As 9 melhores descobertas arqueológicas de 2017 sobre o Egito Antigo

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

Caso você tenha caído de paraquedas aqui neste post ou simplesmente não tem o habito de ler sites ou blogs: o Arqueologia Egípcia é um site dedicado a trazer textos, vídeos, fotos e notícias sobre as pesquisas relacionadas com o Egito Antigo. Aqui até existe uma aba especial dedicada às novidades. É lá onde se encontram as notícias sobre descobertas arqueológicas associadas com a história egípcia e foi de onde tirei as 9 pesquisas que foram tidas como as mais interessantes, chamativas e legais de 2017.

Contudo, antes de dar início a lista, devo explicar que usei o termo “melhores” no título para resumir as mais magnificas do ponto de vista não só dos acadêmicos, mas do público. Sou da turminha da Arqueologia que considera toda e qualquer descoberta arqueológica passível de ser interessante para o entendimento do passado. Abaixo, as descobertas selecionadas:

 

1: Descoberta de imagens de embarcações:

Uma equipe de arqueólogos encontrou, gravadas na parede de um fosso em Abidos, gravuras representando uma frota egípcia. No local, que fica próximo ao túmulo do faraó Sesostris III (Médio Império; 12ª Dinastia) foram contados nos desenhos 120 navios, desenhados sobre uma superfície de gesso. Alguns são bem detalhados, contendo informações como remos e timões.

Foto: Josef Wegner

Neste caso não se sabe quem fez estas gravuras, mas ao menos duas teorias foram levantadas: a de que foram feitas pelos próprios trabalhadores que construíram o fosso ou que tenha sido a ação de vândalos. É né… Vai que.

 

2: Sepulturas de crianças egípcias revelam desnutrição generalizada:

Esta provavelmente é uma das descobertas mais chocantes. Uma arqueóloga da Universidade de Manchester, em sociedade com a Missão Arqueológica Polaco-Egípcia, fez uma série de descobertas perturbadoras em Saqqara: eles encontraram corpos de crianças que parecem ter sofrido grave anemia, cáries dentárias e sinusite crônica.

Foto: Iwona Kozieradzka-Ogunmakin

Através dos seus estudos, a arqueóloga foi capaz de estabelecer que a criança mais jovem encontrada no cemitério tinha algumas semanas de idade e as mais velhas 12 anos, mas a maioria tinha entre três e cinco anos.

 

3: Fragmentos de uma estátua colossal:

Esta foi um hype! A historinha é a seguinte: Uma missão egípcia-alemã, que está trabalhando em El-Mataria (Cairo), antiga Heliópolis, desenterrou partes de duas estátuas colossais da época ramséssida, no sítio arqueológico de Suq el-Khamis. A princípio acreditou-se que se trataria de Ramsés II, da 19ª dinastia, Novo Império, mas não passou muito tempo até que descobrissem que na verdade era Psamético I, que reinou como rei do Egito durante a 26ª Dinastia, Baixa Época.

Foto: Reuters.

4: Descoberta de tumba de princesa egípcia:

A tumba de uma princesa egípcia foi identificada na pirâmide de Ameny Qemau (13ª Dinastia), na necrópole de Dashur. Nas escavações que revelaram a câmara funerária da princesa foram identificados um sarcófago mal preservado, bandagens e uma caixa de madeira contendo vasos canópicos. Inscrições na caixa indicam que os objetos pertenceram a ela, que por sua vez era uma das filhas do próprio Ameny Qemau.

Foto: MSA

Esta foi uma descoberta que não revelou para a imprensa tantos achados assim, somente informações básicas. Mas o público do site amou muito e compartilhou a notícia extensamente. Então ela está aqui marcando presença.

 

5: Descoberta de faraó pouco conhecido:

Na verdade, esta foi uma descoberta dupla em que a princípio tinha sido encontrada uma pirâmide datada do Segundo Período Intermediário, em Dashur e somente depois foi apontado que ela pertencia a um faraó praticamente desconhecido chamado Ameny Qemau.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito.

