Explore ruínas antigas em um novo jogo que traz o Egito Antigo, Grécia e muitos monstros

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A Antiguidade egípcia é um grande poço de inspiração para os desenvolvedores de jogos. Temos vários títulos lançados ao longo das últimas décadas que vão desde games de ação e luta, estratégia, quebra-cabeças, etc. O mais popular do momento, por exemplo, é Assassin’s Creed Origins, que já foi comentado em nosso canal duas vezes. E o Brasil também está seguindo a onda através de Echoes of the Gods (Ecos dos Deuses), que tem como protagonista a rainha Ahhotep I (sem lançamento previsto).

Agora teremos o jogo Strange Brigade, cuja estreia está prevista para o dia 28 de agosto (2018). Produzido e distribuído pela Rebellion, Strange Brigade é do gênero aventura e ação. Ele se passará no Egito da década de 1930 e tem como enredo a descoberta da tumba de uma rainha-feiticeira chamada Seteki (personagem e nome ficcional), que volta à vida e traz consigo um exército de monstros. Para lutar contra essas criaturas malignas uma tropa especial chamada Strange Brigade entra em ação.

Assista o vídeo abaixo para saber mais sobre:

 

Mais imagens do jogo:

Ilustrações: Divulgação.

Restauradores egípcios estão recuperando roupa de Tutankhamon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

O centro de restauro do Grand Egyptian Museum (GEM; Grande Museu Egípcio) recuperou uma túnica descoberta na tumba do faraó Tutankhamon, que por sua vez foi encontrada em 1922. Esta peça jamais foi mostrada ao público devido ao seu mau estado de conservação.

Osama Abou El-Khier, diretor da seção de restauro do GEM, disse que uma grande revelação foi feita: os pesquisadores descobriram que ela, em verdade, não seria de Tutankhamon, mas que poderia ter pertencido a Akhenaton ou Smenkhara, ambos seus antecessores, e que de alguma forma foi parar entre os pertences do rei.

Esta túnica, dentre tantas coisas, é importante porque, segundo Abu El Kheir, (…) lançará luz sobre a indústria têxtil no antigo Egito, como as antigas peças de roupas estão sendo coletadas para determinar o comprimento e a cor do item histórico da roupa”.

Imagem frontal da máscara mortuária de Tutankhamon. Imagem disponível em MULLER, Hans Wolfgang; THIEM, Esberhard. O ouro dos faraós. (Tradução de Carlos Nougué, Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Angela Zarate). 1ªEdição. Barcelona: Editora Folio, 2006. pág. 175.

 

E existe uma história interessante por trás da descoberta desta roupa: Howard Carter, descobridor da tumba do rei, em suas memórias deixou um conselho para os egípcios, pedindo para que no futuro eles a estudasse, uma vez ela seria capaz de fornecer dados acerca da história têxtil do Egito.

O que certamente Carter não imaginou é que a tecnologia de restauros avançaria tanto e que agora essa roupa não só será restaurada, como muito possivelmente será um dia exposta para o público.

Fonte:

GEM to reveal King Tut’s tunic. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/1/44952/GEM-to-reveal-King-Tut%E2%80%99s-tunic >. Acesso em 20 de março de 2018.

É oficial: Tumba do faraó Tutankhamon não possui câmaras ocultas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Após anos de espera finalmente possuímos uma resolução acerca dos trabalhos de busca por câmaras ocultas na tumba do faraó Tutankhamon, que reinou durante a 18ª Dinastia (Novo Império).

Desde 2015 o público acadêmico e curiosos têm esperado uma conclusão acerca desta teoria, que surgiu após a publicação de um artigo do egiptólogo britânico Nicholas Reeves, que sugeriu que a pequena tumba do rei, tombada como “KV-62”, possuiria indícios de entradas para outras câmaras funerárias. Ainda, de acordo com a teoria, estas câmaras seriam nada mais, nada menos, que pertencentes ao sepultamento da rainha Nefertiti, sogra do jovem governante.

Apesar de ser uma sugestão um tanto excêntrica o Ministério das Antiguidades do Egito a considerou plausível e por isso autorizou análises com radares na sepultura. A primeira ocorreu em 2016, liderada pelo próprio Reeves e apontou que existiria “70% de chances”, nas palavras do Ministro das Antiguidades da época, de que existiria câmaras ocultas na sepultura. No entanto, os resultados desta pesquisa foram questionados devido a sua imprecisão e a negativa do seu executor, o Hirokatsu Watanabe em liberar seus dados para que pudessem ser apreciados por outros acadêmicos e a imprensa (o que é comum com pesquisas científicas). Então uma segunda análise foi feita, desta vez pela National Geographic, que desconsiderou qualquer hipótese de existência de tais espaços vazios. Ambas estas pesquisas foram comentadas no nosso vídeo “Sobre as supostas câmaras ocultas na tumba de Tutankhamon” (clique aqui para assistir).

