Grande esfinge de faraó é encontrada no Sul do Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma missão sueco-egípcia sob a coordenação da Universidade de Lund realizou a descoberta de uma oficina de esculturas de arenito datada do Novo Império. Este sítio arqueológico está localizado nas pedreiras de Gebel El-Silsila, Aswan; onde as escavações revelaram que ela também funcionava como o lar dos trabalhadores das pedreiras (juntamente com suas famílias)[1][2][3].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Dentre os artefatos encontrados no local está uma grande crioesfinge, que em termos simples é uma esfinge com cabeça de carneiro, um dos símbolos do deus Amon, padroeiro da cidade de Tebas. Ela foi esculpida em um bloco de arenito pesando possivelmente 10 toneladas [3] e possui cerca de 3,5 metros de altura, 5 metros de comprimento e 1,5 de largura. Provavelmente é datada do reinado de Amenhotep III (Novo Império). Não se sabe exatamente os motivos para a crioesfinge ter sido abandonada na pedreira. Uma das sugestões é a de que ela acabou sendo quebrada durante o seu transporte, a outra, e a mais provável, é a de que Amenhotep III teria morrido antes dela ter sido concluída e que por isto não existia motivos para finalizá-la[1][2][3].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Na base da estátua, a equipe encontrou uma escultura quebrada de uma cobra uraeus, símbolo da realeza. No local também foi encontrada uma pequena esfinge a qual acredita-se que tenha sido feita por um aprendiz que estava pondo em prática o que estava aprendendo. “Encontrar uma peça de prática em menor escala, esculpida por um aprendiz, juntamente com a esfinge em grande escala, é igualmente excepcional“, diz Maria Nilsson, uma das líderes da missão[1].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Também foram descobertos vários fragmentos de hieróglifos provenientes de um naos (pequeno templo em formato retangular) nominado a Amenhotep III. Assim como restos tanto de uma escultura de um falcão, como de um obelisco [1][2][3].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

A descoberta foi documentada por uma equipe de filmagem da National Geographic e aparece no episódio 5 da série “The Lost Treasures of Egypt”. Imagens da descoberta também serão mostradas no programa “Secrets of Egypt’s Valley of the Kings”, no Canal 4, no Reino Unido, em março [3].

No Egito Antigo a elaboração de grandes esculturas era um trabalho feito em conjunto onde cada pessoa ficava responsável por cada detalhe. Você gostaria de ter uma lembrança disto em sua estante? Então confira a imagem colecionável “Execução de uma escultura real” da Coleções DelPrado. Comprando através do nosso link o Arqueologia Egípcia ganha uma comissão. Clique aqui para adquirir a sua.

Fontes:

[1] New Kingdom workshop discovered in Egypt’s Gebel El-Silsila. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/326232/Heritage/Ancient-Egypt/New-Kingdom-workshop-discovered-in-Egypts-Gebel-El.aspx >. Acesso em 28 de fevereiro de 2019.

[2] Descubierta una esfinge inacabada con cabeza de carnero y otras piezas egipcias. Disponível em < https://www.nationalgeographic.com.es/historia/actualidad/descubierta-esfinge-inacabada-cabeza-carnero-y-otras-piezas-egipcias_13943/1 >. Acesso em 28 de fevereiro de 2019.

[3] Ram-Headed Sphinx Abandoned by King Tut’s Grandfather Found in Egypt. Disponível em < https://www.livescience.com/64870-ram-headed-sphinx-egypt.html >. Acesso em 03 de março de 2019.

É confirmada a corregência entre Amenhotep III e Amenhotep IV

Por Márcia Jamille | @MJamille |@Instagram

Foi liberada este mês a notícia de que a missão arqueológica espanhola Proyecto Visir Amen-Hotep Huy, do Instituto de Estudios del Antiguo Egipto, através de suas pesquisas  em Asasif, Luxor, descobriu a prova de uma corregência entre o faraó Amenhotep III e Amenhotep IV. O achado foi realizado na Capela 28 do vizir Amenhotep Huy (que viveu nos anos finais da XVIII Dinastia).

Capela de Amenhotep Huy. Proyecto Visir Amen-Hotep Huy.

