(Vídeo) Silly Symphony – Egyptian Melodies

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Em outra oportunidade cheguei a comentar aqui no A.E. sobre o Antigo Egito e os primórdios do cinema, post que é a tradução de um texto do curador do cinema mudo no British Film Institute, o Bryony Dixon. Nele Dixon rememora como o cinema fixou e reciclou imagens que tomamos como genuinamente advindas da Antiguidade faraônica, mas que em verdade são criações orientalistas.

Egyptian Melodies (Silly Symphony). 1931.

Em 1931 a Walt Disney estreou mundialmente a animação “Egyptian Melodies”, dentro da série “Silly Symphony”, e que nos apresenta uma aranha curiosa que adentra os corredores da Grande Esfinge e se depara com uma cena musical inusitada.

Igualmente a muitas produções de sua época, Egyptian Melodies bebeu da Egiptomania e do Orientalismo, onde somos apresentados ao ambiente do deserto com coqueiros, as pirâmides de Gizé (imagens favoritas naquela época e que costumavam resumir o que era o Egito para o público), inclusive a ideia de uma entrada para o interior da Esfinge, o que permeia a cabeça de muitas pessoas, principalmente aquelas que acreditam em algumas vertentes exotéricas. Abaixo o vídeo completo:

(Comentários) Novela “Os 10 Mandamentos” (Brasil)

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Desde o início deste ano a Rede Record está veiculando a novela “Os Dez Mandamentos”, cujo enredo baseia-se no mito bíblico do êxodo hebreu, que narra os passos de Moisés, um escravo hebreu que é adotado por uma princesa egípcia e que anos depois liberta o seu povo e os lidera em uma fuga pelo Deserto Oriental. Eu assisti a obra em suas primeiras semanas e ao contrário de “José do Egito” o roteiro me agradou muito, ocorreram até alguns momentos de piadas com termos egípcios, misturando com os nossos, como uma fala da personagem de Yunet, “eu não nasci quando Rá nasceu na manhã de ontem”. Entretanto, com o tempo a história ficou um pouco massante e se estava difícil acompanhar tantos erros históricos, pior ainda estava ter que ver o núcleo feminino dos hebreus falando da importância de casar… Todo o tempo. Abandonei a novela e desde então não tive vontade de voltar a assistir.

Cena da coroação do personagem Ramsés II, interpretado por Sergio Marone. Imagem: Reprodução.

Porém, resolvi escrever este post porque a novela está fazendo um grande desserviço para a Egiptologia; é impressionante o número de gente que está escrevendo para mim com as mais variadas perguntas, algumas sem muito sentido. Vale lembrar que esta novela, assim como “José do Egito” trata-se de uma obra de ficção e que muita coisa apresentada não corresponde com a realidade do Egito faraônico. O próprio mito do Êxodo já é um ponto complicado, porque há alguns anos alguns pesquisadores e teólogos resolveram encaixa-lo no início da 19ª Dinastia, porém esta proposta trata-se de especulação, arqueologicamente falando não existe indícios de escravidão hebreia no Egito (para saber mais leia o texto Êxodo hebreu no Egito: aconteceu ou não?). Mas, ignorando a ausência de indícios, entre esses pesquisadores convencionou-se a encaixar a vida de Moisés no reinado de Seti I e Ramsés II, ponto de vista que foi popularizada por obras cinematográficas, inclusive a própria novela em questão.

Então, para fazer um resumo simples, abaixo estão as atrizes e os atores e os respectivos personagens inspirados em figuras históricas que estão representando (por favor, não caiam no erro da achar que todos os atos deles na trama realmente aconteceram):

Com o enredo planejado com a 19ª Dinastia como plano de fundo, vemos então em “Os Dez Mandamentos” uma série de equívocos na trama, são alguns deles:

☥ Coroação de Seti I: no início da novela temos Seti I reinando enquanto, se não me falha a memória, Ramsés era só uma criança de colo. A realidade é que quando ele foi coroado o príncipe já tinha cerca de nove anos de idade;

☥ Filhas de Seti I: Henutmire não é filha única do casal real (embora alguns pesquisadores nem sequer achem que ela era de fato filha deles), existia ainda outra conhecida, Tyie;

☥ Os pais de Nefertari: Este foi mais um devaneio da obra, já que não conhecemos os nomes e os cargos dos seus pais. Esclarecendo: os personagens Yunet e Paser não existiram;

☥ Dança do Ventre: Esta é uma visão orientalista e anacrônica, totalmente irreal. A Dança do Ventre não tem relação alguma com a antiguidade egípcia;

☥ A Grande Esposa Real e a coordenação de trabalhos domésticos: Checar se a limpeza do quarto do rei estava em ordem não era o trabalho de uma rainha.

☥ Coroação e casamento de Ramsés II: Antes de ser coroado faraó, Ramsés II já possuía duas esposas e vários filhos. Inclusive já era casado com Nefertari.

☥ Quando ocorria o casamento real? O Casal Real casava no dia da coroação.

Outra questão problemática são as roupas, as quais a maioria são casos anacrônicos (não esquecerei tão cedo os biquínis e as roupas de Dança do Ventre), com cores que não eram usadas, cortes e costuras inexistentes na época. Acredito que estes erros grosseiros relacionados com o vestuário tem uma explicação: acho que a ideia era criar uma variedade de imagens, “Os Dez Mandamentos” nunca teve uma finalidade educativa, esta é a realidade, os produtores não estão servindo a um propósito de Educação Patrimonial, é entretenimento. Entretanto, por mais que as roupas egípcias ao longo do faraônico não tenham tido uma variedade de cores, existia uma boa variedade de cortes que poderiam ter sido aproveitados, mas que ironicamente nem sequer aparecem na obra. Uma pena, porque esta seria uma ótima oportunidade de mostrar para as pessoas que a moda egípcia não era monótona. Abaixo alguns exemplos absurdos:

A personagem Nefertari (Camila Rodrigues) e sua mãe Yunet (Adriana Garambone). A roupa da Nefertari tem um corte irreal, mas a da Yunet desconsidere totalmente; do corte a cor, nada disso existia. Imagem: Reprodução.

A princesa Henutmire (Vera Zimmermann) e seu pai e faraó Seti I (Zécarlos Machado). Principalmente nela: ignore toda a roupa. Imagem: Reprodução.

Yunet e Seti I. A roupa dele ainda vai, mas a roupa dela é totalmente século XX, desde a roupa de Dança do Ventre ao chador. Puro orientalismo. Imagem: Reprodução.

Um segurança da guarda real e Seti I. Ainda não sei porque insistem em por armaduras nos soldados, enfim. Já a roupa de Seti I… Esta capa já diz tudo. Imagem: Reprodução.

Mais uma vez tudo errado. Sem brincadeira, o que se salva mesmo aí são os leques de pena. Imagem: Reprodução.

Mais uma vez uma capa, mas não bastava, tinha que ser azul. Meus olhos de arqueóloga verteram lágrimas de sangue. Destaque também para estes arbustos que me lembram árvores de festa natalina. Imagem: Reprodução.

As maquiagens femininas também deprimem. O uso de sombras coloridas provavelmente foi inspirado no Egito Hollywoodiano do filme “Cleópatra” de 1963.

Em relação as joias eu devo tecer alguns elogios; nos primeiros dias da novela eu senti uma pobreza em termos de ligação com a antiguidade e até um erro no mínimo engraçado, onde Seti I aparece usando uma tiara igual ao do Tutankhamon, o que é irônico, visto que Seti I o excluiu da lista de faraós, e ver a personagem do faraó usando um artefato réplica de alguém que ele desvinculou da linhagem real é até cômico. Contudo, com o passar da trama a produção começou a por mais elementos ricos, como peitorais com imagens de deuses, tiaras representando flores, etc. Nesse sentido até que fizeram um bom trabalho.

Esse peitoral usado pelo Ramsés II é perfeito. Ele representa o deus Hórus segurando o símbolo “ouro” em ambas as suas patas. Imagem: Reprodução.

Outro aspecto que foi modificado e para o qual também deixo o meu elogio é sobre a tolerância religiosa: No início era retratado um maniqueísmo entre o povo egípcio e os hebreus, mas com o passar da trama o enredo começou a ficar mais brando e até a explicar um pouco sobre a religião egípcia. Achei ótimo, isto mostra para o público deles que nem todos seguem a mesma religião e que isso não é justificativa para destratar uns aos outros.