Porém, esta história não acaba por aqui: uma outra pirâmide pertencente a esse mesmo governante foi descoberta em 1957, também em Dashur.

 

6: Os mais antigos hieróglifos egípcios:

Uma expedição conjunta entre a Universidade de Yale e o Museu Real de Belas Artes de Bruxelas, que está estudando a antiga cidade egípcia de El kab, descobriu inscrições hieroglíficas com cerca de 5200 anos. São as mais antigas conhecidas.

Foto: MSA.

Os arqueólogos também identificaram um painel de quatro sinais, criados por volta de 3250 aEC e escritos da direita para esquerda — é assim que usualmente os hieróglifos egípcios eram lidos — retratando imagens de animais tais como cabeças de touros em um pequeno poste, seguido por duas cegonhas com alguns íbis acima e entre eles.

 

7: Cabeça de faraó encontrada em Israel:

Uma cabeça de uma estátua retratando um faraó tem intrigado alguns pesquisadores. Isso porque ela foi encontrada em 1995 em Israel na área da antiga cidade de Hazor. Outrora fragmentada ela retrata uma típica imagem de um faraó contendo, inclusive, a serpente ureus, que é uma das insígnias reais egípcias, ou seja, um dos símbolos que demonstram realeza.

Divulgação/Gaby Laron/Hebrew University/Selz Foundation Hazor Excavations.

Em outros anos outras estátuas egípcias também foram encontradas em Hazor e todas fragmentadas no que os pesquisadores concluíram como uma destruição deliberada.

 

8: O maior fragmento de obelisco datado do Antigo Reino:

Uma missão arqueológica — encabeçada por franceses e suíços — que atua em Saqqara encontrou a parte superior de um obelisco datado do Antigo Reino, pertencente à rainha Ankhnespepy II, mãe do rei Pepi II (6ª Dinastia).

Foto: MSA

Ankhnespepy II foi uma das rainhas mais importantes da sua dinastia. Ela foi casada com Pepi I e quando ele morreu casou-se com Merenre, o filho que o seu falecido esposo tinha tido com sua irmã Ankhnespepy I.

 

9: Descoberta da localização de um templo de Ramsés II

A missão arqueológica egípcio-checa descobriu restos do templo do faraó Ramsés II (Novo Império; 19ª Dinastia) durante os trabalhos de escavações realizados em Abusir.

Foto: MSA

A missão já tinha encontrado em 2012 evidências arqueológicas de que existia um templo nesta área, fato que encorajou os pesquisadores a escavar nesta região ao longo dos últimos quatro anos.

 

Deliberadamente deixei a descoberta do “espaço vazio” da Grande Pirâmide de fora pelos motivos citados no vídeo “Espaço vazio dentro da Grande Pirâmide do Egito: Entenda!”:

Agora é a vez de vocês! Qual é a sua descoberta arqueológica do ano de 2017 favorita?

A controvérsia diante do anúncio da descoberta de “espaços vazios” na Grande Pirâmide

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

No último dia 02/11 a Nature publicou uma matéria anunciando que físicos descobriram um espaço vazio dentro da Grande Pirâmide de Gizé, a última das 7 Maravilhas do Mundo Antigo de pé. De acordo com a matéria, esse espaço foi encontrado através da detecção de múons (MARCHANT, 2017).

Imagem 01: Pirâmide de Khufu. Foto: Nina Aldin Thune via Wikimedia Commons.

A Grande Pirâmide foi o túmulo do faraó Khufu (Queóps), que reinou durante a IV Dinastia (há cerca de 4500 anos) e foi feita com pedra calcária e granito. Em seu interior foram encontradas câmaras, que foram descobertas, na contemporaneidade, no século 19. Elas compreendem a “Câmara da Rainha” e a “Câmara do Rei” que fica abaixo de uma série de saletas chamadas de “câmaras de descarga” ou “câmaras de alívio”, feitas justamente para aliviar o peso da construção (Imagem 02).

