Múmias de grandes reis e rainhas do Egito terão novo lar

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Há alguns dias foi anunciada a notícia de que as múmias de alguns dos maiores faraós e rainhas do Egito serão migradas do Museu Egípcio do Cairo para o Museu Nacional da Civilização Egípcia (não para o Grande Museu Egípcio, como antes se especulava), em Al Fustat. Ainda não está totalmente claro quais múmias irão para este novo local, mas são 20 das que foram encontradas no esconderijo de Deir el-Bahari (TT320).

De acordo com o arqueólogo egípcio Zahi Hawass, o translado será feito no dia 15 de julho (2019) e para comemorar ocorrerá um cortejo para mostrar o prestígio dos antigos governantes egípcios.

• O surpreendente esconderijo de múmias de faraós encontrado no século XIX em Deir el-Bahari (TT320)

• Pesquisa de genoma em múmias egípcias aponta parentesco com Oriente Próximo

Múmia do faraó Ramsés II. Fotografo desconhecido (Wikimedia Commons).

Além da chegada destes reis, o  Museu Nacional da Civilização Egípcia ganhará novas salas para abrigar exposições que apresentarão desde a história anterior a Era dos Faraós até os dias atuais.

Fontes:

Royal mummies to be transfered from Egyptian Museum to NMEC on June.15. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/70284/Royal-mummies-to-be-transfered-from-Egyptian-Museum-to-NMEC >. Acesso em 24 de maio de 2019.

Pharaohs’ Mummies to Settle into NMEC. Disponível em < http://see.news/pharaohs-mummies-to-settle-into-nmec/?fbclid=IwAR3ggYLZnlhVs9Yiy655MqVI3lABqFU7GhS25-QF8C0AUVq0FADXvMMLOfo >. Acesso em 24 de maio de 2019.

Descubra como eram feitas as múmias egípcias

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Certamente as múmias são um dos elementos mais reconhecíveis da cultura da Era dos Faraós. Elas são tão queridas e instigantes que acabaram se tornando o tema de muitos documentários. Além de muito presentes na cultura popular: nós as vemos em filmes, séries, literatura, histórias em quadrinhos, games, brinquedos e revistas.

E não é difícil encontrá-las em alguns museus de antiguidades. Até no nosso Brasil possuíamos algumas. A maioria estava no Museu Nacional e foram destruídas no incêndio ocorrido no dia 2 de setembro de 2018. Incêndio este que arrasou todo o interior do edifício. E em Curitiba, no Museu Egípcio e Rosacruz, possuímos uma cabeça feminina que foi apelidada pelos pesquisadores como Thotmea.

Mas, como é que eram feitas as múmias egípcias? Quais ingredientes eram utilizados? E por que os egípcios passaram a mumificar? Estas e outras perguntas são respondidas neste vídeo exclusivo produzido pelo Arqueologia Egípcia:

As múmias egípcias significam várias coisas. Desde um dos passos necessários do morto para alcançar a eternidade a um vínculo do falecido com o mundo dos vivos. Porém, a mumificação foi muito além.

O aperfeiçoamento da sua prática acabou possibilitando notáveis avanços na medicina nos tempos dos faraós. Já que o conhecimento do corpo tornou possível que os médicos egípcios pudessem ter uma visão mais geral dos ferimentos e enfermidades.

Clique aqui para conferir a imagem colecionável “A Mumificação” da Del Prado.

E graças às pesquisas arqueológicas nós conhecemos alguns dos artefatos utilizados durante a mumificação. Na imagem abaixo é possível ver uma cama para o descanso do corpo no natrão, uma máscara do deus Anúbis e uma paleta de mumificador.

E nos dias de hoje é graças à boa conservação de muitas múmias que nós arqueólogos podemos arrecadar dados que nos possibilitam ler detalhes sobre a vida no Antigo Egito como doenças, alimentação, idade média de vida e causas comuns de morte em uma determinada comunidade.

Fontes do vídeo:

AUFDERHEIDE, Arthur. The Scientific Study of Mummies. Nova York: University of Cambridge, 2010.
BAINES, John; MALEK, Jaromir. Deuses, templos e faraós: Atlas cultural do Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Michael Teixeira, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2008.
BIERBRIER, Morris L. Historical dictionary of Ancient Egypt. Maryland: The Scarecrow Press, Inc, 2008.
HARRIS, James. “Scientific study of mummies”.In: BARD, Kathryn. Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt. London: Routledge, 1999.
JIRÁSKOVÁ, L. Damage and repair of the Old Kingdom canopic jars: the case at Abusir. PES XV, 2015.
MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto (Tradução de Maria da Graça Crespo). Lisboa: Taschen, 1999.
STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

Site:
A Pigment from the Depths: https://www.harvardartmuseums.org/article/a-pigment-from-the-depths