Eu tentei assistir a novela mais algumas vezes, mas sinceramente não dá mais. O enredo começou a ficar tolo e nem mesmo os personagens mais cômicos salvam do desastre que são os diálogos sexistas, figurinos e cenários que parecem ter saído de algum filme de gosto duvidoso da década de 1930 a 60 e tantas idéias orientalistas que merecem serem analisadas em algum artigo científico.

Próxima edição do Laboratório LEHMAE para alunos da UFRJ

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Laboratório de Estudos Históricos e Midiáticos das Américas e da Europa (LEHMAE) divulgou hoje na sua página que estão abertas as inscrições para a disciplina-laboratório “O Egito dos Faraós: História e Cinema”, que terá início no dia 19/08. O professor que ministrará será Wagner Pinheiro Pereira, que atualmente é Professor Adjunto de História da Américas nos cursos de graduação de Bacharelado em História e de Bacharelado em Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC-UFRJ) e coordenador do grupo do Laboratório de Estudos Históricos e Midiáticos das Américas e da Europa (LEHMAE). Clique aqui e acesse o se currículo.

Disciplina-laboratório “O Egito dos Faraós: História e Cinema”. UFRJ. 2014.

As aulas ocorrerão nas terças, entre as 13h30 e 16h30.

Serão 12 vagas e elas estão disponíveis somente para os alunos do Instituto de História da UFRJ regularmente inscritos.

Interessados devem enviar um e-mail para: wagnerpp@historia.ufrj.br

 

O Antigo Egito e os primórdios do cinema

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Este texto é uma tradução minha do artigo The sands of time: ancient Egypt and early film (As areias do tempo: o Antigo Egito e os primórdios do cinema) de Bryony Dixon, curador do cinema mudo no British Film Institute. Ele é interessante, dentre tantos motivos, por abordar alguns dos principais aspectos orientalistas que influenciaram na criação e manutenção dos gêneros que utilizavam como ambiente o Antigo Egito tanto na literatura como – e principalmente – no cinema. Vale a pena dar uma conferida, especialmente para entender de onde surgiu alguns dos nossos pensamentos mais cimentados desta antiga civilização:

As areias do tempo: o Antigo Egito e os primórdios do cinema
Bryony Dixon, curador do cinema mudo, British Film Institute

From Cairo to the Pyramids [Do Cairo às Pirâmides] ( Pathé, 1905).

From Cairo to the Pyramids [Do Cairo às Pirâmides] ( Pathé, 1905).

A nova exibição Ancient lives, new discoveries do British Museum usa a mais recente tecnologia de imagem para nos ajudar a entender as realidades da vida e da morte no Egito Antigo. Todos nós já vimos imagens geradas em computador de múmias trazidas à vida no cinema e na TV, por exemplo na franquia de filmes A Múmia que produziu 6 filmes* entre 1998 e 2012. Mas se voltarmos atrás para o século 19 e início do 20, o visitante do museu teria tido semelhante preparação. Quando o cinema surgiu na década de 1890, o público que veio ver a última novidade já tinha familiaridade com imagens do Antigo Egito depois de um século de Egiptomania — a conquista do Egito por Napoleão em 1798, as escavações de alto perfil, dissecação pública de múmias e a divulgação da decifração dos hieróglifos da pedra da Roseta na década de 1820 por Champollion.

Ilustrações das pirâmides e tumbas preencheu a imprensa ilustrada e múmias e outros artefatos expostos em museus significavam que a iconografia do Antigo Egito era instantaneamente reconhecível, justamente como é atualmente. Elementos como palmeiras, esfinges, hieroglifos, flores de lótus, o Olho de Hórus, leques de penas, camelos e rolos de papiros foram infinitamente reciclados para a decoração de interiores, de palcos e sets de filmes. A imagem é muito adaptável e muito redutível. Um simples pano de fundo de areia, uma pirâmide e uma palmeira e você está lá! Na década de 1890, o Antigo Egito era uma fonte de fascínio em todo o mundo ocidental, mas particularmente nos Estados Unidos, que adotou isto para representar uma continuidade entre a antiga civilização e o estado emergente com uma superpotência: Egito era preferível à iconografia da Antiga Grécia e Roma, uma vez que nitidamente contornou o legado das posteriores civilizações da Europa; os EUA desejaram qualquer coisa nova e desconhecida e assim o Antigo Egito um pouco ironicamente começa a ser associado com a modernidade. A Western Electric Company construiu uma fachada de templo egípcio, completo com incandescentes luzes elétricas na Chicago World’s Fair (Feira Mundial de Chicago) de 1893, completo com troca de telefone operado por empregadas domésticas egípcias seminuas e um grupo de homens do mesmo período implantando linhas telefônicas. Os antigos egípcios teriam sido abençoados (ou amaldiçoados) com o poder da jornada pelo tempo por cetenas de anos. Na Inglaterra, a conexão entre Antigo Egito e antigos filmes está bem encapsulada no fato de que o primeiro edifício na Inglaterra a ser influenciado pelo estilo egípcio — o legendário Egyptian Hall (“Salão Egípcio”) em Piccadilly (finalizado em 1812, demolido em 1905) — foi o espaço de apresentações públicas da maioria dos antigos filmes.

The Haunted Curiosity Shop [A loja de curiosidades assombrada ] (R.W. Paul, 1901)

The Haunted Curiosity Shop [A loja de curiosidades assombrada ] (R.W. Paul, 1901)

The Haunted Curiosity Shop [A loja de curiosidades assombrada ] (R.W. Paul, 1901)

Não somente como um esquema decorativo, o Antigo Egito é repleto de histórias com grande potencial para a literatura e a tela: Histórias bíblicas sobre faraós e o Êxodo, mas particularmente o poder de rainhas, tal como a figura de Cleópatra incorporando o exótico, o erótico e um certo nível de nudez permitida. Outras narrativas teve um elemento de horror: talentosos arquitetos (tal como Imhotep) que acabam emparedados dentro de tumbas, reis excessivamente poderosos, escravos, a obsessão com a morte e o além-vida (reservado para poderosos), mumificação e reencarnação. Um tema recorrente é o da mágica e transformação — múmias retornam à vida e se transformam em outras coisas, escaravelhos e joias de princesas egípcias são amaldiçoadas e mudam as pessoas ou controlam as pessoas ao longo do tempo. A propriedade única do cinema é a habilidade de mostrar essas transformações e visualizar histórias de civilizações passadas como se elas estivessem realmente acontecendo.

O Antigo Egito foi descoberto através dos seus remanescentes arqueológicos, é por isto que as histórias que temos são muito focadas na arquitetura e particularmente na arquitetura da morte, que se presta bem a adaptações para o cinema. A habilidade dos filmes de reavivar cenas perdidas no tempo, tanto no passado e futuro, pode repovoar um ambiente que está geralmente falando de dessecações. O Antigo Egito é a maior civilização que o homem do século 19 poderia voltar em termos históricos — o ponto onde a história conhece o mito. O romance sombrio destas frias areias do tempo — em que a pegada de um homem deixa uma impressão que é instantaneamente destruída pelo vento — emprestou umas gravitas às histórias que poderiam ser exploradas pela cultura popular, incluindo cinema ecoando os próprios faraós, que sem a história linear de sua civilização, apenas uma sucessão continua de histórias repetidas, cada rei tentando destruir o passado do seu antecessor imediato. Apenas com um esforço supremo de um excessivamente poderoso governante com milhares de escravos poderiam causar alguma impressão permanente na paisagem a ser construída.

Estátua de Ramsés II, o “Jovem Memnon”. A cabeça inspirou o poeta Percy Bysshe Shelley a escrever Ozymandias: … Meu nome é Ozymandias, rei dos reis: Contemplem minhas obras, ó poderosos, e desesperai-vos! Nada resta: ao redor à decadência Destas ruínas colossais, sem limites e vazias As areias solitárias e planas estendem-se à distância.

Esta grandeza e melancolia sobre o Egito que nós encontramos no Ozymandias de Shelley empresta um gravitas para filmes locados no Egito, como ele desempenha a longo prazo nossa preocupação com nossas origens, o ressurgir e a queda das civilizações e o medo de que tudo o que nos são caros um dia será poeira. Esta qualidade épica é provavelmente apenas igualada por histórias ambientadas num futuro distante, no espaço.

A razão para que Antigo Egito seja infinitamente reciclado através do cinema, a partir desses antigos exemplos, é que ele desempenha a favor dos pontos fortes do cinema em si; a condução próxima da paisagem real vista em viagens e relatórios noticiando e o maior truque de mágica do cinema, tornando reconhecíveis as histórias familiares através da iconografia instantaneamente e a visualização do passado romantizado.

Texto original:
The sands of time: ancient Egypt and early film. Disponível em < http://blog.britishmuseum.org/2014/06/23/the-sands-of-time-ancient-egypt-and-early-film/ >. Acesso em 25 de junho de 2014.

*Acredito que o autor cometeu um engano, acho que neste período especifico foram somente 3 filmes.

De acordo com o site Inside TV a série Hieroglyph foi cancelada

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Saiu ontem (30/07) no site www.insidetv.ew.com a notícia de que a série Hieroglyph foi anulada da futura programação da FOX por “motivos criativos”, não atendendo a expectativa dos executivos. A matéria carece de confirmação, ainda mais porque há dois dias o roteirista Travis Beacham tinha postado uma foto da atriz Caroline Ford em um set de gravação em Marrocos.

Set de filmagem de Hieroglyph em Marrocos. Foto: Travis Beacham. Instagram. 2014.

A Veja traduziu parte da matéria da Inside TV, segue abaixo:

30/06/2014 às 23:45 \ Séries Anos 2010-2019, Séries Canceladas
Fox cancela ‘Hieroglyph’ antes da estreia

A Fox desistiu de Hieroglyph, uma das séries encomendadas pelo canal sem passar pela produção de um episódio piloto para avaliação. Com treze episódios encomendados para sua primeira temporada, a série é cancelada sem ter sido exibida. Segundo o Hollywood Reporter, a decisão de cancelar a produção foi tomada por razões criativas.

Criada por Katherine Pope (New Girl), Peter Chernin e Travis Beacham, a história era situada no antigo Egito, onde a realidade e a fantasia se cruzavam. A trama girava em torno de Ambrose (Max Brown, de The Tudors e Spooks), um ladrão que, após ser retirado da prisão, passa a servir o Faraó (Reece Ritchie), envolvendo-se com as intrigas palacianas, concubinas, criminosos e até feiticeiros.

No elenco também estavam John Rhys-Davies, Caroline Ford, Antony Bunsee, Kelsey Chow (One Tree Hill) e Condola Rashad, entre outros.

A série foi encomendada durante o período em que Kevin Reilly foi diretor de programação do canal. Reilly deixou o cargo este mês e ainda não foi substituído. Apenas o primeiro episódio tinha sido filmado até o momento. Os demais seriam produzidos no segundo semestre. A estreia estava prevista para o primeiro trimestre de 2015.
Hieroglyph era uma produção da 20th Century Fox em parceria com a Chernin Entertainment.

Esta é a terceira série da Fox prevista para estrear na Temporada 2014-2015 que é cancelada sem ter estreado. As outras foram Us & Them, remake da britânica Gavin & Stacey, e a série animada Murder Police.

Fontes:

Fox cancels sexy Egypt fantasy ‘Hieroglyph’ before premiere. Disponível em < http://insidetv.ew.com/2014/06/30/fox-cancels-hieroglyph/ >. Acesso em 01 de julho de 2014.
Fox cancela ‘Hieroglyph’ antes da estreia. Disponível em < http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/series-canceladas/fox-cancela-hieroglyph-antes-da-estreia/ >. Acesso em 01 de julho de 2014.

Trailer, fotos, Twitter e Facebook da série “Hieroglyph”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Estas notícias já estão defasadas, mas não custa nada por aqui para registrar na nossa página de novidades da série “Hieroglyph” (clique aqui para entender o enredo):

No dia 12/05 (2014) o canal oficial da FOX no Youtube liberou o trailer da série. Confira abaixo (em inglês):

“Hieroglyph” na celebração do FOXfanfront. Foto: Travis Beacham. Instagram. 2014.

