Amuletos egípcios: significados dos símbolos e os seus usos

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Quando pensamos em antiguidade egípcia de forma geral a palavra-chave principal é religião. De fato, os indivíduos que viveram sob a autoridade do rio Nilo — e os oásis mais próximos — eram extremamente religiosos e vinculavam parte do seu sucesso, mesmo que dependessem de muita força humana, a divindades, a forças sobrenaturais.

Contudo, pode-se dizer que existe um grande paralelo na religião egípcia onde por um lado ela era exercida pelo faraó e os sacerdotes, cercada pelo mistério e as relações de poder. Do outro, temos a população comum, impedida de adentrar na maioria dos espaços mais sagrados, tendo como alternativa realizar pequenos rituais ou se utilizar de amuletos para alcançar algum objetivo (ANDREWS, 1994).

Variedades de amuletos do Ashmolean Museum. ISBN 84-7838-737-4

Egyptian Amulets

Variedades de amuletos.

O amuleto, ou talismã, é um ornamento pessoal que graças ao seu formato, matéria-prima ou cor poderia dotar o seu portador de capacidades mágicas ou conceder proteção. Na antiguidade egípcia eles faziam parte do cotidiano tanto das pessoas comuns, como da nobreza e da realeza. Na tumba do faraó Tutankhamon, por exemplo, foram encontrados dezenas deles (TIRADRITTI, 1998; JAMES, 2005). A importância dada a estes objetos era tamanha que eles poderiam ser utilizados tanto em vida como no pós-morte. Ainda tinham aqueles que possuíam um uso unicamente funerário, como era o caso do Livro dos Mortos, que eram confeccionados unicamente para ser postos dentro da sepultura (ANDREWS, 1994).

Os amuletos egípcios foram o tema do vídeo especial do Arqueologia Egípcia em comemoração dos mais de 3.000 inscritos no canal. Assista para conhecer mais sobre o universo da religião egípcia.

Alguns tipos de amuletos

Vários foram os tipos de amuletos que prometiam algum tipo de proteção. Um exemplo é o já citado Livro dos Mortos, uma coletânea de fórmulas mágicas destinadas a proteção do falecido. Existiam também os decretos oraculares, que a partir do Terceiro Período Intermediário passaram a ser registrados em cilindros que eram utilizados ao redor do pescoço do interessado. Imagens de antepassados também poderiam assumir funções amuléticas. Gestantes e recém-nascidos tinham algumas opções de proteção devido ao grau de risco que sofriam: Um amuleto com a imagem da deusa Tauret poderia resguardar a grávida e determinadas vestimentas conferiam proteção na hora do parto. Imagens do deus Bés tinha como intenção guardar o recém-nascido e como proteção extra os pais tinham como opção amarrar um papiro com uma fórmula mágica prometendo a sobrevivência da criança ou adotar um vaso cerâmico para leite retratando a imagem de uma mulher amamentando (ANDREWS, 1994; TIRADRITTI, 1998; DAVID, 2011).

Vaso para leite. www.resignation.bg/gallery

Eye of Horus

Ancient Egyptian amulets

Porém, apesar de sabermos a utilidade de uma série destes objetos, a maioria possui o uso ainda desconhecido ou confuso. Imaginem que são dezenas de amuletos com variadas formas — algumas das quais faziam sentido somente para os antigos egípcios, a exemplo do nefer (veja quadro a seguir) —, com imagens de animais que representavam diferentes divindades e mesmo retratando sincretismos. Abaixo vocês poderão conferir uma simples variedade destes objetos e seus respectivos usos:

Imagem Nome/Forma/Divindade Significado
  Ankh Vida.
  Wedjat Proteção, um amuleto que conferia saúde.
  Djed Estabilidade, permanência.
  Tyet Também chamado de “nó de Ísis”, era colocado no pescoço do morto para a sua proteção.
  Nefer Não se sabe a sua serventia. Provavelmente tem algo a ver com beleza ou perfeição.
  Tauret Amuletos com a forma desta deusa tinham a intenção de proteger as gestantes e promover um bom parto.
  Bés Amuletos com a forma deste deus tinham como objetivo proteger as crianças e afastar os maus sonhos.
  Tartarugas Afastar o mal através da intimidação.
  Relacionados com a deusa Hequet, conferiam a fertilidade e renascimento.
  Ib O coração do falecido. Conferia eternidade.
  Kheper (escaravelho) Eternidade e renascimento.

Referências bibliográficas:

ANDREWS, Carol. Amulets of Ancient Egypt. Londres: British Museum Press, 1994.

BAINES, John; MALEK, Jaromir. Deuses, templos e faraós: Atlas cultural do Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Michael Teixeira, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2008.