Capela de Amenhotep Huy. Proyecto Visir Amen-Hotep Huy.

Amenhotep III assumiu o trono quando ainda era uma criança e segundo a bibliografia teve um longo reinado. Foi esposo da rainha Tiye, com a qual teve seis filhos, dentre eles Amenhotep IV, seu sucessor que mudou seu próprio nome para Akhenaton.

Já era muito versada na Egiptologia a possibilidade de que estes faraós tenham governado juntos (até mesmo o papel do reinado de Amenhotep III e da Grande Esposa Real Tiye no surgimento dos primeiros passos da chamada “Religião Amarniana”), mas nunca, desde então, tinha sido encontrada uma prova conclusiva.

A descoberta da missão, feita a partir da análise de textos em duas colunas do local, aponta que pai e o filho reinavam concomitantemente próximo ao ano 30 do governo de Amenhotep III (mais especificamente a inscrição trata os dois como senhores do Alto e Baixo Egito), que viria a falecer provavelmente somente dez anos mais tarde. Isto demonstra também que Amenhotep IV teve muito tempo para treinar como faraó: ele não era o herdeiro real, em verdade este papel estava destinado para o seu irmão Tutmés, mas este faleceu ainda jovem e Amenhotep IV, que deveria se dedicar a outra atividade voltada para o clero ou o exército, virou o príncipe regente e, como agora seguramente sabemos, o corregente do seu pai.

Fragmentos da coluna que apresentam a corregência. Proyecto Visir Amen-Hotep Huy.

Fragmentos da coluna que apresentam a corregência. Proyecto Visir Amen-Hotep Huy.

Esta pesquisa está sendo realizada sob a coordenação de Francisco Martín Valentín e Teresa Bedman com o apoio da Fundación Gaselec. Embora anunciada somente este mês, a descoberta desta corregência foi realizada em 2013, no dia 4 de novembro, coincidentemente no dia em que o Egito comemorava 91 anos de descoberta da tumba de Tutankhamon, esposo de uma das filhas de Amenhotep IV, Ankhesenamon, e herdeiro de ambos estes faraós.

Para saber mais:

Egiptólogos españoles prueban que Amenhotep III y IV reinaron a la vez. Disponível em < http://www.elimparcial.es/contenido/133871.html >. Acesso em 11 de fevereiro de 2014.

Egiptólogos españoles confirman el reinado compartido entre el faraón Amenhotep IV y su padre. Disponível em < http://www.elmundo.es/ciencia/2014/02/11/52f8d04e22601df5408b457a.html >. Acesso em 11 de fevereiro de 2014.

De acordo com reanálise de DNA a Rainha Tiye e o Faraó Amenhotep III eram primos

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

As investigações que se seguiram após as análises de DNA das múmias reais, publicadas em Fevereiro de 2010, proporcionaram materiais para uma nova árvore genealógica da Família Real do final da XVIII Dinastia.

Após debates acerca da confiabilidade das sugestões laçadas naquela época, um exame minucioso destes resultados levou este ano à conclusão de que alguns elos genéticos não foram notados pela a equipe responsável pelo exame em 2010.

Estátuas de Amenhotep III e Tiye. Salão principal do Museu Egípcio do Cairo. Retirado de: Chapter 20: Amenhotep the Magnificent. Disponível em: . Acesso em 12 de Janeiro de 2011.

Estátuas de Amenhotep III e Tiye. Salão principal do Museu Egípcio do Cairo. Retirado de: Chapter 20: Amenhotep the Magnificent. Disponível em: < http://www.answersingenesis.org/articles/utp/amenhotep-the-magnificent>. Acesso em 12 de Janeiro de 2011.

De acordo com a revisão do estudo, o fato mais significativo é que foi descoberto que Yuya, pai da Grande Esposa Real Tiye, compartilhou com seu genro, Amenhotep III, cerca de 1/3 de herança genética. Como consequência está sendo proposto que Yuya é um tio de Amenhotep III por parte de mãe, o que aponta que em verdade a rainha Tiye era prima de Amenhotep III e não uma plebeia, como muito se afirmou.

