Produtos MTK para arqueólogas (os) – Comentários

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Enquanto estive no início deste ano no Rio de Janeiro, a loja MTK enviou para a minha residência um pacote com uma seleção de roupas pertencentes à marca deles, para que eu desse a minha opinião acerca, uma vez que eles comercializam peças para exploradores, fotógrafos de vida selvagem, biólogos, geógrafos e arqueólogos.

Já fui muito adepta do “quanto mais velha a roupa, melhor” para ir trabalhar em campo, porém a questão é que com os anos vem a experiência e percebi que a antiguidade da roupa nem sempre ajuda no conforto, mobilidade e segurança, por isto ao abrir os pacotes procurei observar estes três pontos e o resultado foi animador.

Calça e chapéu da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: Fernanda Libório. 2013.

Calça e chapéu da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: Fernanda Libório. 2013.

Como fiquei ocupada com questões da universidade e não saí desde então para pesquisas de campo, a minha amiga e também arqueóloga Fernanda Libório deu a ideia para que eu fosse visitar o sítio arqueológico que ela está pesquisando para tirar algumas fotos com as roupas. Ela também foi muito simpática ao atender prontamente ao meu pedido para escrever um pouco acerca do trabalho dela. Coloquei o seu texto em outro post, mas lá no meu blog, onde incluí algumas imagens complementares da visita ao povoado Lagoa Redonda. Vale muito ver, clique aqui para conferir.

Abaixo algumas fotografias e os comentários:

O chapéu:

O detalhe que mais gostei, dentre todos os produtos que recebi, foi o fato de que o chapéu não amassa, ele veio na caixa, inclusive, todo enroladinho e quando o abri nem parecia que estava dobrado, ao contrário dos meus dois outros chapéus, um de algodão e outro de lona reciclada, especialmente este último que quando amassa tenho que me desdobrar para que o arame não fique torto, fora que raramente temos o luxo de viajar com conforto, então os chapéus quando não vão dentro da mochila tenho que amarrá-los na mesma.

Chapéu e camisa da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: João Carlos Moreno de Sousa. 2013.

O modelo que recebi foi um canadense, o que usamos comumente, mas este em questão possui telas laterais que funcionam como entradas para a ventilação. Quando o usei suei um pouco, mas a sensação térmica foi mais confortável.

A camiseta:

A que recebi foi uma de cor preta, que talvez não seja muito aconselhável para trabalhos de campo (já que pega muita sujeira fácil, ao menos teoricamente, já que esta eu não testei), mas fica muito bem com um colete e pode ser usada no laboratório, principalmente se ele não tem ar-condicionado (vamos lá, a realidade é que são poucos os laboratórios que possuem o privilégio de ter um ar-condicionado). Outro detalhe ótimo é que ela enxuga muito rápido. Futuramente gravarei um vídeo com ela e depois anexo aqui.

A camisa:

A camisa de manga comprida é outra das minhas peças favoritas graças ao tecido, que é muito leve, além de também enxugar rápido, como bem comprovei, já que precisei atravessar um rio para chegar ao sítio.

Chapéu e camisa da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: João Carlos Moreno de Sousa. 2013.

A cor da que recebi é linda e o modelo possui ajustes nas mangas.

Detalhe da manga dobrada da camisa da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: João Carlos Moreno de Sousa. 2013.

A calça:

Normalmente em campo usamos jeans, ele nos protege mais contra espinhos e insetos, especialmente aqueles que picam, e não estou falando somente de muriçoca, porém costumam ser pesados, e se de péssima qualidade (comuns entre as skinnys) rasgam praticamente com o vento e limita um pouco a mobilidade.

Calça e chapéu da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: Fernanda Libório. 2013.

A calça da MTK protege também contra insetos, da mesma forma que a jeans. O tecido não rasga fácil e proporciona conforto no caminhar e no descer e subir de pedras, ações tão constantes em algumas áreas de escavações. É também um tecido leve, que enxuga fácil e proporciona conforto térmico. Ela possui fechos nos joelhos que quando abertos transformam-na em uma bermuda.

Não gosto de roupas muito folgadas, então eles enviaram para mim um modelo mais justo que caiu bem no meu corpo, mas existem outros disponíveis no site.

Detalhe da calça da MTK. Na imagem: Márcia Jamille. Foto: João Carlos Moreno de Sousa. 2013.

Sobre a loja – O que é a MTK:

Esta é uma empresa já antiga, possuindo 18 anos no mercado. Seus produtos são voltados para públicos diversos que trabalham (ou buscam lazer) em campo, como os já citados arqueólogos, geólogos, fotógrafos, além de aventureiros e exploradores, ou seja, atendem tanto cientistas como profissões voltadas para a natureza. Até o repórter Gérson de Souza, jornalista da TV aberta Rede Record (Brasil) e que gravou uma série de dois capítulos sobre o Egito, comumente usa roupas da MTK.

 

Gérson de Souza com camisa da MTK. Disponível em < http://www.mtkbrasil.com.br/mtk-na-m%C3%ADdia/ >. Acesso em 22 de maio de 2013.

No geral a MTK superou todas as minhas expectativas. Adorei todas as peças enviadas e fiquei feliz com o fato deles possuírem roupas também voltadas para mulheres.

Para saber mais sobre a loja:

Site oficial: http://www.mtkbrasil.com.br/

Página para ver vídeos e fotos de clientes da MTK: http://www.mtkbrasil.com.br/mtk-na-m%C3%ADdia/

Pagina no Facebook: https://www.facebook.com/mtkbrasil/

Agradecimentos:

Registro aqui meus agradecimentos aos alunos da graduação em Arqueologia Iris Marques e Thobias Cerqueira, e aos arqueólogos João Carlos Moreno de Sousa e Fernanda Libório, que auxiliaram com as fotografias.

Egito no Domingo Espetacular (Parte 01)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

O Domingo Espetacular (Rede Record) estreou no dia 04/04/2010 a reportagem “Egito: Caminhos do Nilo”, que está sendo apresentada pelo o carismático Gerson de Souza. A série tem a finalidade de mostrar ao público as paisagens e pessoas que vivem às margens do segundo maior rio do mundo.

A primeira parte da matéria começa em Assuã, e lá mostra aspectos interessantes da vida dos descendentes dos núbios, como, por exemplo, a tradição de dormir durante a tarde para poder trabalhar quando o sol está brando e a criação de crocodilos (que desde a construção da represa de Assuã estão presos no lago Nasser) dentro das residências.

Próximo domingo Gerson seguirá seu caminho rumo a Luxor, a Norte.

 

Assista aqui a primeira parte: Criação de crocodilo é comum nos lares da cidade egípcia de Assuã

Em série que mostra uma viagem ao Egito, o repórter Gerson de Souza navega pelo rio Nilo e explora desertos do país. Para chegar ao primeiro destino, Assuã, ele percorreu 1.200 km de trem, partindo da capital egípcia do Cairo, visitou comunidades e mostrou a tradição e os costumes do povo egípcio. Veja o vídeo (Rede Record: 2010):