20 May 2012

Máscaras Mortuárias na RHBN

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 26 - março - 2012 ADD COMMENTS

 

Está nas bancas neste mês de março (2012), na Revista de História da Biblioteca Nacional, o artigo “A face das múmias” de Márcia Severina Vasques. Veja abaixo uma previa do texto:

 

Nós, brasileiros, não estamos alheios à rica civilização antiga que foi a egípcia. Acervos como os do Museu Nacional ou da Fundação Eva Klabin, ambos no Rio de Janeiro, são importantes fontes de pesquisa para quem quiser estudar Egiptologia. Normalmente, este tipo de pesquisa é feito no Brasil com base em coleções de museus e em visitas a sítios arqueológicos. Um estudo sobre máscaras mortuárias pode ser feito a partir da análise das peças de coleções de museus ou por meio de publicações especializadas. É um tipo de pesquisa que exige paciência, persistência e, sobretudo, paixão, pois temos que nos debruçar sobre inúmeras peças e tentar estabelecer conexões entre elas, refletindo sobre sua produção e seu significado.

Em geral, os procedimentos de uma pesquisa arqueológica envolvem trabalho de campo, laboratório, e, por fim, o cruzamento de dados e informações por parte do arqueólogo. Pode ocorrer também o caso de o material já estar disponível em um acervo de museu, pois foi resultado de escavação antiga, ou mesmo já ter sido publicado em um catálogo de coleção. Este fato não impede que um novo estudo seja feito a seu respeito, pois cada pesquisador tem uma nova pergunta para seu objeto de estudo. Em minha pesquisa, estava preocupada em analisar as relações culturais entre egípcios, gregos e romanos no Egito sob domínio romano (30 a.C.- 395 d.C.). Selecionei, a partir de catálogos e publicações, as máscaras confeccionadas em determinadas regiões do Egito – Alto Egito, Médio Egito, Fayum e os Oásis de Kharga e Baharyia, e as classifiquei conforme suas áreas de achado, conhecidas ou prováveis. Assim, poderia observar as mudanças nos costumes funerários tanto pela característica de cada localidade como também a partir da longa duração.

Foi possível notar que a função dessas máscaras permaneceu praticamente inalterada desde o seu aparecimento na época faraônica. A arte egípcia – desenhos, esculturas, pinturas e mesmo os hieróglifos – tinha como função principal manter “vivos” os rituais mágicos. A máscara, em última instância, tinha por objetivo servir como substituto da cabeça do morto, sobretudo se a múmia fosse danificada. No entanto, seu tipo de produção e seus elementos iconográficos não eram exatamente iguais em todo o Egito. Em áreas onde predominava uma população de origem grega e macedônica, a influência cultural romana é mais perceptível, sendo o morto retratado “à romana”, em termos de vestimentas, penteados e adornos. Mas quando nos afastamos do Mar Mediterrâneo e das cidades costeiras em direção ao interior, ao sul do Egito, percebemos maior apego às formas tradicionais egípcias (…).

 

Texto disponível em < http://www.revistadehistoria.com.br/secao/a-historia-do-historiador/a-face-das-mumias >. Acesso em 15 de março de 2012.

 

Leia mais na edição de março.

 

Clique aqui e veja o currículo de Márcia Severina Vasques.

【Artigo】O Saque de Tumbas

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 05 - março - 2012 ADD COMMENTS

 

O Saque de Tumbas no Tempo dos Faraós - Moacir Elias Santos| Português |

 

Algumas das tumbas da necrópole tebana descobertas por antiquários e saqueadores, no século XIX, apresentavam um contexto perturbado, resultado da ação de antigos roubos.

Neste trabalho, nos concentraremos em entender a ocorrência dos saques, bem como as tentativas de contê-los, tomando como exemplo a vila de Deir el-Medina, onde residiam os trabalhadores que construíam e equipavam as tumbas.

 

Obtenha o artigo: O Saque de Tumbas no Tempo dos Faraós

Tumba de Maya na National Geographic

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 14 - novembro - 2011 2 COMMENTS

Esta matéria publicada em 2003 na revista National Geographic Brasil conta um pouco sobre a tumba de Maya, o tesoureiro real de Tutankhamon (e que provavelmente foi o responsável pela supervisão do encerramento da tumba do faraó).