Guia de personagens do escritor Travis Beacham. Foto: Travis Beacham. Instagram. 2014.

Max Green como Ambrose. Foto: Divulgação.

Condola Rashad como Nefertari Kanahkt. Foto: Divulgação.

Reece Ritchie como o faraó Shai Kanakht. Foto: Divulgação.

Cena de “Hieroglyph”. Foto: Divulgação.

Caroline Ford como Peshet. Foto: Divulgação.

John Rhyse-Davies como Vocifer. Foto: Divulgação.

Antony Bunsee como Rawser. Foto: Divulgação.

Kelsey Chow como Lotus. Foto: Divulgação.

Também já existe o Twitter e o Facebook da mesma para quem tem interesse em ir acompanhando as novidades. Segue:

Twitter: https://twitter.com/HieroglyphFOX

Facebook: https://www.facebook.com/HieroglyphFOX

O site igualmente já está disponível: http://www.fox.com/hieroglyph/

Saiba um pouco mais sobre a série: http://arqueologiaegipcia.com.br/tag/serie-hieroglyph-da-fox/

Já estão disponíveis imagem promocional e site da série “Hieroglyph”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Em outubro de 2013 anunciei aqui que o canal FOX encomendou a série “Hieroglyph”, cuja ambientação será no Egito Antigo e terá 13 episódios. E no início de 2014 já conhecíamos o elenco.

Depois de meses de espera começou a rolar pela internet a imagem promocional da série que foi divulgada, com exclusividade, pelo site The Hollywood Reporter. Segue abaixo:

 

Da esquerda para direita: Antony Bunsee, Condola Rashad, Kelsey Chow, Reece Ritchie, Max Brown, Caroline Ford e John Rhys-Davies

 

Novas informações:

Finalmente temos o nome do personagem principal, interpretado por Max Brown. Ele será o ladrão Ambrose.
Já Condola Rashad, que interpretará Nefertari, será a meia irmã do faraó Shai (Reece Ritchie).

O site também já está disponível: http://www.fox.com/hieroglyph/

Saiba um pouco mais sobre a série: http://arqueologiaegipcia.com.br/tag/serie-hieroglyph-da-fox/

 

Foram confirmados alguns dos atores e atrizes da série “Hieroglyph” da FOX

Por Márcia Jamille | @Mjamille Instagram | Notícia enviada por Nicolas Santos, via Facebook.

Em outubro de 2013 anunciei aqui que o canal FOX encomendou a série “Hieroglyph”, cuja ambientação será no Egito Antigo e terá 13 episódios. Em dezembro do mesmo ano foi liberado o nome do ator que irá interpretar o faraó. Seu nome: Reece Ritchie (“Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo” (2010), “Um Olhar do Paraíso” (2009) e “10.000 A.C.” (2008)).

Produzida pela 20th Century Fox TV e a Chernin Entertainment, a série terá como personagem principal um ladrão que servirá ao faraó e se envolverá com magia e intrigas palacianas. O ator que o interpretará foi anunciado em fevereiro (2014): Max Brown ‏(“Turistas” (2006), “Beauty and the Beast” (2012) e “The Tudors” (2007)).

Na ordem: Reece Ritchie, Condola Rashad e Max Brown.

Também trabalharão na série Condola Rashād (Law & Order: Criminal Intent), Caroline Ford (Pânico no Lago: O Capítulo Final), Kelsey Chow (One Tree Hill), John Rhys-Davies (O Senhor dos Anéis) e Antony Bunsee (Cleópatra). No site IMDB está disponível o nome de alguns dos personagens:

Reece Ritchie: Shai

Condola Rashad: Nefertari

Antony Bunsee: Julius Medina

Kelsey Chow: Lotus Tenry

Caroline Ford: Peshet

Mais detalhes sobre o enredo não foram liberados. A proposta é que as gravações comecem agora em março (2014).

Para saber mais:

Hieroglyph | Max Brown é o escolhido como protagonista de nova série da FOX. Disponível em < http://seriemaniacos.tv/hieroglyph-max-brown-e-o-escolhido-como-protagonista-de-nova-serie-da-fox/ >. Acesso em 01 de Fevereiro de 2014.

