Polícia prende homens que escavavam ilegalmente túmulo do tempo dos faraós

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Há alguns dias a polícia egípcia prendeu quatro membros de uma quadrilha especializada em escavações ilegais, eles estavam em posse de 193 ushabits e um sarcófago — todos artefatos do tempo dos faraós —. O grupo foi preso enquanto escavava ilegalmente um túmulo datado da 4º Dinastia (Antigo Reino), perto da área arqueológica de Gizé. Eles pretendiam vender as peças.

O Ministério Público egípcio e o Ministério das Antiguidades foram notificados e iniciaram os procedimentos legais necessários. 

Um problema constante:

Escavações ilegais em sítios arqueológicos têm sido um problema constante não só no Egito, mas no mundo. O tráfico de artefatos antigos atende a colecionadores dispostos a pagar por objetos de procedência duvidosa (em alguns casos, inclusive, para realizar lavagem de dinheiro), leilões internacionais e até museus.

Em julho deste ano (2019), por exemplo, autoridades egípcias acusaram a casa de leilões Christies de colocar à venda uma estátua do faraó Tutankhamon a qual eles acreditam que foi furtada do Templo de Karnak (Luxor). 

Apesar dos apelos, a imagem foi vendida.

— Saiba mais: Leilão tentará vender estátua do faraó Tutankhamon 

       

Fonte:

Photos| Police arrests gang in possession of pharaonic figurines, sarcophagus. Disponível em < https://www.egyptindependent.com/photos-police-arrests-gang-in-possession-of-pharaonic-figurines-sarcophagus/ >, acesso em 14 de outubro de 2019.

Artefatos egípcios são encontrados em esconderijo da 2ª Guerra Mundial

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Foi anunciado no dia 04/07/18 a descoberta de centenas de objetos de cerâmica. Eles datam das eras greco-romana, copta e islâmica e foram encontrados em um esconderijo possivelmente construído durante a Segunda Guerra Mundial, no interior de um museu em Alexandria.

De acordo com um comunicado do Ministério de Antiguidades, as peças foram encontradas durante trabalhos de restauração no jardim interno do Museu Greco-romano de Alexandria.

Foto: MSA.

“Muito provavelmente foram escondidas pelo arqueólogo (britânico) Alan Rowe e pelos funcionários do museu durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945”, disse o chefe do Setor de Antiguidades egípcias, Ayman Ashmawi. Segundo ele, o objetivo era “proteger os objetos da pilhagem e dos bombardeios frequentes durante a guerra”. As antiguidades certamente foram escondidas “rapidamente” e, por isso, não foram registradas na lista do museu.

Foto: MSA.

“O esconderijo contém uma coleção de cerâmica de tamanhos e formas diferentes”, indicou a chefe do Departamento Central de Antiguidades egípcias e greco-romanas, Nadia Jadre. Entre elas, estão urnas funerárias, chamadas “Hidari”, onde eram guardadas as cinzas dos mortos após sua cremação no período grego. Também foram encontrados recipientes, vasilhas e pratos das épocas greco-romana e bizantina.

 

Fonte:

Maior sarcófago já encontrado em Alexandria é uma das duas descobertas arqueológicas anunciadas no Egito. Disponível em < https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/ministerio-do-egito-anuncia-duas-novas-descobertas-arqueologicas-em-julho.ghtml >. Acesso em 12 de julho de 2018.