É descoberto o mais antigo sítio arqueológico de Tell Edfu (Egito)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma missão de arqueologia do Instituto Oriental da Universidade de Chicago descobriu em Tell Edfu um complexo administrativo que remonta do final da 5ª Dinastia (Antigo Reino). A equipe é composta por pesquisadores dos EUA e do Egito sob a coordenação da Dra. Nadine Mueller e o Dr. Gregory Marward.

Foto: Ministry of Antiquities

O Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que no momento esse complexo administrativo é a evidência arqueológica mais antiga encontrada em Tell Edfu. Até então a mais velha era datada da metade da 6ª dinastia.

A equipe trabalha nesse local desde 2014 e os pesquisadores estão bastante contentes com a descoberta. Um dos motivos é porque a construção possui evidências de expedições reais que foram organizadas durante esse período e que tinham como objetivo extrair minerais e pedras preciosas do Deserto Oriental. Esses mesmos edifícios foram usados ​​como armazéns para os produtos e mercadorias dessas expedições e constituem o que na época era um recém-fundado bairro de assentamentos na antiga cidade de Behdet (Edfu)

Foto: Ministry of Antiquities

Essa construção é do tipo monumental e foi feita com mudbrick (um tipo de tijolo de barro) e está próxima do Templo de Edfu, que foi construído séculos mais tarde, durante o Período Ptolomaico.

Foto: Ministry of Antiquities

Vários artefatos e algumas inscrições foram encontrados. Dentre eles estão 220 selos de tijolos de barro do rei Djedkaré Isesi (que ordenou uma famosa expedição a Punt), fragmentos de atividades de mineração, nomes dos trabalhadores que participaram de escavações (a exemplo do comandante Sementio) e obras mineiras. Também foram encontradas conchas do Mar Vermelho e potes advindos da Núbia (atual Sudão).

Foto: Ministry of Antiquities

Descobertas paralelas:

Próximo a Edfu também foram realizadas pesquisas. Na área de Kom Ombo estatuetas (tanto de deuses como de pessoas) foram encontradas. Assim como uma estela de pedra calcária que descreve um homem e sua esposa apresentando ofertas para uma deidade sentada

 

Fonte:

Oldest archaeological evidence in Aswan, Tel Edfu revealed. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/39872/Oldest-archaeological-evidence-in-Aswan-Tel-Edfu-revealed >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Archaeologists unveil two major discoveries in Upper Egypt’s Tel Edfu and Kom Ombo. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/287937/Heritage/Ancient-Egypt/Archaeologists-unveil-two-major-discoveries-in-Upp.aspx >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Press Release Jan. 2018 (submitted Dec. 2017). Disponível em < https://telledfu.uchicago.edu/news/press-release-jan-2018-submitted-dec-2017 >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Dois novos templos descobertos em Kanark

 

Matéria retirada na integra do Yahoo Brasil:

Arqueólogos franceses fazem novas descobertas no complexo de Karnak em Luxor

 

Cairo, 3 jul (EFE).- Uma missão arqueológica francesa descobriu um muro, blocos de pedra com inscrições e uma porta no templo do deus Ptah no complexo de Karnak, em Luxor, no sul do Egito, anunciaram neste domingo autoridades locais.

O Ministério de Estado para as Antiguidades informou em comunicado que especialistas encontraram uma parede de pedra que cercava o templo do deus Ptah, que os egípcios relacionavam com a criação artística, as artes e a fertilidade.

O recinto de Ptah data do período Moderno (1550-1070 a.C.) e é um dos seis templos que formam o gigantesco complexo de Karnak em Luxor, o segundo lugar mais visitado do Egito depois das pirâmides de Gizé.

Entre as descobertas desta escavação se destaca uma série de blocos de pedras talhadas que fazia parte do templo de Ptah, mas que data do reinado de Tutmosis III (1490-1436 a.C.), o faraó que ordenou a construção do templo.

Durante as escavações que culminaram com a descoberta do muro, os arqueólogos encontraram também uma porta que foi construída durante o reinado do faraó Shabaka (712-698 a.C), da dinastia XXV, que ampliou e restaurou o templo quase mil anos depois que Tutmosis III tê-lo construído.

Os arqueólogos determinaram que a porta dava acesso a um quarto onde se conservavam joias, e nos muros desta sala pode ser vista uma imagem que ainda conserva as cores originais e mostra o faraó apresentando o sinal da justiça ao deus Amon Rá.

A missão francesa planeja restaurar as peças encontradas e está preparando a abertura deste templo ao público. O complexo de Karnak, junto com as ruínas do templo de Luxor e a necrópole de Tebas foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. EFE

 

Fonte: Disponível em <http://br.noticias.yahoo.com/arque%C3%B3logos-franceses-fazem-novas-descobertas-complexo-karnak-luxor-140803692.html>. Acesso em 3 de Julho de 2011.

 

[cincopa AkLAIpaQ15XW]