Um passeio pela tumba da rainha Nefertari

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Este ano a empresa Experius VR lançou um passeio virtual para que o público possa “caminhar” pela tumba de Nefertari, rainha que reinou no Egito durante o Novo Império, na 19ª Dinastia. Não se sabe qual a sua origem, mas é certo que ela se casou com o faraó Ramsés II antes da coroação dele e que possivelmente foi mãe de quatro meninas e quatro meninos.

Foto via.

Alguns egiptólogos acreditam que ela faleceu no 25º ano do reinado de Ramsés II, contudo, as circunstâncias são um mistério. Porém, ao menos se sabe que ela foi sepultada em uma necrópole que fica ao lado do Vale dos Reis, o chamado atualmente de Vale das Rainhas. A sua tumba foi encontrada por um arqueólogo italiano chamado Ernesto Schiaparelli (1856 – 1928) em 1904 e foi tombada como a QV-66. Infelizmente ela já tinha sido saqueada ainda na antiguidade e a múmia da governante possivelmente destruída [1].

Por ser ricamente decorada a QV-66 chamou a atenção de vários visitantes, mas, tragicamente alguns vandalizaram as imagens. Isso levou o Serviço de Antiguidades do Egito (atualmente o Ministério das Antiguidades) a permitir que 1986 fosse realizado um trabalho de restauro por parte do Instituto Getty de Conservação de Los Angeles. Ele se seguiu por cinco anos e a equipe recusou-se a fazer, por mais mínima que fosse, uma intervenção moderna nas pinturas (completar desenhos faltosos, por exemplo) para não abalar a integridade delas.

Entretanto, para preservá-las pós-restauro, a tumba foi fechada para visitações por alguns anos. Mas, atualmente ela se encontra aberta, porém a visita pode durar somente alguns minutos.

Já aqueles que não podem ir ao Egito tem outras alternativas para “conhecer” o lugar. São os passeios virtuais tais como da Experius VR (que exige o uso de óculos de realidade virtual HTC Vive) ou do Patola Games, um site de jogos educacionais hoje inexistente, mas, cujo arquivo do passeio ainda pode ser rodado mesmo em sistemas operacionais mais novos, tais como Windows 10. Saiba mais sobre ele no vídeo a seguir:

As imagens na tumba de Nefertari são belíssimas e totalmente dignas da esposa mais amada de Ramsés II, cujo nome significa “A Mais bela de Todas”. Mas, estas ilustrações não foram desenhadas sozinhas. Várias pessoas precisaram trabalhar nelas durante dias.

Então, se você quiser rememorar este momento e for um ávido colecionador de imagens a Coleções DelPrado possui uma cena que retrata os antigos pintores egípcios durante um trabalho em uma tumba. Tem alguns homens fazendo rabiscos na parede, preenchendo alguns hieróglifos com tinta e uma mesinha próxima com uns potinhos. Confiram clicando aqui.

Leia outros textos sobre a rainha Nefertari:

[1] A múmia da Rainha Nefertari foi mesmo encontrada?

http://arqueologiaegipcia.com.br/2016/12/03/a-mumia-da-rainha-nefertari-foi-mesmo-encontrada/

A restauração na tumba de Nefertari

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/10/13/a-restauracao-na-tumba-de-nefertari/

Veja estas fotos impressionantes da tumba da rainha Nefertari

http://arqueologiaegipcia.com.br/2017/04/21/veja-estas-fotos-impressionantes-da-tumba-da-rainha-nefertari/

O que mais você precisa saber sobre o Egito Antigo em Overwatch

Lançado pela Blizzard Entertainment, Overwatch é um game onde os jogadores competem entre si em equipes usando heróis com diferentes características e origens, que exercem funções de defesa, ataque ou cura. A exemplo de muitos outros jogos ele traz algumas inspirações relacionadas com a antiguidade egípcia e foi isso o comentado no post “O Egito Antigo em Overwatch: um dos maiores games do momento” (clique aqui para ler). Depois de ter sido publicado, a leitora Isabella Czamanski pontuou alguns detalhes do jogo que não foram comentados. Abaixo o texto dela:  

Antes de mais nada, adorei sua iniciativa de falar de Overwatch no AE, principalmente por existirem até cenários bem inspirados na antiguidade egípcia no jogo. Mas, como jogadora eventual de Overwatch (mas muito, muito fã), me sinto na obrigação de fazer alguns adendos à sua matéria.

Além da skin normal da Pharah, existem mais duas inspiradas no Anúbis (mudando apenas a cor entre uma e outra, gosto particularmente da preta).

Além disso, existe mais uma personagem egípcia, a Ana, que é mãe da Pharah e também possui uma tatuagem do Olho de Hórus em seu próprio olho.

Fora isto, existe uma skin para o personagem Zenyatta (que é um robô zen) claramente inspirada em Rá e com alguns detalhes muito interessantes, como o nemes e o uso de azul e dourado.

Eu realmente acho interessante a forma como a Blizzard conseguiu inserir história em Overwatch, mesmo se tratando de um futuro distópico. Podemos ver alta tecnologia em meio a cenários outrora históricos, como o templo de Anúbis, sem que pareça forçado ou irreal. As skins dos personagens também foram muito bem construídas.

