Super microscópio é utilizado para ver detalhes em “carros de guerra” de faraó

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A tumba do faraó Tutankhamon foi descoberta em 1922 e em seu interior foram encontrados milhares de artefatos onde se somam aqueles de cunho cotidiano, religioso e militar. 

São peças realmente incríveis que ainda deixam nós arqueólogos assombrados com sua conservação e beleza. Alguns desses artefatos são as carruagens — ou bigas, se assim preferir chamar — que não são simples charretes ou carroças, mas carros de guerra que, apesar do tamanho, são leves e ágeis.

Foto: JICA-GEM

Feitas de madeira, estuque, couro, pedras semi-preciosas e ouro, as carruagens de Tutankhamon, assim como outros artefatos de sua tumba, estão passando agora por um processo de restauro no Grande Museu Egípcio, seu novo lar.

— Pesquisadores estão trabalhando com roupas de Tutankhamon

Neste momento elas estão passando por análises diagnósticas. Como os restauradores estão fazendo isso? Através de um microscópio digital de alta aplicação. Através dele é possível analisar os processos de conservação que foram aplicados pela equipe de Howard Carter, descobridor da tumba, bem como acompanhar e tentar resolver a degradação que, porventura, possa estar ocorrendo, ou seja determinar o tratamento de conservação que será necessário.

Foto: JICA-GEM

Foto: JICA-GEM

Foto: JICA-GEM

Foto: JICA-GEM

Com o microscópio é possível também ver se alguma sujeira “invisível a olho nu” grudou na superfície das carruagens.

As carruagens egípcias eram um meio de transporte ágil, mas que só estavam disponíveis para o alto escalão da nobreza e para a realeza. Eram utilizadas em desfiles religiosos, ou militares, caças ou batalhas. Quer ter uma em sua estante? Clique aqui e confira esta imagem colecionável da Del Prado.

Foram encontradas 4 carruagens na tumba do rei. Todas na antecâmara, desmontadas e espalhadas entre os demais artefatos, como bem nos mostra as fotos da época da descoberta.

Foto: Harry Burton

Fonte:

Digital microscope analysis of King Tutankhamen’s chariots. Disponível em < http://www.jicagem.com/blog/2019/04/digital-microscope-analysis-of-king-tutankhamens-chariots-2/ >. Acesso em 12 de junho de 2019. 

Leilão tentará vender estátua do faraó Tutankhamon

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Algo incomum está prestes a acontecer: um artefato de Tutankhamon está para ser vendido em um leilão em Londres (Inglaterra). Trata-se de uma cabeça de quartzito marrom de 28,5 cm de altura e que representa a face do jovem rei como o deus Amon, divindade padroeira da antiga cidade Tebas, atual Luxor.

Foto: casa de leilões Christies

A peça está sob a guarda da casa de leilões Christies e espera-se que ela seja vendida mês que vem por mais de 4 milhões de libras (cerca de 19 bilhões de reais) .

Porém, as autoridades egípcias não estão felizes com isto, já que acreditam que a peça foi roubada do templo de Karnak, em Luxor (Egito) e retirada ilegalmente do país depois da década de 1970. Agora o governo egípcio está reunindo evidências para provar isto. É importante ressaltar que a venda e posse de artefatos arqueológicos após este ano, dependendo do contexto, são consideradas ilegais. E em soma o Egito introduziu uma lei em 1983 para regulamentar a posse de antiguidades egípcias, dizendo que quaisquer artefatos antigos descobertos no país são considerados propriedades do Estado com a exceção de antiguidades cuja propriedade ou posse já estava estabelecida no momento em que esta lei entrou em vigor.

Foto: casa de leilões Christies

Um porta voz da casa de leilões disse que “Objetos antigos, por sua natureza, não podem ser rastreados ao longo de milênios” e que “Não iriamos oferecer à venda nenhum objeto em que houvesse preocupação acerca de sua propriedade ou exportação”. De acordo com eles “O lote atual foi adquirido da Heinz Herzer, uma concessionária com sede em Munique em 1985. Antes disso, Joseph Messina, um negociante austríaco, adquiriu-o em 1973-74 da Prinz Wilhelm von Thurn und Taxis, que supostamente o tinha em sua coleção na década de 1960″. Eles ainda se defendem explicando que a estátua já tinha sido exibida na Embaixada Egípcia de Londres antes de entrar para o leilão.