Confira o texto com as palavras de Alain Zivie, o arqueólogo responsável pelas pesquisas no sepulcro:

 

 

O guardião do tesouro do deus-sol (Edição 43/Novembro de 2003)

A descoberta do túmulo do guardião das finanças do faraó Akhenaton intriga cientistas

 

Por Alain Zivie

Fonte: National Geographic Brasil

 

 

O túmulo do guardião do patrimônio dos templos do Egito, no reino do Deus-Sol Akhenaton, há mais de 3,3 mil anos

 

Muita experiência, intuição e um pouco de sorte fizeram com que eu chegasse até esse túmulo no antigo cemitério de Saqqara.

 

Com o apoio do Ministério de Assuntos Exteriores da França, eu já encontrara sítios funerários num penhasco da região, inclusive um que pertencera a um alto funcionário de Ramsés, o Grande (consulte “O enviado de paz do faraó”, outubro de 2002) e outro preparado para Maïa, ama-de-leite de Tutankhamon. À medida que minha equipe trabalhava, as pás iam revelando uma abertura na rocha. Assim que a areia foi removida, vi uma capela mortuária sustentada por uma colunata, com uma estela de pedra entalhada. Na escarpa atrás dela, descobrimos dois aposentos cobertos de relevos e uma escadaria levando a uma câmara sepulcral inacabada. Inscrições revelam que o proprietário tinha dois nomes: Raïay e Hatiay. Ele foi um importante administrador dos templos de Aton em Akhetaton (a nova capital) e em Mênfis (a antiga). Ou seja, esse homem cuidava do ouro e das oferendas para Aton em duas das principais cidades egípcias. Suas relações com Akhenaton eram próximas: relevos na tumba refletem a devoção de Raïay à religião extremista do faraó. Mas alguns deles foram modificados, e isso aconteceu provavelmente durante a vida de Raïay. Agora, a pergunta que fica no ar é: por quê?

 

Lindos relevos, executados pelos melhores artistas do país, enfeitam a tumba de Raïay. Mas sua função não é só decorativa. Envoltos em magia, facilitavam o caminho dele de volta à vida após a morte. Na cerimônia de “abrir a boca,” um sacerdote devolve os sentidos à múmia de Raïay, segura por um parente de luto. Esta imagem mostra que preparativos tradicionais para a vida eterna eram feitos mesmo durante o reinado nada ortodoxo de Akhenaton. Mas, como os textos que acompanham a cena estão de acordo com a adoração do faraó ao deus Aton, referências normais a Osíris, o deus da morte, foram omitidas. De fato, os relevos das paredes da tumba homenageiam apenas Aton.

 

A estela da entrada da tumba, porém, menciona diversos deuses egípcios. Num painel, Raïay e sua mulher fazem oferendas a Osíris. Inscrições mencionam deuses como Ptah, patrono de Mênfis, e Amon, a quem a esposa de Raïay ofereceu canções sagradas. Essa estela é fundamental para interpretar a tumba. Teria sido colocada depois que Akhenaton morreu, quando Raïay e seus contemporâneos retomaram antigos costumes, sob a autoridade de um novo faraó, Tutankhamon.

 

Raïay construiu essa tumba para sua mulher e para si mesmo. A esposa aparece sentada atrás dele ofertando flores. Mas ninguém foi enterrado nesse local.

 

A imagem de Raïay vigia a entrada de uma câmara mortuária inacabada. À medida que o povo deixou de lado as obsessões de Akhenaton, essa tumba provavelmente transformou-se numa ameaça, apesar das alterações feitas. Ao sentir o perigo iminente, Raïay parece ter abandonado o complexo funerário. Inscrições revelam que o nome de sua mulher era Maïa. Seria Maïa a que foi a ama-de-leite do rei Tutankhamon? Se for, será que a influência dela ajudou Raïay a recuperar a confiança real? E será que ele foi, afinal, enterrado em uma tumba ao lado da mulher? As respostas podem estar escondidas no penhasco de Saqqara.

 

Disponível em < http://viajeaqui.abril.com.br/materias/egito-tumba >. Acesso em 02/11/2011.

 

 

Revista online com entrevista e artigos

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 20 - agosto - 2011 4 COMMENTS

Enviado por Rennan Lemos (Via Facebook):

 

Está disponível on-line a primeira edição da revista discente Plêthos, de História Antiga e Medieval. Nessa edição há dois artigos egiptológicos e uma entrevista com a arqueóloga Anna Stevens, do Amarna Project, sobre as escavações recentes que estão sendo realizadas na antiga cidade de Akhetaton.

