Ainda vale a pena estudar Arqueologia? | #MulherADA TEC

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Por quase 300 anos arqueólogos têm escavado lugares antigos em busca da história da humanidade. Como consequência, sempre vemos revistas, sites e documentários anunciando descobertas incríveis, o que leva as pessoas a me questionar o seguinte: ainda existem descobertas sensacionais para ser feitas?

Paralelamente, em um mundo cada vez mais digital muitos se questionam se ainda existe espaço para escavações arqueológicas no futuro, afinal, está tudo documentado nas redes-sociais. 

Para responder a ambas estas questões irei para Campinas (SP) onde participarei do encontro MulherADA TEC. Este é um evento de tecnologia que está sendo organizado pela agência NuminaLabs, com o patrocínio do iFood, Instituto Serrapilheira e com o apoio do Instituto Pavão Cultural e Chopp Com Ciência. 

Este evento é para entusiastas da ciência, então, venha sem medo! O ingresso custa R$30,00 e eles são limitados

Que conhecer todas as palestrantes do MulherADA TEC? Segue:

Ana Carolina da Hora (Computação Da Hora) –  “Pensamento Computacional como estratégia da cidadania digital”.

Virgínia Fernandes e Camila Laranjeira (Peixe Babel) – “O que competições tec podem te ensinar?”

Rita WU – “Inteligências tecnológicas: abordagens criativas para um futuro menos distópico”.

Márcia Jamille (Arqueologia Egípcia) – “O Futuro pertence à Arqueologia?”.

Sandra Ávila – “Inteligência artificial tornando a medicina mais humana”.

Local: 

Instituto Pavão Cultural; 

Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708;

Cidade Universitária, Campinas

Fone (19) 3397-0040

Ingressos: R$ 30,00 (lugares limitados)

Compre aqui: https://www.sympla.com.br/encontro-mulherada-tec__791827

Realização: NuminaLabs

Patrocinadores: Instituto Serrapilheira / iFood

Apoio: Instituto Pavão Cultural

Veja a Pedra de Rosetta e outros artefatos egípcios sem sair de casa

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Entre meados do século 19ª e início do 20ª os antigos ricos europeus se deleitavam com a possibilidade de conhecer a terra dos faraós e, quem sabe, levar algum artefato como lembrança para casa (algo definitivamente proibido hoje em dia). Entretanto, se visitar a um artefato famoso antes era um privilégio dos endinheirados, atualmente a acessibilidade tem sido o foco de museus em uma tentativa de mostrar um pouco das sociedades passadas para o maior número de pessoas possível. Desta forma, tem se investido muito em acervos digitais através de fotos e vídeos para que curiosos ou acadêmicos de regiões remotas possam ver detalhes de algumas peças. Outro recurso são as imagens em 3D, que estão cada vez mais populares e que por vezes possibilitam que detalhes do objeto possam ser observados. É o que o Museu Britânico tem feito.

'06 | london | rosetta stone lookin

Todos os anos milhares de turistas visitam a Pedra de Rosetta no Museu Britânico.

O turismo (incluindo aqui a visita a museus e a sítios arqueológicos) representa atualmente uma parte significativa da economia em muitos países. Porém, não são todos que possuem o privilégio de pagar por passagens e diárias em hotéis, por exemplo, mas, não é por isso que estes não podem apreciar as construções do passado.

Com um perfil no site Sketchfab o museu tem disponibilizado mais de 200 imagens em 3D que mostram artefatos de diferentes culturas, dentre elas a egípcia antiga. É possível interagir com o objeto fazendo uso de um smartphone ou computador; girá-lo, se aproximar e ver detalhes.

Rosetta Stone in British Museum

Claro que isto não tira a emoção de ver uma peça pessoalmente, mas já é um passo. Tiremos como exemplo a Pedra da Rosetta, a chave para a decifração dos hieróglifos egípcios: para quem não mora na Inglaterra, onde ela encontra-se na atualidade, não é possível visitá-la. Mas, com essa ferramenta o interessado pode vê-la de todos os lados e caso tenha alguma compreensão conhecimento de hieróglifos egípcios, demótico ou grego, poderá testar seus conhecimentos.

Outros artefatos: