Revista História Viva comenta sobre superstições e a maquiagem no Egito

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Neste mês de outubro esteve nas bancas a revista História Viva número 108 que não trouxe nenhuma tema exclusivo sobre o Egito Antigo, mas os leitores encontrarão citações acerca em algumas matérias.

Em Você tem medo do quê? O leitor pode encontrar o texto Guarda-chuva dentro de casa de Bernard Baudouin, autor de livros relacionados com civilizações antigas. Nele o escritor fala sobre o uso do guarda-chuva durante a Antiguidade Egípcia. Em verdade ele está falando dos sombreiros, já que chuvas são praticamente inocorrentes no Egito e estes objetos tinham como finalidade, de fato, proteger o seu dono contra os raios solares. Em alguns casos eles lembram o atual guarda-sol, com um cabo central, em outros eram sustentados por quatro cabos, como se fosse uma cabana. Em Influências da lua, de James Êveillard, especialista em ritos e crenças populares, faz um comentário acerca da relação entre a lua e o uso do mel no Egito e em Crendices no mundo animal o Egito também é citado.

Espelho, espelho meu… da jornalista Priscila Gorzoni, é possível encontrar uma breve introdução acerca do uso da maquiagem no Egito Antigo. A maior ressalva que devo fazer é em relação ao uso da argila para cobrir as imperfeições no rosto, uma vez que é bem mais provável que o seu uso fosse comum em múmias para dar um aspecto de “vivo” ao rosto do cadáver.

Ficha técnica:

Revista: História Viva

Autor: vários

Ano de publicação (Brasil): 2012

Ano: IX

: 108

Distribuição: Duetto

Tema: Maquiagem, Superstições, Antigo Egito.

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e autora do livro "Uma viagem pelo Nilo". [Leia seu perfil]