Salário de um arqueólogo, venda de artefatos e estudar Arqueologia

Entretanto, o atual chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Dr. Mostafa Waziri e o ex-ministro das antiguidades do Egito, Dr. Zahi Hawass, não acreditam que a casa de leilões tenham as provas de que a peça saiu do Egito legalmente. Hawass é conhecido mundialmente por ter encabeçado várias campanhas de repatriação de artefatos arqueológicos, além de ter despertado nas pessoas a importância de se preservar a história de seus respectivos países.

Foto: casa de leilões Christies

O Egito possui um escritório voltado exclusivamente para a localização de artefatos arqueológicos roubados — seja nos dias atuais ou em outras décadas — e que sempre está vigiando sites de leilões. Ele é comandado por Shaaban Abdel-Gawad, chefe do departamento antifraude do Ministério de Antiguidades do Egito que neste momento está estudando os arquivos do leilão. “Se for provado que qualquer peça é exportada ilegalmente, todos os procedimentos legais são tomados com a Interpol, em coordenação com o Ministério das Relações Exteriores do Egito, a fim de garantir seu retorno”, disse Abdel-Gawad em um comunicado para a imprensa. “Não vamos tolerar ou permitir que alguém venda a influência egípcia.”

Se esta peça for vendida em um leilão provavelmente será adquirida por algum colecionador particular e não estará mais disponível para os olhos do público.

Fontes:

Egypt tries to stop sale of Tutankhamun statue in London. Disponível em < https://www.theguardian.com/world/2019/jun/10/egypt-tries-to-stop-sale-tutankhamun-statue-london >. Acesso em 11 de junho de 2019.

Egypt can demand return of King Tut statue going up for auction: Former antiquities chief. Disponível em < https://abcnews.go.com/International/egypt-demand-return-king-tut-statue-auction-antiquities/story?id=63592464 >. Acesso em 11 de junho de 2019.

Novos países receberão artefatos de Tutankhamon

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Ministério das Antiguidades do Egito aprovou a realização de exposições temporárias sobre o faraó Tutankhamon em 10 cidades de sete países europeus (não foram informadas quais). A primeira cidade a receber uma delas foi a Califórnia (EUA) que durante o ano de 2018 organizou a exposição “King Tut: Treasures Of The Golden Pharaoh” (Rei Tut: Tesouros do Faraó Dourado), que foi lançada no California Science Center (Centro de Ciências da Califórnia) em 24 de março de 2018, e arrecadou 5 milhões de dólares. Ela foi visitada por cerca de 700.000 pessoas e o ministério arrecadou 4 dólares por cada ingresso.

Foto: “King Tut: Treasures Of The Golden Pharaoh”

A coleção de 150 artefatos exibida no California Science Center é a maior coleção de artefatos da tumba do faraó Tutankhamon a ser mostrada fora do Egito. Agora a exposição será transferida da Califórnia para o Grand Lafayette Hall em Paris (França) e lá permanecerá de 18 de março de 2019 a 30 de setembro de 2019.

Merchandise. Foto: “King Tut: Treasures Of The Golden Pharaoh”

Estas exposições visam promover a cultura egípcia e construir laços entre o Egito e o mundo, ao mesmo tempo que poderá impulsionar o turismo internacional no país.

Além da França, irão ocorrer exposições no Japão, Canadá, Austrália e Coréia do Sul.

Foto: “King Tut: Treasures Of The Golden Pharaoh”

Fonte:
Tutankhamun exhibition to be held in 10 European cities. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/63108/Tutankhamun-exhibition-to-be-held-in-10-European-cities >. Acesso em 21 de janeiro de 2018.