DAVID, Rosalie. Religião e Magia no Antigo Egito (Tradução de Angela Machado). Rio de Janeiro: Difel, 2011.

JAMES, Henry. Tutancâmon (Tradução de Francisco Manhães). Barcelona: Folio, 2005.

MULLER, Hans Wolfgang; THIEM, Esberhard. O ouro dos faraós (Tradução de Carlos Nougué, Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Angela Zarate). Barcelona: Folio, 2006.

TIRADRITTI, Francesco. Tesouros do Egito do Museu do Cairo. São Paulo: Manole, 1998.

A cerveja no Egito Antigo: desde a intoxicação ao seu uso religioso

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Era um grande costume das pessoas que viveram durante a Antiguidade egípcia registrar nas paredes de suas tumbas cenas da vida cotidiana: são imagens que mostram o cultivo dos campos, os momentos de deleite com os parentes, brigas, brincadeiras e, naturalmente, a alimentação. Graças a isso, possuímos uma vasta informação acerca da alimentação das pessoas que viveram às margens do Nilo e nos oásis durante a era dos faraós e descobrimos que dentre uma variedade de coisas eles consumiam muita cerveja (TALLET, 2006).

Herget 034 - A Middle Kingdom Brewery

Reconstituição da vida no Antigo Egito: equipe em diferentes fases da elaboração da cerveja. Autor: Desconhecido.

Os egípcios eram verdadeiros mestres cervejeiros; sabe-se, devido a um papiro médico, que existia ao menos dezessete tipos, mas é provável que houvera muito mais (STROUHAL, 2007). Por outro lado, infelizmente a maioria dos nomes se perderam ao longo dos séculos (TALLET, 2006).

Rapaz confeccionando cerveja. Imagem disponível em TIRADRITTI, Francesco. Tesouros do Egito do Museu do Cairo. São Paulo: Manole, 1998. p. 102.

Cenas da fabricação dessa bebida também são conhecidas, contudo, não são muito instrutivas, mostrando somente os passos básicos (TALLET, 2006). No canal do A.E. comentei sobre alguns dos processos conhecidos para a elaboração dessa bebida. Confira abaixo:

Porém, relatos do seu preparo igualmente foram registrados por viajantes que visitaram o país anos após o fim do Período Faraônico e que podem dar uma leve ideia de como seria confeccionada a cerveja original. Abaixo o de um homem chamado Zózimo, no século IV depois da Era Cristã:

Para fazer cerveja:  obter cevada branca, limpa e de boa aparência, deixar macerar um dia e depois tirar da água e deixar descansar no lugar resguardado até a manhã seguinte.  A seguir deixar macerar durante mais cinco horas.  Depois derramar num recipiente poroso de um braço de profundidade e conservar úmido. Deixar assim até que se formem flocos, depois deixar secar ao sol até que estes flocos sejam reabsorvidos, pois esta emulsão é amarga. Moer cevada e formar pães, cozê-los superficialmente até que comecem a dourar. Dissolver então em água açucarada e passar através de uma peneira fina. Quando se chega a este ponto, os dois preparados são misturados. Outros fazem os pães e os põem num forno com água e os deixam cozer um pouco, sem permitir que ferva ou esquente de mais. Depois são retirados da água e coberto, é aquecido e provado. (PAULY-WISSOWA, apud TALLET, 2006, pág. 149)

Também tem a de um químico do início do século XX:

Colhe-se trigo de boa qualidade, e três quartos dele são limpos e moídos grosseiramente.

Estas três quartas partes do trigo moído são vertidas num amplo tabuleiro de madeira e amassadas com água para obter uma pasta à qual se acrescenta levedo.

Confeccionam-se pães grossos com a massa assim obtida.

São cozidos muito levemente para não destruir o levedo.

O último quarto de trigo, não moído, é umedecido com água e exposto ao ar durante um tempo. Depois se tritura enquanto ainda está úmido.

Os pães são partidos e colocados num recipiente com água. Acrescenta-se o trigo úmido triturado. A mistura fermenta devido à presença de levedura no pão. Para obter uma fermentação mais rápida, acrescenta-se um pouco de buza de uma colheita anterior. Deixa-se fermentar um dia.

Finalizada a fermentação, o preparado é passado por uma peneira de fibra vegetal espremendo bem o produto com as mãos contra a peneira. (LUCAS, 1962 apud TALLET, 2006, pág. 149)

Sabe-se que a cerveja já era consumida durante o Período Pré-Dinástico (c. 5300-3000 a.E.C) (TALLET, 2006) e ao longo das dinastias tornou-se parte da dieta egípcia, em especial a conhecida como henequet, a mais popular de todas e que fez parte do cardápio cotidiano (TALLET, 2006).

