Pinturas antigas exclusivas são encontradas em templo do deus Sobek

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma missão egípcia de arqueologia, enquanto trabalhava acompanhando a redução do nível do lençol freático no Templo Kom Ombo, Aswan, descobriu duas pinturas antigas feitas de arenito. Uma delas pertence ao faraó Seti I e a outra ao faraó Ptolomeu IV. Ambos viveram em épocas bem distintas da história do Egito Antigo, sendo o primeiro na 19ª Dinastia e o último na Dinastia Ptolomaica.

Foto: Ministry of Antiquities

O chefe do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, explicou que a primeira pintura possui entre 2.30 m de altura e 1 m de largura, com uma espessura de 30 cm. Foi encontrada quebrada em duas partes, mas suas inscrições estão em boas condições. Ela retrata o rei Seti I em pé diante do deus Hórus e do deus Sobek e sob a cena está um texto com várias analogias ao faraó Horemheb, antecessor do pai de Sei I.

A segunda pintura está fragmentada em várias partes e tem 3.25 m de altura, 1.15 m de largura e 30 cm de espessura. Ela precisará de cuidados extras com o restauro e retrata o faraó Ptolomeu IV acompanhado por sua esposa Arsinoe III.

Ambas estas descobertas são importantes dada a sua exclusividade e com sendo mais uma comprovação de que o templo recebeu atenção dos governantes do Egito em diferentes períodos.

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Fonte:

Two ancient paintings discovered at Temple of Kom Ombo. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/58372/Two-ancient-paintings-discovered-at-Temple-of-Kom-Ombo >. Acesso em 02 de outubro

Exposição de artefatos egípcios é inaugurada na Noruega

Quem visitar a Noruega poderá conhecer a exposição “Imagens do Museu”, que está localizada no Museu Norueguês de História Cultural em Oslo. A exposição de três meses está exibindo artefatos egípcios dos maiores museus do mundo, incluindo o Museu Victoria e Albert, o Museu d’Orsay, em Paris, e o Museu Metropolitano de Artes, além de duas cópias originais do livro “Description de l’Égypte”, obra encomendada por Napoleão Bonaparte, após invadir o Egito

ahram.org

Para mais informações:

NORSK FOLKEMUSEUM

Museumsveien 10, Bygdøy, 0287 Oslo, Norway

PHONE (+47) 22 12 37 00

E-MAIL post@norskfolkemuseum.no

https://norskfolkemuseum.no/en

 

Fonte:

Egypt ambassador to Norway inaugurates ancient Egyptian artefacts exhibition in Oslo. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/311992/Heritage/Ancient-Egypt/Egypt-ambassador-to-Norway-inaugurates-ancient-Egy.aspx >. Acesso em 22 de setembro.

Tumba com mais de 4.000 anos é aberta à visitação

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Após quase passar 80 anos fechada, a notável tumba de um oficial de alta patente chamado Mehu finalmente foi aberta ao público. Esta sepultura localizada em Saqqara chama a atenção porque possui ilustrações em suas paredes mostrando vários aspectos da vida cotidiana durante o Egito Antigo da 6ª Dinastia, Antigo Reino. Ela possui um longo corredor que leva a seis câmaras.

Foto: ahram.org

Foto: ahram.org

“A tumba é uma das mais belas da Necrópole de Saqqara, porque ainda mantém suas cores vivas e cenas distintas”, disse Khaled El-Enany, ministro das antiguidades, acrescentando que entre as cenas mais peculiares da tumba está uma representando o casamento entre crocodilos na presença de uma tartaruga.

Esta sepultura foi descoberta em 1940 pelo egiptólogo Zaki Saad, mas, foi fechada para a visitação do público tempos depois. Agora, após trabalhos de restauros e a inclusão de um sistema de iluminação ela está pronta para receber turistas. A sua reabertura contou com a presença de embaixadores de alguns países, incluso o Brasil.

Foto: ahram.org

Os trabalhos de arqueologia constataram que além de vizir Mahu também era escriba dos documentos reais e chefe dos júris. Igualmente foi descoberto que lá também foram sepultados Mery Raankh, filho de Mehu, e seu neto Hetep Kha II.

Mais fotos:

Foto: EFE

Foto: EFE

Foto: EFE

Tenha em casa: Quer ter uma imagem que remeta aos antigos artistas egípcios? A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é justamente a de artistas desenhando uma imagem parietal tal como devem ter feito na tumba desta rainha.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Fontes:

4,000-year-old Egyptian Tomb of Mehu opens to the public for the first time. Disponível em < https://edition.cnn.com/travel/article/egypt-tomb-mehu-africa/index.html >. Acesso em 14 de setembro.