O Egito comemorará durante 1 mês a descoberta da tumba de Tutankhamon

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No último dia 04 de novembro foi comemorado os 96 anos da descoberta da tumba do faraó Tutankhamon. Porém, dada a importância deste acontecimento, a comemoração do aniversário se estenderá até o final deste mês e as celebrações incluirão a abertura de novos projetos arqueológicos, palestras de professores e cientistas, exposições de arte e shows folclóricos na província de Luxor, onde se encontra o cemitério onde o faraó foi sepultado: o Vale dos Reis.

Imagem da tumba na época da descoberta. Foto: Harry Burton.

Tudo está sendo organizado por instituições tais como a Biblioteca de Luxor, A Faculdade de Belas Artes, o Museu de Mumificação, Antiguidades da região do Alto Egito, a Autoridade dos Palácios Culturais e o Museu de Luxor.

A ideia do evento é discutir a descoberta desde o seu início até a sua conclusão. Assim, como mostrar ao público a sua importância.

Aqui no Arqueologia Egípcia temos vários textos e vídeos sobre o Tutankhamon. Clique aqui e veja alguns deles. Abaixo vocês podem conferir um vídeo onde separei 7 fotos da época da descoberta. Todas as fotografias, sem exceção, são de autoria do fotografo Harry Burton:

E neste vocês poderão conferir a conclusão das buscas por “câmaras ocultas” na tumba dele:

Fonte:

Luxor celebrates 96th anniversary of Tutankhamun discovery. Disponível em < https://www.egyptindependent.com/luxor-celebrates-96th-anniversary-of-tutankhamun-discovery/ >. Acesso em 09 de novembro de 2018.

Conheça o novo lar bilionário dos tesouros arqueológicos do Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O turista que visitar por estes dias o Platô de Gizé, lar das três grandes pirâmides do Egito, poderá ver ao longe cerca de 5.000 operários trabalhando 24 horas por dia para terminar o Grande Museu Egípcio (GEM), cuja promessa de inauguração se arrasta por anos. Agora, acredita-se que este grande prédio estará disponível para a visitação em 2020. Quando ele estiver pronto e totalmente funcional se tornará o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização.

Foto: Dana Smillie

A ideia da criação do Grande Museu Egípcio surgiu como uma tentativa de se criar um museu modelo e ao mesmo tempo afrouxar o Museu Egípcio, na praça Tahrir, no Cairo, que estava cada vez mais abarrotado de artefatos arqueológicos: muitos dos quais permanecem em seu porão sem um tratamento adequado e a maioria nem mesmo foi estudado. Além disso, o GEM terá um centro de estudos aberto a arqueólogos de todo o mundo, centros de conferências, cinemas, lojas e vários restaurantes.

“Todos os meios de tecnologia moderna foram levados em consideração para tornar isso uma experiência inesquecível para o visitante, mas ao mesmo tempo fornecer o melhor ambiente possível para os artefatos.”, explicou Tarek Tawfik, diretor-geral do museu à CNN.

Foto: Dana Smillie

O Grande Museu Egípcio trata-se de um edifício gigantesco com uma enorme fachada de vidro que apresenta um grande panorama do Platô de Gizé e naturalmente as três pirâmides dos reis e a Grande Esfinge, que ficam a apenas dois quilômetros de distância. Por fotos é possível ver a dimensão do lugar. Esforços não foram poupados para igualar o edifico às antigas obras dos faraós. Ele possui um formato triangular e é forrado por uma parede translucida de calcita. O design é assinado pelo estúdio irlandês Heneghan Peng.

Imagem: Divulgação

“Ter um edifício que se harmonize bem com essas pirâmides e forneça, para a próxima geração de jovens egípcios, um lugar onde eles possam realmente conhecer as raízes da civilização de sua história – isso é algo fantástico”, disse Tawfik.

Imagem: Divulgação

Custando mais de 1 bilhão de dólares, o GEM irá realojar e restaurar algumas das mais preciosas relíquias do país, a exemplo dos tesouros do faraó Tutankhamon, os quais estão recebendo atenção especial. Algumas peças já foram restauradas, a exemplo de uma de suas roupas: uma túnica que jamais tinha sido apresentada ao público. Assim como um dos seus muitos pares de sandálias. Quando este calçado em questão foi entregue a um conservador chamado Mohamed Yousri, não se existia muitas esperanças de recuperação, as solas haviam se desintegrado e os enfeites de contas estavam em frangalhos. Mas, o seu esforço valeu a pena. A sandália está restaurada e pronta para ser exibida ao público.