Imagem 02: Planta lateral da Grande Pirâmide (Khufu). Foto: DODSON, Aidan. As Pirâmides do Antigo Império (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2007. pág. 78.

Não se sabe exatamente como esta estrutura de 138 ou 139 metros foi construída, mas indícios arqueológicos, inclusive um papiro encontrado em 2013 e exposto no Museu Egípcio do Cairo, dão algumas dicas.

— Saiba mais: Foi descoberta documentação que comenta construção da Grande Pirâmide

A pesquisa que encontrou esse espaço vazio foi realizada pelo Scan Pyramids Mission, um grupo de cooperação Internacional que entrou em ação no Egito no final de 2015.

— Saiba mais: Conheça a “Scan Pyramids Mission”

Em outra ocasião foi comentada aqui no AE que anomalias já tinham sido identificadas na Grande Pirâmide. Mas, que talvez não fosse uma nova câmara, como muitos gostariam, podendo ser uma rampa ou uma grande rachadura, na pior das hipóteses [1]. Por esse motivo o Ministério das Antiguidades do Egito deu a permissão para continuidade dos estudos:

A primeira fase do projeto já passou, onde os pesquisadores fizeram a calibragem dos equipamentos e identificaram algumas anomalias térmicas. Porém, não é possível interpretar corretamente o que são tais anomalias que tanto podem se tratar de uma possível câmara, talvez uma rachadura e ou até mesmo nada. É exatamente por este motivo que a equipe está empregando a união de diferentes ferramentas, pois, uma poderá complementar o “defeito” da outra, ou seja, unidas poderão disponibilizar dados mais consistentes (e consequentemente mais fáceis de interpretar) do que se fosse utilizado somente um equipamento.

Lembrando que já são conhecidas câmaras nas pirâmides, mas a ideia deste projeto é conhecer detalhes estruturais do edifício e se existem salas isoladas.

Conheça a “Scan Pyramids Mission”

 

No caso desse “grande vazio” identificado ser mesmo uma câmara dificilmente ela estaria abarrotada de artefatos arqueológicos. Entretanto, essa talvez seja uma oportunidade de saber mais sobre a construção das pirâmides do Platô de Gizé.

 

Como esta pesquisa foi realizada

Múons são partículas subatômicas semelhantes ao elétron, porém com uma massa maior. A identificação deles no ambiente que envolve uma estrutura arqueológica permite localizar espaços vazios. Isto porque as partículas de múons são parcialmente absorvidas pelas pedras, ou seja, seriam identificadas uma grande concentração de múons em um espaço como o de uma rachadura ou uma sala escondida desconhecida.

E foi esse tipo de concentração notada sobre o “Grande Corredor” (Também chamada de “Grande Galeria”), próximo a um condutor de ar (Imagem 03). A sugestão dada no artigo da Nature é que este espaço possui cerca de 30 metros de comprimento e que teria sido identificado por três análises diferentes.

Imagem 03: “Scan Pyramids Mission”

Controvérsia nos meios de comunicação

Após o artigo da Nature a mídia, em vários países, veiculou erroneamente que este achado se trata de uma “câmara oculta”. Entretanto, o Ministério das Antiguidades demostrou seu descontentamento com o artigo através de um comunicado de imprensa. A queixa é que os pesquisadores tinham dado o anúncio precipitadamente sem consultar o comitê científico do órgão: a preocupação tem relação com a forma desleixada do anuncio ser dado, já que espaços ocos na Grande Pirâmide há anos não é uma novidade (FORSSMANN, 2017).