O Egito Antigo em Overwatch: um dos maiores games do momento

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

De gênero de tiro em primeira pessoa, Overwatch é um dos jogos mais populares do momento. Lançado pela Blizzard Entertainment os jogadores competem entre si em equipes usando heróis com diferentes características e origens, que exercem funções de defesa, ataque, investida ou cura. Até o andamento deste texto o jogo conta com 25 heróis, dentre eles Pharah, cujo o Wedjat (Olho de Hórus) em um dos seus olhos e o seu nome (que vem de pharaoh, “faraó” em inglês) remetem à antiga civilização dos faraós.

 

A personagem Pharah:

“Pharah” é o codinome de uma egípcia chamada Fareeha Amari, uma chefe de segurança responsável por proteger uma instalação de pesquisa de inteligência artificial abaixo do Platô de Gizé, Egito.

No jogo ela tem a posição de ataque, ou seja, é responsável pela ofensiva e a baixa dos inimigos. Possui uma armadura de combate que a torna capaz de soltar foguetes e dar saltos. É possível conhecer um pouco mais sobre Pharah no perfil da personagem no site do próprio Overwatch.

Sobre a coloração da sua armadura, não foi possível saber se foi intencional, mas a cor dourada e azul eram usualmente associadas com o ouro e o lápis-lazuli, considerados a constituição da pele e dos cabelos dos deuses, respectivamente. A máscara mortuária do faraó Tutankhamon, por exemplo, não teve o seu padrão de cores escolhido ao acaso, onde suas sobrancelhas são de cor azul e pele dourada:

Máscara mortuária de Tutankhamon. Imagem disponível em TIRADRITTI, Francesco. Tesouros do Egito do Museu do Cairo. São Paulo: Manole, 1998. pág 234.

E algumas peças religiosas, assim como amuletos, também foram representados com uma cor azulada, uma vez que a crença ditava que o azul era uma cor mágica:

Imagem da deusa Hathor feita em lápis-lazuli e ouro. Autor da foto: Desconhecido.

 

Cenários:

Mas, o Egito Antigo não está presente somente em Pharah. Dentre os vários mapas disponíveis, três cenários trazem o Egito como tema e dois deles são inspirados na antiguidade: os fictícios Templo de Anúbis e Necrópole.

Mapa Templo de Anúbis

Mapa Templo de Anúbis

Mapa de Necrópole

Fanarts:

A personagem Pharah ganhou muitos fãs e alguns resolveram demonstrar a sua estima desenhando-a. Confira abaixo alguns exemplos de ilustrações:

Link de consulta: www.zerochan.net

Artista: SirensReverie

 

Link de consulta: comicvine.gamespot.com

Link de consulta: @captain.overwatch

Artista: Raphire

Artista: MonoriRogue

Artista: JhessyJay

Artista: JeongSeok Lee

Curiosidade vinda de terras brasileiras e novidade:

Dentre os heróis temos um personagem brasileiro também. É o Lúcio, cuja função é a de suporte. Se ficou curioso sobre Overwatch clique aqui para acessar a página oficial. E a Blizzard tem uma ótima notícia: nos próximos 22 a 25 de setembro (2017) será possível degustá-lo. Clique aqui para saber mais!

Jogos: Egito Antigo será cenário do próximo Assassin’s Creed

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Notícia enviada por Tiago, via Twitter.

Fãs de games e Egito Antigo podem comemorar agora! A franquia Assassin’s Creed anunciou na tarde de ontem que o Assassin’s Creed: Origins, que se passará na antiguidade egípcia, já tem data de lançamento. A novidade foi apresentada durante a conferência da Microsoft na E3 2017.

O trailer e o gameplay nos apresentam um Egito bem no final da era dos faraós ou além. Ainda não está claro se é Período Ptolomaico ou Romano. O protagonista é advindo do oásis de Siwa (o mais periférico do território egípcio tanto na atualidade como no passado) e ele passará por alguns lugares notáveis do Egito tais como as pirâmides de Gizé e Alexandria.

De acordo com o material promocional lançado até agora, aqui somos apresentados ao início da irmandade, o que será interessante do ponto de vista ficcional, uma vez que o surgimento da verdadeira Ordem de Assassinos é datado do século XI.

O gráfico está incrível, como era de se esperar. Existem alguns complementos de fantasia e não estou falando da presença de monstros, mas no retrato da arquitetura e roupas. Contudo, não está exagerado (na arquitetura, por exemplo, eles fizeram uma série de complementos interessantes aos edifícios originais). Deu para perceber que ocorreu uma preocupação em fazer modificações, mas bebendo muito do Egito Antigo; ao menos bem mais que muitas produções Hollywoodanas.

— Veja também: Arquitetura egípcia | Pirâmides, moradias e o Vale dos Reis 

Assassin’s Creed é uma franquia de sucesso que originou até o momento uma série com nove jogos já lançados, um conjunto secundário com onze títulos e várias transmidias (inclusive um filme).

— Saiba mais: Quando a História inspira a literatura, o teatro e os games

O lançamento de Assassin’s Creed: Origins só ocorrerá em 27 de outubro (2017). Porém, até lá vamos juntando nossas moedinhas porque, ao que parece, este jogo valerá muito a pena.