Faraó Amenhotep III. Imagem disponível em . Acesso em 12 de outubro de 2013.

Faraó Amenhotep III. Imagem disponível em < http://www.cis.nctu.edu.tw/~ whtsai/Egypt%20Trip/Summary %20of%20Trip/Part%20I%20—%20 Days%2001~04/Part%20I%20—%20By% 20Browsing/page_05.htm >. Acesso em 12 de outubro de 2013.

Rainha Tiye. Imagem disponível em . Acesso em 12 de outubro de 2013.

Rainha Tiye. Imagem disponível em < http://www.pinterest.com/pin/2476 2767948 4031042/ >. Acesso em 12 de outubro de 2013.

Outra sugestão da pesquisa é que a “Jovem Mulher”, encontrada com a múmia da rainha Tiye e já identificada como mãe do faraó Tutankhamon, trata-se de Nefertiti, já que possui um grau de parentesco próximo tanto com Yuya e sua esposa Tuya, como também com Tiye e Amenhotep III. Mas esta última teoria está mais baseada na possibilidade de que Nefertiti poderia ser filha de Ay, que por sua vez poderia ser filho de Yuya e Tuya.

A última conclusão da análise é que uma das mulheres encontradas na KV-21 se trataria de Mutemuiya, mãe de Amenhotep III.

Referência:

Marc Gabolde, « L’ADN de la famille royale amarnienne et les sources égyptiennes », ENiM 6, 2013, p. 177-203. Disponível em < http://www.osirisnet.net/news/n_09_13.htm  >. Acesso em 10 de Outubro de 2013.

Passado e presente: Tubo para guardar Kohl

 

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Todos os dias, ao sair de casa, as pessoas que viviam no Egito se deparavam com o calor solar do deserto do Saara, somado a isto estava o fato de que as nuvens eram praticamente inocorrentes, dando poucas possibilidades de sombra fresca. Para prevenir quaisquer problemas com a saúde da pele ou dos olhos criou-se elaborados unguentos e pastas, estas últimas para as pálpebras.

Foram pensadas misturas diferentes para os olhos, mas por fim foi obtido e adotado o mesdemet, que nada mais era que uma pasta negra utilizada para cobrir as pálpebras (às vezes também sobrancelhas) humanas, formando o efeito que corriqueiramente observamos representado nas estátuas e desenhos egípcios:

 

 

O mesdemet era amplamente utilizado entre homens e mulheres e a crença dita que além da sua utilidade estética serviria para reter parte da luz solar e a poeira do deserto, impedindo-os de chegar aos olhos propriamente ditos (RICE, 1999). Sua importância era tamanha que não era incomum que ele composse as listas de oferendas durante o Antigo Império (STROUHAL, 2007).

A bibliografia é um pouco contraditória no que diz respeito a composição deste material. Em alguns casos é sugerido que na antiguidade ele era obtido através da malaquita triturada e em outros diz-se que era misturado com ardósia, esteatito e grauvaque (RICE, 1999), ou mesmo que era obtido através da estibinita ou da galena, esta última sendo a composição do atual kohl (palavra de origem semítica), disponível para comércio no Egito, ou através de distribuidores, e que é tido de uma forma geral como uma maquiagem remanescente do Período Faraônico, é tanto que se habituou a chamar o mesdemet simplesmente de kohl (STROUHAL, 2007).

 

Passado e presente: armazenamento do cosmético para olhos

De forma cônica, o tubo apresentado mais a diante servia para armazenar este tipo de maquiagem. Este em questão é feito com faiança azulada e possui o prenome de Amenhotep III e o nome da Grande Esposa Real Tiye o que levanta a probabilidade de ter pertencido a um (a) alto (a) funcionário (a), um membro da realeza ou ao próprio casal real. Atualmente ele pertence ao acervo do Brooklyn Museum.

 

Tubo de Kohl com os nomes de Amenhotep III e Tiye. Fotografia digitalmente modificada para melhorar a visualização. Imagem disponível em < http://ancientstandard.com/2010/12/08/ancient-cosmetics-the-beautiful-killer/ >. Acesso em 28‎ de ‎maio‎ de ‎2013.