De acordo com o arqueólogo Zahi Hawass, por exemplo, a Grande Pirâmide por si só é cheia de vazios. E a arqueóloga Kate Spencer, da Universidade de Cambridge, salientou que esse vazio identificado pela a equipe do Scan Pyramids Mission poderia ser uma rampa interna para mover os blocos na época da construção. Essas rampas já são conhecidas na Grande Pirâmide e elas tanto poderiam ser vazias ou ligeiramente preenchidas (FORSSMANN, 2017). Por isso, é precipitado lançar um anúncio sobre o que certamente já existiria como se fosse uma grande novidade e pior ainda já pressupor que são câmaras.

A pesquisa é real, os dados são reais, mas a mídia está criando uma situação desnecessária desenvolvendo a ilusão de que esta é a descoberta do século, única e revolucionária. Na mesma medida a pseudociência tem encarado isso como uma prova de que “câmaras ocultas” juntamente com “mistérios místicos” serão reveladas (KILLGROVE, 2017). Contudo, é uma ideia que sugere a existência de um “mistério” onde provavelmente não existe.

Em uma época de pós-verdade, em que cada usuário da internet cria suas próprias teorias sem se preocupar com as pesquisas feitas durante anos, muitos são os egiptólogos que salientaram sobre a existência de espaços vazios na Grande Pirâmide. Porém, escrever “espaços vazios” é menos instigante para o público do que “câmaras ocultas”.

Desta forma, o grande mérito dessa pesquisa não é a descoberta em si, mas o avanço das ferramentas que proporcionam estudos mais avançados em sítios arqueológicos (KILLGROVE, 2017).

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a construção das pirâmides.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fontes:

MARCHANT, Jo. Cosmic-ray particles reveal secret chamber in Egypt’s Great Pyramid. In: Nature. Disponível em < https://www.nature.com/news/cosmic-ray-particles-reveal-secret-chamber-in-egypt-s-great-pyramid-1.22939#/graphic >. Publicado em: 02 de Novembro de 2017. Acesso em 2 de novembro de 2017.

FORSSMANN, Alec. Controversia ante el hallazgo de “un gran vacío” en la Gran Pirámide de Gizeh. In: National Geographic España. Disponível em < http://www.nationalgeographic.com.es/historia/actualidad/controversia-ante-hallazgo-un-gran-vacio-gran-piramide-gizeh_12060 >. Publicado em: 03 de Novembro de 2017. Acesso em 3 de novembro de 2017.

KILLGROVE, Kristina. What Archaeologists Want You To Know About The Great Pyramid Void. In: Forbes. Disponível em < https://www.forbes.com/sites/kristinakillgrove/2017/11/04/what-archaeologists-want-you-to-know-about-the-great-pyramid-void/#3bc1e68baf9e >. Publicado em: 04 de Novembro de 2017. Acesso em 5 de novembro de 2017.


[1] Possibilidade não muito provável, dado ao tamanho, mas não impossível.

Arqueólogos descobriram alguns dos mais antigos hieróglifos egípcios em sítio rupestre

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma expedição conjunta entre a Universidade de Yale e o Museu Real de Belas Artes de Bruxelas, que está estudando a antiga cidade egípcia de El kab, descobriu inscrições hieroglíficas com cerca de 5200 anos[1]. São as mais antigas conhecidas.

Uma série de imagens 3D das inscrições foram realizadas, assim como fotografias.

O codiretor da missão é o professor John Coleman Darnell, que explicou ao Yale News que essas inscrições nunca antes tinham sido registradas por nenhuma expedição e que são de grande importância na história dos antigos sistemas de escrita egípcios.

Imagens que os pesquisadores apontam como inscrições hieroglíficas. Foto: MSA.

“Este recém descoberto sítio de arte rupestre de El Khawy preserva alguns dos primeiros sinais —  e maiores — dos estágios formativos do roteiro hieroglífico e fornece evidências de como os antigos egípcios inventaram o seu sistema de escrita único”, disse Darnell.

Darnell. Foto: Yale.

