É Abdel Maqsud quem substitui Hawass

 

Abdel Maqsud é escolhido como substituto de Zahi Hawass

 

Por Márcia Jamille Costa |@MJamille 

 

Depois do JAN25 e a criação “assustada” do Ministério das Antiguidades do Estado, Hawass foi retirado do seu posto, porém a sua saia deflagrou uma greve no SCA que repudiava o então novo nome escolhido para reger o Ministério: Abdel Fattah al-Banna.

Fattah al-Banna não passou nem dois dias no poder, foi imediatamente retirado sob o pretexto de que ele é um restaurador e não arqueólogo. Na mesma semana o Ministério das Antiguidades do Estado foi dissolvido, já que a sua criação não era vista como legal, uma vez que a constituição egípcia determina que todos os assuntos ligados a Arqueologia devem ser tratados com o Ministério da Cultura. No final, o SCA recebeu novamente o dever de reger as antiguidades, porém, sem um novo substituto Hawass permaneceu no cargo até que alguém qualificado fosse encontrado.

Esta semana o novo secretário do SCA foi escolhido, seu nome é Abdel Maqsud, um arqueólogo de 57 anos e com vasta experiência na área. Ele já determinou o que espera fazer pelo o Supremo Conselho: Dar trabalho aos mais de 10 000 recém formados em arqueologia do Egito que não viam oportunidades de emprego, tentar pagar a divida de 1.000.000.000 Libras Egípcias (algo entre R$260.000.000 e R$300.000.000) e o mais importante para os arqueólogos estrangeiros que é permanecer com os antigos contratos e continuar com as colaborações estrangeiras. Já os antigos contratos com as grandes empresas de divulgação como National Geographic e Discovery Channel serão reavaliados. Ele também quer continuar com o legado positivo de Hawass, que é a luta pelo o repatriamento de peças arqueológicas, dentre elas o busto de Nefertiti e a Pedra de Roseta.

As missões estrangeiras, que antes eram avaliadas unicamente por Hawass irão passar pela avaliação de um comitê.

Maqsud está tentando apagar a imagem empregada por muitos profissionais pelo o mundo que observam o JAN25 como um estopim para fechar a Arqueologia Egípcia só entre os egípcios. Tal atitude seria até inviável, já que muitos dos grandes projetos como o Grand Museum of Egypt, por exemplo, está sendo financiado por capital de missões estrangeiras.

 

Fontes:

 

Antiquities staff divided over ministry’s future. Disponível em < http://www.almasryalyoum.com/en/node/479253> Acesso em 30/07/2011.

Controversy over legality of Egypt’s antiquities ministry Disponível em < http://english.youm7.com/News.asp?NewsID=342487&SecID=12> Acesso em 30/07/2011.

La arqueología egipcia apuesta por sus tesoros frente a viejos personalismos. Disponível em < http://www.larazon.es/noticia/4053-la-arqueologia-egipcia-apuesta-por-sus-tesoros-frente-a-viejos-personalismos> Acesso em 30/07/2011.

 

Parte do Grand Museum está concluída

Por Márcia Jamille Costa

A primeira dama do Egito, Suzanne Mubarak, inaugurou no dia 14 de Junho de 2010 uma das fases já prontas do Grand Museum of Egypt, que está sendo construído próximo as pirâmides de Gizé. O museu abrigará 100 mil artefatos, muitos deles são os que estão trancados e não disponíveis para a visualização no Museu do Cairo devido à falta de espaço para exibi-los.

 

A parte que está pronta é o centro de conservação para restaurar as antiguidades danificadas e 122 conservadores já estão trabalhando e preparando 6.800 artefatos que um dia serão exibidos no Grand Museum. Uma unidade de documentação também está trabalhando para criar um banco de dados informatizado de todos os artefatos.

 

 

Instituído com a assistência técnica japonesa, o centro conta com 12 laboratórios para a restauração, digitalização e estudo de múmias, bem como artefatos de cerâmica, madeira, tecido e vidro. Shadia Kinawi, chefe da comissão que supervisiona o museu, disse que o Japão ofereceu um empréstimo de US $ 300 milhões para a construção do edifício, enquanto o Ministério da Cultura egípcio vai fornecer US $ 150 milhões.

 

27 milhões de dólares foram doados para a construção do Grand Museum of Egypt e mais de 30 empresas já apresentaram propostas para a construção das principais galerias.

 

 

O plano para o novo museu foi concebido em 2002, mas a abertura parcial do complexo, que terá 120 hectares, está marcada para o outono de 2012.

(AP)