Explorando os templos de Karnak e Luxor

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Waset, hoje chamada de Tebas, foi durante uma parte da história faraônica o centro econômico e administrativo do Egito. Seu auge se deu no início do Novo Império, na 18ª Dinastia, quando o seu deus padroeiro, Amon, virou divindade suprema, recebendo, inclusive, um sincretismo com Rá, divindade solar primordial, tornando-se Amon-Rá.

Foi em Tebas onde foram erigidos dois grandes complexos de templos que existem até hoje: Karnak e Luxor.

KarnakColunas de Karnak

Infelizmente nem todos possuem dinheiro para poder ir ao Egito e visitar estas estruturas pessoalmente, mas sempre existe alguém na internet disposto a compartilhar sua experiência. Abaixo estão dois vídeos onde é possível conhecer um pouco mais esses dois complexos, mas a partir do ponto de vista de um turista comum. Em ambos o visitante só caminha passando pelas estruturas arquitetônicas. É realmente bem interessante. Confira a seguir.

Karnak:

Nele foram encontrados templos datados da 12ª Dinastia até o Período Romano. É composto por construções dedicadas a Amon, Montu, Mut e Khonsu.

Luxor:

Possui um templo dedicado a Amon e construções datadas da 18ª Dinastia até a época do reinado de Alexandre Magno.

Um dos colossos de Ramsés II em Karnak está sendo restaurado

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

O Ministério das Antiguidades do Egito permitiu trabalhos de restauro integral em uma estátua colossal do faraó Ramsés II, que governou o Egito durante a 19ª Dinastia (Novo Império). A imagem, que é feita em granito e possui 10,8 metros de altura, no passado ficava na fachada do primeiro pilone de Karnak, um dos mais famosos complexos de templos do país, juntamente com mais cinco esculturas do rei. Ela sofreu grandes danos após um terremoto que ocorreu em algum momento durante o quarto século após a Era Cristã.

Coroa e parte da cabeça da estátua. Foto: Abdel Razek Ali.

Mostafa Waziri, chefe do Departamento do Ministério de Antiguidades em Luxor, comunicou ao Ahram Online que os trabalhos tiveram início há mais de um mês, e que a previsão é que sejam finalizados em dois meses.

Pedaços da imagem. Foto: Abdel Razek Ali.

A estátua está sendo montada em seu lugar original e certamente será uma bela vista para os turistas que visitarem o templo.

Parte do corpo da estátua. Foto: Abdel Razek Ali.

Fonte:

Egypt’s antiquities ministry restores colossus of Ramsess II at Karnak Temples. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/258581/Heritage/Ancient-Egypt/Egypts-antiquities-ministry-restores-colossus-of-R.aspx >. Acesso em 03 de março de 2017.

A análise dos talatats de Akhenaton

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

A análise dos talatats de Amenhotep IV: A resposta dada por um vestígio em contexto [1].

Akhenaton e sua filha Meriaton. Foto: Kenneth Garrett. Abril de 2001.

Em 1926, enquanto ocorria a reforma no complexo de Karnak, foi encontrado dentro de pilonos do Templo de Amon pedaços de pedra com figuras deformadas. Era de um santuário do faraó Amenhotep IV (em grego Amenófis IV) [2] que foi outrora desmontado para tornar-se entulho de preenchimento de obras posteriores a sua morte. Este achado acabou revelando o que foi uma destruição intencional e sistemática de todo o reinado de um governante pouco querido, mas ironicamente, esta atitude que procurava apagar de vez este rei da história foi o que o preservou para a posterioridade.

A obra de restauração encomendada pelo o Serviço de Antiguidades Egípcio, e patrocinada pela a França, estava sob a direção do arqueólogo Henri Chevrier, que durante a exploração recuperou do esconderijo cerca de 20.000 blocos que mediam quase três palmos, o que lhes proporcionou o nome de “talatat” (“três” em árabe). Logo se percebeu que estes artefatos, que continham várias imagens rituais e “cotidianas” retratadas, faziam parte de outra estrutura mais ampla, pois tinham cenas que pareciam poder se encaixar com alguma outra perdida.

