De acordo com jornais, Museu Egípcio do Cairo reabrirá, porém sob rigorosas medidas anti-coronavírus

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Devido à pandemia da COVID19 (coronavírus), muitos museus ao redor do planeta têm fechado suas portas e disponibilizado passeios virtuais. Um dos países que têm adotado essa medida foi o Egito, que criou passeios virtuais de uma série de sítios e edifícios arqueológicos e atrasou a inauguração do Grande Museu Egípcio. Localizado no platô de Gizé, sua abertura oficial estava prevista para o final desse ano de 2020.

Contudo, uma notícia recente está apontando que o diretor do Museu Egípcio do Cairo teria revelado no último domingo, dia 10 de maio, que museu será reaberto aos visitantes. Porém, aplicando rigorosas medidas contra a COVID19.

The Cairo Egyptian Museum
Museu Egípcio. Foto: Planes and Places (https://flic.kr/p/8dRfKL)

O Museu Egípcio ainda não se pronunciou em suas redes sociais, entretanto, alguns veículos da mídia egípcia têm veiculado o assunto. De acordo com os portais Zawya e o Daily Newss Egypt, por exemplo, parte da famosa coleção do museu será exibida nas quatro salas que outrora abrigavam as 22 múmias reais. Múmias essas que já foram transferidas antes da pandemia para o Museu Nacional da Civilização Egípcia em Fustat.

E é importante mencionar que os visitantes não poderão ver parte dos artefatos arqueológicos que foram retirados da tumba do faraó Tutankhamon. Eles já foram transferidos para o Grande Museu Egípcio.

Rosto de um dos sarcófagos do Faraó Tutankhamon. Foto pertencente ao acervo da National Geographic. Kenneth Garrett. Setembro de 1998.

Vale salientar que o museu têm se preparado para o translado dos artefatos de Tutankhamon há mais de dois anos. Aqui no site noticiei em 2018 que eles já sabiam quais artefatos iriam substituí-lo na exposição e em 2019 o museu passou por reformas importantes.

Também foi acrescentado que atualmente está sendo preparanda uma proposta para registrar o Museu Egípcio como Patrimônio Mundial da UNESCO, uma vez que é um dos mais antigos museus do oriente. Também é salientado que novas placas com explicações sobre as exposições serão feitas visando mostrar os locais e as datas das descobertas dos artefatos arqueológicos que estarão disponíveis para visitação.

Permaneceremos no aguardo de um pronunciamento para imprensa internacional por parte do Ministério das Antiguidades e Turismo do Egito.

Fontes:

Egyptian Museum to re-open visitors under strict anti-coronavirus measures. Disponível em < https://wwww.dailynewssegypt.com/2020/05/10/egyptian-museum-to-re-open-visitors-under-strict-anti-coronavirus-measures/ >. Acesso em 13 de maio de 2020.

Egyptian Museum to re-open visitors under strict anti-coronavirus measures. Disponível em < https://www.zawya.com/mena/en/life/story/Egyptian_Museum_to_reopen_visitors_under_strict_anticoronavirus_measures-SNG_174221588/ >. Acesso em 13 de maio de 2020.

Museu Egípcio do Cairo está passando por reformas importantes

The Cairo Egyptian Museum

Inaugurado em 1902, o Museu Egípcio no Cairo (Egito) contém a mais prestigiosa coleção de artefatos egípcios do país. Por quase doze décadas o museu tem recebido artefatos catalogados em diferentes línguas e de diferentes épocas. Assim, em poucos anos o porão do edifício começou a ficar abarrotado com peças arqueológicas. 

Pequena parte do porão mostrado na série Chasing Mummies: The Amazing Adventures de Zahi Hawass (2010), da The History Channel.

