Nova descoberta arqueológica em Saqqara será anunciada no início de 2021

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No momento em que escrevo esse post, o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito está se preparando para anunciar mais uma descoberta arqueológica. Ela está sendo definida como uma das mais “importantes” já realizadas.

De acordo com o que já foi liberado, ela foi feita na região de Saqqara, durante escavações de uma missão de arqueologia chefiada pelo arqueólogo Zahi Hawass. Os trabalhos estão sendo realizados ao lado da pirâmide do rei Teti I, que reinou durante a 6ª Dinastia (Antigo Reino).

Pirâmide de Teti I

Por hora, o que sabemos é que trata-se da descoberta de poços funerários contendo ataúdes (o que chamamos no Brasil de sarcófagos) ainda com suas respectivas múmias e que são datados do Novo Império.

Cerâmicas e restos esqueletizados também foram encontrados.

De acordo com a equipe, esse achado ajudará a lançar luz sobre uma parte da história de Saqqara, especialmente a ver com os cemitérios datados da 18ª e 19ª Dinastias.

Veja também:

Fonte:
New archaeological discovery in Saqqara to be announced early 2021. Disponível em < https://www.egypttoday.com/Article/4/95802/New-archaeological-discovery-in-Saqqara-to-be-announced-early-2021 >, Acesso em 10 de janeiro de 2021.

Egito anunciará em breve o que declaram como “a maior descoberta arqueológica de 2020”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito declarou essa semana que anunciará aquela que definiu como “a maior descoberta arqueológica de 2020”. Tal anúncio será feito em uma conferência de imprensa que será realizada na necrópole de Saqqara nos próximos dias.

Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito

No início de outubro foi anunciada a descoberta de 59 sarcófagos na região, o que por si só já é notável e histórico. Todos esses caixões estão bem preservados e contendo suas respectivas múmias em seu interior. Saiba mais sobre essa descoberta assistindo ao vídeo abaixo:

Então, isso faz com que nos perguntemos que tipo de descoberta superaria a dos 59 sarcófagos.

Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito
Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito

Através de algumas fotografias disponibilizadas pelo próprio Ministério é possível ver alguns artefatos em um ótimo estado de conservação, incluindo o que parece ser uma máscara de cartonagem coberta por folhas de ouro.

Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito

Ficaremos no aguardo por mais notícias.

“A maior descoberta arqueológica”:

Embora insistam em utilizar o termo “maior descoberta arqueológica”, isso é problemático no sentido de que isso acaba colocando um valor “quantitativo” em descobertas arqueológicas. Que quanto “maior” e “mais enfeitado”, melhor. O que não é verdade. A Arqueologia é uma ciência indiciária, e quanto mais informações tivermos, independente do volume ou “qualidade artística”, melhor.

Espero abordar esse assunto em breve no canal Arqueologia pelo Mundo. Clique aqui e se inscreva nele para não perder nenhum vídeo.

Fonte:
Egypt to announce biggest archaeological discovery of 2020 soon. Disponível em < https://dailynewsegypt.com/2020/11/09/egypt-to-announce-biggest-archaeological-discovery-of-2020-soon/ >. Acesso em 09 de novembro de 2020.
Egypt to announce biggest archaeological discovery in 2020 in few days. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/391380.aspx >. Acesso em 09 de novembro de 2020.

27 sarcófagos lacrados foram descobertos em necrópole do Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Foi anunciada a descoberta de 27 sarcófagos na cidade de Saqqara, Egito. Esse achado deixou os arqueólogos do país em polvorosa, porque é um dos maiores desse tipo. Tratam-se de ataúdes (caixões) de madeira bem coloridos e que ainda estão lacrados, de acordo com um comunicado do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito. No mesmo comunicado o ministro, Khaled El-Enany, agradeceu aos trabalhadores da escavação por operarem em condições difíceis, enquanto aderiam às novas medidas de segurança relacionadas ao coronavírus.

No início desse mês de setembro (2020) tinha sido anunciado o descobrimento de 13 sarcófagos. E agora o anúncio é referente a descoberta de mais 14 os quais foram encontrados no fim de um segundo poço com cerca de 11 metros de profundidade. Não se sabe ainda quem são as pessoas dentro dos ataúdes, mas por terem sido encontradas em Saqqara, e ainda por cima em caixões de madeira tão bem decorados, provavelmente tratam-se de indivíduos relacionados de alguma forma à nobreza. Porém, pesquisas adicionais serão necessárias para se saber tanto a identidade daqueles que estão no caixão, como para saber se existem mais sarcófagos nas proximidades.

Os arqueólogos também encontraram vários artefatos no poço, incluindo pequenas estátuas e um obelisco de madeira com pouco mais de 30 centímetros de altura.

A cidade de Saqqara um dia foi a localização da mais antiga capital do Egito e que após perder o seu posto tornou-se uma cidade de grande importância religiosa, além de possuir uma das mais significativas necrópoles do país. É lá onde está a mais antiga pirâmide do Egito, a Pirâmide de Djoser.

Outra descoberta do tipo:

Em 2019 uma descoberta muito parecida tinha sido feita, porém em Luxor. Nessa ocasião 30 sarcófagos tinham sido encontrados na vila de Al-Assasif:

— Saiba mais: Dezenas de sarcófagos foram encontrados selados no Egito

Fonte:

Egypt tomb: Sarcophagi buried for 2,500 years unearthed in Saqqara. Disponível em < https://www.bbc.com/news/world-middle-east-54227282 > Acesso em 22 de setembro de 2020.

Múmias de sacerdotes do deus Thot são encontradas em grande tumba; filho de faraó também está lá!

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

O Ministério das Antiguidades do Egito divulgou na última quinta-feira a descoberta de tumbas na província de Minya. A maioria pertence a sacerdotes que viveram há 3.00 anos no Egito. No total são 16 túmulos contendo 20 sarcófagos, cinco dos quais são feitos talhados na pedra calcária. A descoberta foi feita por uma missão arqueológica liderada por Mustafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades.

Tratam-se de sepulturas compartilhadas das quais algumas eram de sacerdotes que trabalhavam a serviço ao deus Thot, divindade da escrita. As demais são de altos funcionários do Período Tardio.

No local também foram encontrados 10.000 ushabtis, alguns de cor azul (cor símbolo da divindade) e outros de cor verde (cor símbolo da fertilidade). Ushabtis são pequenas estátuas funerárias que eram colocadas em túmulos para servir ou substituir o falecido em tarefas cotidianas no além mundo. 

Também foram encontrados recipientes canópicos (onde os egípcios colocavam os órgãos mumificados) feitos com calcário pintado (e ao menos um deles pertencia a uma mulher) e 700 amuletos; alguns representando escaravelhos.

Muitos vasos de cerâmica de diferentes formas e tamanhos, usados ​​para fins funerários e religiosos, também foram desenterrados juntamente com ferramentas para cortar pedras e mover caixões, como martelos de madeira.

Durante um comunicado para imprensa, Waziri disse que um dos sarcófagos de pedra pertence ao filho do rei Psamético (não foi esclarecido qual deles), que assumiu o título de chefe do tesouro real. Ele possuía muitos títulos, dos quais um dos mais importantes era o de sacerdote de Osíris e Nut.

Fonte: 

Sarcophagus dedicated to sky god among latest ancient Egypt trove. Disponível em < https://phys.org/news/2020-01-sarcophagus-dedicated-sky-god-latest.html >. Acesso em 30 de janeiro de 2020. 

In photos: Communal tombs for high priests uncovered Upper Egypt. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/362609/Heritage/Ancient-Egypt/In-photos-Communal-tombs-for-high-priests-uncovere.aspx >. Acesso em 30 de janeiro de 2020. 

16 ancient Egyptian burial shafts see the light in Minya. Disponível em < https://wwww.dailynewssegypt.com/2020/01/30/16-ancient-egyptian-burial-shafts-see-the-light-in-minya/ >. Acesso em 30 de janeiro de 2020. 

Arqueólogos encontram várias múmias próximo de pirâmide egípcia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Arqueólogos poloneses descobriram algumas múmias nas imediações da Pirâmide de Djozer, em Saqqara. A equipe trabalha na região há mais de 20 anos através de uma concessão de escavação concedida ao Centro de Arqueologia Mediterrânea da Universidade de Varsóvia.