Foto: Dana Smillie

Só a título de curiosidade: o museu terá 93.000 metros quadrados de espaço de exposição, onde os artefatos de Tutankhamon ocuparão cerca de um terço.

Uma dezena de outros artefatos ao longo dos últimos anos têm recebido atenção dos conservadores do museu, que agora tem o seu espaço como um dos maiores centros de conservação do mundo.

A construção do GEM passou por uma série de altos de baixos. Tendo a sua construção se iniciado em 2010, sua inauguração foi atrasada várias vezes: além de ter assistido a Primavera Árabe em 2011, sofreu com a ausência de verbas para a sua construção. Hoje é a esperança de reviver o turismo no Egito, que decaiu nos últimos anos e só agora começa a se reerguer.

Fonte:

Egypt’s treasures to receive a new $1 billion home. Disponível em < https://edition.cnn.com/style/article/grand-egyptian-museum/index.html >. Acesso em 6 de junho de 2018.
En la pirámide de Tutankamón. Disponível em < http://www.elcorreo.com/culturas/piramide-tutankamon-20180324102115-nt.html?edtn=bizkaia >. Acesso em 2 de junho de 2018.

Restauradores egípcios estão recuperando roupa de Tutankhamon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

O centro de restauro do Grand Egyptian Museum (GEM; Grande Museu Egípcio) recuperou uma túnica descoberta na tumba do faraó Tutankhamon, que por sua vez foi encontrada em 1922. Esta peça jamais foi mostrada ao público devido ao seu mau estado de conservação.

Osama Abou El-Khier, diretor da seção de restauro do GEM, disse que uma grande revelação foi feita: os pesquisadores descobriram que ela, em verdade, não seria de Tutankhamon, mas que poderia ter pertencido a Akhenaton ou Smenkhara, ambos seus antecessores, e que de alguma forma foi parar entre os pertences do rei.

Esta túnica, dentre tantas coisas, é importante porque, segundo Abu El Kheir, (…) lançará luz sobre a indústria têxtil no antigo Egito, como as antigas peças de roupas estão sendo coletadas para determinar o comprimento e a cor do item histórico da roupa”.

Imagem frontal da máscara mortuária de Tutankhamon. Imagem disponível em MULLER, Hans Wolfgang; THIEM, Esberhard. O ouro dos faraós. (Tradução de Carlos Nougué, Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Angela Zarate). 1ªEdição. Barcelona: Editora Folio, 2006. pág. 175.

 

E existe uma história interessante por trás da descoberta desta roupa: Howard Carter, descobridor da tumba do rei, em suas memórias deixou um conselho para os egípcios, pedindo para que no futuro eles a estudasse, uma vez ela seria capaz de fornecer dados acerca da história têxtil do Egito.

O que certamente Carter não imaginou é que a tecnologia de restauros avançaria tanto e que agora essa roupa não só será restaurada, como muito possivelmente será um dia exposta para o público.

Fonte:

GEM to reveal King Tut’s tunic. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/1/44952/GEM-to-reveal-King-Tut%E2%80%99s-tunic >. Acesso em 20 de março de 2018.

Mãe de Tutankhamon é tema de documentário

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Recentemente foi anunciada a estreia de um documentário que falará sobre a mãe do faraó Tutankhamon e a nova reconstituição facial feita para ela. Será um especial dividido em duas partes para o programa Expedition Unknown, da Travel Channel. Ainda não existe uma data prevista para o Brasil.

