A faraó que não seria esquecida

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Hatshepsut foi uma faraó que viveu no início da 18ª Dinastia (Novo Império). Já comentei sobre ela em dois outros posts aqui no Arqueologia Egípcia e brevemente no vídeo “Mulheres Faraós“.

No vídeo abaixo temos uma animação apresentada no TED-Ed (um projeto que une educadores com animadores) onde a história de Hatshepsut é apresentada de forma resumida. Nesse caso a pesquisadora é a Kate Narev. O vídeo está em inglês, mas vocês podem habilitar as legendas no próprio Youtube (na aba do play tem um quadradinho ao lado de uma engrenagem: é lá que você habilita e escolhe a língua).

Uma nota sobre o vídeo: outras faraós chegaram a reinar no Egito, inclusive antes da própria Hatshepsut. E alguns pesquisadores acreditam que a memória dos feitos dela foram apagados não por ódio, ou exclusivamente por uma questão de gênero, mas para manter a legitimidade do trono do filho de Tutmés III; lembre-se que enquanto Hatshepsut era filha do faraó com uma Grande Esposa Real, o seu enteado, Tutmés III, era filho de uma esposa secundária. Ser pouco legítimo para assumir o trono era muito mais grave para Maat do que ter uma mulher assumindo o governo. Por isso que a destruição só ocorreu 20 após ele assumir o reino.

Imagem 1: Faraó Hatshepsut usando uma barba falsa. Imagem retirada de MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto. (Tradução de Maria da Graça Crespo) 1ª Edição. Lisboa: Editora Taschen, 1999. p. 123.

— Saiba mais: Um vislumbre da faraó-mulher Hatshepsut

— Saiba mais: A faraó Hatshepsut precisou se portar em tempo integral como um homem?

Por fim, indicarei aqui um artigo meu que fala sobre a forma que os pesquisadores têm analisado os remanescentes arqueológicos relacionados com mulheres: Como a Arqueologia tem minimizado o papel das mulheres egípcias que viveram na Antiguidade faraônica.

Dois novos templos descobertos em Kanark

 

Matéria retirada na integra do Yahoo Brasil:

Arqueólogos franceses fazem novas descobertas no complexo de Karnak em Luxor

 

Cairo, 3 jul (EFE).- Uma missão arqueológica francesa descobriu um muro, blocos de pedra com inscrições e uma porta no templo do deus Ptah no complexo de Karnak, em Luxor, no sul do Egito, anunciaram neste domingo autoridades locais.

O Ministério de Estado para as Antiguidades informou em comunicado que especialistas encontraram uma parede de pedra que cercava o templo do deus Ptah, que os egípcios relacionavam com a criação artística, as artes e a fertilidade.

O recinto de Ptah data do período Moderno (1550-1070 a.C.) e é um dos seis templos que formam o gigantesco complexo de Karnak em Luxor, o segundo lugar mais visitado do Egito depois das pirâmides de Gizé.

Entre as descobertas desta escavação se destaca uma série de blocos de pedras talhadas que fazia parte do templo de Ptah, mas que data do reinado de Tutmosis III (1490-1436 a.C.), o faraó que ordenou a construção do templo.

Durante as escavações que culminaram com a descoberta do muro, os arqueólogos encontraram também uma porta que foi construída durante o reinado do faraó Shabaka (712-698 a.C), da dinastia XXV, que ampliou e restaurou o templo quase mil anos depois que Tutmosis III tê-lo construído.

Os arqueólogos determinaram que a porta dava acesso a um quarto onde se conservavam joias, e nos muros desta sala pode ser vista uma imagem que ainda conserva as cores originais e mostra o faraó apresentando o sinal da justiça ao deus Amon Rá.

A missão francesa planeja restaurar as peças encontradas e está preparando a abertura deste templo ao público. O complexo de Karnak, junto com as ruínas do templo de Luxor e a necrópole de Tebas foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. EFE

 

Fonte: Disponível em <http://br.noticias.yahoo.com/arque%C3%B3logos-franceses-fazem-novas-descobertas-complexo-karnak-luxor-140803692.html>. Acesso em 3 de Julho de 2011.

 

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