Egypt inaugurates tomb of sixth dynasty Vizier Mehu’s in Saqqara Necropolis 8 decades after its discovery. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/311129.aspx >. Acesso em 14 de setembro.

Breathtaking Ancient Egyptian tombs dating back to the Sixth Dynasty are reopened to the public for the first time since they were discovered nearly 80 years ago. Disponível em < https://www.dailymail.co.uk/news/article-6146741/Breathtaking-Ancient-Egyptian-reopened-public.html >. Acesso em 14 de setembro.

Abren por primera vez la espectacular tumba de Mehu en Egipto. Disponível em < https://www.abc.es/cultura/abci-abren-primera-espectacular-tumba-301339124902-20180908170317_galeria.html >. Acesso em 14 de setembro.

Zahi Hawass estará aqui no Brasil para realizar palestras

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O famoso arqueólogo e egiptólogo Zahi Hawass virá para o Brasil em dezembro para um evento exclusivo organizado pela Hórus Viagens. Ele passará por São Paulo e Rio de Janeiro apresentando a palestra “Múmias, pirâmides e Cleópatra: novas descobertas”.

Zahi Hawass. Foto: Divulgação.

Dentre os assuntos abordados estarão a identificação da múmia da faraó Hatshepsut, a família de Tutankhamon e a morte de Ramsés III. Vale ressaltar que ele atualmente está trabalhando no Vale dos Macacos, em um local onde possivelmente está uma tumba que pode ser da rainha Ankhensenamon. Saiba mais sobre este trabalho no vídeo abaixo:

A palestra será em inglês, mas possuirá tradução simultânea com fones de ouvido. Para saber como se inscrever ou retirar suas dúvidas:

www.zahihawassnobrasil.com.br

www.facebook.com/horusviagens

contato@horusviagens.com


Nota: As fontes oficiais de Hawass ainda não confirmaram em suas redes a sua vinda para o Brasil e nem ocorreu atualização em sua agenda de eventos. Desta forma, o Arqueologia Egípcia está aguardando por mais informações.

Atualização – 17/09; 09h53: Enviei um e-mail para o Zahi Hawass e ele além de confirmar a vinda dele para o Brasil irá atualizar o seu site com a atualização.

Conheça o novo lar bilionário dos tesouros arqueológicos do Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O turista que visitar por estes dias o Platô de Gizé, lar das três grandes pirâmides do Egito, poderá ver ao longe cerca de 5.000 operários trabalhando 24 horas por dia para terminar o Grande Museu Egípcio (GEM), cuja promessa de inauguração se arrasta por anos. Agora, acredita-se que este grande prédio estará disponível para a visitação em 2020. Quando ele estiver pronto e totalmente funcional se tornará o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização.

Foto: Dana Smillie

A ideia da criação do Grande Museu Egípcio surgiu como uma tentativa de se criar um museu modelo e ao mesmo tempo afrouxar o Museu Egípcio, na praça Tahrir, no Cairo, que estava cada vez mais abarrotado de artefatos arqueológicos: muitos dos quais permanecem em seu porão sem um tratamento adequado e a maioria nem mesmo foi estudado. Além disso, o GEM terá um centro de estudos aberto a arqueólogos de todo o mundo, centros de conferências, cinemas, lojas e vários restaurantes.

“Todos os meios de tecnologia moderna foram levados em consideração para tornar isso uma experiência inesquecível para o visitante, mas ao mesmo tempo fornecer o melhor ambiente possível para os artefatos.”, explicou Tarek Tawfik, diretor-geral do museu à CNN.

Foto: Dana Smillie

O Grande Museu Egípcio trata-se de um edifício gigantesco com uma enorme fachada de vidro que apresenta um grande panorama do Platô de Gizé e naturalmente as três pirâmides dos reis e a Grande Esfinge, que ficam a apenas dois quilômetros de distância. Por fotos é possível ver a dimensão do lugar. Esforços não foram poupados para igualar o edifico às antigas obras dos faraós. Ele possui um formato triangular e é forrado por uma parede translucida de calcita. O design é assinado pelo estúdio irlandês Heneghan Peng.

Imagem: Divulgação

“Ter um edifício que se harmonize bem com essas pirâmides e forneça, para a próxima geração de jovens egípcios, um lugar onde eles possam realmente conhecer as raízes da civilização de sua história – isso é algo fantástico”, disse Tawfik.