No Egito foram descobertos alguns esconderijos onde estavam múmias da realeza. O mais famoso é o de Deir el-Bahari, o qual já foi comentado aqui no Arqueologia Egípcia. Já um dos menos conhecidos  é o que foi descoberto em 1898, na KV-35. Neste foi encontrada a múmia da mulher cujo exames genéticos apontam como sendo a mãe de Tutankhamon. É ela um dos focos do documentário:

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Artefatos da tumba do faraó Tutankhamon estão vindo para a América

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Como parte das comemorações que ocorrerão nos próximos anos em homenagem aos 100 anos da descoberta da tumba do faraó Tutankhamon, ocorrida em 1922, os artefatos provenientes de sua sepultura entrarão em mais uma turnê no ano de 2018.

Rosto de um dos sarcófagos do Faraó Tutankhamon. Foto pertencente ao acervo da National Geographic. Kenneth Garrett. Setembro de 1998.

A primeira parada da chamada “KING TUT: Treasures of the Golden Pharaoh” (Rei Tut: Tesouros do Faraó de Ouro) será a Califórnia (EUA), no Museu de Los Angeles, onde permanecerá por 10 meses a partir do mês de maio. Depois eles seguirão para a Europa em janeiro de 2019.

Dr. Diane Perlov, Diretora Adjunta de Exposições no Centro de Ciências da Califórnia, comentou que a exposição será “mais uma experiência de tipo imersiva”, pois cada artefato estará acompanhado por uma multimídia que contará como seria o pós vida de Tutankhamon.

Tutankhamun

De acordo com o museu, esta exposição representa a maior coleção de artefatos de Tutankhamon que será exposta para o público fora do Egito. 40% dos itens estão saindo pela primeira vez do pais.

Com o fim desta turnê internacional todos os artefatos do rei terão um novo lar, saindo definitivamente do centenário Museu Egípcio do Cairo, sendo exibidos permanentemente no Grand Museu Egípcio, cujo edifício foi construído perto das Pirâmides de Gizé.

 

Fonte: 

Artifacts from King Tut’s tomb are coming to LA. In: KPCC. Disponível em < http://www.scpr.org/news/2017/11/29/78274/artifacts-from-king-tut-s-tomb-set-for-internation/ >. Publicado em 29 de novembro de 2017. Acesso em 06 de dezembro de 2017.

Saiba mais: https://californiasciencecenter.org/exhibits/king-tut-treasures-of-the-golden-pharaoh

Móveis de Tutankhamon foram destaque em evento de Arqueologia

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Como comentado aqui no AE ocorreu este mês (de 06 a 08 de maio; 2017) o terceiro ano de um evento internacional realizado no Egito para discutir unicamente o faraó Tutankhamon. Essa reunião ocorre no Grande Museu Egípcio desde 2015 como uma tentativa de discutir mais sobre os melhores métodos para restaurar e preservar a coleção funerária de Tutankamon e garantir o seu transporte seguro do Museu Egípcio na Praça Tahrir para o Grande Museu.

Tut Ankh Amon Sarcophagus, Egyptian Museum, Cairo, Egypt

A versão deste ano, com o título Tutankhamun: Human Remains and Furniture (Tutankhamon: remanescentes humanos e mobília), contou com a apresentação de trabalhos de 12 estudiosos de seis países (França, Espanha, Alemanha, Suíça, Japão e Dinamarca). Além do debate de 17 artigos científicos.

Foram três dias de evento onde o primeiro foi dedicado a discutir sobre alguns dos móveis encontrados na tumba do rei tais como cadeiras, camas e suas caixas de madeira. O segundo para comentar a experiencia do Museu de Berlim na Alemanha e do Museu do Louvre em Paris no transporte de peças de sua coleção, juntamente com novas técnicas utilizadas na exibição de artefatos. E o terceiro e último teve como foco as melhores técnicas usadas para restaurar a coleção funerária do rei.

E como esperado, a questão da possibilidade — cada vez mais minguada — da existência de câmaras ocultas na tumba não foi o foco desta vez (ano passado ocorreu uma mesa especifica para o assunto).

Fonte:

Third annual Tutankhamun conference inaugurated today. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/268197/Heritage/Ancient-Egypt/Third-annual-Tutankhamun-conference-inaugurated-to.aspx >. Acesso em 06 de maio de 2017.