Por Márcia Jamille Costa | @MJamille
Pela manhã recebi uma notícia triste para a Arqueologia Egípcia, mas somente agora foi que alcancei a gravidade da situação: O prédio do Instituto do Egito foi queimado na noite passada (16/12/2011), dizem que o exército foi o responsável.

Algumas obras do Instituto Egípcio foram salvas por voluntários civis que denunciaram pelo o Facebook e Twitter o ocorrido. Dezembro de 2011.
Vários livros foram perdidos, alguns que se salvaram foram graças aos civis que chegaram em tempo de salvar algumas obras. Este Instituto foi criado por Napoleão durante sua expedição que deu o “ponta pé” inicial para o nascimento da Egiptologia e é o primeiro a se preocupar com o estudo do passado egípcio. Nele estava uma das cópias raras da Descrição do Egito (publicação que popularizou a imagem do Egito arqueológico).






Infelizmente ainda vivemos em um período relativamente jurássico, onde a sêde pelo poder transpõe o zelo, cultivo e respeito pelo conhecimento! Espero em breve que a humanidade possa se elevar desta etapa e consciência sombria!
Obrigado pelo post, arqueóloga Márcia!
Obrigada Evandro!
Abraços.
É incrivel o tamanha da ignorância e intolerância dessas pessoas. Não reconhecem o valor das obras que tanto contribuiram para que o Egito fosse reconhecido. Agora este não é mais nada a não ser “terra de ninguem”. O Egito morreu, para mim, junto com as últimas dinastias egipcias.
É uma situação desoladora mesmo. Sinceramente não tenho nem o que comentar. Este é um do muitos eventos tristes que vem ocorrendo com os sítios arqueológicos egípcios, além das muitas mortes, é claro.
Abraços.
que pena mesmo!!!!!!!!!!
uma instituição criada a tanto tempo e se desfazer deste jeito.se fosse por desastre natural até que a gente conformava mas assim,devido a ignorãncia destes
,coitados queimando a própria história de vida deles…é mesmo lastimável para todo o mundo.quanto de nossa história foi perdida neste dia…
Pois é. Se bem que o Ministério da Cultura está começando a dar declarações de que eles possuem cópias dos materiais. Veremo…
Mas nada é melhor que as originais…
São estes episódios que dão razão aos grandes museus do mundo em não querer devolver ao Egito artefatos arqueológicos. É uma temeridade! Países instáveis são péssimos em conservar sua história e preservar seu patrimônio. Afinal, é a história que se repete. Quantas regiões do mundo estão indisponíveis para pesquisa ou repletos de restrições para fazê-lo.
Pois é Paulo, é difícil até determinar um local seguro para as peças porque sempre que estoura uma batalha, guerra ou insurreição civil os sítios arqueológicos e museus acabam, quase sempre, tornando-se vitimas. Iraque, Líbia, França, Alemanha, Afeganistão são só alguns dos exemplos.
Abraços e obrigada pelo comentário!