Foto: Dąbrowski / PCMA

Esta descoberta recente compreende uma área entre a Pirâmide de Djozer e a parte ocidental do chamado “fosso seco”, que nada mais é que uma vala profunda que circunda a área sagrada da pirâmide.

Foto: Dąbrowski / PCMA

“A maioria das múmias que descobrimos na temporada passada eram muito modestas, elas só foram submetidas a tratamentos básicos de bálsamo e então envoltas em ataduras e colocadas diretamente em cavidades escavadas na areia”, disse Kamil Kuraszkiewicz, coordenador das escavações e que integra o Departamento de Egiptologia, na Universidade de Varsóvia da Faculdade de Estudos Orientais.

Foto: Maciej Jawornicki/ Samorząd Studentów Wydziału Orientalistycznego UW/Facebook

Foto: Dąbrowski / PCMA

Uma das parte mais intrigantes desta descoberta é um dos ataúdes de madeira, que apresenta marcas que lembram inscrições hieroglíficas, mas que em verdade é só uma tentativa de imitação. Basicamente “O artesão que pintou aparentemente não sabia ler e talvez tentou reproduzir algo que já havia visto antes. Em qualquer caso, alguns dos caracteres pintados não são sinais hieroglíficos da escrita hieroglífica e o todo não cria um texto inteligível”, explicou Kuraszkiewicz.

Fonte:

Dozens of mummies dating back 2,000 years found next to world’s oldest pyramid. Disponível em < https://www.thefirstnews.com/article/dozens-of-mummies-dating-back-2000-years-found-next-to-worlds-oldest-pyramid-6545 >. Acesso em 28 de junho de 2019.

Ossos humanos e sarcófagos são encontrados perto de pirâmide egípcia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma equipe egípcia de arqueologia encontrou recentemente, durante escavações no lado sul da Pirâmide de Lahun (Fayum), vários artefatos dentro de uma tumba do Médio Reino. A coordenação dos trabalhos estava sob a responsabilidade de Mustafa Waziri — Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades —, que explicou que os objetos encontrados tratam-se de restos de ataúdes de madeira tanto de homens, mulheres e crianças.

Ainda foram identificados fragmentos de potes, amuletos de faiança egípcia, uma estátua de madeira e ushabtis de barro. Os arqueólogos apontam que estas coisas datam de diferentes períodos egípcios. 

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Esta notícia foi revelada juntamente com o anúncio da abertura da Pirâmide de Lahun para os turistas. 

Após séculos pirâmide de rei egípcio é aberta para visitantes

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Espera-se que em breve sejam realizadas mais descobertas na região. E nós aqui no Brasil? Bem, ficaremos no aguardo. 

Fonte:

Inauguration of Lahun pyramid and Khond Aslabay Mosque after years of restorations in Fayoum. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/337002/Heritage/Ancient-Egypt/Inauguration-of-Lahun-pyramid-and-Khond-Aslabay-Mo.aspx >. Acesso em 28 de junho de 2019.

Tumba com mais de 4400 anos é encontrada no Egito ainda com suas pinturas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Fotos: Ministério das Antiguidades

Um dos últimos descobrimentos arqueológicos ocorridos no Egito em 2018 foi a de uma tumba que permaneceu fechada por quase 4.400 anos e que têm deixado as autoridades egípcias em polvorosa. A animação ficou refletida durante uma conferência feita para imprensa organizada exclusivamente para anunciar a descoberta. A tumba, que está localizada em Saqqara, pertenceu a um homem chamado Wahtye e que possuía os títulos de “sacerdote real da purificação”, “supervisor real” e “inspetor dos barcos sagrados”. Ele foi um empregado do rei Neferrirkare, que governou durante o Antigo Reino, na 5ª Dinastia.

Fotos: Ministério das Antiguidades

De acordo com Mostafa Waziri, secretário geral do Supremo Concelho de Antiguidades, “A cor está quase intacta apesar da tumba ter quase 4400 anos”. As paredes da galeria estão cobertas por pinturas em relevo, esculturas e inscrições. Tudo isto, apesar de ter se passado tantos milênios, está em um ótimo estado de conservação. As pinturas representam cenas da vida cotidiana e imagens de cunho funerário e religioso. Já as estátuas, que preenchem 18 nichos, representam o proprietário da sepultura e a sua família. Enquanto 26 nichos menores perto do chão possuem estátuas de uma pessoa (ainda não identificada) em pé ou sentada com as pernas cruzadas, como um escriba.