Imagem: Divulgação

Custando mais de 1 bilhão de dólares, o GEM irá realojar e restaurar algumas das mais preciosas relíquias do país, a exemplo dos tesouros do faraó Tutankhamon, os quais estão recebendo atenção especial. Algumas peças já foram restauradas, a exemplo de uma de suas roupas: uma túnica que jamais tinha sido apresentada ao público. Assim como um dos seus muitos pares de sandálias. Quando este calçado em questão foi entregue a um conservador chamado Mohamed Yousri, não se existia muitas esperanças de recuperação, as solas haviam se desintegrado e os enfeites de contas estavam em frangalhos. Mas, o seu esforço valeu a pena. A sandália está restaurada e pronta para ser exibida ao público.

Foto: Dana Smillie

Só a título de curiosidade: o museu terá 93.000 metros quadrados de espaço de exposição, onde os artefatos de Tutankhamon ocuparão cerca de um terço.

Uma dezena de outros artefatos ao longo dos últimos anos têm recebido atenção dos conservadores do museu, que agora tem o seu espaço como um dos maiores centros de conservação do mundo.

A construção do GEM passou por uma série de altos de baixos. Tendo a sua construção se iniciado em 2010, sua inauguração foi atrasada várias vezes: além de ter assistido a Primavera Árabe em 2011, sofreu com a ausência de verbas para a sua construção. Hoje é a esperança de reviver o turismo no Egito, que decaiu nos últimos anos e só agora começa a se reerguer.

Fonte:

Egypt’s treasures to receive a new $1 billion home. Disponível em < https://edition.cnn.com/style/article/grand-egyptian-museum/index.html >. Acesso em 6 de junho de 2018.
En la pirámide de Tutankamón. Disponível em < http://www.elcorreo.com/culturas/piramide-tutankamon-20180324102115-nt.html?edtn=bizkaia >. Acesso em 2 de junho de 2018.

O Museu Nacional em chamas: o que esperar do futuro?

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O dia 02 de setembro agora ficará marcado na memória do país. O Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, aquele mesmo que poderia ser o orgulho da nação, mas que permaneceu esquecido durante anos pelo poder público, irrompeu em chamas que destruíram em poucas horas mais de 20 milhões de artefatos científicos catalogados. Não se sabem ainda quais as causas do incêndio: alguns especulam que foi um curto circuito, já uma testemunha ocular declarou ao O Globo que viu um balão sobrevoar a Quinta da Boa Vista e cair no quintal do museu. Independente das causas, o fato inadmissível é que a região não estava preparada para o incidente. Os bombeiros chegaram com um caminhão tanque plenamente abastecido, mas quando ele esvaziou eles tentaram usar os hidrantes da área, entretanto, estavam secos, o que os levou a esperar por abastecimentos.

Foto: Uanderson Fernandes; Agência O Globo

Então, todos na região assistiram incrédulos ao museu ser consumido até ruir, levando consigo artefatos arqueológicos da pré-história brasileira, múmias pré-colombianas, acervos linguísticos raros, múmias egípcias únicas, coleções biológicas notáveis e, dentre centenas de muitos outros exemplos, o crânio da nossa brasileira mais antiga, a Luzia, datado com mais de 11,5 mil anos. Ou seja, não foi uma tragédia somente para o Brasil, mas para o mundo.

No canal do Arqueologia Egípcia comentei o ocorrido. Este vídeo foi gravado assim que cheguei na cidade, mas foi postado no dia seguinte.

Enquanto alguns dos nossos políticos tratam o assunto com desdém falando frases controversas como “Já pegou fogo, quer que eu faça o quê?” ou “Agora que aconteceu tem muita viúva chorando”, representantes governamentais de outros países, a exemplo da Alemanha e da França, prometeram ajuda financeira para recuperar alguma coisa dos escombros. A National Geographic também prometeu auxilio, assim como a UNESCO.

Foto: Tânia Rêgo/ABr

Contudo, agora que a tragédia ocorreu, o que seria certo nesta situação? Erguer um novo museu a partir da carcaça do Museu Nacional? “Recriar” o Museu Nacional imitando a sua arquitetura? De qualquer forma o que teríamos seria uma ilusão de um discurso de superação, já que um prédio novo não apagará a mancha da vergonha de mostrar internacionalmente que nós, um país que não está em guerra — que é uma das principais causa de destruições de museus e sítios arqueológicos —, assistimos a destruição de museus e permanecemos alheios da gravidade disto.