 

 

Link para a revista online: www.historia.uff.br/revistaplethos

Entrevista com Anna Stevens (em português): http://www.historia.uff.br/revistaplethos/arquivos/numero1/annastevens%20portugues.pdf

 

Artigos:

Urbanismo e cidade no antigo Egito: algumas considerações teóricas: http://www.historia.uff.br/revistaplethos/arquivos/numero1/liliane.pdf

O senhor da ação ritual: um estudo da relação faraó-oferenda divina durante a reforma de Amarna (1353-1335 a.c): http://www.historia.uff.br/revistaplethos/arquivos/numero1/gisela.pdf

 

 

Julho na NatGeo: Em busca de Cleópatra

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 28 - junho - 2011 1 COMMENT

Estará nas bancas neste mês de julho, como matéria de capa na National Geographic, o artigo “Em busca de Cleópatra”, escrita por Chip Brown. A capa está simplesmente genial e já pode ser visualizada no site da National Geographic Brasil.

Em Busca de Cleópatra - NatGeo 2011

As fotografias estão assinadas por Kenneth Garrett, que é bastante popular entre os egiptólogos, já que é o responsável pela maioria das imagens da National relacionadas ao Egito.

A National Geographic Brasil já liberou a matéria em seu site. Clieque aqui e confira.

Revista especial sobre o Egito Antigo

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 26 - junho - 2011 4 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Está nas bancas deste mês (Junho) a Edição Especial Egito da Aventuras na História.

 

 

Edição Especial Egito. Aventuras na Historia. Junho de 2011.

 

 

A capa, mais uma vez, saiu da mesmice de sempre ser o Tutankhamon e  a revista está vindo com curiosidades pertinentes. O material está extremamente organizado, começando com uma seção para falar sobre a origem da civilização egípcia, com imagens explicativas e quadros de informações complementares. Depois o leitor é levado ao cotidiano, guerras e religião (onde trouxeram a hierarquia de nascimentos dos deuses). Alguns dos textos foram escritos pela jornalista Cláudia de Castro Lima, que escreveu a matéria “A última faraó” na edição de Abril de 2011 da revista Aventuras na História.

 

 

Edição Especial Egito da Revista Aventuras na História. Junho de 2011. Foto: Márcia Jamille Costa. 2011

 

 

Duas das páginas nesta edição são as mesmas da revista Super Interessante especial “Arqueologia” de Agosto de 2008, sendo que foi mudado o designer e algumas informações estão atualizadas, exceto a do quadro que fala da descoberta da KV-63: eles repetiram o erro onde escrevem que a KV-63 foi descoberta em 2005 com seis sarcófagos dentro, na verdade a informação correta é 2006 com sete sarcófagos. Em uma página para o faraó Tutankhamon também existe um errinho, ele não é o ultimo faraó da XVIII Dinastia, quem fecha é o Ay, seu sucessor.     

 

 

Capa da Edição Especial Egito da Aventuras na História (2011) e Super Interessante Especial Arqueologia (2008). Foto: Márcia Jamille Costa. 2011.

 

 

Mesmas páginas, mas isto em nada diminui a qualidade da revista. Edição Especial Egito da Revista Aventuras na História. Junho de 2011. Foto: Márcia Jamille Costa. 2011

 

 

De uma forma geral a edição é muito boa e bem organizada não só graficamente como em termos de conteúdo. Fiquei bem satisfeita com a compra.

 

Ficha técnica:

 

Revista: Aventuras na História: Especial Egito

Autor:  Vários

Ano de publicação (Brasil): 2011

Distribuição: Editora Abril

Tema: Arqueologia, Antigo Egito, Egiptologia.

Rei Tut: segredos de família (Nat Geo)

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 28 - maio - 2011 8 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Ano passado (2010) saiu uma matéria na National Geographic Brasil sobre o exame de DNA de 11 múmias para poder ser encontrada a família do faraó Tutankhamon. O resultado foi divulgado previamente no jornal cientifico JAMA e só depois espalhado pelo o mundo (inclusive com um documentário dividido em duas partes da Discovery Channel).  

