Julho na NatGeo: Em busca de Cleópatra

Estará nas bancas neste mês de julho, como matéria de capa na National Geographic, o artigo “Em busca de Cleópatra”, escrita por Chip Brown. A capa está simplesmente genial e já pode ser visualizada no site da National Geographic Brasil.

Em Busca de Cleópatra - NatGeo 2011

As fotografias estão assinadas por Kenneth Garrett, que é bastante popular entre os egiptólogos, já que é o responsável pela maioria das imagens da National relacionadas ao Egito.

A National Geographic Brasil já liberou a matéria em seu site. Clieque aqui e confira.

A tumba do governador de Bahariya

A tumba de Zed-khons-uef-ankh, governador de Bahariya  

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Embora o nome oásis evoque a imagem de um pequeno monte de terra com palmeiras no meio do deserto causticante o Bahariya está muito longe disto. Hoje ele comporta um aglomerado de casas e na era faraônica não foi muito diferente.

Por ser uma área de ocupação extensa tanto na atualidade como no passado remoto não são raras situações em que os arqueólogos se depararam com casas atuais em cima de sítios arqueológicos. Foi assim em 1999 quando a equipe sob a liderança do arqueólogo Dr. Zahi Hawass durante um trabalho no bairro Xeque Sabi (cidade de El Bawiti em Bahariya) encontrou uma porta para um sepulcro com o nome “Zed-khons-uef-ankh” que, embora fosse um homem totalmente desconhecido para nós, já era procurado por alguns pesquisadores fazia sessenta anos.

Sarcófago de Zed-khons-uef-ankh. Foto: Kenneth Garrett. 2001.

Dentro do local, visitado pela a primeira vez pela a equipe em 2000, foram encontrados sarcófagos sobrepostos estilo uma boneca russa: o primeiro feito de pedra calcária, o segundo de alabastro e o terceiro de madeira que por sua vez se desfez com o tempo.

Muito pouco foi encontrado do espólio funerário de Zed-khons-uef-ankh, ao contrário do da sua esposa, a dama Naes, que foi sepultada na mesma galeria que o marido. Ela acabou tendo mais sorte, quase todos os seus amuletos funerários permaneceram no lugar, exceto um colar roubado por saqueadores agressivos que ao puxá-lo de seu corpo quebrou o pescoço da múmia.

Sarcófago de Naes sendo examinado por Mansour Boriak. Foto: Kenneth Garrett. 2001.

Não se sabe muito sobre Zed-khons-uef-ankh, que possivelmente foi alguém muito poderoso em vida, uma vez que, em um dos relevos em seu sepulcro ele se faz retratar maior que o próprio faraó. No entanto, apesar do esforço e dinheiro investido, Zed-khons-uef-ankh não teve sorte na sua tentativa de ingressar no além-vida, sua múmia se degradou antes mesmo da chegada dos arqueólogos, um fim trágico para alguém que equiparava o seu poder ao do próprio rei.

Curiosidades:

– Agora mundialmente conhecido pela a descoberta das “múmias douradas” na verdade Bahariya era importante por outros motivos no passado: o oásis foi um respeitável ponto para o comércio entre o Egito, a Líbia e Sudão;

– Foi identificado excesso de ferro em um dos poços de abastecimento de água do oásis. O envenenamento por este elemento pode causar uma morte prematura, o que explicaria uma faixa etária de 30 a 35 anos de vida entre alguns dos indivíduos das catacumbas do período Ptolomaico.

– Com o descobrimento da tumba subterrânea as casas que estavam ligeiramente acima precisaram ser destruídas, mas não antes dos moradores serem indenizados com outra residência.

Para saber mais:

HAWASS, Z. After 2,600 years a desert oasis yields the long-sought tombs of its legendary governor and his family. http://ngm.nationalgeographic.com/ngm/data/2001/09/01/html/ft_20010901.2.html. Acesso em: 27/09/2010

Cidades Ocultas: as tumbas perdidas do Cairo. Este documentário distribuído pela The History Channel Brasil tem um bloco dedicado ás “múmias douradas”. O programa, que ainda está sendo veiculado pelo canal, é exclusivo para falar dos subterrâneos que existem embaixo das grandes cidades.

(Imagem) Estátua de Pepi I

 

 

Estátua de Pepi I. Foto: Kenneth Garrett.

A VI Dinastia (Antigo Império) é conhecida por ter testemunhado o início do declínio do poder dos faraós. Esta estátua de cobre do faraó Pepi I é um dos legados desta época, os olhos feitos de calcário e obsidiana se destacam dentre o metal corroído dando um curto vislumbre do seu passado. Embora hoje Pepi I seja apontado como uma das vítimas do crescimento do poder dos nomarcas (administradores regionais) o seu governo é marcado também pela a expansão do território egípcio.

Após o reinado do seu filho Pepi II o Egito entra no que hoje denominamos de Primeiro Período Intermediário, uma fase de queda do poder central onde o governo é feito paralelamente por várias dinastias em locais distintos do país.

(Revista Nat Geo) King’s Tut DNA

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

A National Geographic Brasil de setembro virá com uma matéria sobre o exame de DNA realizado com os restos do faraó Tutankhamon, cujo resultado foi liberado no início deste ano (2010) e teve como finalidade tentar localizar a sua família dentre algumas múmias ainda sem nome e também confirmar parentescos. Como a revista ainda não chegou às bancas resolvi comprar a versão estrangeira.

 

King’s Tut DNA. Foto: Kenneth Garrett. 2010

King’s Tut DNA. Foto: Kenneth Garrett. 2010

 

A disposição da matéria está muito bonita, os editores da revista colocaram uma folha inteira com a foto de cada múmia examinada e ao lado uma descrição do gral de parentesco com Tutankhamon, além disto, foram disponibilizados alguns dos dados do exame que só tínhamos acesso até então pelo o relatório da pesquisa.     

As fotografias são de autoria de Kenneth Garrett, responsável pela a maioria das fotos de artefatos egípcios do acervo da National Geographic.

A versão em português está prevista para chegar às bancas brasileiras agora na primeira semana de setembro, mas a previa já pode ser conferida no site da revista.