 

Para retirar a pasta do seu interior era utilizada uma pequena vara de madeira ou de faiança, maneira de uso que lembra os nossos atuais modelos de recipientes de cosméticos para olhos:

 

Exemplo de recipiente de um delineador disponível atualmente no mercado.

 

Apesar da leve semelhança no armazenamento, os cosméticos comumente disponíveis em lojas especializadas naturalmente em nada tem a ver com o kohl, mas não só na composição, como também na textura e cor: enquanto hoje existem produtos líquidos, em gel, pasta ou vendidos em forma de lápis, ambos em diferentes cores, o kohl não raramente deveria possuir uma textura provavelmente granulada (se sua matéria prima fosse mal triturada) e a única cor disponível era o preto.

O azul encontrado nas pálpebras e sobrancelhas de em algumas imagens estava relacionado com o lado místico da sociedade egípcia, onde os cabelos das divindades seriam azulados.

Referências:

RICE, Michael. “Glossary”. In: RICE, Michael. Who’s Who in Ancient Egypt. Londres: Routledg, 1999.

STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito. (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

 

Descoberta estátua de Sekhmet em templo de Luxor

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Enviado por Márcia Marimite e Adriano Regurgitator via Facebook.

Mohamed Ibrahim, Ministro de Estado das Antiguidades, anunciou no dia 15/01/2013 a descoberta de uma estátua em Luxor da deusa Sekhmet.

Datado do reinado de Amenhotep III, o artefato mede 1,80 centímetros de altura. A responsável pelo descobrimento foi a missão de arqueologia do American Research Center (ARCE) que trabalha no templo de Mut desde 1976.

Estátua da deusa Sekhemet encontrada em templo de Mut em Luxor. Disponível em < http://noticias.br.msn.com/mundo/encontrada-no-egito-est%C3%A1tua-da-%C3%A9poca-dos-fara%C3%B3s-de-mais-de-tr%C3%AAs-mil-anos >. Acesso em 16 de Janeiro de 2013.

Não é incomum a presença desta imagem no templo da deusa Mut, uma vez que estas duas divindades estão relacionadas. Sekhmet também é associada a Bastet (sendo esta o seu aspecto mais benevolente) e a Hathor.

Dentre as várias finalidades um dos aspectos mais importante de Sekhmet é a capacidade para a cura.

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Antigas imagens: Colossos de Memnon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Em 20 de Fevereiro anunciei aqui no Arqueologia Egípcia a pretensão do governo egípcio em por de pé o 3º Colosso de Memnon ao lado da já clássica dupla de estátuas conhecidas (clique aqui e veja a matéria). Neste sábado a terceira estátua já foi posta ereta.

Terceira estátua já de pé (Nota: não suba em artefatos arqueológicos, o que estes rapazes estão fazendo não é aconselhado). Foto: Miguel Ángel López. Disponível em < http://www.rtve.es/noticias/20120303/egipto-levanta-tercer-coloso-memnon/503959.shtml >. Acesso em 3 de Março de 2012.

Veja mais notícias acerca da terceira estátua encontrada:

 

Egypt: International Conference in Luxor to Mark Restoring Amenhotep III Statue. Disponível em < http://allafrica.com/stories/201203021243.html >. Acesso em 3 de Março de 2012.

Egipto levanta el tercer coloso de Memnon. Disponível em < http://www.rtve.es/noticias/20120303/egipto-levanta-tercer-coloso-memnon/503959.shtml >. Acesso em 3 de Março de 2012.

The third colossus of Memnon, rescued from the waters, is already standing. Disponível em < http://www.deltaworld.org/international/The-third-colossus-of-Memnon-rescued-from-the-waters-is-already-standing/ >. Acesso em 3 de Março de 2012.

3ª estátua para os Colossos de Memnon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Foi anunciado esta semana que existem planos para que uma terceira estátua venha a compor a paisagem do sítio arqueológico onde estão situados os Colossos de Memnon (Tebas), apelido grego para as grandes estátuas que fazem parte de um extenso complexo funerário pertencente ao faraó Amenhotep III (Amenofis III) que ruiu durante um terremoto ocorrido cerca em 27 a.C (BOURBON, 2006, p. 165).

