O amuleto da deusa Ísis: conheça o Tyet!

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille Instagram

Os egípcios antigos eram extremamente religiosos e devotos aos seus deuses, mas poucos eram os que tinham acesso aos principais templos do país. Desta forma, para tentar minimizar este afastamento, amuletos eram adotados para trazer algum tipo de amparo. Um dos mais populares era o Tyet, conhecido popularmente como “Nó de Ísis”.

Tyet, Knot of Isis amulets

Aqui no Arqueologia Egípcia existe um post que faz um apanhado geral sobre o uso de amuletos pelos antigos egípcios, é o texto Amuletos egípcios: significados dos símbolos e os seus usos”.  E abaixo está um vídeo falando exclusivamente do amuleto Tyet, cuja origem é um verdadeiro mistério. Alguns pesquisadores sugerem que o “nó” seja nada mais, nada menos que um pano usado para conter a menstruação (por isso da cor avermelhada dele). Assista ao vídeo para aprender melhor sobre o assunto:

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Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 27 (Néftis), já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Já está disponível nas bancas o Volume 27 da revista Mistérios dos Deuses Egípcios, da editora Salvat. A miniatura desta edição é a da deusa Néftis.

ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não tem relação alguma com a confecção, venda e distribuição das revistas. Informações acerca de números atrasados entre em contato com a Salvat através do e-mail numerosatrasados@publisher.com.br.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=732129570154996&set=vb.674048459296441&type=2&theater

Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 26 (Hapi), já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Já está disponível nas bancas o Volume 26 da revista Mistérios dos Deuses Egípcios, da editora Salvat. A miniatura desta edição é a do deus Hapi.

ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não tem relação alguma com a confecção, venda e distribuição das revistas. Informações acerca de números atrasados entre em contato com a Salvat através do e-mail numerosatrasados@publisher.com.br.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=732129570154996&set=vb.674048459296441&type=2&theater

Revista Mistérios dos Deuses Egípcios; Os deuses que saíram entre os Volumes 15 ao 24

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Já saíram 24 estatuetas de divindades da revista Mistérios dos Deuses Egípcios. Apresento aqui as capas com os respectivos deuses que vieram entre os volumes 15 ao 24.

ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não tem relação alguma com a confecção, venda e distribuição das revistas. Para informações acerca de números atrasados entre em contato com a Salvat através do e-mail numerosatrasados@publisher.com.br.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/micros/br/deuses-egipcios/home.php
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=732129570154996&set=vb.674048459296441&type=2&theate

Deuses egípcios: Aha

Por Márcia Jamille | @Mjamille | Instagram

Seu surgimento é datado a partir do Reino Antigo, quando começa a ser citado no “Livro das Pirâmides” (CASTEL, 2001), contudo, o nome de um dos primeiros reis do Egito, o Hór-Aha (ḥrw-ˁḥ3), tem a grafia semelhante ao desse deus, o que pode indicar um surgimento anterior.

Ele é definido como “O pigmeu das danças do deus”, já nos “marfins mágicos” do Médio Reino é chamado de “O Lutador” e tem funções protetoras (CASTEL, 2001).

Na iconografia é representado como uma mistura de pigmeu com rabo, orelhas e juba de leão, segurando uma serpente em cada mão. Dada a essas características alguns tendem a assimilar Aha com o deus Bés, entretanto, a partir do Novo Império ele é absorvido por Ptah (CASTEL, 2001).

Transliteração: ˁḥ3

Em hieróglifos: 

Referências:

CASTEL, Elisa. Gran Diccionario de Mitología Egipcia. Madrid: Aldebarán, 2001.

COSTA, Márcia Jamille Nascimento. Uma viagem pelo Nilo. Aracaju: Site Arqueologia Egípcia, 2014.

Deuses egípcios: Abdyu

Por Márcia Jamille | @Mjamille | Instagram

 

De acordo com a teologia heliopolitana (da cidade de Heliópolis em grego, Iunu em egípcio), Abdyu era um dos deuses condutores da Barca Solar durante a sua viagem noturna no submundo (CASTEL, 2001). Ele é citado no “Hino a Rá”, como mostrado no Capítulo 15 do “Livro dos Mortos” do papiro de Ani (RODRÍGUEZ, 2003):

Deves ser benévolo comigo para que possa ver suas belezas, ser próspero sobre a terra, golpear os asnos e afugentar a maldade depois de destruir a serpente Apep[1] no momento da ação e ver peixe abdyu transformado em seu tempo e o peixe inet, […] sendo o barco inet em seu lago (RODRÍGUEZ, 2003, pág 145 Tradução nossa).

Como o próprio hino sugere, na iconografia ele é representado por um peixe.

A palavra “Abdyu” também denominava a cidade de Abidos, consequentemente a transliteração do nome da divindade é semelhante a desta milenar cidade.

Transliteração: ȝbḏw
Em hieróglifos

 

Referências:

CASTEL, Elisa. Gran Diccionario de Mitología Egipcia. Madrid: Aldebarán, 2001.

RODRÍGUEZ, Ángel Sánchez. La Literatura en el Egipto Antiguo: Breve antología. Servilla: Ediciones Egiptomanía S.L, 2003.


 

[1] Apophis em grego. Era a serpente maligna que todas as noites tentava devorar o deus Rá em sua viagem.

【Artigo】 Aplicação da Arqueologia de Ambientes Aquáticos no contexto do Egito Antigo

Dádiva do Nilo: um ensaio da Aplicação da Arqueologia de Ambientes Aquáticos no contexto do Egito Antigo | Márcia Jamille Nascimento Costa e Gilson Rambelli (em português):

As investigações relacionadas com sítios arqueológicos de natureza aquática no Egito tiveram início há mais de um século, com a descoberta dos barcos de Dashur e o antigo porto de Pharos, contudo os estudos sobre essa temática ainda estão se desenvolvendo no país. A falta desse conhecimento voltado especificamente para os ambientes aquáticos fez com que o Nilo, por exemplo, fosse compreendido como um local de captação de recursos, ignorando-o como rota fluvial e espaço de socialização, prejudicando a aplicação das pesquisas e debates acerca dos artefatos relacionados com o meio aquático, ou seja, existe como em toda a Arqueologia a tendência por uma visão agrocêntrica do passado, que coloca em um segundo plano a cultura material e imaterial associada à água, apesar da antiguidade egípcia ter um preceito aquático.

Obtenha o artigo: Dádiva do Nilo: um ensaio da Aplicação da Arqueologia de Ambientes Aquáticos no contexto do Egito Antigo ou clicando aqui.