Muitas pessoas já enviaram mensagens perguntando sobre este exame, e para não ficar me repetindo estou colocando aqui os links do site da National Geographic Brasil falando sobre o assunto:

 

Rei Tut: segredos de família

Rei Tut: segredos de família (fotos)

Nobres relações: a genealogia do faraó Tutankhamon

【Tese】Ushabts do Museu Nacional

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 28 - maio - 2011 ADD COMMENTS

Os servidores funerários da coleção egípcia do Museu Nacional: Catálogo e interpretação – Cintia Alfieri Gama | Português |

 

O uso da magia para suprir as necessidades do morto, e melhorar a sua existência na vida após a morte, levou à criação de um numeroso grupo de imagens no equipamento funerário.

Dentre estas estão as estatuetas funerárias que são conhecidas por três nomes alternativos shabti, chauabti e ushabti. O significado das estatuetas era complexo, e mudou com o passar do tempo.

Desde a substituição da função dos antigos modelos, estas estatuetas possuem um caráter de servas do morto ou, mais ainda, agem como um substituto pessoal para o seu mestre.

A fonte básica para este trabalho são os 244 servidores funerários da Coleção egípcia do Museu Nacional do Rio de janeiro. Num pano de fundo mágico-religioso e tipológico, este material foi analisado levando-se em conta o  seu uso no contexto funerário, que vai do Médio Império até o Período Ptolomaico.

Buscamos entender, por meio das estatuetas  funerárias, as crenças egípcias relacionadas com o Além.

 

Palavras-chave: egiptologia, shabti, ushabti, coleção, religião, funerário, magia.

 

Obtenha a tese Os servidores funerários da coleção egípcia do Museu Nacional: Catálogo e interpretação (Disponível online no site do Museu Nacional do Rio de Janeiro)

Tutankhamon na Leituras da História

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 15 - maio - 2011 14 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille


Agora, na edição de maio da revista Leituras da História (da Editora Escala), está disponível nas bancas brasileiras a matéria com o faraó Tutankhamon na capa. O preço é R$8,90. Na edição, além da matéria ligada a Arqueologia Egípcia, encontramos também um texto para discussão em sala de aula sobre a Revolta da Chibata, e uma matéria que gostei [1] sobre as cápsulas do tempo (a autora, Morgana Gomes, cita até a Arqueologia). Alguns dos textos vêm com uma lista de bibliografia, muito interessante.


Tutankhamon na revista Leituras da História. Maio de 2011


Fiquei bastante animada em ver novamente uma matéria de capa com o Tutankhamon, mas logo de cara ela traz um erro em seu subtítulo quando lemos “Leituras da História apresenta os mistérios que restam aos arqueólogos – e à Ciência – desvendar”, a Arqueologia é tratada como ciência, então não faz muito sentido desvincular.

A proposta da matéria é apontar cinco mistérios acerca da vida e da morte de Tutankhamon, no “Mistério um” não entendi a relevância de mencionar um dos muitos achados de estátuas do faraó Amenhotep III no momento de se falar quem seria o pai do Tutankhamon, ao ler esta parte só se passou por minha cabeça a pergunta “Sim… E daí?”. Então, falar sobre esta descoberta em Kom Al Hitan, na minha opinião, foi muito desnecessária. No “Mistério dois” não vi problemas, pelo o contrário, trouxe até uma adição com um comentário sobre uma das novas propostas de quem seria a mãe do faraó.


Tutankhamon na revista Leituras da História. Maio de 2011. Captura: Márcia Jamille N. Costa. 15 de maio de 2011.


No “Mistério cinco” é necessário um esclarecimento sobre a ausência de ossos em um dos pés do faraó. Isto teria sido causado por uma osteonecrose, que se mostrou nos anos finais da vida do Tutankhamon, em suma, não é que ele tenha tido dificuldade de se locomover a vida inteira, mas somente no final dela.

Os erros mais bizarros da matéria estão nas imagens disponibilizadas. Na página 42 eu sinceramente não sei dizer se a foto com a legenda apontando para o Akhenaton é ele mesmo, mas na imagem com a legenda do Smenkhare, em verdade, é o Akhenaton, por acaso é uma das estátuas mais famosas dele, este foi um erro totalmente desnecessário. Na página 43, na imagem de um dos fetos encontrados na tumba do Tutankhamon ambas as legendas estão erradas, os fetos foram encontrados em sarcófagos próprios na Câmara do Tesouro, que fica um cômodo ao lado da Câmara do Sarcófago, onde está o corpo do rei, e ambos os bebês estão em Kasr El Ainy, a Faculdade de Medicina do Cairo, e não no Museu Egípcio de Berlim. Na imagem da página 44 vocês poderão observar a foto de uma múmia com a legenda “A valiosa múmia de Tutankhamon (…)”, mas na imagem está a imagem da “Jovem Dama” (YL) da KV-35, mulher que de acordo com o DNA, cujo resultado foi liberado em 2010, é a mãe de Tutankhamon. No detalhe da mesma imagem a redação aponta para o que na legenda diz ser a fratura do osso esquerdo do faraó, mas o que vemos é a foto de parte da luva de coroação de Tutankhamon.