Fonte: O’CONNOR, David; FORBES, Dennis; LEHNER, Mark. Grandes civilizações do passado: Terra de faraós. (Tradução de Francisco Manhães). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2007. p. 81. Sobre o peso: Documentário “Expedições de Josh Bernstein: Amarna”, da Discovery Channel.

É fato que ninguém, a princípio, soube explicar o que afinal aquilo significava, mais vestígios com o nome de Amenhotep IV tinham sido encontrados em outros pontos, inclusive provas de que alguns colossos deste mesmo rei tinham sido adulterados de seus lugares. De acordo com a análise, as figuras que estavam ali tinham sido derrubadas de seus pedestais (O’CONNOR et al, 2007, p. 84). Até mesmo o rosto do faraó e sua esposa, retratados nas pedras encontradas nos pilonos, foram mutilados.

Apesar do ato de violência contra a figura de Amenhotep IV os talatats, segundo o escritor e egiptólogo Christian Jacq, foram guardados de forma sistemática, ele ainda afirma que se os arqueólogos que trabalharam no local fossem “(…) seguindo a lógica do sistema, teria sido fácil então reconstituir os tabiques pelos os quais os mesmos eram compostos” (JACQ, 2002, p. 217), e de acordo com O’Connor (et al) parece que ocorreu um especial interesse em arruinar a imagem da rainha, pois “Os retratos da rainha consorte de Amenhotep , Nefertiti, tinham sido sistematicamente mutilados; alguns deles, amontoados uns sobre os outros, tinham sido evidentemente colocados de modo que a rainha ficasse de cabeça para baixo” (O’CONNOR et al, 2007, p. 82).

O que motivou esta tentativa de esconder da memória egípcia o faraó Amenhotep IV? Esta questão pode ser explicada pelo o estudo dos dezessete anos de reinado do mesmo: Ele não foi criado a principio para ser rei, quem estava destinado a este cargo era o seu irmão mais velho, Tutmés (em grego Tutmoses), mas o rapaz faleceu ainda quando era um garoto. Amenhotep IV, que possivelmente estava treinando para ser sacerdote, já que não era príncipe regente, torna-se o próximo na sucessão. Quando ascendeu ao trono dando início ao seu primeiro ano de reinado, ele já estava começando a dar sinais de que não seguiria os passos dos seus predecessores e mandou que construíssem um templo a um deus pouco citado, mas de forma alguma desconhecido em Karnak [3], Aton.

Neste período de tempo algo ocorreu em Tebas causando consternação em Amenhotep IV [4] que então procurou como uma resposta pratica a criação de uma nova capital onde ele poderia cultuar o deus Aton e ignorar a existência das demais divindades.

Durante os anos de reinado de Amenhotep IV ocorreram muitas baixas na política interna e externa egípcia: a medida que o faraó se fechava na sua nova capital, o Egito perdia terreno para os seus inimigos, e os acordos diplomáticos iam enfraquecendo. Já entre os próprios nativos, nem todos estavam mais contentes com a nova ordem religiosa de Aton o que obrigou Amenhotep IV, que a esta altura já tinha modificado seu nome para “Akenaton”, a mandar que se apagassem o nome do deus rival Amon das paredes de Karnak.

Em duas décadas de reinado, a nova capital já estava pronta e fervilhante, isto se deu porque foram justamente os talatats o que compôs as paredes dos templos e parte dos palácios da cidade de Amenhotep IV e não os grandes blocos de pedra calcária comumente utilizada na construção dos templos egípcios. As casas populares eram feitas de adobe (o que já era totalmente normal em termos de construção). Pareceu que este novo lugar, de onde ele regeria o Egito, seria a brecha para coisas novas: a arte egípcia agora teria parâmetros diferentes, os templos eram feitos de forma nova [5] e até o rei mudou o seu nome para Akenaton no dia da inauguração do local como se fosse a abertura para um Egito totalmente novo. Outro motivo que causou descontentamento foi o fato de que Akenaton dava poucos donativos aos templos dos demais deuses, ao contrário dos templos de Aton que sempre recebia em estupores (CARREIRA, 2004).

