Antigas fotografias dos templos de Ramsés II e Nefertari em Abu Simbel

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Dois dos maiores templos do Egito, aqueles pertencentes aos famosos Ramsés II e Nefertari, governantes da 19ª Dinastia, estão localizados em Abu Simbel. Mas não é somente a sua magnitude que chama a atenção, mas o fato que entre as décadas de 1960 e 1970 eles foram movidos de seu lugar original para o espaço que se encontram hoje.

— Alinhamento solar no templo de Abu Simbel: 22 de fevereiro e 22 de outubro

Para tal, uma missão milionária movimentou vários países e os templos foram cortados em 1030 pedaços e remontados de tal forma que lembrassem a sua disposição original. Inclusive com a iluminação do seu interior duas vezes no ano pelos raios solares: 22 de fevereiro e 22 de outubro; no nosso canal possuímos um vídeo sobre o assunto:

Mas, que tal conhecer os templos de Abu Simbel antes desta transposição? Abaixo estão algumas fotografias antigas deles:

Templo de Ramsés II antes de 1923

Templo de Ramsés II antes de 1923

Foto do Templo de Ramsés II tirada por William Henry Goodyear antes de 1923

Templo de Nefertari antes de 1923

Interior do Templo de Ramsés II antes de ser limpo. Note a areia cobrindo os pés das estátuas

Foto do templo de Ramsés II tirada por John Beasley Greene em 1854

Foto do templo de Ramsés II tirada por John Beasley Greene em 1854

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Novas descobertas arqueológicas em antigos naufrágios egípcios

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O ano de 2017 terminou com o anúncio da descoberta de antigos naufrágios egípcios. E nesses naufrágios foram encontrados alguns artefatos interessantes: um deles foi uma cabeça de cristal que provavelmente retrata o general Marco Antônio, amante da rainha Cleópatra VII.

Cabeça de estátua encontrada em Thonis–Heracleion. Foto: Franck Goddio.

O amuleto da deusa Ísis: conheça o Tyet!

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille Instagram

Os egípcios antigos eram extremamente religiosos e devotos aos seus deuses, mas poucos eram os que tinham acesso aos principais templos do país. Desta forma, para tentar minimizar este afastamento, amuletos eram adotados para trazer algum tipo de amparo. Um dos mais populares era o Tyet, conhecido popularmente como “Nó de Ísis”.

Tyet, Knot of Isis amulets

Aqui no Arqueologia Egípcia existe um post que faz um apanhado geral sobre o uso de amuletos pelos antigos egípcios, é o texto Amuletos egípcios: significados dos símbolos e os seus usos”.  E abaixo está um vídeo falando exclusivamente do amuleto Tyet, cuja origem é um verdadeiro mistério. Alguns pesquisadores sugerem que o “nó” seja nada mais, nada menos que um pano usado para conter a menstruação (por isso da cor avermelhada dele). Assista ao vídeo para aprender melhor sobre o assunto:

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Busca por novas evidências ocultas na tumba de Tutankhamon tem início

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Após quase um ano de espera o Ministério das Antiguidades do Egito finalmente liberou a realização de mais uma analise para a busca por câmaras ocultas na KV-62, tumba do faraó Tutankhamon. Localizada no Vale dos Reis, a  sua descoberta ocorreu em 1922, pelo egiptólogo britânico Howard Carter.

Tut Ankh Amon Sarcophagus, Egyptian Museum, Cairo, Egypt

A nova pesquisa será feita com um radar (GPR) de uma equipe da Universidade Politécnica de Turim, coordenada pelo Francesco Porcelli. Também participarão uma equipe egípcia, a Universidade de Turim e três empresas privadas, a Geostudi Astier, 3DGeoimaging e Terravision.

KV-62. As partes amareladas são sugestões do que existiria atrás das paredes. Imagem: Theban Mapping Project (com adições).

A esperança é que esta seja a última de três pesquisas realizadas na sepultura. A proposta desse novo trabalho é sustentar ou desmentir de vez a teoria do egiptólogo britânico Nicholas Reeves, lançada em 2015, sobre a possibilidade de existência de câmaras ocultas por trás das paredes da KV-62. Isso porque as duas pesquisas anteriores (uma feita em 2015 e a outra em 2016) foram consideradas inconclusivas e discordavam entre si, como vocês podem conferir no vídeo abaixo e através do artigo “Tutankhamon, Zahi Hawass e Nicholas Reeves: quais são as últimas novidades sobre a tumba do faraó”:

Apesar das esperanças contidas nesse projeto, os especialistas advertem que um radar só pode apontar anomalias, ou seja, “espaços vazios”. Pesquisas adicionais são necessárias para definir se tais anomalias seriam câmaras ocultas ou não.