Ela também foi utilizada como forma de pagamento (TALLET, 2006): lembrem-se que a moeda só passou a ser utilizada no Egito nos tempos tardios. A economia era baseada na permuta e no escambo (DERSIN, 2007).

A cerveja egípcia era alcoólica?

Não sabemos o quão alcoólica algumas cervejas egípcias poderiam ser. A henequet, que era consumida mais amplamente, tinha uma propriedade mais energética, entretanto, uma chamada de seremet, que era mais cara, era muito mais alcoólica (TALLET, 2006).

São conhecidas algumas iconografias que retratam pessoas bêbadas, além dos relatos de epifania ou de contato com o sobrenatural, ambos alcançados após o consumo de cerveja ou vinho em festivais religiosos. Em soma, um famoso mito, “A Destruição da Humanidade”, descreve como a deusa Sekhmet/Mut/Hathor ficou totalmente embriagada após beber muita cerveja vermelha, crendo que bebia sangue humano (BRYAN, 2010).

O uso religioso da cerveja:

Embora nos dias de hoje seja vista como sinônimo de futilidade, na Antiguidade egípcia a cerveja era um líquido sagrado ao lado do vinho, do leite e da água. Ela fez parte em grande proporção das listas de oferendas funerárias além dos rituais de libação (POO, 2010).

Mulher preparando cerveja. Imagem disponível em EINAUDI, Silvia. Coleção Grandes Museus do Mundo: Museu Egípcio Cairo (Tradução de Lúcia Amélia Fernandez Baz). 1º Título. Rio de Janeiro: Folha de São Paulo, 2009. p. 49.

Uma das divindades relacionadas com essa bebida foi Hathor, cujo um dos epítetos é “Senhora da Bebedeira”, relacionado com o já citado mito “A Destruição da Humanidade”, que era rememorado no Festival da Bebedeira, uma comemoração realizada no início do ano egípcio, na estação Akhet (nos dias atuais seria entre o final de julho e início de agosto).

— Saiba mais: O Festival da Bebedeira do Egito Antigo

No templo dessa divindade em Dendera é possível encontrar algumas liturgias que citam a cerveja e a importância dada a sua correta confecção:

Pegue a cerveja doce, o fornecimento para a sua majestade, que é fabricado corretamente. Como é doce o seu sabor, como é doce o seu cheiro! (Chassinat and Daumas: Dendara VII: 130 apud POO, 2010).

Nesta é citado que o Ka também se beneficiará da bebida:

Como são belos estes jarros de cerveja, que são fervidas em seu tempo correto, que enchem o seu Ka no momento do seu desejo. Que o seu coração se alegre diariamente (Chassinat and Daumas: Dendara VI: 163: 9 – 11 apud POO, 2010).

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a elaboração da cerveja.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

 

Referências bibliográficas:

BRYAN, Betsy. “Hatshepsut and Cultic Revelries in the New Kingdom”. In: GALÁN, José, BRYAN, Betsy, DORMAN, Peter. Creativity and Innovation in the Reign of Hatshepsut. Chicago: The University of Chicago, 2014. Paper from the Theban Workshop 2010

DERSIN, Denise. A história cotidiana às margens do Nilo (Tradução de Francisco Manhães, Marcelo Neves, Carlos Nougué, Michael Teixeira).  1ª Edição. Barcelona: Folio, 2007.

POO, Mu-chou. “Liquids in Temple Ritual”. In: DIELEMAN, Jacco; WENDRICH, Willeke; FROOD, Elizabeth; BAINES, John. UCLA Encyclopedia of Egyptology. Los Angeles: UC Los Angeles, 2010.

STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito. (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves).  1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2007.

TALLET, Pierre. A culinária no Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Júlia Braga, Joana Bergman). Barcelona: Folio, 2006.

Festival da Bebedeira no Egito Antigo + Vídeo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Imagine que dias após a comemoração de virada do ano você está se preparando com a sua família para mais dias de festa com dança, música, comida e em muita bebida. Não é um cenário difícil de idealizar, especialmente se você for um folião. Contudo, o que eu pedi para vocês vislumbrarem é um acontecimento comum do período faraônico, o “Festival da Bebedeira”, e não o Carnaval.

Apesar da coincidência, ambas estas festas têm pouquíssimas coisas em comum, uma delas certamente é o motivo da comemoração. O Carnaval, que apesar de ser um evento popular no Brasil, não é uma festa genuinamente brasileira, acredita-se que remonta a Antiguidade, sendo advindo da Mesopotâmia e comemorado até mesmo na Grécia e em Roma [1]. Será?