— Leia também: A “Lei da Frontalidade”: entendendo as pinturas egípcias

O local está sendo pesquisado por uma equipe de arqueólogos egípcios, os quais encontraram cinco poços em seu interior. Um deles já foi aberto, mas nada foi encontrado, mas existe uma certa esperança de que os demais possam conter alguma coisa, quem sabe até o ataúde do dono da tumba.

Fonte:

Untouched 4,400-year-old tomb discovered at Saqqara, Egypt. Disponível em < https://www.nationalgeographic.com/culture/2018/12/relief-statues-discovered-priest-royal-purification-tomb-saqqara-pyramid-egypt/ >. Acesso em 15 de dezembro de 2018.

Múmias intactas de cantora de Amon e sacerdote são encontradas em sala selada

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma equipe composta por arqueólogos egípcios encontrou um túmulo com cerca de 3.000 anos contendo vários ataúdes intactos em Luxor, Egito. As pesquisas arqueológicas na área tinham ocorrido entre março e maio (2018) e retomado em agosto (2018) até o momento.

Foto: Luxor Times

Durante os trabalhos de escavações mais de 300 metros cúbicos de detritos foram retirados. Dentre as descobertas estão representações da rainha “Ahmos-Nefertari” e seu filho “Amenhotep I”, que governaram durante do Primeiro Período Intermediário.

Foto: Luxor Times

Em uma conferência de imprensa, o Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Dr. Mostafa Waziri, revelou qual era o nome do dono da sepultura: era um homem chamado “Shu En Khet.ef” que significa “Vento Norte nas suas costas”, que era um “Escriba da capela de mumificação no templo Mut”.

Foto: Luxor Times

No local foram encontrados 1000 ushabtis, máscaras mortuárias de madeira, estatuetas de faiança e papiros contendo parte do capítulo 125 do Livro dos Mortos. E em uma sala lateral selada com tijolos de barro foram encontrados dois caixões de madeira cobertos com flores. Ambos os caixões são datados da 25ª ou 26ª dinastias, que estão situadas no final do Novo Império, centenas de anos após o fim do Primeiro Período Intermediário. Ambos os ataúdes não são do dono da tumba e sim de um sumo sacerdote de Amon chamado “Padiese” e de uma mulher que era cantora de Amon.

Foto: Luxor Times

Fonte:

Breaking News: 3000-year Tomb Contains Intact Coffins discovered in Luxor. Disponível em <https://luxortimesmagazine.blogspot.com/2018/11/breaking-news-3000-year-tomb-contains.html >. Acesso em 24 de novembro de 2018.

 

Arqueólogos descobrem tumba de sacerdotisa egípcia

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Foi anunciado no último sábado a descoberta de uma tumba que provavelmente pertence a uma oficial de alto escalão que viveu durante a 5º Dinastia (Antigo Reino). Ela se chamava Hatbet e possuía os títulos de “sacerdotisa da deusa Hathor” e “alta funcionária ligada à realeza”. Sua sepultura encontra-se na área do Cemitério Ocidental a oeste da Grande Pirâmide do Platô de Gizé[1][2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

A notícia foi dada durante uma conferência do Ministério das Antiguidades no platô, onde foi dito que blocos do túmulo foram desenterrados em 1909 por um explorador britânico que os enviou para Berlim e Frankfurt. “O túmulo nunca foi descoberto até outubro de 2017, quando a missão egípcia começou a escavação no cemitério ocidental de Gizé”, disse o Ministro das Antiguidades, Khaled El-Enany[2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O ministro também explicou que o cemitério já havia sido escavado por várias missões arqueológicas desde 1843 e as mais destacadas e importantes foram feitas pelo ex-ministro das antiguidades, Zahi Hawass[2].

