A Rainha Cleópatra versus a História

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Cleópatra VII foi uma rainha que viveu durante o Período Ptolomaico, cuja história inspirou vários mitos, filmes e documentários. Embora muitas biografias pitorescas tenham sido inventadas por seus desafetos, aparentemente a real Cleópatra VII foi uma líder única, educada com as melhores fontes de informação e articulada.

No vídeo abaixo, que faz parte do TED-Ed (um projeto que reúne educadores com animadores), temos um resumo das realizações dessa rainha e como a história tem sido muito injusta com ela. Vale muito a pena assistir. Ele está em inglês, mas é possível habilitar a legenda para o português, é só ir na aba do play que vocês encontrarão um quadradinho ao lado de uma engrenagem: clique nela e escolha o idioma do seu interesse.

Sugiro também que leiam o meu artigo “Como a Arqueologia tem minimizado o papel das mulheres egípcias que viveram na Antiguidade faraônica”. Em um dado momento uso a Cleópatra como exemplo.

A faraó que não seria esquecida

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Hatshepsut foi uma faraó que viveu no início da 18ª Dinastia (Novo Império). Já comentei sobre ela em dois outros posts aqui no Arqueologia Egípcia e brevemente no vídeo “Mulheres Faraós“.

No vídeo abaixo temos uma animação apresentada no TED-Ed (um projeto que une educadores com animadores) onde a história de Hatshepsut é apresentada de forma resumida. Nesse caso a pesquisadora é a Kate Narev. O vídeo está em inglês, mas vocês podem habilitar as legendas no próprio Youtube (na aba do play tem um quadradinho ao lado de uma engrenagem: é lá que você habilita e escolhe a língua).

Uma nota sobre o vídeo: outras faraós chegaram a reinar no Egito, inclusive antes da própria Hatshepsut. E alguns pesquisadores acreditam que a memória dos feitos dela foram apagados não por ódio, ou exclusivamente por uma questão de gênero, mas para manter a legitimidade do trono do filho de Tutmés III; lembre-se que enquanto Hatshepsut era filha do faraó com uma Grande Esposa Real, o seu enteado, Tutmés III, era filho de uma esposa secundária. Ser pouco legítimo para assumir o trono era muito mais grave para Maat do que ter uma mulher assumindo o governo. Por isso que a destruição só ocorreu 20 após ele assumir o reino.

Imagem 1: Faraó Hatshepsut usando uma barba falsa. Imagem retirada de MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto. (Tradução de Maria da Graça Crespo) 1ª Edição. Lisboa: Editora Taschen, 1999. p. 123.

— Saiba mais: Um vislumbre da faraó-mulher Hatshepsut

— Saiba mais: A faraó Hatshepsut precisou se portar em tempo integral como um homem?

Por fim, indicarei aqui um artigo meu que fala sobre a forma que os pesquisadores têm analisado os remanescentes arqueológicos relacionados com mulheres: Como a Arqueologia tem minimizado o papel das mulheres egípcias que viveram na Antiguidade faraônica.