Tesouros arqueológicos no porão do Museu Egípcio no Cairo

Tutankhamon terá notáveis substitutos no Museu Egípcio do Cairo

Para resolver parte do problema, o governo do país deu início a construção do Grande Museu Egípcio, que mesmo ainda não inaugurado oficialmente, já tem recebido vários artefatos provenientes do Museu Egípcio do Cairo. 

Porém, o que será feito do antigo museu? 

Há alguns dias o Ministro das Antiguidades do Egito, Khaled Anany, se reuniu com os diretores que estão participando da reforma do Museu Egípcio do Cairo. Estes diretores são advindos de diferentes museus pelo mundo, são eles: Museu do Louvre, Museu Egípcio de Turim, Museu Egípcio de Berlim, Museu Britânico e Museu Nacional de Antiguidades de Leiden; Também faz parte do grupo o Instituto Francês de Arqueologia Oriental no Cairo .

A reunião teve como intuito discutir a primeira fase de renovação do museu. Isso terá início assim que toda a coleção de artefatos do faraó Tutankhamon for transferida para o Grande Museu Egípcio. Dentre as renovações previstas está a instalação de novos sistemas de iluminação.

Este plano de renovação visa colocar o Museu Egípcio do Cairo na lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO. 

Fonte:

Renovation of Egyptian Museum to include installing new lighting, display systems. Disponível em < https://ww.dailynewssegypt.com/2019/07/16/renovation-of-egyptian-museum-to-include-installing-new-lighting-display-systems/ >. Acesso em 20 de agosto de 2019.

Dois artefatos arqueológicos exclusivos são expostos no Museu do Cairo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma máscara mortuária dourada e uma estela pintada são os dois artefatos arqueológicos que agora fazem parte da exposição do Museu Egípcio do Cairo. A máscara outrora pertencia a um homem egípcio que vive na França e que a doou ao museu, onde foi restaurada. A procedência anterior do artefato não foi informada e nem o seu período, mas pela fotografia o que é possível sugerir é que ela é feita em madeira com um revestimento em ouro.

A segunda peça é uma estela funerária. Ela foi descoberta em 1915 pela missão do Museu Metropolitano de Artes na necrópole de Assasif, na margem ocidental de Luxor. Ela é datada do Médio Reino e trás quatro figuras: duas mulheres e dois homens.

A exposição destes dois artefatos faz parte de um projeto do museu em trazer novidades a sua exposição, que está sendo amplamente impactada pela transferência de vários artefatos para o Grande Museu Egípcio (veja o vídeo).

Fonte:
Two exclusive pieces displayed at Egyptian Museum this week. Disponível em < https://ww.egyptindependent.com/two-exclusive-pieces-displayed-at-egyptian-museum-this-week/ >. Acesso em 27 de fevereiro de 2019.

Tutankhamon terá notáveis substitutos no Museu Egípcio do Cairo

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Os artefatos retirados da tumba do faraó Tutankhamon são singulares e têm servido para mostrar a grandiosidade do Egito. Desde a sua descoberta, há quase 100 anos, os artefatos de Tutankhamon (18ª Dinastia; Novo Império) têm preenchido o Museu Egípcio do Cairo sendo exibidos lá. Porém, eles mudarão de lar, passando a compor o acervo do Grand Egyptian Museum, em Gizé. Cuja inauguração oficial está prevista para este ano, 2018, após vários adiamentos.

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Estatuetas provenientes da tumba de Yuya e Tuya

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Sarcófagos de Yuya e Tuya.

Isso levou muitos a se questionar se o Museu Egípcio do Cairo irá fechar e a resposta é não. “O Museu Egípcio em Tahrir não morrerá, continuará a receber visitantes durante todo o ano”, afirmou Khaled el-Enani, Ministro de Estado das Antiguidades. De acordo com o seu comunicado, a coleção de Yuya e Tuyu, pais da rainha Tiye, permanecerão no local. Assim como os objetos funerários de Psusennes I, que foram encontrados em 1940 pelo arqueólogo francês Pierre Montet. Esse faraó e reinou muitos anos mais tarde a morte de Tutankhamon, durante a 21ª Dinastia, Terceiro Período Intermediário.