Eles já estão trabalhando no Vale dos Reis há um tempo. As análises ocorrem no horário da noite, quando o lugar está fechado para turistas. As medidas já começaram no último dia 31 de janeiro (2018) e seguiram até o dia 06 de fevereiro. Segundo o professor Porcelli, três diferentes sistemas de radar de última geração serão usados ​​para revelar estruturas escondidas com 99% de confiabilidade. As medidas do GPR serão comparadas com dados obtidos em maio passado usando uma técnica não-invasiva, com base no mapeamento tridimensional do subsolo localizado ao redor do túmulo.

Trabalho realizado pela National Geograhic em 2016. Foto: Kenneth Garrett.

É importante explicar que as pesquisas de maio sugeriram a presença de cavidades suspeitas na rocha a poucos metros da tumba. O GPR ajudará a entender se essas cavidades suspeitas são reais e se elas estão diretamente conectadas a KV62.

Depois que esses dados são coletados, leva semanas para que eles sejam processados e analisados. Como comentei no vídeo “Espaço vazio dentro da Grande Pirâmide do Egito: Entenda!”. A ciência é demorada assim mesmo.

Para saber o que mais publiquei aqui no Arqueologia Egípcia sobre o assunto clique aqui.

 

Fontes:

Exclusive Photos: Search Resumes for Hidden Chambers In King Tut’s Tomb. Disponível em < https://news.nationalgeographic.com/2018/02/king-tut-tomb-hidden-chamber-scan-egypt/ >. Acesso em 02 de fevereiro de 2018.

Luz verde para encontrar cámaras secretas en la tumba de Tutankamón. Disponível em < http://www.lavanguardia.com/cultura/20180201/44451753981/camara-secreta-tumba-tutankamon-egipto.html >. Acesso em 02 de fevereiro de 2018.

Arqueólogos descobrem tumba de sacerdotisa egípcia

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Foi anunciado no último sábado a descoberta de uma tumba que provavelmente pertence a uma oficial de alto escalão que viveu durante a 5º Dinastia (Antigo Reino). Ela se chamava Hatbet e possuía os títulos de “sacerdotisa da deusa Hathor” e “alta funcionária ligada à realeza”. Sua sepultura encontra-se na área do Cemitério Ocidental a oeste da Grande Pirâmide do Platô de Gizé[1][2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

A notícia foi dada durante uma conferência do Ministério das Antiguidades no platô, onde foi dito que blocos do túmulo foram desenterrados em 1909 por um explorador britânico que os enviou para Berlim e Frankfurt. “O túmulo nunca foi descoberto até outubro de 2017, quando a missão egípcia começou a escavação no cemitério ocidental de Gizé”, disse o Ministro das Antiguidades, Khaled El-Enany[2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O ministro também explicou que o cemitério já havia sido escavado por várias missões arqueológicas desde 1843 e as mais destacadas e importantes foram feitas pelo ex-ministro das antiguidades, Zahi Hawass[2].

O sepulcro possui alguns detalhes interessantes, a exemplo da iconografia de um macaco doméstico dançando em frente a uma banda. Assim como inscrições únicas e imagens cotidianas como cenas de pastoreio, abates, bandas musicais e dançarinas[1][2]. Outro detalhe é que ele é feito de tijolos de barro com uma camada de argamassa. Por conta deste pormenor o Secretário Geral do Conselho Supremo das Antiguidades, Mostafa Waziri, acredita que esse não é o túmulo principal da Hatbet[1]. Então, existe a esperança de se encontrar outra estrutura funerária também pertencente a essa mulher[3].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O Platô de Gizé hospeda algumas das mais antigas tumbas do Egito. A maioria delas eram destinadas a reis e suas esposas, assim como funcionários de alto escalão e sacerdotes, como é o caso da Hatbet[1].

 

Fonte:

[1] 4,400 year-old tomb of top pharaoh official discovered in Egypt. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/4400-year-old-tomb-of-top-pharaoh-official-discovered-in-egypt/ >. Acesso em 03 de fevereiro de 2018.

[2]Tomb of 5th Dynasty top official Hetpet discovered near Pyramid of Khafre on Giza Plateau. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/289277/Heritage/Ancient-Egypt/Tomb-of-th-Dynasty-top-official-Hetpet-discovered-.aspx >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

[3]Egypt says 4,400-year-old tomb discovered outside Cairo. Disponível em < http://abcnews.go.com/Technology/wireStory/egypt-4400-year-tomb-discovered-cairo-52814551 >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

Egypt: Archaeologists discover priestess’ 4,400-year-old tomb near pyramids outside Cairo. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/science/archaeology/egypt-pyramid-giza-4400-tomb-hetpet-cairo-archeology-a8192926.html >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

Mãe de Tutankhamon é tema de documentário

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Recentemente foi anunciada a estreia de um documentário que falará sobre a mãe do faraó Tutankhamon e a nova reconstituição facial feita para ela. Será um especial dividido em duas partes para o programa Expedition Unknown, da Travel Channel. Ainda não existe uma data prevista para o Brasil.