Após a sua morte, porém, a sua capital que se chamava Aketaton (“Horizonte de Aton”) foi abandonada, os seus sucessores provavelmente tiveram problemas para manter a sua “revolução”. Primeiramente ele foi substituído por sua filha Meritaton e uma figura o qual pouco se sabe chamado Smenkhará, mas os dois somem dos registros e logo vemos surgir nas fontes documentais Tutankhaton e Ankhesenpaaton que eram crianças na época cuja coroação ofereceu a brecha para o restabelecimento dos antigos deuses. Assim, é erguida a “Estela da Restauração”, em que o novo faraó apresenta-se como apaziguador e critica a atitude do outro governante ao deixar os templos e deuses abandonados. Desta forma, para voltar a normalidade egípcia, os nomes das crianças são mudados para Tutankhamon e Ankhesenamon. De forma irônica, igualmente a Amenhotep IV, que optou por mudar o próprio nome para dar início a uma nova era, os seus filhos precisaram de semelhante atitude para dar um fim a mesma.

Agora os arqueólogos talvez tivessem uma explicação para a atitude de se querer apagar de vez um faraó da história do país, mas restava saber quem era o autor da ação contra Amenhotep IV.

As pesquisas com as pedras continuaram a decorrer até que em 1965 que um diplomata norte americano aposentado chamado Ray Winfield Smith utilizou um computador para tentar montar o grande quebra-cabeça, a ideia compunha-se de formar um banco de dados com fotos dos talatats, tanto quanto fosse possível, já que alguns estavam em coleções estrangeiras. Assim teve início o “Projeto Templo de Akenaton” que tempos depois sob a coordenação do egiptólogo canadense Donald Redford fez escavações em Karnak, onde encontrou mais estruturas que denunciavam os primórdios do monoteísmo em Tebas e claro, o esforço para erradicá-lo. As escavações arqueológicas revelaram que o Templo de Aton foi desmontado e preencheu os pilares do Grande Templo de Amon, e literalmente os limites deste último passa por cima do negativo do outro.

Planta do hipostilo e negativo do templo de Akhenaton. O’CONNOR, David; FORBES, Dennis; LEHNER, Mark. Grandes civilizações do passado: Terra de faraós. (Tradução de Francisco Manhães). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2007. p. 84)

Funcionários egípcios trabalham em remoção dos talatats no 9º Pilone. Fonte: O’CONNOR, David; FORBES, Dennis; LEHNER, Mark. Grandes civilizações do passado: Terra de faraós. (Tradução de Francisco Manhães). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2007. P. 85.

Exemplo de Talatats. Fonte: O’CONNOR, David; FORBES, Dennis; LEHNER, Mark. Grandes civilizações do passado: Terra de faraós. (Tradução de Francisco Manhães). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2007. P. 87.

A Arqueologia apontou outro fato importante: a pessoa que ordenou a depredação do templo foi o sucessor de Ay, que por sua vez foi sucessor de Tutankhamon. Supõe-se que Ay poderia ser pai de Nefertiti [6], o que já seria uma desculpa para que ele pudesse acender ao trono, no entanto quem o substitui é o general Horemheb que não tem vínculos reais. Para tentar entender por que Horemheb pôde se tornar rei se sugeriu que sua esposa Mutnodjmet seria irmã de Nefertiti. Sabe-se que ele foi o responsável por tentar excluir Amenhotep IV da memória egípcia porque um pedaço de arremete com o seu selo foi encontrado dentre os talatats. Seus motivos podem ter sido semelhantes ao de Tutmoses III anos antes, que necessitou apagar a existência de Hatshepsut dos murais para proteger a acessão do seu filho ao trono [7], como pode ter sido também para “julgar” a faraó que abandonou a normalidade egípcia para recorrer as suas próprias convicções.