Hieroglyph: Full Cast & Crew. Disponível em < http://www.imdb.com/title/tt3416922/fullcredits?ref_=tt_cl_sm#cast >. Acesso em 02 de Fevereiro de 2014.

Condola Rashad To Co-Star On Fox Drama Series ‘Hieroglyph’. Disponível em < http://www.deadline.com/2014/01/condola-rashad-to-co-star-on-fox-drama-series-hieroglyph/ >. Acesso em 02 de Fevereiro de 2014.

Caroline Ford & Antony Bunsee Join ‘Hieroglyph’; Olivia Williams In ‘Manhattan’. Disponível em < http://www.deadline.com/2014/02/caroline-ford-antony-bunsee-board-foxs-hieroglyph-olivia-williams-joins-wgn-americas-manhattan/ >. Acesso em 02 de Fevereiro de 2014.

John Rhys-Davies Joins Fox Series ‘Hieroglyph’, Allyn Rachel In ABC’s ‘Selfie’. Disponível em < http://www.deadline.com/2014/02/john-rhys-davies-joins-fox-series-hieroglyph-allyn-rachel-in-abcs-selfie/ >. Acesso em 02 de Fevereiro de 2014.

Fox Adds Kendrick Sampson To ‘Gracepoint’, Kelsey Chow To ‘Hieroglyph’. Disponível em < http://www.deadline.com/2014/01/fox-adds-kendrick-sampson-to-gracepoint-kelsey-chow-to-hieroglyph/ >. Acesso em 02 de Fevereiro de 2014.

Canal Fox encomenda “Hieroglyph”, uma série que se passará no Egito

Por Márcia Jamille Costa | @Mjamille | Instagram | Notícia enviada por Nicolas Santos, via Facebook

Excluindo o comum processo de primeiro testar a reação de um público com um episódio piloto, o canal FOX encomendou 13 episódios para a estréia de sua nova série, “Hieroglyph”, cuja ambientação será no Egito Antigo.

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Produzida pela 20th Century Fox TV e a Chernin Entertainment, a série terá como protagonista um ladrão que acabará por servir ao faraó e se envolverá em varias situações, desde intrigas palacianas até feitiços. Acerca da produção Kevin Reilly, presidente da Fox Entertainment, comentou, “Nós queríamos fazer um programa sobre enganação, sexo, intrigas e acontecimentos fantásticos – nenhum lugar é melhor para isso do que o antigo Egito” [1]. Um argumento paulatinamente orientalista.

O show está sendo criado por Travis Beacham, um dos autores de “Pacific Rim” e “Clash of the Titans”. A lista de atrizes e atores não foi liberada.

As primeiras gravações estão marcadas para o início de 2014.

Fontes:

[1] Hieroglyph | Fox encomenda drama que se passa no antigo Egito. Disponível em < http://seriemaniacos.tv/hieroglyph-fox-encomenda-drama-que-se-passa-no-antigo-egito/ >. Acesso em 18 de outubro de 2013.

“Hieroglyph”: FOX encomenda série de intriga e suspense no antigo Egipto. Disponível em < http://filmspot.pt/artigo/hieroglyph-fox-encomenda-serie-de-intriga-e-suspense-no-antigo-egipto-3746/ >. Acesso em 18 de outubro de 2013.

‘Hieroglyph’: Fox Orders Ancient Egyptian Action Adventure Straight To Series. Disponível em < http://www.huffingtonpost.com/2013/10/17/hieroglyph-fox-straight-to-series-13-episodes_n_4118598.html >. Acesso em 18 de outubro de 2013.

New show ‘Hieroglyph’ gets series order from Fox. Disponível em < http://www.latimes.com/entertainment/tv/showtracker/la-et-st-new-show-hieroglyph-gets-series-order-from-fox-20131017,0,7129222.story >. Acesso em 18 de outubro de 2013.

Para saber mais:

Fox Orders Ancient Egypt Drama ‘Hieroglyph’ Straight to Series. Disponível em < http://www.hollywoodreporter.com/live-feed/fox-orders-ancient-egypt-drama-649353 >. Acesso em 18 de outubro de 2013.