No Egito foram descobertos alguns esconderijos onde estavam múmias da realeza. O mais famoso é o de Deir el-Bahari, o qual já foi comentado aqui no Arqueologia Egípcia. Já um dos menos conhecidos  é o que foi descoberto em 1898, na KV-35. Neste foi encontrada a múmia da mulher cujo exames genéticos apontam como sendo a mãe de Tutankhamon. É ela um dos focos do documentário:

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Tutankhamon terá notáveis substitutos no Museu Egípcio do Cairo

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Os artefatos retirados da tumba do faraó Tutankhamon são singulares e têm servido para mostrar a grandiosidade do Egito. Desde a sua descoberta, há quase 100 anos, os artefatos de Tutankhamon (18ª Dinastia; Novo Império) têm preenchido o Museu Egípcio do Cairo sendo exibidos lá. Porém, eles mudarão de lar, passando a compor o acervo do Grand Egyptian Museum, em Gizé. Cuja inauguração oficial está prevista para este ano, 2018, após vários adiamentos.

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Estatuetas provenientes da tumba de Yuya e Tuya

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Sarcófagos de Yuya e Tuya.

Isso levou muitos a se questionar se o Museu Egípcio do Cairo irá fechar e a resposta é não. “O Museu Egípcio em Tahrir não morrerá, continuará a receber visitantes durante todo o ano”, afirmou Khaled el-Enani, Ministro de Estado das Antiguidades. De acordo com o seu comunicado, a coleção de Yuya e Tuyu, pais da rainha Tiye, permanecerão no local. Assim como os objetos funerários de Psusennes I, que foram encontrados em 1940 pelo arqueólogo francês Pierre Montet. Esse faraó e reinou muitos anos mais tarde a morte de Tutankhamon, durante a 21ª Dinastia, Terceiro Período Intermediário.

— Saiba mais: Tesouros arqueológicos no porão do Museu Egípcio no Cairo

Face d'orMáscara mortuária de Psusennes I.

Para o Dr. Tarek Tawfik, diretor-geral do Grande Museu Egípcio, esta será uma grande oportunidade de dar mais destaque para outras peças interessantes, mas que foram ofuscadas durante todos esses anos por Tutankhamon. A outra justificativa é dar a cada museu a chance de ter suas próprias peças de destaque.

 

Fonte:

Will the Tanis Collection replace King Tut’s in the Tahrir Museum?. Disponível em < https://www.egypttoday.com/Article/4/39704/Will-the-Tanis-Collection-replace-King-Tut%E2%80%99s-in-the-Tahrir?platform=hootsuite >. Acesso em 23 de janeiro de 2018.

 

Nefertiti nunca teria sido uma faraó, diz arqueóloga

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Ao contrário do que alguns pesquisadores pensam, Nefertiti, uma das mulheres mais famosas da antiguidade egípcia, não teria se tornado faraó. Ao menos é o que diz a Dra. Joyce Tyldesley, arqueóloga e egiptóloga da Universidade de Manchester, em seu livro “Nefertiti’s Face: The Creation of an Icon” (Face de Nefertiti: a criação de um ícone), publicado pela Profile Books e que será oficialmente lançado no próximo dia 25 de janeiro (2018), mas sem lançamento previsto para o Brasil.

Imagem de Nefertiti escupida por Tutmosis (Tutmés). Foto: Nile Magazine.

Nefertiti governou o Egito durante o final do Novo Império, mais especificamente no atualmente chamado Período Amarniano. Sua participação na vida pública e religiosa egípcia levou alguns acadêmicos a acreditar que ela reinou após a morte do seu esposo, Akhenaton, como uma faraó. Tese esta que não é sumariamente aceita entre os egiptólogos.

—  Saiba mais: Conheça algumas das mulheres que foram faraós.

Essa rainha ficou mundialmente famosa através do seu busto, que foi encontrado em 1912 e que atualmente está exposto em Berlim, Alemanha. Em seu livro Tyldesley conta a história da famosa escultura desde sua criação até a sua condição nos dias de hoje.

Nefertiti. Foto: Wikimedia Commons.

Sobre as alegações de que esse artefato seria falso, a pesquisadora teceu algumas palavras: “Alguns alegaram que é uma falsificação, mas eles estão completamente errados. Não tenho dúvidas de que o objeto exposto na Alemanha é o verdadeiro, é verdadeiramente notável.”

— Saiba mais: Seria a famosa estátua da rainha Nefertiti falsa?

