Descubra como eram feitas as múmias egípcias

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Certamente as múmias são um dos elementos mais reconhecíveis da cultura da Era dos Faraós. Elas são tão queridas e instigantes que acabaram se tornando o tema de muitos documentários. Além de muito presentes na cultura popular: nós as vemos em filmes, séries, literatura, histórias em quadrinhos, games, brinquedos e revistas.

E não é difícil encontrá-las em alguns museus de antiguidades. Até no nosso Brasil possuíamos algumas. A maioria estava no Museu Nacional e foram destruídas no incêndio ocorrido no dia 2 de setembro de 2018. Incêndio este que arrasou todo o interior do edifício. E em Curitiba, no Museu Egípcio e Rosacruz, possuímos uma cabeça feminina que foi apelidada pelos pesquisadores como Thotmea.

Mas, como é que eram feitas as múmias egípcias? Quais ingredientes eram utilizados? E por que os egípcios passaram a mumificar? Estas e outras perguntas são respondidas neste vídeo exclusivo produzido pelo Arqueologia Egípcia:

As múmias egípcias significam várias coisas. Desde um dos passos necessários do morto para alcançar a eternidade a um vínculo do falecido com o mundo dos vivos. Porém, a mumificação foi muito além.

O aperfeiçoamento da sua prática acabou possibilitando notáveis avanços na medicina nos tempos dos faraós. Já que o conhecimento do corpo tornou possível que os médicos egípcios pudessem ter uma visão mais geral dos ferimentos e enfermidades.

Clique aqui para conferir a imagem colecionável “A Mumificação” da Del Prado.

E graças às pesquisas arqueológicas nós conhecemos alguns dos artefatos utilizados durante a mumificação. Na imagem abaixo é possível ver uma cama para o descanso do corpo no natrão, uma máscara do deus Anúbis e uma paleta de mumificador.

E nos dias de hoje é graças à boa conservação de muitas múmias que nós arqueólogos podemos arrecadar dados que nos possibilitam ler detalhes sobre a vida no Antigo Egito como doenças, alimentação, idade média de vida e causas comuns de morte em uma determinada comunidade.

Fontes do vídeo:

AUFDERHEIDE, Arthur. The Scientific Study of Mummies. Nova York: University of Cambridge, 2010.
BAINES, John; MALEK, Jaromir. Deuses, templos e faraós: Atlas cultural do Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Michael Teixeira, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2008.
BIERBRIER, Morris L. Historical dictionary of Ancient Egypt. Maryland: The Scarecrow Press, Inc, 2008.
HARRIS, James. “Scientific study of mummies”.In: BARD, Kathryn. Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt. London: Routledge, 1999.
JIRÁSKOVÁ, L. Damage and repair of the Old Kingdom canopic jars: the case at Abusir. PES XV, 2015.
MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto (Tradução de Maria da Graça Crespo). Lisboa: Taschen, 1999.
STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

Site:
A Pigment from the Depths: https://www.harvardartmuseums.org/article/a-pigment-from-the-depths

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e autora do livro "Uma viagem pelo Nilo". [Leia seu perfil]