O sepulcro possui alguns detalhes interessantes, a exemplo da iconografia de um macaco doméstico dançando em frente a uma banda. Assim como inscrições únicas e imagens cotidianas como cenas de pastoreio, abates, bandas musicais e dançarinas[1][2]. Outro detalhe é que ele é feito de tijolos de barro com uma camada de argamassa. Por conta deste pormenor o Secretário Geral do Conselho Supremo das Antiguidades, Mostafa Waziri, acredita que esse não é o túmulo principal da Hatbet[1]. Então, existe a esperança de se encontrar outra estrutura funerária também pertencente a essa mulher[3].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O Platô de Gizé hospeda algumas das mais antigas tumbas do Egito. A maioria delas eram destinadas a reis e suas esposas, assim como funcionários de alto escalão e sacerdotes, como é o caso da Hatbet[1].

 

Fonte:

[1] 4,400 year-old tomb of top pharaoh official discovered in Egypt. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/4400-year-old-tomb-of-top-pharaoh-official-discovered-in-egypt/ >. Acesso em 03 de fevereiro de 2018.

[2]Tomb of 5th Dynasty top official Hetpet discovered near Pyramid of Khafre on Giza Plateau. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/289277/Heritage/Ancient-Egypt/Tomb-of-th-Dynasty-top-official-Hetpet-discovered-.aspx >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

[3]Egypt says 4,400-year-old tomb discovered outside Cairo. Disponível em < http://abcnews.go.com/Technology/wireStory/egypt-4400-year-tomb-discovered-cairo-52814551 >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

Egypt: Archaeologists discover priestess’ 4,400-year-old tomb near pyramids outside Cairo. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/science/archaeology/egypt-pyramid-giza-4400-tomb-hetpet-cairo-archeology-a8192926.html >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

As 9 melhores descobertas arqueológicas de 2017 sobre o Egito Antigo

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

Caso você tenha caído de paraquedas aqui neste post ou simplesmente não tem o habito de ler sites ou blogs: o Arqueologia Egípcia é um site dedicado a trazer textos, vídeos, fotos e notícias sobre as pesquisas relacionadas com o Egito Antigo. Aqui até existe uma aba especial dedicada às novidades. É lá onde se encontram as notícias sobre descobertas arqueológicas associadas com a história egípcia e foi de onde tirei as 9 pesquisas que foram tidas como as mais interessantes, chamativas e legais de 2017.

Contudo, antes de dar início a lista, devo explicar que usei o termo “melhores” no título para resumir as mais magnificas do ponto de vista não só dos acadêmicos, mas do público. Sou da turminha da Arqueologia que considera toda e qualquer descoberta arqueológica passível de ser interessante para o entendimento do passado. Abaixo, as descobertas selecionadas:

 

1: Descoberta de imagens de embarcações:

Uma equipe de arqueólogos encontrou, gravadas na parede de um fosso em Abidos, gravuras representando uma frota egípcia. No local, que fica próximo ao túmulo do faraó Sesostris III (Médio Império; 12ª Dinastia) foram contados nos desenhos 120 navios, desenhados sobre uma superfície de gesso. Alguns são bem detalhados, contendo informações como remos e timões.

Foto: Josef Wegner

Neste caso não se sabe quem fez estas gravuras, mas ao menos duas teorias foram levantadas: a de que foram feitas pelos próprios trabalhadores que construíram o fosso ou que tenha sido a ação de vândalos. É né… Vai que.

 

2: Sepulturas de crianças egípcias revelam desnutrição generalizada:

Esta provavelmente é uma das descobertas mais chocantes. Uma arqueóloga da Universidade de Manchester, em sociedade com a Missão Arqueológica Polaco-Egípcia, fez uma série de descobertas perturbadoras em Saqqara: eles encontraram corpos de crianças que parecem ter sofrido grave anemia, cáries dentárias e sinusite crônica.

Foto: Iwona Kozieradzka-Ogunmakin

Através dos seus estudos, a arqueóloga foi capaz de estabelecer que a criança mais jovem encontrada no cemitério tinha algumas semanas de idade e as mais velhas 12 anos, mas a maioria tinha entre três e cinco anos.

 

3: Fragmentos de uma estátua colossal:

Esta foi um hype! A historinha é a seguinte: Uma missão egípcia-alemã, que está trabalhando em El-Mataria (Cairo), antiga Heliópolis, desenterrou partes de duas estátuas colossais da época ramséssida, no sítio arqueológico de Suq el-Khamis. A princípio acreditou-se que se trataria de Ramsés II, da 19ª dinastia, Novo Império, mas não passou muito tempo até que descobrissem que na verdade era Psamético I, que reinou como rei do Egito durante a 26ª Dinastia, Baixa Época.