E também explica sobre o fascínio do público por esta imagem e a tentativa de apropriação de sua identidade: Os admiradores da escultura tendem a ver suas próprias culturas e interesses refletidos em sua imagem; Hitler, por exemplo, presumivelmente a viu como ariana.”

Nefertiti em exposição em 1963.

A teoria de que ela teria sido faraó surgiu quando alguns acadêmicos começaram a sugerir que a forma como ela era retratada (usualmente do mesmo tamanho que o rei ou quase da sua altura) e sua extensa participação nos cultos ou atividades políticas ao lado do esposo, indicariam que ela teria muito mais poder que muitas outras rainhas de sua época. A mesma teoria sugere que com a morte de Akhenaton ela teria mudado o seu nome e reinado como Ankhkheperura Neferneferuaton (assista ao vídeo “Mulheres Faraós” para saber mais).

Mas, para Tyldesley o cenário é outro: “Embora a maioria das pessoas e muitos egiptólogos acreditem que Nefertiti era uma mulher da realeza excepcionalmente poderosa e, possivelmente, mesmo uma faraó, acredito que este não era o caso.” e continua “ela não nasceu na realeza, e para uma mulher da não realeza tornar-se rei[1] teria sido algo sem precedentes. Sua filha Meritaton, no entanto, realmente nasceu na realeza — e também é uma candidata mais provável para ser faraó”. E complementa: “só porque ela é a rainha mais famosa e poderosa do Egito em nosso mundo não significa que ela tenha sido uma famosa e poderosa rainha do Egito em seu mundo”.

Dra. Joyce Tyldesley é autora de vários outros livros de Egiptologia tais como “Stories from Ancient Egypt”, “Cleopatra: Last Queen of Egypt”, “Egypt: How A Lost Civilisation Was Rediscovered” e “Ramesses: Egypt’s Greatest Pharaoh”.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas apresenta o faraó e a Grande Esposa Real.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Nefertiti was no pharaoh, says renowned Egyptologist. Disponível em < https://phys.org/news/2018-01-nefertiti-pharaoh-renowned-egyptologist.html >. Acesso em 22 de janeiro de 2018.


[1] Aqui teria sido melhor utilizar o termo “faraó”, já que esta palavra significa “grande morada” e não necessariamente “rei”.

O enigma dos “Dois Irmãos” do tempo dos faraós

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Museu de Manchester (Reino Unido) possui algumas das coleções egípcias mais notáveis. E dentre as peças estão os artefatos funerários e as múmias de dois homens que tinham sido sepultados juntos. Eles foram identificados como Khnum-nakht e Nakht-ankh e as pesquisas revelaram que viveram durante a 12ª Dinastia.

Os ataúdes dos Dois Irmãos. Khnum-nakht é o da esquerda e Nakht-ankh o da direita. 2011.

O túmulo deles foi encontrado em 1907, em Dir Rifeh (próximo do Cairo), por um trabalhador egípcio chamado Erfai.  Ele estava trabalhando para os arqueólogos britânicos Ernest Mackay e Flinders Petrie, que enviaram toda a coleção funerária para Manchester.

Chegando ao museu em 1908 as múmias foram desembrulhadas pela primeira egiptóloga do Reino Unido a trabalhar em uma universidade, a Dra. Margaret Murray. Ela e seu auxiliar concluíram que a morfologia dos esqueletos de ambos os homens era diferente o que a fez sugerir que eles não seriam parentes. A pesquisadora ainda tinha dado uma estimativa de idade onde o Khnum-nakht teria cerca de 40 anos no momento de sua morte e Nakht-ankh cerca de 60.

Dra. Margaret Murray com a sua equipe exumando Nakht-ankh. 1908.

Apesar da conclusão de Margaret de que eles não seriam parentes, os ataúdes de ambos contavam uma outra história. De acordo com os textos eles eram filhos de um governante local com uma mulher chamada Khnum-aa. Por isso do apelido “Dois Irmãos”.

Ainda assim, alguns pesquisadores mais contemporâneos propuseram que um ou os dois homens fossem em verdade adotados.

Para sanar esta dúvida, foram extraídas amostras dos dentes de ambos em 2015 para que um exame de DNA pudesse ser realizado e o resultado saiu este ano (2018) na revista cientifica Journal of Archaeological Science. De acordo com o resultado eles pertenciam ao haplótipo mitocondrial M1a1, sugerindo uma relação maternal, portanto, seriam filhos da mesma mãe. Entretanto, as sequências do cromossomo Y foram menos completas e apresentaram variações entre as duas múmias, indicando que eles tinham pais diferentes, ou seja, muito provavelmente eram meio irmãos.

 

Fonte:

DNA confirms the Two Brothers’ relationship. Disponível em < https://egyptmanchester.wordpress.com/2018/01/16/dna-confirms-the-two-brothers-relationship/ >. Acesso em 17 de janeiro de 2018.