Então no final de 2017 o Ministério aprovou uma nova análise, desta vez liderada por uma equipe italiana. As pesquisas tiveram início em fevereiro (2018) e suas conclusões foram disponibilizadas agora no início de maio (2018) (e já comentada em nossa página no Facebook). O resultado? Não existem câmaras ocultas alguma na sepultura.

Agora poderemos fechar mais um capítulo relacionado com as pesquisas realizadas na tumba de Tutankhamon. Mas, vindo deste rei, agora é só esperar qual nova teoria surgirá sobre ele.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Em uma delas você poderá ver egípcios pintando a parede de uma tumba, tal como teriam pintado as paredes da sepultura de Tutankhamon.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fontes:

Supreme Council of Antiquities denies claims of new discovery in King Tutankhamun’s tomb. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/290670.aspx >. Acesso em 09 de fevereiro de 2018.
Desvendado o grande mistério sobre as câmaras secretas na tumba de Tutancâmon. Disponível em < http://www.bbc.com/portuguese/internacional-44029049 >. Acesso em 07 de maio de 2018.

Fotos: Wikimedia Commons.

Conheça as novas atrações turísticas da cidade de Akhenaton

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Ministério das Antiguidades do Egito deu início a um projeto para desenvolver o Centro de Visitantes de Amarna, em Minya, em parceria com o Instituto McDonald de Pesquisa Arqueológica da Universidade de Cambridge.

O projeto intitulado “Entrega de Estratégias do Patrimônio Sustentável para o Egito Rural: Comunidade e Arqueologia” é financiado pelo Fundo Newton-Mosharafa e organizado pelo British Council juntamente com o Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

english.ahram.org.eg

A principal finalidade do projeto é desenvolver, dentre várias coisas o centro de visitantes existente em Amarna, que tinha sido inaugurado em 2016. Também um adequado treinamento para funcionários do centro de visitantes, o desenvolvimento de programas de extensão, a preparação de um guia local, material educativo para crianças, um filme e um aplicativo para uso no local em associação com o centro.

É em Amarna onde outrora esteve a cidade do faraó Akhenaton, que reinou no Egito durante uma época chamada de Período Amarniano. Destacado pelas mudanças artística e a elevação do deus Aton, as iniciativas tomadas durante o Período Amarniano levou, erroneamente, a crença de muitos de que Akhenaton teria sido monoteísta.

O suposto monoteísmo de Akhenaton inclusive foi tema de um dos vídeos do nosso projeto no Apoia.se: www.arqueologiaegipcia.com.br/apoie/

Uma das coisas que certamente chamará a atenção dos visitantes é a réplica da tumba do rei, assim como a exibição dos palácios e casas do distrito real de Amarna. Isso porque os sítios arqueológicos de Amarna não são tão chamativos quanto os demais do Egito. Poder ter algo para visualizar tornará mais fácil aos visitantes entender a magnitude daquela época e ter uma ideia dos ambientes dos edifícios do tempo dos faraós. E já adianto que podemos esperar boas novidades desse local.

Akhenaton, Nefertiti e três das suas seis filhas. Foto: Wikimedia Commons.

 

Fonte:

Tel Al-Amarna Visitors’ Centre in Minya to receive upgrade. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/300133.aspx >. Acesso em 27 de maio de 2018.

(Curso) Re-Conhecendo o Egipto: Metodologias e Problemáticas em Egiptologia

A partir do dia 3 de setembro (2018) será realizado o curso “Re-Conhecendo o Egipto: Metodologias e Problemáticas em Egiptologia”, que visará os profissionais, estudantes e curiosos pelo Egito Antigo, em especial no âmbito da História, cultura e patrimônios arqueológicos.

A inscrição deve ser feita através do formulário. Consulte o site dos ministrantes para saber mais e fique de olho nos prazos e formas de pagamento.

