Cursos de Arqueologia no Brasil

Esta é a lista dos cursos de Arqueologia no Brasil. Em alguns deles o aluno pode apresentar o trabalho de conclusão de curso em Arqueologia Egípcia, cabe o diálogo com o professor.

Graduação:

Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – Iranduba – AM
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte – MG
Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) – Pelotas – RS
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Recife – PE
Universidade Federal de Rondônia (UNIR) – Porto Velho – RO
Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Laranjeiras – SE
Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Teresina – PI
Universidade Federal do Rio Grande (FURG) – Rio Grande – RS
Universidade Federal do Vale do São Franscisco (Univasf) – São Raimundo Nonato – PI
Pontifícia Universidade Católica de Goiás (UCG) – Goiânia – GO
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – Rio de Janeiro – RJ
Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) – Santarém – PA
Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Paulo Afonso – BA
Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) – Santos – SP

Mestrado:

Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo – SP
Universidade de Campinas (Unicamp) – Campinas – SP
Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Salvador – BA
Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Laranjeiras – SE ☆
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Recife – PE
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte – MG
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Santa Maria – RS
Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Teresina – PI
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro – RJ
Pontifícia Universidade Católica de Goiás (UCG) – Goiânia – GO
Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) – Porto Alegre – RS

Doutorado:

Universidade Federal de Sergipe – Laranjeiras – SE
Universidade de Campinas (Unicamp) – Campinas – SP
Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo – SP
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Recife – PE
Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) – Porto Alegre – RS
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro – RJ

Especialização:

Faculdade de Duque de Caxias (FEUDUC) – Duque de Caxias – RJ
Faculdade São Lucas – Porto Velho – RO
Universidade de Santo Amaro (UNISA) – São Paulo – SP
Universidade do Sul de Santa Catarina – Tubarão – SC
Universidade Federal do Pará (UFPA) – Belém – PA
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) – Erechim – RS

【Vídeo】Peças egípcias em cofre do Brasil

Abaixo está a matéria do Fantástico sobre as peças de obra de arte que estão retidas nos cofres da justiça brasileira. Dentre elas estão peças arqueológicas provenientes não só do Brasil, como do Egito.

Obras de arte estão esquecidas nos cofres da Justiça

 

São peças que valem milhões e saíram das mansões de empresários falidos e de narcotraficantes.

Um tesouro esquecido nos cofres da Justiça brasileira. São milhares de esculturas e quadros – apreendidos com bandidos e empresários envolvidos em escândalos. Obras de arte que valem milhões. Mas que são mantidas longe dos olhos do público.

“Nós temos obras de mais de 20 anos guardadas aqui”, diz a diretora do Museu de Belas Artes do Rio, Mônica Xexéo. “Os valores de mercado atingem entre US$ 30 e US$ 40 milhões”, calcula o administrador judicial do Banco Santos, Vânio Aguiar.

“A sociedade tem o direito de ver tudo isso”, defende a estudante Ana Régia.

A discussão envolve um acervo de seis mil obras de arte. São peças que saíram das mansões de empresários falidos e de narcotraficantes por ordem da Justiça e estão espalhadas por museus brasileiros.

Em setembro de 2007, a Polícia Federal conseguiu prender o chefe de um poderoso cartel do tráfico de drogas, o colombiano Juan Carlos Abadia. Com ele, descobre ainda um acervo de arte moderna: obras dos brasileiros Burle Marx e Cândido Portinari. São peças que nunca foram expostas, e o Fantástico mostra com exclusividade.

São R$ 3 milhões por ano para guardar e preservar esses quadros. “Limpeza e observação constante para ver se está havendo algum dano, porque a obra quietinha e parada também se danifica, depende do clima e da temperatura. Dá um trabalho”, explica Denise Emerich, diretora técnica do Museu de Arte Sacra de São Paulo.

O destino de toda arte sob custódia depende de decisão definitiva da Justiça. O juiz federal Fausto de Sanctis determinou a guarda provisória nos museus. Ele é contra a venda de obras em leilão para pagar dívidas. “A preocupação é quantificar não em valores monetários, mas em termos culturais as obras que são eventualmente apreendidas”, afirma o juiz.

As obras do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira ainda estão guardadas e podem servir para pagar a dívida de R$ 3 bilhões do falido Banco Santos. Enquanto isso, muitas permanecem trancadas a sete chaves.