Colossos de Memnon. Foto BOURBON, Fabio. Egito Ontem e Hoje: Litografias de David Roberts. (Tradução de Maria Júlia Braga, Joana Bergman, Michel Teixeira). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2006. p. 164.

Esta terceira estátua possui 15 metros, três vezes menor do que a dupla amplamente conhecida, e foi descoberta em 2002 por Hourig Sourouzian.  Em 2004 o restaurador espanhol Miguel Ángel López Marcos, especialista em artefatos de pedra, recebeu a permissão para direcionar os trabalhos de consolidação da imagem.

Assim como os seus irmãos ainda de pé este terceiro colosso está com uma aparência disforme, porém reconhecível: Amenhotep III também é retratado sentado e aos seus pés está a sua esposa Tiye. A divulgação desta terceira estátua está sendo ampla porque já existe um projeto para mantê-la erguida, porém, de acordo com López o artefato pesa 250 toneladas, o que dificulta o seu transporte para levá-la até o seu novo local [1].

Trabalhos com a terceira estátua que irá compor os Colossos de Memnon. Foto: Miguel Ángel López Disponível em < http://www.elmundo.es/elmundo/2012/02/18/ciencia/1329528264.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

Trabalhos com a terceira estátua que irá compor os Colossos de Memnon. Foto: Miguel Ángel López Disponível em < http://www.elmundo.es/elmundo/2012/02/18/ ciencia/1329528264.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

Classicamente os Colossos de Memnon são retratados como uma dupla e é uma das imagens mais icônicas do Egito. Recebeu este nome no período Ptolomaico graças ao ruído que a estátua mais a Norte emitiria quando era aquecida pelo sol, o que levou a viajantes gregos e latinos a o associarem com o mítico Memnon, filho de Aurora (Eos) a qual todas as manhãs chorava pelo filho que fora morto por Aquiles durante a Guerra de Troia. Hoje acredita-se que o som seria emitido por uma das muitas rachaduras da estátua que com o calor faria o efeito sonoro (BOURBON, 2006, p. 165).

Os Colossos de Memnon retratado por David Roberts em 4 de dezembro de 1838. Fonte: BOURBON, Fabio. Egito Ontem e Hoje: Litografias de David Roberts. (Tradução de Maria Júlia Braga, Joana Bergman, Michel Teixeira). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2006. Pág. 162.

Fonte:

Los dos colosos de Memnon ya son tres. Disponível em < http://cultura.elpais.com/cultura/2012/02/16/actualidad/1329426160_441298.html >. Acesso em 18 de Fevereiro de 2012.

El arqueólogo español que resucitó el tercer coloso de Memnón. Disponível em < http://www.elmundo.es/elmundo/2012/02/18/ciencia/1329528264.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

BOURBON, Fabio. Egito Ontem e Hoje: Litografias de David Roberts. (Tradução de Maria Júlia Braga, Joana Bergman, Michel Teixeira). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2006.

É achada grande imagem de Amenhotep III

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Neste dia 26/04/2011 foi encontrada uma grande estátua do faraó Amenhotep III (Amenófis, no grego), pai de Akhenaton (o chamado hoje de “faraó herege” por ter excluído o panteão de deuses egípcios para cultuar somente um, o Disco Solar, Aton). A imagem está em pedaços e embora a sua cabeça não tenha sido encontrada este grande artefato será restaurado com a esperança de que possa ficar em pé novamente.

A estátua possui 13 metros de altura e foi encontrada em Kom AL Hitan, no templo funerário do próprio Amenhotep III e a sua destruição se deu provavelmente devido a um terremoto ocorrido em 27 a.C. Tal terremoto teria danificado também os “Colossos de Memnon” que nada mais são que duas estátuas também do templo funerário de Amenhotep III.

Os fragmentos da estátua de 13 metros de Amenhotep III lendo limpos pelos trabalhadores da escavação. Foto: Abdel Ghaffar Wadgy. Retirado de: Press Release – Colossal Statue of Amenhotep III Found. Disponível em < http://www.drhawass.com/blog/press-release-colossal-statue-amenhotep-iii-found > Acesso em 28 de Abril de 2011

Como esta é uma imagem que adornava o portão norte do templo, então ainda existe uma segunda estátua que não foi encontrada. Os portões de templos normalmente são ladeados por uma estátua de cada lado.

A missão que está trabalhando no local também encontrou imagens do deus Thot na forma de babuíno e várias da deusa Sekmet que, dentre muitos fins, era usada para afastar as doenças. Como muitos acreditam que Amenhotep III estava sofrendo de alguma doença próximo ao fim do seu reinado [1] as imagens numerosas da deusa em seu templo funerário teriam sido usadas para ajudar a afastar a enfermidade do faraó.

Imagem de Sekment encontrada no local. Retirado de: Arqueólogos encontram estátua do faraó Amenófis III. Disponível em < http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/arqueologos-encontram-estatua-do-farao-amenofis-iii > Acesso em 28 de Abril de 2011.

 

Fonte:

Arqueólogos encontram estátua do faraó Amenófis III. Disponível em < http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/arqueologos-encontram-estatua-do-farao-amenofis-iii > Acesso em 28 de Abril de 2011.

[1] Press Release – Colossal Statue of Amenhotep III Found. Disponível em < http://www.drhawass.com/blog/press-release-colossal-statue-amenhotep-iii-found  > Acesso em 28 de Abril de

Encontradas pedaços de estátuas

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Foram encontradas esta semana por uma das equipes do SCA seis pedaços de imagens do faraó Amenhotep III e sua esposa Tiye (XVIII Dinastia) em Medinet Habu. Tais partes pertencem às estátuas que hoje estão no centro do salão principal do Museu Egípcio do Cairo.

Um dos seis pedaços encontrados em Medinet Habu da peruca da rainha Tiy que faltam de sua estátua – que se encontra atualmente no salão principal do Museu Egípcio do Cairo -. Foto: Meghan E. Strong. Retirado de: Dr. Hawass: Press Release – Pieces of Amenhotep III and Tiye statue found. Disponível em: < http://www.drhawass.com/blog/press-release-pieces-amenhotep-iii-and-tiye-statue-found>. Acesso em 12 de Janeiro de 2011.

De acordo com o secretário-geral do SCA, Dr. Zahi Hawass, as estátuas, que foram descobertas em 1889 por Auguste Mariette em também em Medinet Habu, foram “complementadas” por uma equipe restauradora italiana com alvenaria moderna.

Dois pedaços de pedra calcária, representando parte da mão e os dedos da rainha Tiye – que se encontra atualmente no salão principal do Museu Egípcio do Cairo -. Foto: Meghan E. Strong. Retirado de: Dr. Hawass: Press Release – Pieces of Amenhotep III and Tiye statue found. Disponível em: < http://www.drhawass.com/blog/press-release-pieces-amenhotep-iii-and-tiye-statue-found>. Acesso em 12 de Janeiro de 2011.

As peças recuperadas de Amenhotep III pertencem ao seu peito, coroa e perna, já dentre as encontradas da rainha Tiye está parte de sua peruca. Em breve os pedaços serão levados para o Museu Egípcio do Cairo e recolocados no seu local original.

Essas seis peças são apenas alguns dos cerca de 1.000 fragmentos de estátuas que têm sido encontradas e que datam da época faraônica até o copta. O supervisor da escavação é o arqueólogo Abdel Ghaffar Wagdy que disse que os pedaços foram encontrados durante o resgate de artefatos em um projeto para diminuir as águas subterrâneas na margem oeste de Luxor.

Estátuas de Amenhotep e Tiye. Salão principal do Museu Egípcio do Cairo. Retirado de: Chapter 20: Amenhotep the Magnificent. Disponível em: < http://www.answersingenesis.org/articles/utp/amenhotep-the-magnificent>. Acesso em 12 de Janeiro de 2011.

Fonte:

Dr. Hawass: Press Release – Pieces of Amenhotep III and Tiye statue found. Disponível em: < http://www.drhawass.com/blog/press-release-pieces-amenhotep-iii-and-tiye-statue-found>. Acesso em 12 de Janeiro de 2011.