O Programa

1. A descoberta do Egipto Antigo:

1.1. Os primórdios da arqueologia egípcia e da Egiptologia
1.2. A Egiptologia em Portugal

2. A Egiptologia na atualidade:

2.1 Instituições de ensino e de investigação
2.2. Museus
2.3. Congressos e Publicações
2.4. Principais recursos online

3. A Construção do Conhecimento em Egiptologia: O Uso das Fontes (estudos de caso)

3.1. Arqueologia
3.2. Arquitetura
3.2.1. Templos
3.2.2. Cidades
3.3. Literatura
3.4. Arte
3.5 Cultura material
3.5.1 Túmulos e seus Conteúdos
3.5.2 Amuletos

Link: http://fcsh.unl.pt/formacao-ao-longo-da-vida/escola-de-verao/cursos-2018/re-conhecendo-o-egipto-metodologias-e-problematicas-em-egiptologia

 

Incêndio destruiu parte do Grande Museu Egípcio: as causas ainda são desconhecidas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No último dia 29 de abril (2018), como anunciado na nossa página no Facebook, um incêndio irrompeu em um dos prédios do Grande Museu Egípcio, cuja inauguração está prevista para este ano de 2018. As chamas tiveram início ainda pela manhã e atingiu a área do prédio de conferências e um guindaste próximo. O fogo foi contido 1 hora depois pelo o corpo de bombeiros do próprio museu com o auxílio do caminhão dos bombeiros da Segurança Civil.

Proposta de como seria o GEM totalmente pronto.

Felizmente não existem vítimas, nenhum artefato arqueológico foi danificado e no geral a estrutura do prédio está bem.

GEM em 2013. Foto: Neal Spencer. 2013.

A causa do desastre ainda é desconhecida e uma investigação foi aberta.

O Grande Museu Egípcio foi construído com a finalidade de ser o maior do Egito e abrigará algumas das peças arqueológicas mais importantes do país, a exemplo daquelas pertencentes a tumba do faraó Tutankhamon, que foi descoberta praticamente intacta em 1922. Veja abaixo algumas imagens.

 

Fontes:

No one hurt, no artefacts damaged in scaffolding fire outside Grand Egyptian Museum: Ministry. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/298579.aspx >. Acesso em 29 de abril de 2018.

Investigations still under way into Grand Egyptian Museum’s fire. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/investigations-still-under-way-into-grand-egyptian-museums-fire/ >. Acesso em 29 de abril de 2018.

 

Sobre a notícia de papagaios mumificados no Egito: ela é falsa!

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Nos últimos dias começou a circular na internet uma foto mostrando o que parecem ser papagaios mumificados e sempre acompanhada pela legenda “papagaios mumificados, Egito”. Estes compartilhamentos estão surgindo em contas de redes sociais estrangeiras, mas não duvido nada que possam chegar ao nosso Brasil.

A questão é que esta imagem em nada tem a ver com o Egito Antigo e em verdade nem mesmo são múmias! Tratam-se de peças artísticas feita por uma mulher chamada Eline ‘t Sant. Ela fez estes papagaios com látex, tecido, argila, algodão, couro, ossos, acrílico, pigmentos naturais e pinturas [1]. Existem mais dessas pecinhas, só que em diferentes modelos:

E tem em outras cores:

Ou seja: esse é mais um caso celebre de hoax, bait, em palavras simples uma notícia falsa. Sem contar que papagaios têm como habitat florestas úmidas, bosques e matas. Seria no mínimo interessante encontrá-los no deserto do Saara.

 

Fonte:

[1] Eline ‘t Sant – Parrots Installations and Assemblages. Disponível em < http://blog.kiwitan.com/2010/05/eline-t-sant-parrots-installations-and.html >. Acesso em 23 de abril de 2018.

Zahi Hawass e a busca por uma nova tumba (a qual espera-se que seja de Ankhesenamon)

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Desde janeiro (2018) uma equipe de arqueologia liderada pelo o arqueólogo egípcio Zahi Hawass está procurando por uma tumba no Vale Oeste (também chamado de Vale dos Macacos), uma área mais periférica do Vale dos Reis. Essas escavações estão sendo financiadas pela Discovery Channel e como eu já tinha previsto aqui no Arqueologia Egípcia a empresa está fazendo isso porque lançará uma série de documentários sobre o assunto. A série deve estrear ainda este ano na Discovery Channel e no Science Channel.

— Saiba mais: Arqueólogo Zahi Hawass inicia busca pela tumba da esposa de Tutankhamon

As escavações estão ocorrendo sob sigilo, para manter a exclusividade da descoberta, mas a Discovery liberou uma foto dessas escavações:

Foto: Discovery Channel

Esta pesquisa começou depois que a equipe de Hawass encontrou objetos funerários nesta região e devido a proximidade com os túmulos dos faraós Amenhotep III e Ay, especulou-se que ali poderia estar a tumba da rainha Ankhesenamon, esposa de Tutankhamon.

