Rei Tut: segredos de família (Nat Geo)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Ano passado (2010) saiu uma matéria na National Geographic Brasil sobre o exame de DNA de 11 múmias para poder ser encontrada a família do faraó Tutankhamon. O resultado foi divulgado previamente no jornal cientifico JAMA e só depois espalhado pelo o mundo (inclusive com um documentário dividido em duas partes da Discovery Channel).  

Muitas pessoas já enviaram mensagens perguntando sobre este exame, e para não ficar me repetindo estou colocando aqui os links do site da National Geographic Brasil falando sobre o assunto:

 

Rei Tut: segredos de família

Rei Tut: segredos de família (fotos)

Nobres relações: a genealogia do faraó Tutankhamon

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e autora do livro "Uma viagem pelo Nilo". [Leia seu perfil]

8 comentários sobre “Rei Tut: segredos de família (Nat Geo)

  1. Oi Marcia!

    Li quase todas estas matérias,que são muito boas…
    Mas vamos a uma simples pergunta que a um bom tempo eu queria ja te-la feito.
    Qual a teoria que você acaha que chega a ser a mais “correta”?
    Afinal,teorias é o que não faltam.

    • Esta, simplesmente, era uma pergunta que eu jamais achei que iriam me fazer.
      Claro que eu imagino o que teria ocorrido com o Tutankhamon. A morte dele é um evento desconcertante na história egípcia e não seria raro agente se pegar pensando no assunto.

      Bem, eu já escutei várias teorias, desde envenenamentos a morte devido a um porte físico frágil, todas são teorias levantadas ao redor de uma imagem figurada de Tutankhamon. Nós o imaginamos como alguém fragilizado rodeado por serviçais crápulas, e a idéia da morte dele é construída sobre isto. Se vocês tiverem um mínimo de olhar critico vão perceber. Acredito que a ciência tem os meios de responder algumas das questões acerca do assunto, porem, não temos todo o material necessário, quando vemos o corpo de Tutankhamon o que encontramos é uma múmia em frangalhos que teve a pele queimada pelos produtos embalsamadores. Muita resina impregnada e membros quebrados, eu gostaria que alguém me apontasse outro corpo em situação semelhante e com os mesmos problemas.

      Não sou bioarqueologa, mas com a minha visão amadora fico pasma ao ver como a cada novo exame uma nova teoria surge, isto só está mostrando a fragilidade destas pesquisas. Assim, eu estou ignorando o assunto, só leio para manter por dentro do que está sendo discutido de novo na egiptologia. Não é porque a antiguidade egípcia nós é inalcançável que podemos brincar com a história de vida (e morte) de uma pessoa, eu levo muito a sério o lance de “Arqueologia estuda pessoas, não coisas”, “as mãos por trás do objeto” e estamos trabalhando com alguém que já foi amado e amou alguém, que odiou e foi odiado, que foi segurado no colo, que presenteou, que matou, que ajudou, que desejou morrer ou que quis viver para sempre, mas insistimos eu resumir uma vida inteira em um momento que é a morte.

      Falei de mais, mas em resumo, eu não imagino como ele morreu, eu prefiro tentar entender como ele viveu, coisas tão maravilhosas estão sendo encontradas sobre ele, mas andam sendo tão ignoradas, como, por exemplo, Tutankhamon durante a organização do exercito apareceu para tropa deixando todos emocionados. Saber disto é tão maravilhoso, mas é raramente citado, é tanto que mal sabemos a procedência e o texto original que fala sobre o assunto.

      Respondido?

      Abraços,
      Márcia

  2. Marcia;

    Como seria bom que mais arqueologos pensassem assim como você.
    Muitos hoje em dia estão mais fascinados em descobrir um por que,que se esqueceram de quem e com o que eles veem tratando.
    É uma pena que se saiba,tão pouco,sobre como ele foi,por um lado isso é muito fascinante pelo fato de se poder imaginar.

  3. Bom Dia Marcia eu adorei tudo o que você escreveu e compartilho da mesma ideia sua que devemos prestar mais atenção na vida maravilhosa que foi sua vida e sabe me chamou a atenção a última parte que você escreveu e queria ter mais informações e onde encontrar essa parte da historia dele que tem sido esquecida, onde ele se apresenta para as tropas e o deixam emocionados. fico no aguardo

    • Olá André,

      Vou ficar te devendo muito esta. A passagem está na tumba de um dos cortesãos do rapaz, mas eu não irei lembrar em qual delas. Em algum artigo de John Coleman Darnell deve ter, já que ele estuda sobre as estratégias militares da época de Tutankhamon.

      Abraços e tenha um bom 04 de Novembro (Hoje é aniversário de descoberta da tumba de Tutankhamon).

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