(Curso de extensão) Desenho de artefatos líticos com o Prof. Fabio Parenti

A ideia do curso surge da constatação da carência de ensino teórico e prático sobre o preparo das ilustrações nas publicações arqueológicas das últimas décadas. O desenho dos artefatos, longe de ser uma técnica ultrapassada, é de fundamental importância para a conduta sistemática da observação e sua correta divulgação nas revistas especializadas; ele pode integrar-se as técnicas fotográficas, microscópicas e fotogramétricas, gerando uma visão sintética dos objetos mais importantes (e mais frequentes) do registro arqueológico da pré-história (texto divulgação).

Início: 15/03/2016
Horário: terças e quintas, das 14h às 18h
Lugar: Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas (CEPA/DEAN) – Rua Gen. Carneiro, 460 – Ed. Pedro I (12º andar)
Vagas: 15 (mínimo 5 alunos)
Inscrições: gratuitas, pelo e-mail scriptoriumparentii@gmail.com
Mais informações: http://www.humanas.ufpr.br/portal/antropologiasocial/noticias/curso-de-extensao-desenho-de-artefatos-liticos/

(Curso de Extensão) “A Religião Egípcia: do Período Faraônico ao Mare Nostrum” (RJ)

Notícia enviada por Beatriz Moreira.

O Curso de Extensão “A Religião Egípcia: do Período Faraônico ao Mare Nostrum” é uma iniciativa do Grupo de Estudos Kemet (CEIA-UFF) que visa divulgar a pesquisa sobre o Egito Antigo no Brasil, assim como democratizar o acesso ao conhecimento, tornando a universidade um espaço mais plural (resumo disponível no site do GEKemet).

Abaixo mais informações e temas:

Para realizar sua inscrição acesse o seguinte link: http://www.ceia.uff.br/gekemet/2015/10/13/curso-de-extensao-a-religiao-egipcia-do-periodo-faraonico-ao-mare-nostrum/

 

(Curso) Arqueologia, ritual e religião no Egito antigo (RJ)

Ocorrerá nos dias 27/9, 4/10, 11/10, 18/10 e 25/10, das 9h às 12h, no Horto Botânico (Museu Nacional/UFRJ), o curso de extensão “Arqueologia, ritual e religião no Egito antigo: Akhenaton e o período de Amarna”. Segue a ementa:

Este curso será uma introdução à arqueologia do ritual e da religião durante o período de Amarna no Egito antigo (c. 1350-1330 a. C.). O período de Amarna compreende, em sua maioria, os anos de reinado do faraó Amenhotep IV/Akhenaton, o “herético” que trouxe para o Egito uma nova religião, cujo foco principal era o Sol, o Aton. Suas ações em favor do Aton levaram ao estabelecimento de mudanças significativas na religião egípcia antiga, mas que, ao mesmo tempo, não surgiram do nada: eram também fruto da tradição. A religião de Akhenaton marcou a história do Egito antigo, e também deixou fixado na cultura material uma variada experiência religiosa. Uma cidade inteira – Akhetaton, o Horizonte do Aton – foi erigida em honra ao Disco Solar e ao seu culto. Uma cidade com templos onde se desempenhava o culto ao Aton; uma cidade com casas onde os seguidores do faraó demonstravam sua fé no Aton, em Akhenaton e na esposa real, a “Bela que chegou”, Nefertiti. Mas também uma cidade com uma grande população que vivia em casas mais simples, em vilas muradas controladas pelo Estado, e com crenças variadas. Uma população, dos mais abastados aos mais pobres, que foi enterrada seja em tumbas luxuosamente decoradas, ou em simples covas nas areias do deserto. Amarna, em suma, é um dos melhores lugares para se estudar a experiência religiosa dos egípcios antigos em suas mais variadas formas e este curso visa oferecer um panorama atualizado sobre o tema, apresentando e discutindo as principais questões em debate.

Programação:

Aula 1 – 27/9/2014, Do caos à ordem: o conceito de divino no Egito antigo: Prof. Dr. Antonio Brancaglion Junior

Aula 2 – 4/10/2014, Introdução à Arqueologia do Ritual e da Religião: questões de Egiptologia: Rennan de Souza Lemos

Aula 3 – 11/10/2014, O período de Amarna: política, sociedade e religião: Regina Coeli Pinheiro da Silva

Aula 4 – 18/10/2014, Dos templos às casas: ritual e religião na paisagem urbana de Amarna: Rennan de Souza Lemos

Aula 5 – 25/10/2014, Das casas às tumbas; das tumbas aos templos: concepções funerárias em Amarna: André Luís Silva Effgen

Clique aqui para realizar sua inscrição. As vagas são limitadas.

Próxima edição do Laboratório LEHMAE para alunos da UFRJ

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Laboratório de Estudos Históricos e Midiáticos das Américas e da Europa (LEHMAE) divulgou hoje na sua página que estão abertas as inscrições para a disciplina-laboratório “O Egito dos Faraós: História e Cinema”, que terá início no dia 19/08. O professor que ministrará será Wagner Pinheiro Pereira, que atualmente é Professor Adjunto de História da Américas nos cursos de graduação de Bacharelado em História e de Bacharelado em Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC-UFRJ) e coordenador do grupo do Laboratório de Estudos Históricos e Midiáticos das Américas e da Europa (LEHMAE). Clique aqui e acesse o se currículo.

Disciplina-laboratório “O Egito dos Faraós: História e Cinema”. UFRJ. 2014.

As aulas ocorrerão nas terças, entre as 13h30 e 16h30.

Serão 12 vagas e elas estão disponíveis somente para os alunos do Instituto de História da UFRJ regularmente inscritos.

Interessados devem enviar um e-mail para: wagnerpp@historia.ufrj.br

 

Curso: O Egito Antigo entre a arte, a religião e o ensino

Nos dias 14, 15 e 16 de julho, durante diversos horários, a Ms. Thais Rocha da Silva irá ministrar para os alunos da UFBA e interessados o curso “O Egito Antigo entre a arte, a religião e o ensino” na Universidade Federal da Bahia. A proposta é discutir e apresentar as apropriações do Egito antigo no ensino brasileiro, dentro e fora da universidade. Nesse escopo pretende-se debater a visão dos egípcios sobre o mundo e a sua relação com a morte, destacando as principais abordagens da historiografia atual.

Templo de Seti I em Abidos. Imagem disponível em . Acesso em 05 de agosto de 2013.

Templo de Seti I em Abidos. Imagem disponível em < http://www.flickr.com/photos/soloegipto/5451575592/ >. Acesso em 05 de agosto de 2013.

Aqueles que participarem receberão certificado.

Para mais informações: thaistrds@gmail.com (Profa. Thais Rocha da Silva)

[Curso] Introducción al Mundo del Egipto Antiguo | Madrid

Por Márcia Jamille | MJamille | Instagram

 

O Centro de Estudios Artísticos Elba está organizando um curso sobre a cultura egípcia faraônica para as pessoas que se sentem atraídas pelo o Antigo Egito, mas que ainda não deram os primeiros passos para conhecer esta civilização. Serão ensinadas noções de geografia, história e arte.

Os interessados devem residir em Madri (Espanha). Segue abaixo o convite, a lista de assuntos abordados, informações e endereços para contato em Espanhol:

El Egipto antiguo atrae siempre, la sola vista de las pirámides hacen que se quiera saber más sobre quienes las construyeron. Para esas personas que quieren dar unos primeros pasos en el conocimiento de esta civilización se ha preparado este curso. En él estudiaremos la geografía, la historia y arte de una manera práctica y sencilla.

Hatshepsut (esquerda) realizando oferendas para Amon-Min. Foto disponível em: MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto. (Tradução de Maria da Graça Crespo) 1ª Edição. Lisboa: Editora Taschen, 1999.

Hatshepsut (esquerda) realizando oferendas para Amon-Min. Foto disponível em: MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto. (Tradução de Maria da Graça Crespo) 1ª Edição. Lisboa: Editora Taschen, 1999.

Los primeros reinados

Saqqara: Imhotep y la pirámide escalonada

Dashur y Giza: las grandes pirámides

El Reino Medio: pirámides de adobe

Los Hicsos y la unificación del territorio

Deir el Medina: la ciudad de los trabajadores

Hatshepsut y Tuthmés III

Amarna. Ajenaton y Nefertiti

Tut anj Amon y el descubrimiento de su tumba

El comienzo de la era ramésida: Sety I y Ramsés II

Nefertari y su tumba

La literatura

El mundo de los dioses

Familia y hogar: el modo de vida de los egipcios

Seti I e o jovem Ramsés II em Abidos. Foto: O’CONNOR, David; FREED, Rita; KITCHEN, Kenneth (b). Ramsés II (Tradução de Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Fólio, 2007. Pág. 35.

Seti I e o jovem Ramsés II em Abidos. Foto: O’CONNOR, David; FREED, Rita; KITCHEN, Kenneth (b). Ramsés II (Tradução de Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Fólio, 2007. Pág. 35.

Horario: jueves, de 17:00 a 18:30

(14 clases de 1,5 hs. 21 horas lectivas)

Fecha Inicio 06/03/2014
Fecha Fin 26/06/2014
Lugar MADRID. Instituto Egipcio. c/Francisco de Asís Méndez Casariego, 1 (A la altura del Pso. Habana, 40
Precio 140 €
Matrículas realizadas antes del 15/02: 120€. Antiguos alumnos: 100€. Estudiantes UAM, UCM, UNED: 80€

Mais informações: http://www.centroelba.es/Ficha.aspx?Contenido=1128&TipoContenido=2

CURSO [en español]: “Lengua egipcia clásica en escritura jeroglífica”

Via Museos de Tenerife

La Asociación de Amigos del Museo de la Naturaleza y el Hombre, en colaboración con Museos de Tenerife y la Universidad de La Laguna, organiza la segunda parte del curso sobre lengua egipcia clásica en escritura jeroglífica.

hieroglifoSe trata, en este caso, de un curso de iniciación al sistema verbal egipcio que incluye clases teórico-prácticas en las que se combinan nociones de gramática, resolución de ejercicios de traducción y el trabajo sobre documentos egipcios con textos de fácil comprensión (estelas, leyendas en relieves, etc.) en que se pongan en práctica los conocimientos adquiridos, secuencialmente, de gramática y vocabulario.

Las personas interesadas deben haber superado previamente algún curso de iniciación.

  • Director y coordinador: Dr. Miguel Ángel Molinero Polo, Profesor Titular de Historia Antigua / Egiptología en la Universidad de La Laguna.
  • Docente: Daniel Miguel Méndez Rodríguez, doctorando en Historia por la Universidad de La Laguna.
  • Duración: 45 horas (equivalentes a 4,5 ECTS). Octubre 2013-marzo 2014.
  • Horario: viernes de 18:30 a 21:00 h.
  • Lugar: Museo de la Naturaleza y el Hombre.
  • Preinscripción: se realizará una preinscripción para determinar que haya un número mínimo de estudiantes para realizar el curso.
  • Precio: 90€ (estudiantes y amigos del Museo de la Naturaleza y el Hombre) y 110€ (resto de personas).
  • Contacto: e-mail: secretaria@amigosmuseocienciasnaturalestenerife.org.
  • Teléfono: 922 20 93 15 (de lunes a viernes, de 9:00 a 14:00 horas).

 

Referência: 

El Museo de la Naturaleza y el Hombre acoge la segunda edición (Nivel II) del curso “Lengua egipcia clásica en escritura jeroglífica”. Disponível em < http://www.museosdetenerife.org/mnh-museo-de-la-naturaleza-y-el-hombre/evento/3088 >. Acesso em 05 de outubro de 2013.

FAQ: As perguntas frequentes realizadas pelos leitores do A.E.

Criei este FAQ inspirada em algumas das questões que já recebi de algumas (ns) leitoras (es) do A.E.. Caso seja necessário farei up-dates.
As respostas que coloquei aqui são superficiais. Não procurei destacar as visões e contribuições de escolas teóricas porque o intuito desta lista é sanar dúvidas iniciais acerca da Arqueologia, especialmente para aquelas (es) que não possuem muita noção da disciplina.

  1. O que é Arqueologia?

Ela encontra-se na enseada das Ciências Humanas. A definição varia de acordo com a escola teórica ou a política de gestão do artefato. A que eu sigo a define como o estudo do passado humano através da sua Cultura Material e Imaterial. A ideia de “passado” também varia com a escola, para alguns é válido somente aquele de cem (100) anos atrás, mas na minha definição, como de muitos outros colegas, o “passado” se constrói a cada segundo, assim, deste ponto de vista, não é feita uma distinção onde “o mais antigo é o mais importante”, mas que devemos tratar todos os artefatos com respeito e dedicação.

Limpeza de urnas funerárias egípcias. Imagem disponível em . Acesso em 21 de setembro de 2013.