Tutankhamon na revista Leituras da História. Maio de 2011. Captura: Márcia Jamille N. Costa. 15 de maio de 2011.


Na página 45 tem um quadro falando sobre a Maldição de Tutankhamon, nele diz que na parede da tumba existe uma inscrição amaldiçoando quem perturbar o local. Na verdade não existe nenhuma inscrição do gênero lá.

Não faço a menor ideia se este texto recebeu a correção de um arqueólogo especializado em egiptologia ou um egiptólogo (creio que não, já que não há menção), mas devo falar que infelizmente esta matéria não se tornou lá a minha favorita.

[1] Não li toda a revista ainda.

Promoção de livros na Editora Contexto

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 22 - abril - 2011 1 COMMENT

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Até 08/05/2011 a Editora Contexto está lançando uma promoção especial para os leitores do Arqueologia Egípcia: Aqueles que comprarem qualquer livro no site da editora terão 20% de desconto. Para tal é extremamente importante que usem o código aegipcia no ato da aquisição online.

 

Como participar da promoção:

- Entre no site da Editora Contexto e escolha o livro de sua preferência;

- Ao colocar o livro no carrinho de compras digite o código de desconto aegipcia.

 

A Editora Contexto possui vários títulos em seu catálogo, alguns deles da área da Arqueologia e ciências afins como Antropologia e História (Inclusive Egiptologia). Selecionei alguns exemplares para que os leitores tenham ciência da gama de livros que podem encontrar e comprar no site:

 

    CLEÓPATRA: como a última rainha do Egito perdeu a guerra, o trono e a vida e se tornou um dos maiores mitos da História | Autora: Arlete Salvador
     
    ARQUEOLOGIA | Autor: Pedro Paulo Funari
     
    AS RELIGIÕES QUE O MUNDO ESQUECEU: como egípcios, gregos, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses | Autores: Pedro Paulo Funari (Org.)
     
    EGIPTOMANIA: o Egito no Brasil | Autora: Margareth Bakos (Org.)
     
    PRÉ-HISTÓRIA DO BRASIL | Autores: Pedro Paulo Funari, Francisco Silva Noelli
     
    AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES | Autor: Jaime Pinsky
     
    POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS: a aventura dos descobrimentos | Autor: Fábio Pestana Ramos
     
    O MUNDO MUÇULMANO | Autor: Peter Demant
     
    LAWRENCE DA ARÁBIA | Autor: Alessandro Visacro
     
    A HISTÓRIA DA HUMANIDADE CONTADA PELOS VÍRUS | Autor: Stefan Cunha Ujvari
     
    CASTELLO: a marcha para ditadura | Autor: Lira Neto
     
    O BRASIL QUE OS EUROPEUS ENCONTRARAM | Autores: Laima Mesgravis, Carla Bassanezi Pinsky
     
    100 TEXTOS DE HISTÓRIA ANTIGA | Autor: Jaime Pinsky (Org.)
     
    TURISMO E PATRIMÔNIO CULTURAL | Autores: Jaime Pinsky (Org.), Pedro Paulo Funari (Org.)
     

Promoção para leitores: Livro Cleópatra

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 09 - abril - 2011 ADD COMMENTS

 

Esta é uma promoção exclusiva para leitores do Arqueologia Egípcia.

De 08/04/2011 até 08/05/2011 a Editora Contexto está lançando uma promoção especial para os leitores do Arqueologia Egípcia: Aqueles que comprarem no site da editora o recém lançado livro “Cleópatra” escrito pela jornalista Arlete Salvador terão 20% de desconto. Para tal é extremamente importante que usem o código aegipcia no ato da aquisição online.