— Saiba mais: Tesouros arqueológicos no porão do Museu Egípcio no Cairo

Face d'orMáscara mortuária de Psusennes I.

Para o Dr. Tarek Tawfik, diretor-geral do Grande Museu Egípcio, esta será uma grande oportunidade de dar mais destaque para outras peças interessantes, mas que foram ofuscadas durante todos esses anos por Tutankhamon. A outra justificativa é dar a cada museu a chance de ter suas próprias peças de destaque.

 

Fonte:

Will the Tanis Collection replace King Tut’s in the Tahrir Museum?. Disponível em < https://www.egypttoday.com/Article/4/39704/Will-the-Tanis-Collection-replace-King-Tut%E2%80%99s-in-the-Tahrir?platform=hootsuite >. Acesso em 23 de janeiro de 2018.

 

Cheia do Rio Nilo é celebrada pelo Museu Egípcio do Cairo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Para celebrar o Dia da Cheia do Nilo, o Museu Egípcio do Cairo está organizando passeios guiados gratuitos para todos os visitantes durante o seu horário noturno de funcionamento.

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Pôr do Sol às margens do Nilo, em Luxor.

Elham Salah, coordenador do Setor de Museus do Ministério das Antiguidades, revelou que os passeios serão em árabe e inglês e ocorrerão entre 18 e 24 de agosto. As peças mostradas serão aquelas relacionadas com o Rio Nilo, tais como o Nilometro e embarcações.

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Um dos barcos de Dashur exposto no Museu Egípcio do Cairo

E ainda tem a peça arqueológica do mês: para agosto foi escolhida um óstraco que representa o deus Hapi, divindade que controlava as cheias do Nilo.

A peça do mês de agosto do Museu Egípcio. Foto: Ministério das Antiguidades.

O sinal das cheias e o Ano Novo egípcio:

Nas épocas das cheias do Nilo algumas festividades eram celebradas durante dias para comemorar o evento, dentre elas o Festival Wag e a Festa da Bebedeira. Não se sabe a data fixa da primeira cheia (até porque poderia oscilar), mas o Ministério das Antiguidades do Egito lançou uma nota em que a situa após o dia 15 de agosto no nosso atual calendário.

— Saiba mais: Festival da Bebedeira no Egito Antigo + Vídeo

Durante a antiguidade egípcia o tempo era contado de diferentes maneiras, uma delas era através das estações: Aket, Peret e Shemu. A Aket abria o ano através das cheias e era um momento de grande celebração no país.

Um dos eventos naturais que anunciavam o início desta estação, além das cheias, era o surgimento da estrela Sirius no céu (na América do Sul ela só surge no final do ano).

— Saiba mais: A Estrela Sirius no Egito Antigo

Atualmente as inundações anuais não são muito visíveis graças as represas que foram construídas ao longo do Rio Nilo no século passado. Entretanto, durante a antiguidade as águas cobriam parte das terras férteis. Exatamente por isso que algumas residências eram construídas sob uma elevação artificial ou algumas cidades eram rodeadas por muralhas de contenção ou protegidas por represas.

Representação de uma casa do Período Faraônico. Foto: STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

 

Fonte da matéria:

Egyptian Museum celebrates flooding of the Nile. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/275272.aspx >. Acesso em 13 de agosto de 2017.

Tesouros arqueológicos no porão do Museu Egípcio no Cairo

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

O Museu Egípcio no Cairo (Egito) contém a mais prestigiosa coleção de artefatos egípcios do país. Sua fundação foi inspirada pelas centenas de descobertas arqueológicas datadas dos tempos dos faraós que ocorreram no século XIX, ao lado da ausência de um bom lugar para armazenar as peças coletadas (EINAUDI, 2009).