Para chegar ao coração do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, é preciso atravessar uma área com ar-condicionado, luz moderada e um labirinto de portas. Por questões de segurança, não se pode mostrar onde ficam guardadas as obras apreendidas, porque estão no mesmo espaço do acervo definitivo.

Nem os funcionários autorizados sabem a senha desta espécie de cofre. Eles precisam chamar uma equipe ainda mais restrita, que tem a combinação dos números e faz o controle de quem entra no local.

O tesouro bem guardado é do artista plástico americano Roy Lichteinstein. Foi repatriado dos Estados Unidos e vale o equivalente R$ 4,2 milhões.

“Nada mais verdadeiro do que se torne vendável essas obras arrecadadas de modo que retornem aos investidores, de forma mais rápida possível, aquilo que eles perderam junto ao Banco Santos”, defende o administrador judicial do banco.

O quadro “Figuras sobre uma estrutura”, do uruguaio Joaquim Torres Garcia, e o quadro ‘Hannibal’, de Basquiat, não foram liberados pela Justiça de Nova York, avaliada em R$ 13,5 milhões.

O quadro “A cantora careca”, de Miró, pertenceu ao investidor Naji Nahas, preso em 2008. A suspeita é que as obras podem ter sido usadas para lavagem de dinheiro.

“Adquirem-se obras de arte de forma a mascarar e dificultar a fiscalização do estado e a futura apreensão do produto do crime”, afirmou o juiz Fausto de Sanctis.

A coleção de obras apreendidas pela Justiça tem ainda peças arqueológicas. Algumas estavam com o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e foi feita por índios que viviam há 600 anos à margem do Rio Tapajós, no Pará. E existe outras mais ousadas. Entre elas, um sarcófago de três mil anos atrás. Segundo o museu, existem apenas mais quatro exemplares desta época no mundo inteiro.

Cenas da reportagem “Obras de arte estão esquecidas nos cofres da Justiça”, exibida em 16/01/2011 no programa Fantástico (Rede Globo).

Uma porta egípcia de quatro mil anos atrás também era de Edmar e ainda há 23 armários cheios de outras esculturas que também estavam com ele. No Rio de Janeiro, há cinco quadros guardados há 24 anos. São do falido Grupo Coroa Brastel.

“Uma geração inteira que não tem contato e não conhece uma determinada fatia de uma produção artística”, observa a diretora do Museu de Belas Artes do Rio, Mônica Xexéo.

Cenas da reportagem “Obras de arte estão esquecidas nos cofres da Justiça”, exibida em 16/01/2011 no programa Fantástico (Rede Globo).

Algumas peças não correm o risco de leilão, como um Portinari. A Justiça determinou que a posse é agora do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. Já uma escultura de bronze foi parar no meio da rua em São Paulo para todo mundo ver. Simboliza as musas da escultura e da engenharia e foi feita pelo premiado artista ítalo-brasileiro Galileu Emendabili. Ela também estava com o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira. Agora, o governo discute com a Justiça e com o Congresso manter outras obras apreendidas ao alcance do público.

Retirado integralmente de:

 

Obras de arte estão esquecidas nos cofres da Justiça. Disponível em: < http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1641971-15605,00-OBRAS+DE+ARTE+ESTAO+ESQUECIDAS+NOS+COFRES+DA+JUSTICA.html#>. Acesso em 20 de Janeiro de 2011.

Esteve em foco: Brasileiro salva múmias

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Em 16 de Setembro de 1990 saiu no Estado de São Paulo uma matéria sobre um esterilizador que reproduz calor por radiação, perfeito para matar o mofo e retirar a acidez (ambos responsáveis pela a deterioração de corpos orgânicos) sem alterar a umidade ou a temperatura do ambiente em que as múmias egípcias se encontram. O destaque da reportagem foi para o inventor do aparelho, o brasileiro Alinthor Fiorenzano Júnior.

O texto foi lançado na época em que o Supremo Conselho de Antiguidades ainda se chamava Organização das Antiguidades Egípcias. O aparelho chegou ao Egito em 1989 por doação da Yashica (distribuidora da máquina) e teve um grande índice de sucesso.

Para quem ficou curioso o nome do aparelho é Sterilair. Se pesquisar sobre ele conhecerá mais sobre alguns dos tesouros que foram inventados por aí no nosso país.

 

Reportagem do Estado de São Paulo (16 de Setembro de 1990). Acervo do Site Arqueologia Egípcia.