Veja a Pedra de Rosetta e outros artefatos egípcios sem sair de casa

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Entre meados do século 19ª e início do 20ª os antigos ricos europeus se deleitavam com a possibilidade de conhecer a terra dos faraós e, quem sabe, levar algum artefato como lembrança para casa (algo definitivamente proibido hoje em dia). Entretanto, se visitar a um artefato famoso antes era um privilégio dos endinheirados, atualmente a acessibilidade tem sido o foco de museus em uma tentativa de mostrar um pouco das sociedades passadas para o maior número de pessoas possível. Desta forma, tem se investido muito em acervos digitais através de fotos e vídeos para que curiosos ou acadêmicos de regiões remotas possam ver detalhes de algumas peças. Outro recurso são as imagens em 3D, que estão cada vez mais populares e que por vezes possibilitam que detalhes do objeto possam ser observados. É o que o Museu Britânico tem feito.

'06 | london | rosetta stone lookin

Todos os anos milhares de turistas visitam a Pedra de Rosetta no Museu Britânico.

O turismo (incluindo aqui a visita a museus e a sítios arqueológicos) representa atualmente uma parte significativa da economia em muitos países. Porém, não são todos que possuem o privilégio de pagar por passagens e diárias em hotéis, por exemplo, mas, não é por isso que estes não podem apreciar as construções do passado.

Com um perfil no site Sketchfab o museu tem disponibilizado mais de 200 imagens em 3D que mostram artefatos de diferentes culturas, dentre elas a egípcia antiga. É possível interagir com o objeto fazendo uso de um smartphone ou computador; girá-lo, se aproximar e ver detalhes.

Rosetta Stone in British Museum

Claro que isto não tira a emoção de ver uma peça pessoalmente, mas já é um passo. Tiremos como exemplo a Pedra da Rosetta, a chave para a decifração dos hieróglifos egípcios: para quem não mora na Inglaterra, onde ela encontra-se na atualidade, não é possível visitá-la. Mas, com essa ferramenta o interessado pode vê-la de todos os lados e caso tenha alguma compreensão conhecimento de hieróglifos egípcios, demótico ou grego, poderá testar seus conhecimentos.

Outros artefatos:

[Imagem] Pôster histórico da exposição de Tutankhamon na Inglaterra

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O British Museum mostrou hoje para os seus espectadores no Twitter o pôster da exposição do faraó Tutankhamon, Treasures of Tutankhamun, ocorrida em 1972, a única situação em que muitos dos artefatos da KV-62 (e não somente alguns pontuais como ocorreu com a exposição Tutankhamum and the Golden Age of the Pharaohs, da National Geographic) saíram do Egito.

Pôster da exposição de Tutankhamon em 1972. British Museum.

Para a curiosidade: Uma vez eu e um conhecido que é produtor de documentários recebemos uma mensagem de um homem perguntando se lembrávamos de como foi esta amostra de 1972. Até hoje acho engraçada a convicção dele. Ele realmente acreditava que eu tinha visitado a exposição (não sei nem de onde tirou isto) e me senti péssima em ter que explicar que era impossível estar lá já que eu nasci em 1987.

Outro homem entrou na conversa e disse que tinha lembranças da exibição, mas lembrava mais ainda das horas que passou na enorme fila para poder entrar.

【Imagem】Pegada encontrada em Amarna

 

 

Retirado de Stepping back in time… ancient footprint found in Amara West. Disponível em http://blog.britishmuseum.org/2011/02/09/stepping-back-in-time-ancient-footprint-found-in-amara-west/ Acesso em 21 de fevereiro de 2011.

Na segunda semana de fevereiro de 2011 a equipe do British Museum que está escavando na região oeste de Amarna encontrou uma marca de pé adulto de mais de 3.100 anos em uma residência de Aketaton. A casa pertencia a um comum da época de Akhenaton, Smenkaré ou Tutankhamon.