Limpeza de urnas funerárias egípcias. Imagem disponível em < http://minufiyeh.tumblr.com/post/30410299584/a-good-days-work >. Acesso em 21 de setembro de 2013.

Uma das coisas que o interessado na Arqueologia precisa manter clara é que esta ciência estuda as relações humanas, ou seja, tudo o que tem a ver/esteve em contato com o ser humano entra no campo de estudo da Arqueologia.

  1. O que são artefatos?

Eles são os produtos das mãos e mente humanas e as principais evidências utilizadas para as análises (as quais se espera que sejam sistemáticas). Não é totalmente aceito, mas algumas escolas teóricas definem como artefatos ossos trabalhados (que foram pintados, raspados, etc), múmias e paisagens (fisicamente modificadas ou que atendem um propósito simbólico).

  1. O que são sítios arqueológicos?

São os lugares onde estão os artefatos, mas embora pareça simples defini-los, o seu conceito, assim como a Arqueologia, depende da escola teórica e também da política de gestão de artefatos do país. A UNESCO só considera sítios arqueólogos os espaços que tenham se formado em um intervalo anterior a cem (100) anos, o que é um problema, uma vez que auxilia nas atividades de Caçadores de Tesouros. Um exemplo foi o que sofreu o Titanic que antes do naufrágio ser transformado em um sítio arqueológico recebia visitas de saqueadores. No próprio filme “Titanic”, de 1997, os homens que estão atrás do colar “Coração do Oceano” são saqueadores de sítios (existe inclusive um pequeno debate moral no filme do personagem do caçador Brock Lovett que se mostrava somente interessado na joia que procurava, mas nunca tinha parado para pensar na história das pessoas que tinham morrido no naufrágio).

Sítio arqueológico submerso em Alexandria (Egito). Imagem disponível em . Acesso em 21 de setembro de 2013.

Sítio arqueológico submerso em Alexandria (Egito). Imagem disponível em < https://www.facebook.com/photo. php?fbid=151769511413&set=a. 151764136413.141030.150542331413 &type=3&theater >. Acesso em 21 de setembro de 2013.

Sítio arqueologico na área de Quesna (Egito). Imagem disponível em . Acesso em 21 de setembro de 2013.

Sítio arqueologico na área de Quesna (Egito). Imagem disponível em < http://minufiyeh.tumblr.com/post/30264937911/walkabout-at-quesna >. Acesso em 21 de setembro de 2013.

O senso comum considera sítios arqueológicos espaços de amplas necrópoles como o platô de Gizé, mas isto é um erro comum. A presença de somente um artefato já define o local como um sítio arqueológico.

  1. Arqueólogos (as) escavam dinossauros?

Sinto muito, mas não escava dinossauros, este é o trabalho dos (as) Paleontólogos (as). Felizmente eu raramente escuto/leio esta pergunta, na verdade como estou estudando tudo voltado mais para o Antigo Egito a pergunta mais corriqueira é se “Ainda tem o que se descobrir?”, mas os meus colegas das demais Arqueologias são sempre questionados acerca dos dinossauros. Eu até que gosto de ossos de dinossauros, mas o máximo que cheguei perto foi em um museu. Definitivamente não faz parte da enseada da Arqueologia.

  1. Onde posso estudar Arqueologia?

Aqui no Arqueologia Egípcia disponibilizei uma lista de Universidades onde é possível cursar. Não coloquei um link direto para os Núcleos e Departamentos porque não é incomum que os endereços mudem: http://arqueologiaegipcia.com.br/category/onde-estudar/cursos-de-arqueologia%E3%80%8C-brasil-%E3%80%8D/

  1. Como faço para entrar nestas Universidades?

Depende. Na página de cada uma delas provavelmente existe uma explicação acerca do meio de ingresso e se elas são pagas.

  1. Qual a melhor Universidade para se estudar Arqueologia no Brasil?

Depende do que você planeja estudar. Naturalmente não conheço o nível de todas as Universidades e não sei dizer qual é a melhor porque é relativo. Acho a Universidade onde estudei maravilhosa, mas outros acreditam que ela é horrível, então é subjetivo.

  1. O que precisamos fazer para ser um (a) bom (boa) arqueólogo (a)?

Isto também é subjetivo. Particularmente acredito que para ser um (a) bom (a) arqueólogo (a) primeiramente tem que ter ética, já que na maioria das vezes somos as vozes de pessoas que já morreram. Em segundo tem que estudar muito porque a Arqueologia não é somente escavar, é todo um trabalho que envolve conhecimentos de bases legais, teóricas, metodológicas e técnicas. Por último tem que ter engajamento para aprender com os seus próprios erros e os erros dos outros.