Assim sendo, o estudo com os talatats puderam revelar de forma inesperada ocorrências do passado. Não foi só unicamente feita a análise iconográfica ou medições das pedras, mas também a observação do contexto em que elas foram escondidas e até mesmo o olhar averiguador durante a retirada do material revelando assim o principal suspeito de ser o autor daquela obra incomum.

[1] Este texto de minha autoria foi publicado em meados de 2009 no Arqueologia Egípcia, mas foi arquivado posteriormente. Faço aqui uma publicação revisada com mudanças de nomes gregos para o egípcio faraônico.
[2] “Amenhotep” significa “Amon está satisfeito”.
[3] Amenhotep IV e a corte real egípcia já tinha contato com o deus Aton, ele era evidenciado em alguns cultos no palácio de Malqata, que foi construído por Amenhotep III, pai de Amenhotep IV.
[4] Não se sabe o que aconteceu, mas escritos sugerem quem o faraó se aborreceu com algo. O acadêmico da Universidade de Memphis Bill Murnane em entrevista comentou que “Akhenaton não diz com todas as letras o que aconteceu, mas foi algo que o enfureceu” e complementa com “Ele disse que nem ele nem seus ancestrais jamais haviam passado por algo pior” (MURNANE apud GORE, 2001, p. 31).
[5] Não tinham tetos, já que o alvo de culto estava no céu, e não em quartos escuros.
[6] Sua esposa Tey é a ama de leite da rainha Nefertiti, o que não quer dizer que era a sua mãe, já que era costume que as damas mais ricas contratassem mulheres para amamentar seus filhos.
[7] Foi descoberto que a negligência as imagens de Hatshepsut ocorreram cerca de vinte anos depois da sua morte, a dedução então é que Tutmés III precisava reforçar a legitimidade de seu filho Amenófis II. Hatshepsut era quem possuía mais proximidade com a “pureza” real, enquanto que o seu enteado era filho de uma esposa secundaria (BROWN, 2009).

 

Bibliografia:

Brown, Chip. “ O rei está nu(a)”. National Geographic Brasil. Editora Abril, Abril 2009.
CARREIRA, Paulo.Textos da religião de Aton. Revista lusófona de ciência das religiões. Ano III, nº 5/6 (2004), p. 231-262.
CHRISTIAN, Jacq. Nefertiti e Akhenaton (Tradução de Maria Alexandre). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002
Gore, Rick.“Os faraós do sol”. National Geographic Brasil. Editora Abril, Abril 2001
O’CONNOR, David; FORBES, Dennis; LEHNER, Mark. Grandes civilizações do passado: Terra de faraós. (Tradução de Francisco Manhães). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2007.

Revista História Viva traz o Egito

Por Márcia Jamille Costa | @Mjamille

 

Historia Viva; Tesouros do Nilo. 2012

A revista História Viva número 103 trouxe quatro matérias especiais sobre o Egito faraônico: uma sobre a pirâmide de Khufu (Quéops), outra sobre Abu Simbel, o templo de Karnak e por fim o Vale dos Reis.

Todas estas matérias foram escritas por pesquisadores estrangeiros, dentre eles o editor do site Osirisnet, Thierry Benderitter. Todos os textos são exemplares, não existe nada em especial a ser pontuado negativamente.

 

Em O mistério da Grande Pirâmide, escrito Richard Lebeau (autor de Pyramides, temples et tombeaux de l’Egypte ancienne), se centra principalmente na busca de respostas de como a maior pirâmide do platô de Gizé teria sido construída e cita algumas das teorias ligadas as rampas que teriam auxiliado no transporte dos grandes blocos de calcário até o seu atual local de repouso. É levantada também a questão de quantos trabalhadores teriam sido necessários para se construir o edifício e a organização das equipes.

