A cidade do Cairo inspira esmalte

Vai parecer que estou fazendo jabá para marca de esmalte, mas não é isto não. A Hits Speciallità lançou em Outubro deste ano (2012) uma linha batizada com nome de cidades e dentre as escolhidas está o Cairo, a atual capital do Egito. A descrição deles no site (grifo meu):

“Cairo – Uma cidade instigante ao mesmo tempo que milenar – Cores: base em bege claro, com glitters coloridos de diversos tamanhos”.

O Esmalte:

Esmalte Cairo Hits Speciallit.

Situada às margens do Nilo, a cidade do Cairo é uma das mais antigas do mundo e também uma das mais populosas. Foi fundada em 969 pelo Califado Fatímida e hoje seu apelido é “A Cidade das Mil Minaretes”.

Cidade do Cairo. Imagem disponível em < http://www.cairocityguide.info/ >. Acesso em 03 de Dezembro de 2012.

Para saber mais sobre a cidade do Cairo: http://www.cairocityguide.info/

 

 

Egito em seu momento

Esta matéria publicada este mês (maio de 2012) na revista National Geographic Brasil conta sobre este momento de transição política no Egito pós-revolução (lembro que pela primeira vez na história do Egito a população teve a oportunidade de realizar uma eleição democrática, embora críticos acreditem que quem ficará no poder será alguém ligado ao regime militar de Mubarak).

 

Homem mostra uma foto de camelos em frente a uma das pirâmides do platô de Gizé, hoje o número de visitas turísticas caiu drasticamente. Foto: Acervo National Geographic. 2012.

 

Confira o texto:

 

Egito em seu momento (Maio de 2012)

Na esteira da Primavera Árabe, esperança e incerteza andam de braços dados.

Por Jeffrey Bartholet

Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

“Ladrões e arruaceiros” é a descrição que nosso motorista de táxi faz das pessoas que veremos no trem de terceira classe que vai de Assuã a Lu xor. EsTa parece ser uma opinião comum no Egito rural depois da revolução:atenção com a segurança e evite o populacho. No portão da estação, um policial carrancudo não quer me deixar passar. “Estrangeiros não podem ir na terceira classe”, brada ele. “É proibido!”

Estou viajando no outono de 2011 com um colega egípcio, Khaled Nagy, que passou mais de 200 dias e noites cobrindo a rebelião no Cairo. Partimos de Abu Simbel, no distante sul do Egito, para a cidade mediterrânea de Alexandria, no norte, com muitas paradas pelo caminho. Nossa ideia é viajar para longe do epicentro da revolução, a praça Tahrir, no Cairo, e ver como as mudanças se manifestam no resto do país.

Após muita argumentação e quatro horas de atraso, conseguimos embarcar em um trem. Pagamos depressa ao cobrador 21 libras egípcias, equivalentes a 3,5 dólares, por duas passagens até Luxor, a mais de três horas de distância.

Nosso vagão tem várias janelas rachadas ou quebradas; muitas foram escancaradas para deixar entrar rajadas de vento. Isso é necessário, pois não há ar condicionado nesses dias ainda quentes de outono, e também porque o fedor dos banheiros permeia os vagões quando falta circulação de ar no interior. A portinhola do painel elétrico abre e fecha de encontro à parede, e a caixa de vidro do extintor de incêndio está estilhaçada. O equipamento parece intacto.

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Incendiários ameaçam o Museu Egípcio

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Estão ocorrendo uma série de protestos contra o governo do atual presidente egípcio Hosni Mubarak. Hoje a internet e as linhas de telefone foram desligadas, além de ter sido decretado toque de recolher em todo o país. Mesmo assim as manifestações no Cairo começaram no horário da tarde: carros e escritórios foram vandalizaram e em Alexandria a cede do governo foi incendiada. 

O Nobel da paz e apoiador declarado dos protestos, Mohamed El-Baradei, chegou ontem (27/01/2011) ao Egito e hoje foi posto em prisão domiciliar. Antes de ser enclaustrado El-Baradei fez uma forte incitação via Twitter:  

“Nós vamos continuar a exercer o nosso direito a protestar de forma pacifica e restabelecer a paz e a dignidade. A violência vai se voltar contra o regime” [Trad. GloboNews].

Embora a internet tenha sido inviabilizada, fora do país muitas pessoas trocaram informações via Twitter – o que pôs a palavra “Egipto” e “Mubarak” no Twitter Trends (quando uma palavra entra no TT quer dizer que está sendo muito citada entre os usuários) – e a notícia de que algumas pessoas ameaçaram incendiar o Museu Egípcio do Cairo logo foi espalhada. Outra ameaça era de que existia um plano de saquear o museu. Alguns dos protestantes fizeram um escudo humano para evitar a invasão, mas foram agredidos por possíveis incendiários. A informação que se tem até agora é de que o exército tomou o local e que montou guarda na área a fim de proteger o Museu Egípcio do Cairo e o patrimônio arqueológico lá guardado que compreende múmias reais, objetos cotidianos da era faraônica e o espólio funerário do faraó Tutankhamon.

 

Museu Egípcio do Cairo. Disponível em < http://wingstoafrica.com/egyptian-museum-cairo-2.html > Acesso em 28 de Janeiro de 2011.

 

Fonte:

Acompanhei algumas das mensagens do protesto via Twitter, mas a GlogoNews TV está fazendo uma cobertura geral.

Veja também:

Guardian: http://www.guardian.co.uk/news/blog/2011/jan/28/egypt-protests-live-updates (com atualizações ao vivo).  

(Vídeo) Tradição gerando poluição sonora

Este vídeo trata do chamado tradicional para as preces que, apesar de ser uma herança cultural, acaba criando um grande ruído pelas já turbulentas ruelas do Cairo e, consequentemente, incomodando os seus moradores. Os chamados são feitos cinco vezes ao dia e em variados volumes, o que cria uma poluição sonora.

O final do vídeo é muito bonito, ele conta com a participação de Mohsen Nour que apresenta ao público um fabuloso exemplo de chamado.

Cairo sofre com lixo

Cairo sofre com as 13 mil toneladas de lixo produzidas por dia:

 

Pessoas no Cairo fazem da reciclagem um meio de vida

 A população de Cairo é de 16 milhões de pessoas que produzem 13 mil toneladas de lixo por dia. Muita gente faz da reciclagem um meio de vida. (Globo. Vídeo exibido no Domingo, 09/05/2010).