Mohamed Abd el-Maguid em sua palestra acerca das escavações em Alexandria. Imagem disponível em . Acesso em 21 de setembro de 2013.

Mohamed Abd el-Maguid em sua palestra acerca das escavações em Alexandria. Imagem disponível em < http://deltasurvey.tumblr.com/post/46073975675/the-problems-of-archaeology-in-alexandria >. Acesso em 21 de setembro de 2013.

  1. Qual a diferença entre Egiptologia e Arqueologia?

Já expliquei isto neste texto: http://arqueologiaegipcia.com.br/2013/08/31/egiptologia/

  1. Preciso cursar uma Universidade para me especializar em Egiptologia?

Claro, caso contrário você será considerado um (a) amador (a). No Brasil não existe uma cadeira de Egiptologia, mas é possível se especializar na área apresentando uma conclusão de curso com um assunto da Egiptologia.

  1. E no Brasil existem sítios Arqueológicos?

Naturalmente qualquer lugar que foi ou é habitado por humanos possuem sítios arqueológicos.

  1. Quanto ganha um profissional da Arqueologia?

De uma forma generalista entre R$1.300,00 a R$3.000,00.

  1. Devo estudar História primeiro para depois cursar Arqueologia?

Antigamente era assim porque não existiam graduações em Arqueologia (exceto o extinto curso da Estácio de Sá), mas a verdade era que um (a) graduado (a) em qualquer área poderia ingressar em uma Pós-Graduação em Arqueologia. História era o comumente escolhida devido ao objeto de estudo em comum, o passado. Porém é mito acreditar que ambas estas disciplinas são iguais. História e Arqueologia são diferentes, especialmente nos métodos de trabalho. Somado a isto atualmente com as graduações não existem mais justificativas em se adentrar em um curso aleatório para somente depois ir para a Arqueologia.

  1. Só homens podem estudar Arqueologia?

Este é mais um mito. Qualquer um pode estudar Arqueologia. Além do mais é surpreendente notar que a maioria dos profissionais da Arqueologia costuma ser do sexo feminino (muito se comenta acerca, mas isto é dedução, seria interessante a realização de uma pesquisa), mas mesmo assim é considerada pelo senso comum uma profissão exclusivamente masculina.

Lisa Yeomans (zooarqueologa). Exploration Society's Expedition. Imagem disponível em . Acesso em 21 de setembro de 2013.

Lisa Yeomans (zooarqueologa). Exploration Society’s Expedition. Imagem disponível em < http://minufiyeh.tumblr.com/post/31815542135/a-busy-first-week >. Acesso em 21 de setembro de 2013.

Na ordem: Joanne Rowland, Salima Ikram e Lisa Yeomans. Todas arqueólogas. Imagem disponível em . Acesso em 21 de setembro de 2013.

Na ordem: Joanne Rowland, Salima Ikram e Lisa Yeomans. Todas arqueólogas. Imagem disponível em < http://minufiyeh.tumblr.com/post/32825953749/the-last-week >. Acesso em 21 de setembro de 2013.

  1. Encontrei um artefato que acredito ser antigo. O que devo fazer?

Entrar em contato com o órgão responsável pela fiscalização dos sítios arqueológicos do país. No Brasil é o IPHAN, no Egito é o MSA.

  1. Mas o meu interesse é vender este artefato.

O comércio e posse de artefatos arqueológicos é um crime previsto por lei tanto no Brasil, como no Egito. Por tanto, quando você encontrar pessoas em sites de compras tentando vender o que alega ser um artefato deve denunciar o mesmo. Sites como Ebay e Mercado Livre possuem tópicos para denúncia mais ou menos assim: “Tentativa de venda de objetos cujo comércio é proibido”. No MASP (São Paulo) possuem feiras que alegam ser de antiguidades, o que é antiético. Eu ainda não entendo qual o motivo delas ainda serem permitidas, e justamente em um dos cartões postais da cidade.

  1. Mas quero muito vender artefatos, comprei até um detector de metais. Eu assisti programas na TV em que as pessoas comercializam coisas antigas.

