6 missões de Arqueologia Subaquática serão realizadas no Egito este ano (2017)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Notícia enviada por Fernanda Libório, via Facebook.

O Ministério das Antiguidades do Egito liberou a realização de pesquisas subaquáticas para seis missões de arqueologia. Nelas estão inclusas tanto equipes estrangeiras como uma egípcia.

Essas missões trabalharão na baía de Alexandria e no Mar Vermelho.

De acordo com o chefe do Departamento de Arqueologia Subaquática, Mohamed Abdel Maguid, as missões apresentaram os seus documentos para a aprovação em dezembro, mas somente duas das seis exercerão os seus trabalhos agora em abril. Uma delas é a do Centro de Estudos Alexandrinos, liderado por Isabelle Hairy (França), que completará os seus trabalhos no Fort Qaitbay até 20 de maio. A outra é uma missão egípcia que irá trabalhar ao longo da costa do Mar Vermelho de 15 de abril até 7 de maio, liderada por Mohamed Mostafa.

Foto: Revista Veja. 14 de Janeiro de 1998.

As demais irão iniciar os seus trabalhos somente no outono egípcio. Elas são a do o Instituto Europeu de Antiguidades Subaquáticas na França com Frank Goddio, a do Instituto de Arqueologia Subaquática Helênica na Grécia com Harry E. Tzalas, a do Instituto Russo de Estudos de Arqueologia e Egiptologia com Galina A. Belova e a da Universidade de Turim (Itália) com Paolo Gallo.

 

A importância de mais missões de arqueologia subaquática no Egito

A arqueologia subaquática, independente do país em que é exercida, recebe menos destaque (principalmente em termos de preservação do patrimônio subaquático) que a arqueologia convencional — a realizada em terra —. Sempre confundida com atividades de caça ao tesouro ou vista como algo perigoso, por anos não foi reconhecida por muitos acadêmicos. No Egito a situação é mais complicada graças a uma visão muito “funerária” do país, cuja arqueologia está mais concentrada na limpeza e restauro de sepulturas de Período faraônico.

Foto: Revista Scuba; Maio/1996.

Contudo, os artefatos encontrados em sítios submersos possuem o mesmo potencial de análise que os encontrados em áreas secas. A diferença é a metodologia utilizada tanto durante as escavações como durante os trabalhos de preservação dos artefatos coletados. Para saber mais sobre a arqueologia subaquática no canal do AE temos um vídeo bem completo sobre o assunto. Nele, inclusive, mostramos um sítio subaquático brasileiro de naufrágio para explicar melhor o assunto:

Fonte:

6 archeological missions to resume underwater excavations in Egypt. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/news/6-archeological-missions-resume-underwater-excavations-egypt >. Acesso em 02 de abril de 2017.

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e autora do livro “Uma viagem pelo Nilo”.
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