(Artigo) O Festival de Osíris e a Legitimação da Monarquia Faraônica durante o Reino Médio Tardio

O Festival de Osíris e a Legitimação da Monarquia Faraônica durante o Reino Médio Tardio | Beatriz Moreira da Costa

A manutenção do status divino do faraó no Egito Antigo era de grande importância para a ideologia real. Dessa forma o faraó participava de numerosos rituais e festivais destinados a reforçar a sua divindade e a sua relação com o ka real. A partir do pressuposto que ação ritual é poder, o presente artigo tem como objetivo analisar o Festival de Osíris, tendo como recorte temporal o Reino Médio Tardio.

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(Capítulo de livro) Como a Arqueologia tem minimizado o papel das mulheres egípcias que viveram na Antiguidade faraônica

Gênero Invisível? Como a Arqueologia tem minimizado a participação histórica das mulheres egípcias durante a Antiguidade faraônica | Márcia Jamille N. C.

A Arqueologia ao longo dos anos tem sido utilizada para justificar relações de poder, minimizando a participação social de grupos subalternos e privilegiando artefatos dos segmentos dominantes da sociedade, a exemplos dos homens egípcios, beneficiados pela hierarquia de gênero característica da antiguidade faraônica, mas o que não justifica atualmente as mulheres egípcias serem estudadas desprovidas de uma identidade, sendo relacionadas usualmente com a existência de seus maridos ou pais. Desta forma, é de interesse deste artigo pontuar como a Arqueologia egípcia tem minimizado a participação tanto das grandes líderes egípcias como das mulheres comuns da história do Egito se utilizando de conceitos androcêntricos e a necessidade de que este quadro seja mudado.

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(Livro) O Conto do Náufrago. Um Olhar Sobre o Império Médio Egípcio. Análise Histórico-Filológica

O Conto do Náufrago. Um Olhar Sobre o Império Médio Egípcio. Análise Histórico-Filológica | Telo Ferreira Canhão

Este volume apresenta uma famosa obra literária do Império Médio (c. 2040-1750 a. C.), uma das épocas áureas da milenar civilização egípcia, o Conto do Náufrago, fazendo uma análise histórico-filosófica e sedimentando o seu estudo com os trabalhos de consagrados egiptólogos que ao tema dedicaram a sua atenção: desde os autores franceses ou francófonos que releram o Naufragé (Claude Vandersleyen, Gustave Lefebvre, Pierre Grandet, Patrice Le Guilloux, Michel Lapidus), os ingleses e americanos que tentaram reanimar o seu Shipwre- cked Sailor (John Baines, Aylward Blackman, John Foster, Miriam Lichtheim, Richard B. Parkinson, William K. Simpson), aos alemães que fizeram emergir o seu Shiffbrüchiger (Dieter Kurth, Hans Goedicke), entre outros, com relevo para o primeiro tradutor do Papiro São Petersburgo 1115, Wladimir Golénischeff, que assim divulgou à comunidade científica e depois ao grande público este maravilhoso conto egípcio.

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(Dissertação) O escaravelho-coração nas práticas e rituais funerários do Antigo Egito

O escaravelho-coração nas práticas e rituais funerários do Antigo Egito | Marina Buffa César

Os escaravelhos eram utilizados pelos egípcios antigos como amuletos, funerários ou cotidianos, e selos, com nomes da realeza e de pessoas comuns. Eles eram identificados com o deus solar Khepri. Um tipo de amuleto funerário, o escaravelho-coração, é conhecido como um dos mais importantes para assegurar que o morto chegasse ao Mundo Inferior sem contratempos. O objetivo dessa dissertação é descrever a simbologia dos escaravelhos coração de acordo com a religião egípcia e textos funerários. O texto está baseado em textos clássicos sobre o assunto e em alguns relatórios de escavações, com intuito de entender o contexto arqueológico em que esses objetos foram encontrados. Todavia, os escaravelhos coração não são raramente encontrados em contexto original, sendo a maioria comprada ou doada para Museus. O amuleto era colocado na região torácica do morto durante o processo de mumificação, mais comumente em meio às bandagens. A sua função era impedir que o coração de seu dono se levantasse contra ele em falso testemunho. O Capítulo 30b do Livro dos Mortos aparece em sua maioria na base desses amuletos para eficácia do poder dessas palavras. O escaravelho-coração era feito basicamente em rocha esculpida no formato do amuleto, tendo em um dos lados o animal e o texto no outro. O segundo volume é composto pelos escaravelhos-coração em si, descritos em suas fichas catalográficas e com fotografias. Esse volume serve como a base para o desenvolvimento do texto do volume I.

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(Artigo) Tebas durante el período Ramésida

Tebas durante el período Ramésida: redistribución y circulación de bienes | Andrea Paula Zingarelli | Espanhol

La historia económica de Egipto antiguo ha sido abordada en consonancia con la historia política estatal y comprendida en términos de continuidad y unidad. Esta imagen monolítica ha restringido los abordajes hasta décadas recientes, donde se ha dado lugar a nuevas perspectivas de análisis. En esta última línea interpretativa, inscribimos la propuesta de considerar la existencia de prácticas pseudo-privadas en Egipto durante el período Ramésida.
El presente trabajo se propone analizar la documentación del área tebana durante el período Ramésida, relativa a la producción y circulación de bienes. En particular se considerará el tipo de producción y las relaciones de trabajo en la aldea de trabajadores de Deir el-Medina, así como su conexión con las instituciones estatales. Respecto de la circulación de bienes en Tebas se discurrirá acerca de la existencia del beneficio/lucro, la posible existencia de “dinero” y de precios y la acumulación de excedentes extrainstitucionalmente.