O comércio de artefatos arqueológicos é considerado amoral. Eles fazem parte da história de toda uma comunidade, desta forma é egoísmo comprá-los e mantê-los como um objeto de apresso pessoal. Além do mais, estes artefatos costumam ser frutos de roubos ou lavagem de dinheiro. Para variar os saqueadores (Caçadores de Souvenir ou Caçadores de Tesouros) sempre deixam um rastro de destruição em sítios arqueológicos e comprometem parcialmente ou totalmente a interpretação do passado. Tanto os saqueadores, como os compradores fazem um desfavor para a Ciência e para a Humanidade.

Porém existem casos em que as peças faziam parte de um acervo adquirido antes da Convenção da UNESCO de 1972, o que permite seu comércio. Alguns colecionadores responsáveis e de acordo com a lei são capazes de manter a integridade de um artefato arqueológico.

Existem pessoas que se entregam ao fascínio de ter uma peça antiga em casa, mas raramente se dão conta de que alguns objetos necessitam de uma manutenção constante e não dificilmente cara, uma vez que deve ser realizada por profissionais.

 18. Tenho uma graduação em outra área, mas eu quero trabalhar com Arqueologia. Devo fazer vestibular novamente?

Depende:

a)      Você pode optar por uma formação base em Arqueologia, então naturalmente tem que prestar vestibular para cursar Arqueologia.

b)      Ou você observa nos editais dos cursos de Pós-graduação se é possível se inscrever mesmo sendo de outra área. No entanto, alguns cursos pedem que o aluno apresente um projeto de pesquisa no ato da matrícula, desta forma, um conhecimento prévio de Arqueologia se faz necessário.

 

Curso de extensão: Redescobrindo o Antigo Egito (Rio de Janeiro)

 

 

Curso de Extensão: Redescobrindo o Egito antigo: Exploradores e pesquisadores na Terra dos Faraós

 

Redescobrindo o Egito antigo: Exploradores e pesquisadores na Terra dos Faraós. 2013

 

Realização: NEA/UERJ

Ministrante: Prof.ª Doutoranda Liliane Cristina Coelho (Egito-Lab / PPGH-UFF)

Período de 11 de maio a 29 de junho de 2013

Endereço: Rav 94 – UERJ; Maracanã.

Horário: 09h00 as 12h00 (Sábados).

Valor de 20,00

Inscrição: No dia do curso.

Com certificado.

Informações: neaeventos@gmail.com

 

Ementa [1]:

A Arqueologia passou por diversas etapas de desenvolvimento desde o seu estabelecimento como ciência, em meados do século XIX, até os nossos dias. A cada um destes momentos, dos quais daremos ênfase à fase antiquarista e à histórico-cultural, correspondem práticas específicas no trabalho de campo, no tratamento dado à cultura material resgatada e na produção de conhecimento. Neste curso abordaremos a história da Arqueologia egípcia, dentro de suas características específicas, por meio de debates gerados a partir de documentários que abordam os métodos inerentes a cada um dos estudiosos escolhidos: Giovanni Battista Belzoni, Jean François-Champollion, François Auguste Ferdinand Mariette, William Matthew Flinders Petrie e Howard Carter. As descobertas de cada um dos pesquisadores serão, ainda, discutidas dentro de seu contexto de produção ao longo da história egípcia.

Objetivos: Apresentar ao público alguns dos principais exploradores e pesquisadores do Egito, por meio de documentários que trazem algumas de suas descobertas e a forma como tratavam os monumentos encontrados. Discutir as práticas empregadas por estes homens, inserindo suas descobertas em momentos específicos no contexto da Arqueologia egípcia. Analisar o contexto de produção da cultura material descoberta por tais pesquisadores. Debater as mudanças de pensamento na ciência da Arqueologia.

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Curso de Extensão de Hieróglifos – Egípcio Médio

Para a divulgação:

Curso de Extensão de Hieróglifos – Egípcio Médio. 2012/2

 

Ministrante: Prof. Dr. Moacir Elias Santos
Primeiro Módulo
Datas: 15, 22, 29 de setembro e 06 de outubro
Horário: das 13h15 as 17h
Local: Centro Universitário Campos de Andrade – Rua João Scuissiato nº1 – Santa Quitéria – Curitiba/PR

Valor:
Alunos Uniandrade: R$ 80,00
Demais Participantes: R$ 100,00

Informações: www.museuarqueologico.blogspot.com