20 May 2012

Máscaras Mortuárias na RHBN

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 26 - março - 2012 ADD COMMENTS

 

Está nas bancas neste mês de março (2012), na Revista de História da Biblioteca Nacional, o artigo “A face das múmias” de Márcia Severina Vasques. Veja abaixo uma previa do texto:

 

Nós, brasileiros, não estamos alheios à rica civilização antiga que foi a egípcia. Acervos como os do Museu Nacional ou da Fundação Eva Klabin, ambos no Rio de Janeiro, são importantes fontes de pesquisa para quem quiser estudar Egiptologia. Normalmente, este tipo de pesquisa é feito no Brasil com base em coleções de museus e em visitas a sítios arqueológicos. Um estudo sobre máscaras mortuárias pode ser feito a partir da análise das peças de coleções de museus ou por meio de publicações especializadas. É um tipo de pesquisa que exige paciência, persistência e, sobretudo, paixão, pois temos que nos debruçar sobre inúmeras peças e tentar estabelecer conexões entre elas, refletindo sobre sua produção e seu significado.

Em geral, os procedimentos de uma pesquisa arqueológica envolvem trabalho de campo, laboratório, e, por fim, o cruzamento de dados e informações por parte do arqueólogo. Pode ocorrer também o caso de o material já estar disponível em um acervo de museu, pois foi resultado de escavação antiga, ou mesmo já ter sido publicado em um catálogo de coleção. Este fato não impede que um novo estudo seja feito a seu respeito, pois cada pesquisador tem uma nova pergunta para seu objeto de estudo. Em minha pesquisa, estava preocupada em analisar as relações culturais entre egípcios, gregos e romanos no Egito sob domínio romano (30 a.C.- 395 d.C.). Selecionei, a partir de catálogos e publicações, as máscaras confeccionadas em determinadas regiões do Egito – Alto Egito, Médio Egito, Fayum e os Oásis de Kharga e Baharyia, e as classifiquei conforme suas áreas de achado, conhecidas ou prováveis. Assim, poderia observar as mudanças nos costumes funerários tanto pela característica de cada localidade como também a partir da longa duração.

Foi possível notar que a função dessas máscaras permaneceu praticamente inalterada desde o seu aparecimento na época faraônica. A arte egípcia – desenhos, esculturas, pinturas e mesmo os hieróglifos – tinha como função principal manter “vivos” os rituais mágicos. A máscara, em última instância, tinha por objetivo servir como substituto da cabeça do morto, sobretudo se a múmia fosse danificada. No entanto, seu tipo de produção e seus elementos iconográficos não eram exatamente iguais em todo o Egito. Em áreas onde predominava uma população de origem grega e macedônica, a influência cultural romana é mais perceptível, sendo o morto retratado “à romana”, em termos de vestimentas, penteados e adornos. Mas quando nos afastamos do Mar Mediterrâneo e das cidades costeiras em direção ao interior, ao sul do Egito, percebemos maior apego às formas tradicionais egípcias (…).

 

Texto disponível em < http://www.revistadehistoria.com.br/secao/a-historia-do-historiador/a-face-das-mumias >. Acesso em 15 de março de 2012.

 

Leia mais na edição de março.

 

Clique aqui e veja o currículo de Márcia Severina Vasques.

【Artigo】O Saque de Tumbas

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 05 - março - 2012 ADD COMMENTS

 

O Saque de Tumbas no Tempo dos Faraós - Moacir Elias Santos| Português |

 

Algumas das tumbas da necrópole tebana descobertas por antiquários e saqueadores, no século XIX, apresentavam um contexto perturbado, resultado da ação de antigos roubos.

Neste trabalho, nos concentraremos em entender a ocorrência dos saques, bem como as tentativas de contê-los, tomando como exemplo a vila de Deir el-Medina, onde residiam os trabalhadores que construíam e equipavam as tumbas.

 

Obtenha o artigo: O Saque de Tumbas no Tempo dos Faraós

【Tese】Ushabts do Museu Nacional

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 28 - maio - 2011 ADD COMMENTS

Os servidores funerários da coleção egípcia do Museu Nacional: Catálogo e interpretação – Cintia Alfieri Gama | Português |

 

O uso da magia para suprir as necessidades do morto, e melhorar a sua existência na vida após a morte, levou à criação de um numeroso grupo de imagens no equipamento funerário.

Dentre estas estão as estatuetas funerárias que são conhecidas por três nomes alternativos shabti, chauabti e ushabti. O significado das estatuetas era complexo, e mudou com o passar do tempo.

Desde a substituição da função dos antigos modelos, estas estatuetas possuem um caráter de servas do morto ou, mais ainda, agem como um substituto pessoal para o seu mestre.

A fonte básica para este trabalho são os 244 servidores funerários da Coleção egípcia do Museu Nacional do Rio de janeiro. Num pano de fundo mágico-religioso e tipológico, este material foi analisado levando-se em conta o  seu uso no contexto funerário, que vai do Médio Império até o Período Ptolomaico.