Foto: Reuters.

4: Descoberta de tumba de princesa egípcia:

A tumba de uma princesa egípcia foi identificada na pirâmide de Ameny Qemau (13ª Dinastia), na necrópole de Dashur. Nas escavações que revelaram a câmara funerária da princesa foram identificados um sarcófago mal preservado, bandagens e uma caixa de madeira contendo vasos canópicos. Inscrições na caixa indicam que os objetos pertenceram a ela, que por sua vez era uma das filhas do próprio Ameny Qemau.

Foto: MSA

Esta foi uma descoberta que não revelou para a imprensa tantos achados assim, somente informações básicas. Mas o público do site amou muito e compartilhou a notícia extensamente. Então ela está aqui marcando presença.

 

5: Descoberta de faraó pouco conhecido:

Na verdade, esta foi uma descoberta dupla em que a princípio tinha sido encontrada uma pirâmide datada do Segundo Período Intermediário, em Dashur e somente depois foi apontado que ela pertencia a um faraó praticamente desconhecido chamado Ameny Qemau.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito.

Porém, esta história não acaba por aqui: uma outra pirâmide pertencente a esse mesmo governante foi descoberta em 1957, também em Dashur.

 

6: Os mais antigos hieróglifos egípcios:

Uma expedição conjunta entre a Universidade de Yale e o Museu Real de Belas Artes de Bruxelas, que está estudando a antiga cidade egípcia de El kab, descobriu inscrições hieroglíficas com cerca de 5200 anos. São as mais antigas conhecidas.

Foto: MSA.

Os arqueólogos também identificaram um painel de quatro sinais, criados por volta de 3250 aEC e escritos da direita para esquerda — é assim que usualmente os hieróglifos egípcios eram lidos — retratando imagens de animais tais como cabeças de touros em um pequeno poste, seguido por duas cegonhas com alguns íbis acima e entre eles.

 

7: Cabeça de faraó encontrada em Israel:

Uma cabeça de uma estátua retratando um faraó tem intrigado alguns pesquisadores. Isso porque ela foi encontrada em 1995 em Israel na área da antiga cidade de Hazor. Outrora fragmentada ela retrata uma típica imagem de um faraó contendo, inclusive, a serpente ureus, que é uma das insígnias reais egípcias, ou seja, um dos símbolos que demonstram realeza.

Divulgação/Gaby Laron/Hebrew University/Selz Foundation Hazor Excavations.

Em outros anos outras estátuas egípcias também foram encontradas em Hazor e todas fragmentadas no que os pesquisadores concluíram como uma destruição deliberada.

 

8: O maior fragmento de obelisco datado do Antigo Reino:

Uma missão arqueológica — encabeçada por franceses e suíços — que atua em Saqqara encontrou a parte superior de um obelisco datado do Antigo Reino, pertencente à rainha Ankhnespepy II, mãe do rei Pepi II (6ª Dinastia).

Foto: MSA

Ankhnespepy II foi uma das rainhas mais importantes da sua dinastia. Ela foi casada com Pepi I e quando ele morreu casou-se com Merenre, o filho que o seu falecido esposo tinha tido com sua irmã Ankhnespepy I.

 

9: Descoberta da localização de um templo de Ramsés II

A missão arqueológica egípcio-checa descobriu restos do templo do faraó Ramsés II (Novo Império; 19ª Dinastia) durante os trabalhos de escavações realizados em Abusir.

Foto: MSA

A missão já tinha encontrado em 2012 evidências arqueológicas de que existia um templo nesta área, fato que encorajou os pesquisadores a escavar nesta região ao longo dos últimos quatro anos.

 

Deliberadamente deixei a descoberta do “espaço vazio” da Grande Pirâmide de fora pelos motivos citados no vídeo “Espaço vazio dentro da Grande Pirâmide do Egito: Entenda!”:

Agora é a vez de vocês! Qual é a sua descoberta arqueológica do ano de 2017 favorita?