A famosa rainha egípcia ganhou uma biografia escrita pela jornalista Arlete Salvador e está em uma promoção exclusiva para os leitores do Arqueologia Egípcia.

 

Como participar da promoção:

- Entre no site da Editora Contexto e localize o livro “Cleópatra” de Arlete Salvador;

- Ao colocar o livro no carrinho de compras digite o código de desconto aegipcia.

 

Esta é uma promoção exclusiva e por tempo limitado.

 

Sinopse do livro

Reproduzida pelos pintores, biografada por escritores, representada por estrelas de cinema, Cleópatra é um dos grandes mitos da História. Optando por um olhar inovador e contemporâneo, a autora deste livro capta uma Cleópatra sedutora e fascinante, mas também culta e inteligente, uma mulher do nosso tempo no Egito de 20 séculos atrás. Cleópatra possuía uma cultura invejável: grande negociante, estrategista militar, falava pelo menos oito línguas e era versada em filosofia, alquimia e matemática. Distante da imagem de simples objeto sexual, que certos filmes e livros tentaram passar, Cleópatra era uma política hábil e uma líder respeitável, em um período fundamental para a consolidação do poder de Roma.
Ao optar por um olhar desmistificador, Arlete Salvador, jornalista especializada em política, nos apresenta um livro fascinante. Ao se decidir por uma narrativa leve, sem erudição desnecessária, nos revela uma rainha mais próxima do leitor, com dúvidas e inquietações que poderiam ser de qualquer um(a) de nós. Daí que o livro, escrito com surpreendente bom humor, é daqueles que se deixa ler com grande prazer (Ed. Contexto).

 

 

 

Cleópatra em Aventuras na História

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 06 - abril - 2011 2 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Está disponível neste mês (Abril de 2011) na revista Aventuras na História da Editora Abril uma matéria sobre a rainha Cleópatra.

 

 

Capa da revista de Abril de 2011 da revista Aventuras na História.

 

Escrito por Cláudia de Castro Lima, o texto possui comentários de vários egiptólogos, inclusive os brasileiros Maurício Schneider e Júlio Gralha (este último já mencionado aqui no site). Esta primeira parte não traz nenhuma novidade sobre as últimas pesquisas realizadas em sítios egípcios, mas obviamente é atraente para os amantes da história da rainha ou para quem ainda não a conhece, e é neste ponto onde o material torna-se bem útil já que em poucas páginas a autora explana muito bem alguns dos acontecimentos da vida desta figura do final do período faraónico.

 

 

Páginas da revista Aventuras na História. Matéria sobre a rainha Cleópatra. Foto: Márcia Jamille N. Costa. 2011.

 

A segunda parte da matéria é escrita por Maria Thereza David João (cuja dissertação está disponível aqui no Arqueologia Egípcia). Ela escreveu um texto muito moderno no que diz respeito ao estudo da figura feminina no Egito, tal vertente de pesquisa que hoje está sendo abordado com mais atenção pelos egiptólogos.
Sobre os desenhos foi usada a mesma formula da edição de agosto de 2008 que trouxe o faraó Tutankhamon na capa, inclusive as ilustrações da matéria pertencem a Sattu (ver mais aqui).

 

 

Revistas Aventuras na História. Capa com Tutankhamon (Agosto de 2008) e Cleópatra (Abril de 2011). Foto: Márcia Jamille N. Costa. 2011.

 

É uma matéria ótima, principalmente porque trouxe pontos e opniões de pesquisadores diferentes. Observem a bibliografia recomendada, o primeiro livro, devido as expectativas, provavelmente será bem recebido pelo o público brasileiro.

 

Ficha técnica:

Título: A última faraó

Revista: Aventuras na História

Autor:  Cláudia de Castro Lima e Maria Thereza David João

Ano de publicação (Brasil): 2011

Distribuição: Editora Abril

Tema: Egiptologia, Antigo Egito, Cleópatra VII

Egiptomania na Revista HBN

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 24 - fevereiro - 2011 ADD COMMENTS

Saiu no número de fevereiro da Revista de História da Biblioteca Nacional uma matéria do prof. Julio Gralha sobre a egiptomania.