Múmia egípcia raríssima do Período Romano que foi destruída durante o incêndio do Museu Nacional. Foto: Lélio D. Facó.

 


*As fontes das notícias encontram-se ao longo do texto.

Artefatos egípcios são encontrados em esconderijo da 2ª Guerra Mundial

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Foi anunciado no dia 04/07/18 a descoberta de centenas de objetos de cerâmica. Eles datam das eras greco-romana, copta e islâmica e foram encontrados em um esconderijo possivelmente construído durante a Segunda Guerra Mundial, no interior de um museu em Alexandria.

De acordo com um comunicado do Ministério de Antiguidades, as peças foram encontradas durante trabalhos de restauração no jardim interno do Museu Greco-romano de Alexandria.

Foto: MSA.

“Muito provavelmente foram escondidas pelo arqueólogo (britânico) Alan Rowe e pelos funcionários do museu durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945”, disse o chefe do Setor de Antiguidades egípcias, Ayman Ashmawi. Segundo ele, o objetivo era “proteger os objetos da pilhagem e dos bombardeios frequentes durante a guerra”. As antiguidades certamente foram escondidas “rapidamente” e, por isso, não foram registradas na lista do museu.

Foto: MSA.

“O esconderijo contém uma coleção de cerâmica de tamanhos e formas diferentes”, indicou a chefe do Departamento Central de Antiguidades egípcias e greco-romanas, Nadia Jadre. Entre elas, estão urnas funerárias, chamadas “Hidari”, onde eram guardadas as cinzas dos mortos após sua cremação no período grego. Também foram encontrados recipientes, vasilhas e pratos das épocas greco-romana e bizantina.

 

Fonte:

Maior sarcófago já encontrado em Alexandria é uma das duas descobertas arqueológicas anunciadas no Egito. Disponível em < https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/ministerio-do-egito-anuncia-duas-novas-descobertas-arqueologicas-em-julho.ghtml >. Acesso em 12 de julho de 2018.

Como foi o evento da “Lua de Sangue” no Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No início da noite de ontem (27/07) muitos brasileiros puderam presenciar um eclipse lunar total (o segundo do ano no Brasil) e a oposição do planeta Marte (ou seja, ele ficou bem mais visível no nosso céu noturno). Já outros não tiveram tanta sorte, devido ao tempo nublado em uma grande porção do país.

O grande chamariz desta ocorrência é que durante o eclipse a Lua assumiu um tom avermelhado, por isso que entre a imprensa ela tem sido chamada vulgarmente de “Lua Sangrenta” ou “Lua de Sangue”.

Os sortudos conseguiram registrar o ocorrido através de vídeos e fotografias e outros, mesmo com o tempo fechado, puderam assistiram ao evento através de lives tais como da NASA ou do canal Ciência e Astronomia (que comentou o eclipse e retirou várias dúvidas da audiência).

Mas, naturalmente, o eclipse não esteve visível somente no Brasil: em vários outros países foi possível acompanhar o fenômeno. Um deles foi o Egito, que, por não possuir muitas nuvens, basicamente teve um show no céu. E para nossa boa sorte algumas pessoas registraram. Alguns destes registros compartilho com vocês:

Fotografias tiradas no Platô de Gizé. Fonte: ADÓN // Scientific Investigations (não foi possível confirmar se o crédito das imagens de fato é da página)

O pontinho amarelo é o planeta Marte.

Publicado por ADÓN // Scientific Investigations em Sexta, 27 de julho de 2018

Vídeo feito no Cairo.

Mas atenção! Algumas das fotos que estão rondando pela internet são falsas. Cuidado especialmente com aquelas que mostram templos egípcios com luas gigantes do lado.

 

O significado dos eclipses para os antigos egípcios:

Embora sejam eventos incríveis e muitas vezes visíveis a olho nu, como foi o caso do de ontem, eclipses no Egito Antigo não parecem ter sido algo muito digno de nota nos registros oficiais do país. Ao menos não foram encontrados textos muito explícitos advindos das épocas mais antigas[1]. O que é irônico, vindo de uma civilização que tirava inspiração de muitos aspectos da natureza e que tomava eventos astronômicos (como é o caso do surgimento da estrela Sirius) para organizar seu calendário.