Buscamos entender, por meio das estatuetas  funerárias, as crenças egípcias relacionadas com o Além.

 

Palavras-chave: egiptologia, shabti, ushabti, coleção, religião, funerário, magia.

 

Obtenha a tese Os servidores funerários da coleção egípcia do Museu Nacional: Catálogo e interpretação (Disponível online no site do Museu Nacional do Rio de Janeiro)

【Banner】Ensaio sobre Ankhesenamon

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 24 - fevereiro - 2011 4 COMMENTS

Breve ensaio sobre a Terceira princesa de Amarna – Márcia Jamille N. Costa| Português |

 

Banner apresentado em 2008 no Workshop de Xingó, ele fala do selo “pa-aton” encontrado na KV-63 ao qual foi sugerido uma ligação com a rainha Ankhesenamon, que outrora chamava-se Ankhesenpaaton.

Ankhesenamon foi a única esposa do faraó Tutankhamon e provavelmente uns dos últimos vínculos da realeza com o período Amarna.    

 

Obtenha o banner: Breve ensaio sobre a Terceira princesa de Amarna

【Tese】Textos das Pirâmides aos Sarcófagos

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 07 - abril - 2010 ADD COMMENTS

 

Dos Textos das Pirâmides aos Textos dos Sarcófagos: a “democratização” da imortalidade como um processo sócio-político – Maria Thereza David João | Português |

 

O tema central deste trabalho é o pensamento religioso egípcio acerca da morte,privilegiando a análise da literatura funerária conhecida como Textos das Pirâmides e Textos dos Sarcófagos. A apropriação por particulares de textos outrora destinados a prover a imortalidade régia é conhecida pelos estudiosos como “democratização” da imortalidade, e é justamente este processo que interessa de forma direta aos objetivos desta dissertação.

 

Obtenha a tese Dos Textos das Pirâmides aos Textos dos Sarcófagos: a “democratização” da imortalidade como um processo sócio-político

 

【Artigo】Escrevendo hieróglifos – Moacir

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 29 - março - 2010 1 COMMENT

 

Escrevendo em hieróglifos – Moacir Elias Santos | Português |

A língua egípcia é formada por um grande número de sinais que no estágio conhecido como Médio Egípcio inclui aproximadamente setecentos hieróglifos. As imagens podem ser agrupadas dentro de diversas categorias, que apresentam figuras humanas, diversas classes de animais, plantas, edificações, objetos inanimados, entre muitas outras. Mas como seria possível, dentre tantos sinais, saber onde começa uma frase? (…) basta olhar para onde qualquer uma das figuras animadas está direcionada, seja ela uma mulher sentada ou um pato em pé.

Obtenha o artigo Escrevendo em hieróglifos

【Artigo】Recriando o Egito no Brasil

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 29 - março - 2010 ADD COMMENTS

 

Recriando e Divulgando o Egito Antigo no Brasil – Moacir Elias Santos| Português |

 

Antiguidades egípcias não são muito comuns em terras brasileiras, mas desde 1826, a partir da compra de uma coleção de artefatos egípcios e greco-romanos efetuada pelo imperador D. Pedro I, dispomos de múmias humanas e de animais, ataúdes, estelas funerárias, estatuetas de bronze, madeira, faiança, entre outros materiais no atual Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Esta coleção foi enriquecida com algumas doações, como as peças que Dom Pedro II, que era um entusiasta nos estudos da sociedade egípcia, recebeu como presente durante suas andanças pelas terras do Nilo nos anos de 1871/72 e 1875/76.

 

Obtenha o artigo Recriando e Divulgando o Egito Antigo no Brasil

 

【Artigo】 Corpo e Egiptomania no Brasil

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 20 - agosto - 2008 ADD COMMENTS

Corpo e Egiptomania no Brasil – Margaret M. Bakos | Português |

Este artigo sintetiza uma palestra oferecida no XII Ciclo Anual de Debates do LHIA, em novembro de 2002, com a temática Olhares do Corpo. (…)
O objeto do projeto é a investigação sobre a apropriação e a reinterpretação de elementos da cultura egípcia, com vistas à criação de novos significados e usos.

Obtenha o artigo: Corpo e Egiptomania no Brasil

【Artigo】Arqueologia histórica no mundo

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 22 - julho - 2008 ADD COMMENTS

 

A Arqueologia histórica em uma perspectiva Mundial – Pedro Paulo A. Funari | Português |

 

A Arqueologia das sociedades com escrita tem uma grande tradição na disciplina, em particular no estudo das grandes civilizações fundadoras do “Ocidente”, como as Arqueologias Clássica, Bíblica, Egípcia e Médio Oriental. Contudo, o termo “Arqueologia Histórica” tem sido usado, em particular na América do Norte, para referir-se ao estudo de um período histórico específico, o moderno (sensu anglico, i.e. do século XV em diante, Deetz 1977), em geral nas Américas.

 

Obtenha o artigo A Arqueologia histórica em uma perspectiva Mundial.