Inaugurado em 1902 (EINAUDI, 2009), por quase doze décadas o museu tem recebido artefatos catalogados em diferentes línguas, retirados dos seus sítios de origem por arqueólogos de distintas épocas. Assim, em poucos anos o porão do edifício começou a ficar abarrotado com peças arqueológicas dos mais variados períodos, algumas até fora do seu contexto. E o que era para parecer com uma reserva técnica — local onde nós arqueólogos e os museólogos armazenamos as peças analisadas e catalogadas —, atualmente se assemelha com um depósito empoeirado com artefatos fragilizados e com etiquetas bagunçadas escritas em árabe, francês ou inglês [1].

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito

As condições de armazenamento precário dos objetos nesse espaço já foi motivo de críticas em outros anos. Alguns não se sabe a procedência, outros há anos não foram tocados por um especialista. Esse enorme problema é um dos motivos da inauguração do Grande Museu Egípcio, o qual receberá a maior parte da sua coleção [1].

Pequena parte do porão mostrado na série Chasing Mummies: The Amazing Adventures de Zahi Hawass (2010), da The History Channel.

Outra medida foi anunciada em janeiro deste ano (2017): A direção do museu prometeu retirar de lá 600 ataúdes de madeira. “Estamos ansiosos para começar a tarefa. Nós esperamos por ótimos resultados”, declarou ao jornal El Mundo o chefe de curadoria Moamen Othman, “Tem caixões que vêm principalmente de escavações arqueológicas. Eles são de diferentes idades e origens, o que torna este um projeto muito emocionante”[1].

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito

A retirada será realizada por uma equipe multidisciplinar composta por 35 pessoas, além de peritos dos EUA, Reino Unido e Itália [1].

O restaurador que retirou uma cola epóxi da barba de Tutankhamon — posta lá de forma negligente em 2014 — também participará da equipe: “Nós vamos primeiro nos concentrar na documentação e conservação dos caixões. É um desafio enorme porque nós iremos fotografar e investigar cada um dos sarcófagos” e complementou “Todo mundo vai desfrutar de documentos de estudo completos, mas a restauração vai afetar apenas de 15 a 20 caixões” [1].

Muitos dos artefatos estão frágeis. “Há milhares de objetos no porão. Não temos um número exato”, explicou Othman.

Moamen Ozman apresentando o projeto. Foto: Francisco Carrión

“Os caixões, uma vez restaurados e catalogados, estarão disponíveis para pesquisadores e para o público em geral. É uma coisa maravilhosa, porque significa que pessoas de todo o mundo podem descobrir e apreciar este património”, declarou Martin Perschler, diretor do fundo que paga esta missão, o Fundo para a Preservação Cultural, que se trata de um programa dos EUA. “Uma das preocupações é o ambiente em que os sarcófagos estão. Uma transferência imediata para outro lugar poderia ter um efeito negativo sobre a sua preservação”, concluiu [1].

As condições do porão também serão investigadas, para saber se existe algum perigo estrutural[1].

 

Referências bibliográficas:

En busca de los tesoros ocultos en el sótano del Museo Egipcio de El Cairo. Disponível em < http://www.elmundo.es/ciencia/2017/01/17/587e00dee5fdea19078b4598.html >. Acesso em 03 de março de 2017.

EINAUDI, Silvia. Coleção Grandes Museus do Mundo: Museu Egípcio Cairo (Tradução de Lúcia Amélia Fernandez Baz). 1º Título. Rio de Janeiro: Folha de São Paulo, 2009.

 

Querem Hawass fora do ministério

 

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Este domingo (3 de julho de 2011) manifestantes se reuniram em frente ao Ministério de Defesa pedindo que Zahi Hawass, atual Ministro de Antiguidades Egípcias, se demita. O pedido tem como base algumas queixas de irregularidades quanto ao seu mandato, inclusive em relação a algumas das peças roubadas do Museu do Cairo durante as manifestações de janeiro. Segundo as acusações, existem peças que não foram listadas e que estão sumidas. “Zahi nunca providenciou documentos oficiais sobre o que continua desaparecido do Museu Egípcio”, disse Nasser Ibrahim, um funcionário do departamento do ministério de restauração que complementou “Exigimos que uma comissão internacional seja formada para fazer um inventário completo de artefatos do museu”.

