Objetos perdidos de Tutankhamon são encontrados

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A arqueologia é uma ciência cheia de surpresas, em especial graças aos momentos e lugares inusitados em que podem ocorrer descobertas arqueológicas. E foi isto o que ocorreu há algumas semanas no Museu de Luxor: em seu depósito foi encontrada uma misteriosa caixa e dentro dela estavam partes de um dos artefatos encontrados na KV-62, tumba do faraó Tutankhamon. A tumba deste rei foi descoberta em 1922 praticamente intacta e em seu interior foram encontrados mais de 5.300 objetos.

Foto: Museu de Luxor.

Quem encontrou a caixa foi o diretor de arqueologia e comunicação do museu, Mohamed Atwa. Em um comunicado à imprensa ele relatou o seu susto e a emoção de ter a encontrado:

“É a descoberta mais empolgante da minha carreira. É incrível que depois de todos esses anos ainda temos novas descobertas e novos segredos para este rei dourado, Tutankhamon.”

— Saiba mais: Importantes descobertas de embarcações em tumbas egípcias

Ele ainda explicou que encontrou a caixa enquanto estava separando alguns artefatos pertencentes a Tutankhamon e que seriam enviados para o Grande Museu Egípcio. O qual, espera-se, seja inaugurado ano que vem.

Foto: Museu de Luxor.

Dentre os objetos dentro da caixa estava um mastro de madeira, um conjunto de cordinhas e uma cabeça de madeira em miniatura coberta por folhas de ouro. Veja o vídeo abaixo para conhecer mais sobre este artefato e para entender os motivos que levaram os egípcios antigos a colocar embarcações dentro de tumbas:

Outra curiosidade é que estes objetos estavam embrulhados dentro de um jornal datado do dia 5 de novembro de 1933, um domingo. Porém, o museu deu a caixa como desaparecida desde 1973.

As embarcações eram extremamente importantes para os antigos egípcios, tão importantes que eram representadas em tumbas em forma de maquetes ou pinturas parietais. Até o deus sol Rá utilizava uma embarcação para cruzar o céu. Então confira a imagem colecionável “A Barca Solar de Quéops” da Coleções DelPrado. Comprando através do nosso link o Arqueologia Egípcia ganha uma comissão. Clique aqui para adquirir a sua ou aqui para ver mais colecionáveis.

Fontes:
This Miniature Boat Was Meant for King Tut’s Fishing Trips in the Afterlife
https://www.livescience.com/64922-lost-king-tut-boat-found.html

Encuentran en el Museo de Luxor una caja con objetos perdidos de la tumba de Tutankamón
https://www.abc.es/cultura/abci-encuentran-museo-luxor-caja-objetos-perdidos-tumba-tutankamon-201903071347_noticia_amp.html?__twitter_impression=true

O faraó Ramsés II tirou um passaporte 3.000 anos após sua morte?

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Ramsés II. Foto: Creative Commons

O Egito Antigo parece possuir um dom, que é sempre nos abrilhantar com notícias de teor no mínimo… Único. Perto do final do ano passado, por exemplo, viralizou, juntamente com a imagem abaixo, a notícia de que o faraó Ramsés II teria um passaporte. Na imagem em questão podemos ver o nome “Ramsés II”, ao lado de uma fotografia da múmia do rei. Ambos acompanhados por outros dados como nacionalidade, data de aniversário (1303 Antes da Era Cristã) e ocupação, que aqui é descrita como “Rei (morto)”.

Naturalmente as redes sociais do Arqueologia Egípcia receberam várias e várias vezes esta imagem, o que me levou a publicar o seguinte vídeo (onde, inclusive explico um pouco sobre quem é Ramsés II:

Bom, a questão é que juntamente com o viral surgiu uma outra imagem do suposto passaporte do faraó, que é a seguinte:

Esta é muito mais convincente contendo alguns códigos e marca d’água. Entretanto, esta imagem, como bem explico no vídeo, é falsa.

Contudo, a história de que Ramsés II teria um passaporte é verdadeira. Ele recebeu um quando a múmia do rei precisou ser enviada para França em 26 de setembro de 1976. Isso porque corpos transportados por empresas aéreas precisam de uma identificação e múmias, antes de curiosidades históricas que vocês visitam em museus, são corpos de pessoas mortas.

Múmia de Ramsés II. Fotos: G. Elliot Smith

O motivo da tal viagem é porque a múmia estava se decompondo e exalando um mau cheiro, coisas que não são muito comuns em múmias egípcias. Em sua chegada ao Museu do Homem de Paris foi descoberto que o que estava causando este transtorno era uma colônia de fungos que foram devidamente exterminados com raios gama. A causa da morte rei também foi descoberta, assim como o estado de saúde dele. Estas e outras curiosidades vocês podem conferir em nosso vídeo.

Saiba como as crianças se divertiam no tempo dos faraós

A infância é uma época lúdica, mesmo no Egito Antigo onde existia uma separação tênue entre a tenra idade e a idade adulta, esta normalmente estabelecida a partir do momento em que a criança casava ou tinha forças para trabalhar. Esta transição era pronunciada pelo corte da trança lateral, símbolo dos infantes.

 

Porém, as brincadeiras geralmente não tinham idade. É tanto que podemos ver em relevos mesmo adultos participando de folguedos.

E tal como outras sociedades, nos sítios arqueológicos do Egito foram encontrados brinquedos e no vídeo abaixo vocês poderão conferir alguns deles.

Ou você poderá conferir no post 10 brinquedos do Egito Antigo que você precisa conhecer.