Quando vemos citações de eclipses durante a antiguidade egípcia elas eram escritas em demótico e com certa associação com alguma tradição estrangeira tal como a babilônica ou a grega (RIHLL, 2010 ; RYHOLT, 2010). Contudo, existem sim tentativas de egiptólogos de se identificar termos relacionados com tais eventos, entretanto, este ainda é um campo nebuloso. Quem estiver mais curioso acerca do tema pode consultar o texto “Total solar eclipses in Ancient Egypt – a new interpretation of some New Kingdom texts” de David G. Smith.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a “barca solar de Quéops. Para os antigos egípcios as estrelas seriam, em verdade, embarcações.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fontes:

Morenz, Ludwig D. Popko, Lutz. The Second Intermediate Period and the New Kingdom. In: LLOYD, Alan, B (Ed). A Companion to Ancient Egypt. England: Blackwell Publishing, 2010.

Rihll, T. E. Science and Technology: Alexandrian. In: LLOYD, Alan, B (Ed). A Companion to Ancient Egypt. England: Blackwell Publishing, 2010.

Ryholt, Kim. Late Period Literature. In: LLOYD, Alan, B (Ed). A Companion to Ancient Egypt. England: Blackwell Publishing, 2010.

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[1] Durante o Período Romano um estudioso chamado Heron registrou a ocorrência de um eclipse no ano 62 durante a Era Cristã (RIHLL, 2010).

 

A ciência e a presidência do Brasil: participe deste evento histórico!

Ocorrerá no próximo dia 29 de julho (2018) o evento “Conhecer – Eleições Presidenciais 2018”, onde pré-candidatos à Presidência estarão frente a frente com sabatinadores. A parte importante é que os sabatinadores serão criadores de conteúdo sobre ciência na internet e pesquisadores.

O evento será realizado na Casa de Portugal (Avenida da Liberdade, 602), em São Paulo. Não está aberto ao público, mas serão realizadas lives: uma no canal do ScienceVlogs Brasil (que reúne em seu selo de qualidade 37 canais, incluindo o Arqueologia Egípcia) no Youtube e na página do Dispersciência no Facebook. Não estarei presente na sabatina, mas, por favor, deem todo apoio ao pessoal que estará lá!

Mas, e o que isto tem a ver com a Arqueologia? Tudo! Afinal, Arqueologia também é ciência e saber das propostas dos presidenciáveis sobre o seu futuro é de suma importância. Em tempos de destruição de sítios arqueológicos o que esperar deles sobre tombamentos de patrimônios históricos, Arqueologia de contrato ou fomentação de pesquisas?

Contamos com a presença de vocês, que poderão enviar suas perguntas através do Facebook (http://bit.ly/ConhecerEleições) ou da hashtag #ConhecerEleições2018. E para inspirá-los gravei um vídeo convite:

Hoje a pessoa do Science Vlogs Brasil que divulga o evento é a Márcia Jamille!Márcia Jamille – Arqueologia Egípcia: https://www.youtube.com/channel/UCKR7fdwXSVNBJVXVVMyE3iA

Publicado por Dispersciência em Terça-feira, 10 de julho de 2018

E clique aqui para confirmar a sua participação.

— Aproveite e leia também: Presidenciáveis enfrentarão pesquisadores e divulgadores em debate sobre Ciência

Informações importantes:

Organização: Conhecer, ScienceVlogs Brasil (https://www.youtube.com/channel/UCqiD87j08pe5NYPZ-ncZw2w), Dispersciência (https://www.facebook.com/dispersciencia/)

Apoio: Vocs, HuffPost Brasil

Patrocínio: Eppendorf

Explore ruínas antigas em um novo jogo que traz o Egito Antigo, Grécia e muitos monstros

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A Antiguidade egípcia é um grande poço de inspiração para os desenvolvedores de jogos. Temos vários títulos lançados ao longo das últimas décadas que vão desde games de ação e luta, estratégia, quebra-cabeças, etc. O mais popular do momento, por exemplo, é Assassin’s Creed Origins, que já foi comentado em nosso canal duas vezes. E o Brasil também está seguindo a onda através de Echoes of the Gods (Ecos dos Deuses), que tem como protagonista a rainha Ahhotep I (sem lançamento previsto).

Agora teremos o jogo Strange Brigade, cuja estreia está prevista para o dia 28 de agosto (2018). Produzido e distribuído pela Rebellion, Strange Brigade é do gênero aventura e ação. Ele se passará no Egito da década de 1930 e tem como enredo a descoberta da tumba de uma rainha-feiticeira chamada Seteki (personagem e nome ficcional), que volta à vida e traz consigo um exército de monstros. Para lutar contra essas criaturas malignas uma tropa especial chamada Strange Brigade entra em ação.

Assista o vídeo abaixo para saber mais sobre:

 

Mais imagens do jogo:

Ilustrações: Divulgação.