Mas por hora nada é certo.

Saiba um pouco mais sobre esta pesquisa através deste vídeo que gravei para o canal do Arqueologia Egípcia:

E conheça a rainha Ankhensenamon e o seu esposo assistindo a este vídeo:

Fonte:

Has Tutankhamun’s tragic teenage wife been found? Documentary on the dig for the body of Ankhesenamun who ‘married her father, her grandfather AND her half-brother’ could reveal new clues. Disponível em < http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-5602817/Discovery-Channel-filming-archaeologists-digging-body-Tutankhamuns-wife-Ankhesenamun.html >. Acesso em 23 de abril de 2018.

Have Archaeologists Discovered the Tomb of King Tut’s Wife? Maybe. Disponível em < https://www.livescience.com/62264-search-king-tut-wife-tomb.html >. Acesso em 23 de abril de 2018.

 

O mistério das manchas marrons na tumba de Tutankhamon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Quem já visitou a tumba do faraó Tutankhamon ou viu fotografias certamente notou que as pinturas que enfeitam as paredes estão cobertas por estranhas manchas amarronzadas. Por anos algumas suposições foram levantas buscando entender o que seriam estas marcas. A mais famosa é que seriam o resultado da umidade acumulada por conta da visita de muitos turistas, tal como foi o caso da tumba da rainha Nefertari, que precisou ser fechada para ser preservada. Ou seja, seriam microrganismos que estariam destruindo as imagens pouco a pouco. Agora, os pesquisadores do Getty Conservation Institute de Los Angeles acreditam ter desvendado o mistério.

Fotos da época da descoberta foram comparadas com as dos dias de hoje e o que se viu é que essas manchas tinham tomado novas áreas. Naturalmente isso preocupou os cientistas que entraram em ação com estudos de DNA, análises químicas e microscópicas. Eles confirmaram o que muitos temiam: de fato as manchas são de origem microbiológica. Em termos simples, tratam-se de mofo e fungos. Porém, a ótima notícia é que eles estão mortos e não são mais uma ameaça.

Este estudo, que está sendo realizado há quase uma década, é fruto de uma associação entre o Getty Conservation Institute e o Ministério das Antiguidades do Egito. O seu objetivo é avaliar as condições da tumba do rei e assim ajudar a evitar que ela se deteriore. Por conta desses trabalhos melhorias foram aplicadas no tumulo tal como a construção de uma rampa e trilhos para controlar o acesso de visitantes, regras para determinar o numero máximo de pessoas que podem entrar e a instalação de um sistema de ventilação. Eles também estabilizaram a perda dos pigmentos pretos e vermelhos dos murais.

O diretor do projeto explicou que em um dado momento dos trabalhos foi necessário mover a múmia do rei. Isso ocorreu em meados de outubro de 2016, período em que a tumba foi fechada por um mês para a visita de turistas.

Sobre as manchas, elas não serão removidas. Isso porque os cientistas perceberam que elas penetraram totalmente as tintas de tal forma que qualquer tentativa de remoção acabará acarretando na destruição das pinturas.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Em uma delas são retratados personagens realizando a atividade descrita aqui: a pintura em parede.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Getty Completes Study of Paintings at King Tut’s Tomb. Disponível em < https://www.nytimes.com/2018/03/26/arts/design/king-tut-getty-egypt-conservation.html?partner=rss&emc=rss&smtyp=cur&smid=tw-nytimesscience >. Acesso em 31 de março de 2018.

Comentando o trailer de “A Maldição dos Faraós” (Assassin’s Creed Origins)

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No último dia 13/03/18, a Ubisoft lançou mais uma extensão para o jogo Assassin’s Creed Origins, o A Maldição dos Faraós. Aqui nos reencontramos como o medjay Bayek que desta vez precisará enfrentar faraós zumbis e monstros terríveis.

Na noite anterior ao lançamento gravei um vídeo comentando alguns pontos curiosos do trailer. O Egito Antigo mais uma vez foi magistralmente representado e nem mesmo as licenças poéticas retiraram o tato da Ubisoft ao representar novamente a civilização egípcia. Assista abaixo aos meus comentários e não deixe de se inscrever no canal (clique aqui).

E quer saber quais foram os meus comentários mais gerais acerca de Assassin’s Creed Origins? Assista o vídeo abaixo:

Abaixo veja algumas imagens de “A Maldição dos Faraós”: