Mais um robô para a Grande Pirâmide

Por Márcia Jamille Costa

 

Foi feita no Egito uma competição coordenada pelo Dr. Zahi Hawass para escolher o melhor robô para explorar a Grande Pirâmide. O time escolhido foi uma equipe patrocinada pela Universidade de Leeds (Inglaterra), e apoiada pela Dassault Systèmes (França), denominada então de Djedi

Com a equipe Djedi, é esperado descobrir a serventia da “saída de ar” (um nome genérico, afinal ela não possui saída) e do bloqueio que impede a contemplação do outro lado da câmara. A Djedi já tinha feito exames anteriores em junho e dezembro de 2009 e espera agora reunir evidências e descobrir a finalidade deste buraco.

    

 

  

 

  

O uso do robô é justamente para que a pirâmide não seja danificada, por este motivo ele é equipado com uma câmera “serpente” que pode se ajustar em espaços pequenos e observar cantos com um endoscópio, um dispositivo de ultra-som que funciona como se fosse um GPR lançando raios invisíveis que batem na parede e voltam para o aparelho, o que permite descobrir a espessura do local pesquisado, um mini robô que pode caber em um furo de 20mm de diâmetro, um inclinômetro para medir a inclinação dos eixos e uma broca para a penetração da pedra (caso seja realmente necessário).   

 

A escolha do nome 

Djedi é o nome de um feiticeiro de um conto da época de Khufu (Em grego Quéops). Khufu foi o faraó que encomendou a construção da grande pirâmide e embora não tenha sido o primeiro a mandar construir mausoléus na forma piramidal é o seu o mais conhecido uma vez que é o maior. Sua pirâmide foi erguida no platô de Giza onde também está localizada a Esfinge e as tumbas de seus predecessores Khafra (Quefren em grego) e Menkaura (Miquerinos em grego).   

A estória de Djedi foi encontrada no Papiro Westcar que também narra a jornada espiritual do faraó Khufu. 

 

Intervenções anteriores 

  

Entrada em 2003
Entrada em 2003.

 

  

Em 2003 uma equipe tentou descobrir o que existia do outro lado da saída de ar do bloqueio. O momento em que o robô (chamado de Andarilho da Pirâmide) caminhou pelo o corredor foi transmitido ao vivo pela a National Geographic. Apesar de toda a expectativa gerada a maquina registrou que existia um segundo bloqueio.   

Para saber mais: www.drhawass.com/blog/djedi-team-robot

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e autora do livro “Uma viagem pelo Nilo”.
[Leia seu perfil]