Como fiquei sabendo muito tarde não pude fazer um texto com comentários, mas felizmente a revista deixou disponível no site o material para que possa ser feita uma leitura. Clique aqui e confira este e outros textos ou leia a matéria abaixo:

 

 

 

Egiptomania: O fascínio pelo Egito Antigo é algo inexplicável, diz professor de História antiga

Por Julio Gralha

 

Ir ao Egito era um sonho distante para qualquer pesquisador brasileiro solitário na década de 1970. Era uma época em que não se pensava em Internet, o luxo dos documentários via TV a cabo era inimaginável e a Egiptologia chegava até nós por intermédio de algumas livrarias, pequenos eventos e conversas. O Museu Nacional era um dos poucos lugares de “salvação”.

O fascínio pelo Egito Antigo é algo meio inexplicável, independente do mistério que o cinema e a literatura fantástica têm criado. O que acontece é que somos tocados na alma por alguma coisa. É um momento mágico quando verbalizamos nossa decisão: “É isso que vou estudar!” Em 1976, aos 15 anos, iniciei essa jornada.

Pesquisei muito, li tudo e fiz todos os cursos que podia sobre o tema. Meu fascínio não era a grandeza das pirâmides, mas as práticas religiosas; não era a riqueza dos faraós, mas a vida naquela época e a sua magia. Em 1995, quase vinte anos depois, fiz minha primeira viagem ao Egito.

Olhar as construções milenares no horizonte foi fascinante, e lembro bem que, quando estava diante da Grande Pirâmide, me senti engolido por sua “monumentalidade”. Os livros e documentários não têm como transmitir tamanha magnitude: é preciso estar lá. Dentro da pirâmide, muitas coisas me vieram à mente. Eu a conhecia, sabia onde estava tudo, podia explicar e falar das teorias sobre o monumento e suas câmaras. Mas os livros não fazem com que você sinta o toque na pedra, o frescor do ar, a dificuldade de se locomover, a sensação de grandeza, a atmosfera de paz e de aventura – é inevitável sentir-se um Indiana Jones.

Esta sensação se repetiu em várias partes do Egito. O complexo templário de Karnak – seguindo para Luxor, ao sul – é de deixar qualquer um desconcertado. Não só pela altura das colunas, mas pela dimensão e complexidade da área construída, a quantidade de capelas, templos e obeliscos. É fascinante sentir o clima e a atmosfera locais, que também não podem ser totalmente apreendidos nas fontes tradicionais de estudo.

Visitei sozinho a tumba do faraó Mer-em-Ptah, meu objeto de estudo na época. Ele era filho de Ramsés II e ficou conhecido pela “Estela de Israel”, inscrição na qual cita a conquista dos israelitas.  Enquanto descia, via as paredes com figuras e inscrições. É incrível poder ler parte delas e reconhecer divindades e cenas familiares. Estar só, descer dezenas de metros à meia-luz e chegar à câmara do sarcófago foi muito emocionante. Sentei em uma pedra diante do sarcófago e ali fiquei por quase uma hora.

Tentei, na medida do possível, levar estas sensações para os meus estudos e para as minhas aulas. Hoje em dia, em um projeto que estuda Egiptomania – o uso de elementos egípcios em outros contextos, desde a Antiguidade até a modernidade – e Egiptosofia – o uso das práticas religiosas egípcias pela modernidade –, tentamos compreender o fascínio que esta civilização desperta em nossas mentes. Será o mistério das lendas? Esse mistério é gerado pela mídia, pelo cinema, pela literatura ou pela grandeza dos monumentos? Será que existe algo que não conseguimos apreender? Talvez eu ainda esteja querendo encontrar uma resposta para o meu encanto pelo Antigo Egito.

Julio Gralha é professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense (UFF-PUCG Campos) e autor de Deuses, faraós e o poder: legitimidade e imagem do Deus dinástico e do monarca no Antigo Egito (1550-1070 a.C.) (Barroso Produções, 2002).

 

【Banner】Ensaio sobre Ankhesenamon

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 24 - fevereiro - 2011 4 COMMENTS

Breve ensaio sobre a Terceira princesa de Amarna – Márcia Jamille N. Costa| Português |

 

Banner apresentado em 2008 no Workshop de Xingó, ele fala do selo “pa-aton” encontrado na KV-63 ao qual foi sugerido uma ligação com a rainha Ankhesenamon, que outrora chamava-se Ankhesenpaaton.

Ankhesenamon foi a única esposa do faraó Tutankhamon e provavelmente uns dos últimos vínculos da realeza com o período Amarna.    

 

Obtenha o banner: Breve ensaio sobre a Terceira princesa de Amarna