No caso da Mesopotâmia a principal característica desta festividade era a subversão de papéis sociais, já na Grécia e Roma seria a entrega aos prazeres da carne, tais como a embriagues e as orgias.

Homens totalmente embriagados sendo carregados para fora de uma festa. Beni Hasan. Autor: Desconhecido.

Com o passar dos anos e o poder cada vez mais crescente da Igreja católica estes tipos de festividades começaram a ser vistas como praticas pagãs. Assim, a partir do século VIII, com a criação da Quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores a este período religioso. Ou seja, as pessoas poderiam cometer excessos e se submeter a subcultura e depois teriam a oportunidade de pedir perdão a Deus.

Mulher vomitando após beber em excesso. Autor: Desconhecido.

Porém a “Festa da Bebedeira” tinha uma proposta integralmente religiosa. Ela rememorava o mito de Hathor-Tefnut ou Hathor-Sekhmet, filha do deus Rá, deus Sol criador, que a pedido do pai foi ao Egito dar uma lição na humanidade (JUNKER 1911 apud POO, 2010): Rá estava extremamente descontente com as ações torpes dos humanos e solicitou que a sua filha resolvesse a situação. Porém, ela usou da violência e realizou um verdadeiro massacre. Este não era o objetivo de Rá, que para apaziguar a sua filha verteu vinho no Nilo para confundi-la — ela pensaria que ali seria sangue humano ou o tom avermelhado da água após as inundações —. O plano deu certo, ao saciar sua sede no grande Rio a deusa ficou extremamente embriagada, deixando os humanos em paz (POO, 2010).

Apesar dos nomes Hathor-Tefnut ou Hathor-Sekhmet serem utilizados para definir a tal deusa, convencionou-se a chamá-la de Hathor ou Sekhmet. Apesar destas duas terem propriedades bem diferentes, elas foram sincretizadas em vários momentos (POO, 2010).

A Festa da Bebedeira era comemorada logo após o início do ano egípcio — que na antiguidade ocorria no segundo semestre do nosso calendário — porque, de acordo com o mito, a chegada de Hathor-Sekhmet ao Egito correspondia com a Estação Aket, ou seja, a subida das águas do Nilo, como um texto religioso afirma:

“É o pai de [Hathor], Rá, quem criou isto para ela quando ela voltou da Núbia, de modo que inundações são dadas para o Egito” (POO, 2010).

Esta comemoração era realizada no dia seguinte ao fim do Festival Wag, que por sua vez era celebrado no início das enchentes em Thot (primeiro mês da Estação Aket) (SCHOTT 1950 apud POO, 2010) e que objetivava a celebração da ressurreição da vida trazida pela inundação.

A embriaguez estava aberta para todos e a bebida era distribuída pelo Estado. Em um dia comum a intoxicação por álcool não era vista como algo tão desprezível (embora existam alguns textos moralistas acerca), mas neste evento em questão era totalmente aceitável. Logo as ruas e templos abertos ficavam cheios de pessoas embriagadas não só em homenagem à deusa, mas em agradecimento a chegada das cheias do Nilo (POO, 2010).

— Saiba mais: A cerveja no Egito Antigo: desde a intoxicação ao seu uso religioso

Em soma, muitos líquidos eram sagrados durante o faraônico, dentre eles o vinho e a cerveja, por isso que durante este festival também ocorriam as libações (POO, 2010). Sabemos que durante a oferta da cerveja o seguinte trecho de uma música poderia ser cantado:

“Tome a cerveja para apaziguar seu coração. Para o seu Ka conforme seu desejo, como eu faço música antes de você” (POO, 2010).

Ao final do festival, todos retornavam para casa para curar a ressaca e planejar o início do ano, mas a saga pela sobrevivência não tinha terminado. Outras festas religiosas pedindo por um bom plantio ou pelo fortalecimento da vida ainda viria, mas nenhuma era comparável a intoxicação do Festival da Bebedeira.

Abaixo está um vídeo onde comento sobre o festival:

Inscreva-se para receber notificações de novos vídeos: clique aqui.

Youtube | Facebook | Instagram | Twitter

Fonte:

[1] PINTO, Tales Dos Santos. “História do carnaval e suas origens”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval.htm>. Acesso em 04 de fevereiro de 2016.

POO, Mu-chou. “Liquids in Temple Ritual”. In: DIELEMAN, Jacco; WENDRICH, Willeke; FROOD, Elizabeth; BAINES, John. UCLA Encyclopedia of Egyptology. Los Angeles: UC Los Angeles, 2010.

TALLET, Pierre. A culinária no Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Júlia Braga, Joana Bergman). Barcelona: Folio, 2006.


  • As imagens neste post não são ilustrações do Festival da Bebedeira, mas de outras festas. São meramente ilustrativas.