonista a rainha Ahhotep I.

Echoes of the Gods: Divulgação.

Echoes of the Gods: Divulgação.

Echoes of the Gods: Divulgação.

O game não tem data de lançamento, mas caso queiram dar uma força para o grupo clique aqui para acessar a página deles no Facebook. Abaixo está um vídeo de apresentação de como está ficando o jogo:

Echoes of the Gods: Divulgação.

Echoes of the Gods: Divulgação.

Quem era Ahhotep I:

Esta rainha, que viveu durante o final da 17ª Dinastia (Segundo Período Intermediário) e viu nascer a 18ª Dinastia (Novo Império), foi a esposa do rei Seqenenre Tao II, que possivelmente morreu durante alguma batalha contra os hicsos, que governavam o Norte do Egito. Na época em que eles viveram o país era comandado por ao menos três dinastias: A tebana, a qual Ahhotep I pertencia, a hicsa, no Norte do país e a de Abidos, que não teve uma longa existência.

Em uma tentativa de tomar o controle de todo o Egito Seqenenre Tao II iniciou companhas contra os estrangeiros e com a sua morte foi substituído por seu filho Kamose. Porém, o príncipe não sobreviveu muito, então o seu irmão mais novo, Ahmose, foi declarado o novo rei. Contudo ele ainda era uma criança quando isso ocorreu, então a sua mãe assumiu a regência do reino.

Esse período da história egípcia ainda é muito nebuloso, mas sabemos que a guerra se seguiu por anos e Ahhotep I precisou proteger o seu território não só contra os hicsos, mas também contra os núbios[1], ao sul do Nilo. No fim, Ahmose finalmente chegou até a idade ideal para reinar e ao lado da mãe conseguiu expulsar os estrangeiros e reunificar o país, abrindo o Novo Império e dando inicio a elevação do deus Amon como patrono do Egito.

Por sua atuação, Ahhotep I recebeu, mesmo anos após a sua morte, honrarias divinas e um culto foi estabelecido em sua memória. O seu próprio filho, Ahmose, a definiu em uma estela como sendo “alguém que pacificou o Alto Egito[2] e expulsou os rebeldes”.

 

O colar de ouro da honra:

Em 1859 um colar de 59 centímetros foi encontrado em Dra Abu el-Naga em um lugar em que se acreditava ser a tumba da rainha Ahhotep I. Contudo, por conta da natureza de alguns dos artefatos encontrados no local, que eram de cunho militar, alguns pesquisadores custam a acreditar que essas peças, inclusive o colar, tenha pertencido à rainha. Este colar, que é feito em ouro, possui três pingentes de 9 centímetros que representam moscas.

Foto: EINAUDI, 2009.

Este tipo de joia era dada a pessoas que realizaram proezas militares. Talvez por incapacidade de alguns pesquisadores em acreditar que uma rainha possa ter atuado como comandante leve a tal dúvida, que, por sua vez, não é de toda infundada, uma vez que no local também foram encontrados artefatos com o nome de seus filhos.

Saiba mais: Há alguns anos escrevi um artigo intitulado “Gênero invisível? Como a Arqueologia tem minimizado a participação histórica das mulheres egípcias durante a Antiguidade faraônica”, onde discuto como pesquisadores têm subestimado a participação social das mulheres egípcias em sua sociedade. Ele pode ser lido gratuitamente clicando aqui.

Fontes:

DABBS, Gretchen R; SCHAFFER, William C. Akhenaten’s Warrior? An Assessment of Traumatic Injury at the South Tombs Cemetery. Paleopathology Newsletter. No. 142, June, 2008.

EINAUDI, Silvia. Coleção Grandes Museus do Mundo: Museu Egípcio Cairo (Tradução de Lúcia Amélia Fernandez Baz). 1º Título. Rio de Janeiro: Folha de São Paulo, 2009.

RICE, Michael. Who’s Who in Ancient Egypt. Londres: Routledg. 1999.

SINGER, Graciela Noemí Gestoso. Queen Ahhotep and the “Golden Fly”. Cahiers Caribéens d’Egyptologie. nº 12, février-mars, p. 75 – 88, 2009.


[1] Reino que se encontrava onde hoje é o Sudão.

[2] O Alto Egito refere-se ao Sul do país. Ahmose, então, estava falando sobre os núbios.

Civilizações antigas e realidade aumentada: esta é a aposta da BBC

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A agência de notícias BBC lançou o seu primeiro aplicativo de realidade aumentada, o Civilisations AR. Ele foi desenvolvido pela BBC Research & Development, juntamente com a BBC Arts e a Nexus Studios.

Imagem: Divulgação.

O aplicativo possui mais de 30 artefatos arqueológicos cadastrados pertencentes a diferentes coleções de museus do Reino Unido. Essas peças foram digitalizadas e agora estão disponíveis para ser visualizadas em 3D. Esta ferramenta foi criada para acompanhar o lançamento da série “Civilisations”, da BBC, que acompanhará os apresentadores Simon Schama, Mary Beard e David Olusoga enquanto eles viajam o mundo para encontrar respostas para questões fundamentais sobre a criatividade humana. Assim que a série for totalmente exibida, estará disponível na BBC iPlayer.

Imagem: Divulgação.

No aplicativo o usuário poderá observar artefatos de diferentes culturas e épocas indo desde o Egito Antigo até a Itália do século 14. Ele conta com narrações, anotações e a função Raio-X, que permite aos usuários ver por dentro das peças.

Imagem: Divulgação.

“Estamos entusiasmados por ter iniciado nossa jornada de realidade aumentada com a Civilisations AR. O aplicativo permite que os usuários explorem uma incrível variedade de exposições, ao mesmo tempo em que a equipe de R & D da BBC deve experimentar uma nova tecnologia e testar como um novo formato pode complementar um show linear. No entanto, esta é apenas a primeira saída para o aplicativo. Nós criamos e o construímos para ser um produto totalmente reutilizável, e estaremos de olho para desenvolver mais AR projetos no futuro, uma vez que teremos a chance de analisar os dados deste.”, disse Eleni Sharp, gerente de produto executivo da R & D da BBC à reportagem da própria BBC. Assista a previa do produto:

De acordo com a reportagem o Civilisations AR está disponível para download gratuito no iOS e Android, porém, mesmo alguns aparelhos modernos não estão compatíveis com ele. De qualquer forma, caso tenha interesse clique aqui para baixar.

 

Fonte:

BBC launches its first augmented reality app – Civilisations AR. Disponível em < http://www.bbc.co.uk/mediacentre/latestnews/2018/civilisations-ar-launches?platform=hootsuite >. Acesso em 03 de março de 2018.