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(Artigo) O poder legitimador de Serápis

O Poder Legitimador de Serápis: Uma análise da iconografia monetária alexandrina durante o período Antonino (96-192) | Caroline Oliva Neiva | Português |

Serápis se apresenta como uma divindade que reflete o hibridismo cultural da sociedade alexandrina e a necessidade de adaptação dos elementos culturais egípcios e helênicos. Sua iconografia traz um homem maduro, barbado, vestido à moda grega. Seu nome seria a transliteração em grego de Osor-Hapi, divindade egípcia com corpo de homem e cabeça de touro que remete ao deus Osíris mumificado e ao touro sagrado de Mênfis, Ápis. Dessa forma seu culto fora associado a diferentes elementos, a saber: a fertilidade e abundância agrícola, aos ritos funerários, ao poder de cura, a proteção de Alexandria e dos alexandrinos e, sobretudo, a Legitimação dos governantes Lágidas (305-30 a.C.). O caráter político de Serápis associado à Legitimação foi apropriado pelos governantes Romanos. Neste artigo propõe-se a análise e interpretação de representações de Serápis na iconografia monetária alexandrina durante o governo dos imperadores Antoninos (96-192 d.C.), com o objetivo de compreender o discurso de Legitimação Imperial contido nas moedas, transformando o discurso imagético num discurso literário na proposta de Erwin Panofsky.

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(TCC) Entre a egiptomania e a egiptologia: Um estudo das representações do Faraó Akhenaton no Brasil. 

Entre a egiptomania e a egiptologia: um estudo das representações do Faraó Akhenaton no Brasil – Raisa Barbosa Wentelemm Sagredo | Português |

Esta pesquisa se propõem a identificar e analisar algumas  representações do faraó Amenothep IV, mais conhecido na História como Akhenaton, mostrando como é possível encontrar o mesmo homem cuja trajetória é rodeada de mistérios e polêmica, servindo a diferentes discursos. Tendo em vista que o material acerca das representações de Akhenaton é muito abundante e diversificado, optou-se por um recorte que abrangesse um tempo atual, cujos discursos das fontes fossem de naturezas distintas, pelo menos em teoria. Partindo do conceito de Egiptomania proposto pela egiptóloga brasileira Margaret Bakos, como re-interpretação e re-uso de aspectos da cultura do antigo Egito, dialogando com o conceito de Egiptologia, a ciência encarregada de estudar o Egito dos faraós. Logo, busca-se nas representações de Akhenaton, entender como se constrói essa relação, respondendo à questão: estariam distantes, na prática, os discursos da egiptomania e da egiptologia?

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(Artigo) Senhora da casa, divindade e faraó as várias imagens da mulher do Antigo Egito

Senhora da casa, divindade e faraó as várias imagens da mulher do Antigo Egito – Julio Gralha | Português |

O presente artigo é um breve trabalho sobre o papel (em boa parte através da iconografia), desempenhado pela mulher no Antigo Egito tomando por base três aspectos que consideramos significativos. O primeiro, relativo ao cotidiano da egípcia comum como ― senhora da casa (nbt-pr). O segundo como divindade, notadamente membros da família real, tanto após a morte (mais comum) quanto em vida. Por último a mulher na condição de monarca, Rei do Alto e Baixo Egito (nsw bity).

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(Artigo) Distâncias egípcias, encontros núbios

Distâncias egípcias, encontros núbios: interações culturais e fronteiras étnicas no Novo Império egípcio – Fábio Amorim Vieira | Português |

Caracterizado pelos expressivos contatos egípcios com povos estrangeiros, o período denominado de Novo Império, entre 1580 e 1080 a. C., fornece evidências do processo de estabelecimento de relações étnicas e intercâmbios culturais entre os povos do Egito e os seus vizinhos estrangeiros do sul, na Núbia. Este artigo anseia perceber as fronteiras culturais, formações de identidades étnicas e relações de contato edificadas, mantidas e transformadas entre egípcios e núbios no contexto do nordeste saariano.

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(Artigo) Os conceitos de helenização e romanização e a construção de uma antiguidade clássica

Os conceitos de helenização e romanização e a construção de uma antiguidade clássica | Pedro Paulo A. Funari; José Geraldo Costa Grillo (em português):

“A ideia de ‘helenização’, isto é, a difusão da cultura grega no mundo antigo, sob Alexandre Magno e seus sucessores, está intimamente ligada ao historiador alemão Johann Gustav Droysen (1808-1884). De sua extensa obra, duas referem-se ao tema em pauta: a história de Alexandre, o grande e a História do Helenismo, publicadas, respectivamente, em 1833 e 1836”.

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