Abu Simbel, à glória de Ramsés e Nefertari, de Madeleine Peters-Destéract (autora de Abou Simbel, à la gloire de Ramsés) historia rapidamente a descoberta do grande templo de Ramsés II e de uma de suas esposas, a rainha Nefertari (Novo Império). Também denota sobre o translado do templo do seu local original para o atual, em decorrência da construção da represa de Assuã.

 

Abu Simbel, à glória de Ramsés e Nefertari. Historia Viva. Foto: Márcia Jamille Costa. 2012.

 

Karnak, o santuário que bate todos os recordes, de Thierry Benderitter (editor do site osirisnet.net) pontua como se deu a construção dos templos do complexo de Karnak e o seu declínio, durante a ascensão do cristianismo e do islã no Egito e algumas das obras realizadas no local na década de 1800 da nossa era.

 

Karnak, o santuário que bate todos os recordes. Historia Viva. Foto: Márcia Jamille Costa. 2012.

 

Os segredos do Vale dos Reis, de Aude Gros de Beler, está um pouco desatualizado, já que só cita as 63 tumbas encontradas no local, uma vez que no início de 2012 foi anunciada a de número 64 (encontrada de fato em 2011, mas ocultada do público comum devido a revolução do 25 de Janeiro). Nele comenta-se sobre como se deu a ocupação do Vale na antiguidade e o esquema de numeração dos sepulcros.

Na mesma revista existe uma matéria denominada O maior viajante da Idade Média, escrito por Yves D. Papin (historiador e escritor) onde é possível ler um pouco sobre Ibn Battuta, um dos poucos viajantes que chegaram a descrever o farol de Alexandria.

 

Ficha técnica:

Revista: História Viva

Autor: vários

Ano de publicação (Brasil): 2012

Ano: IX

Nº: 103

Distribuição: Duetto

Tema: Arqueologia, Antigo Egito, Egiptologia.

Dois novos templos descobertos em Kanark

 

Matéria retirada na integra do Yahoo Brasil:

Arqueólogos franceses fazem novas descobertas no complexo de Karnak em Luxor

 

Cairo, 3 jul (EFE).- Uma missão arqueológica francesa descobriu um muro, blocos de pedra com inscrições e uma porta no templo do deus Ptah no complexo de Karnak, em Luxor, no sul do Egito, anunciaram neste domingo autoridades locais.

O Ministério de Estado para as Antiguidades informou em comunicado que especialistas encontraram uma parede de pedra que cercava o templo do deus Ptah, que os egípcios relacionavam com a criação artística, as artes e a fertilidade.

O recinto de Ptah data do período Moderno (1550-1070 a.C.) e é um dos seis templos que formam o gigantesco complexo de Karnak em Luxor, o segundo lugar mais visitado do Egito depois das pirâmides de Gizé.

Entre as descobertas desta escavação se destaca uma série de blocos de pedras talhadas que fazia parte do templo de Ptah, mas que data do reinado de Tutmosis III (1490-1436 a.C.), o faraó que ordenou a construção do templo.

Durante as escavações que culminaram com a descoberta do muro, os arqueólogos encontraram também uma porta que foi construída durante o reinado do faraó Shabaka (712-698 a.C), da dinastia XXV, que ampliou e restaurou o templo quase mil anos depois que Tutmosis III tê-lo construído.

Os arqueólogos determinaram que a porta dava acesso a um quarto onde se conservavam joias, e nos muros desta sala pode ser vista uma imagem que ainda conserva as cores originais e mostra o faraó apresentando o sinal da justiça ao deus Amon Rá.

A missão francesa planeja restaurar as peças encontradas e está preparando a abertura deste templo ao público. O complexo de Karnak, junto com as ruínas do templo de Luxor e a necrópole de Tebas foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. EFE

 

Fonte: Disponível em <http://br.noticias.yahoo.com/arque%C3%B3logos-franceses-fazem-novas-descobertas-complexo-karnak-luxor-140803692.html>. Acesso em 3 de Julho de 2011.

 

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