 

 

Dr. Zahi Hawass. Disponível em < http://www.kelmetnamag.com/article/14039 >. Acesso em 3 de junho de 2011.

 

 

“As câmeras de segurança do museu não estavam funcionando durante o assalto. Isto era da responsabilidade do anterior secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades (cargo que Hawass ocupava na época)”, diz Intessar Gahrib, o coordenador de mídia do protesto “Temos apresentado documentos que comprovem as nossas reivindicações ao gabinete do Procurador Geral, e nós estamos exigindo que o Conselho Militar olhe para eles. Eles provam sua negligência e corrupção”, complementou.

As manifestações ocorreram justamente no momento em que Hawass não está disponível em seu país, neste momento ele está aqui na America do sul, no Peru, para participar da II Conference on Retrieving Stolen Artifacts (II Conferencia de Devolução de Artefatos Roubados). 

 

Fonte da reportagem (com tradução parcial): As Zahi Hawass flies to Peru, protesters call for the minister to step down. Disponível em < http://www.almasryalyoum.com/en/node/474052 >. Acesso em 3 de julho de 2011.

 

UNESCO quer resgatar peças roubadas

Texto retirado na integra do site defender.org.br. Recebido via twitter @patrimonio)

Unesco vai atuar com parceiros internacionais para resgatar peças roubadas de museu no Egito

 

Por  Silvana Losekann

 

A  Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apelou ontem (15) para que o mundo preserve a herança cultural da humanidade presente no Egito. A reação é uma resposta aos roubos de pelo menos 18 peças do Museu Egípcio do Cairo, registrados durante a onda de protestos contra o governo. A Unesco informou que será feita uma força-tarefa com parceiros internacionais na tentativa de resgatar as peças roubadas.

A Unesco pretende atuar em conjunto com a Organização Internacional de Polícia Criminal (a Interpol), a Organização Mundial das Alfândegas, o Centro Internacional para Estudo e Restauração de Propriedade Cultural e o Conselho Internacional de Museus.

“[Apelamos para que] autoridades, comerciantes de arte e colecionadores de todo o mundo estejam atentos às relíquias desaparecidas”, diz o comunicado.

Na relação de peças roubadas do museu estão uma estatueta de madeira coberta de ouro do faraó Tutankhamon transportado por uma deusa, os braços e o dorso de uma estátua do rei Akneton, a cabeça de uma estátua de Aremisca, entre outras obras. As autoridades acreditam que o roubo ocorreu na noite do último dia 11.

“É particularmente importante verificar a origem da propriedade cultural que pode ser importada, exportada ou oferecida para venda, sobretudo na internet”, afirmou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova,

“Essa herança é parte da história da humanidade e da identidade do Egito. Não podemos permitir que desapareça em mãos sem escrúpulos ou corra o risco de ser danificada ou mesmo destruída”, acrescentou.

Segundo a diretora, é fundamental que colecionadores e comerciantes colaborem no esforço de resgatar as peças. “Mas também chamo a atenção das forças de segurança, dos agentes aduaneiros, dos comerciantes de arte, dos colecionados e das populações locais para fazerem tudo para recuperar essas peças de valor inestimável”, afirmou Bokova.

 

Retirado de: Unesco vai atuar com parceiros internacionais para resgatar peças roubadas de museu no Egito. Disponível em < http://www.defender.org.br/unesco-vai-atuar-com-parceiros-internacionais-para-resgatar-pecas-roubadas-de-museu-no-egito/> Acesso em 16 de Fevereiro de 2011.