Os pesquisadores também descobriram registros rupestres que descrevem um rebanho de elefantes que foi esculpido entre 4000 a 3500 aEC. Um dos animais tem um filhote desenhado dentro dele, retratando assim uma fêmea grávida.

Os arqueólogos também identificaram um painel de quatro sinais, criados por volta de 3250 aEC e escritos da direita para esquerda — é assim que usualmente os hieróglifos egípcios eram lidos — retratando imagens de animais tais como cabeças de touros em um pequeno poste, seguido por duas cegonhas com alguns íbis acima e entre eles.

De acordo com o próprio Darnell, esta descoberta não é única, mas é notável no sentido de que é a primeira vez que alguém vê hieróglifos individuais que medem mais de meio metro de altura.

Painel rochoso onde as imagens foram encontradas. Foto: MSA.

Essas inscrições foram encontradas através de mapeamento de rotas baseadas em redes rodoviárias no Egito. Darnell constatou que inscrições assim não eram colocadas em locais como esse aleatoriamente. Estes são espaços onde pessoas descansavam durante a sua viagem. Assim, ele funcionaria como um “grande mural” de avisos.

Fonte:

Yale archaeologists discover earliest monumental Egyptian hieroglyphs. Disponível em < http://news.yale.edu/2017/06/20/yale-archaeologists-discover-earliest-monumental-egyptian-hieroglyphs >. Acesso em 23 de junho de 2017.


[1] Época pré-dinástica. Os demais vestígios mais antigos de hieróglifos egípcios são datados desta época. Alguns exemplos foram encontrados na tumba U-J, que por acaso foi citada no vídeo “Arquitetura Egípcia”. Clique aqui para assistir.

Observe alguns sítios arqueológicos egípcios em 360º

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Isso não é mais nenhuma novidade, mas ainda assim é muito legal: há mais ou menos dois anos a internet está sendo presenteada com várias imagens em 360º de sítios arqueológicos pelo mundo. São vídeos ou fotos que nos permitem olhar estas paisagens por vários ângulos.

Se você possui óculos VR perfeito! Mas, mesmo alguns celulares e o computador possibilitam usar o recurso 360º desses registros.

Dendera Temple

Templo de Dendera.

Algumas redes sociais estão apostando no recurso, uma delas é o Facebook. Na página Egypt VR vocês podem ver algumas dessas imagens. Abaixo estou disponibilizando exemplos, mas é necessário clicar nas fotografias para acessar o Facebook e realizar o passeio. Quem está vendo este post pelo computador é só utilizar a seta do mouse para realizar os movimentos:

Platô de Gizé:

É neste local onde estão localizadas as pirâmides mais famosas do mundo: as três pirâmides do platô de Gizé onde, outrora, foram sepultados os faraós Khufu, Kheops e Menkaura. Embora elas sejam o destaque lá também estão presente três pirâmides menores dedicadas a rainhas e as sepulturas dos construtores destas grandes estruturas.

The Great Pyramids of Giza

A 360° Aerial perspective for pyramids of Giza 65m high above the ground.

Info@egyptvr.net

Publicado por Egypt VR em Domingo, 19 de junho de 2016

 

Templo de Dendera:

Em Dendera está um complexo de templos e um deles é dedicado à deusa Hathor. Em algumas das suas partes ainda é possível ver as pinturas originais:

Dendera Temple
Look up and discover Egypt`s most preserved temples in 360°

Info@egyptvr.net

Publicado por Egypt VR em Sábado, 11 de junho de 2016

 

Visão da sala hipóstila:

 

Dendera Temple “Temple of Hathor” – Outer hypostyle hall
Look up and discover Egypt`s most preserved temples in 360°…

Publicado por Egypt VR em Sábado, 22 de outubro de 2016

Templo de Luxor:

Ainda que no local tenha existido uma capela construída no início do Novo Império ou em algum período anterior, o que podemos ver no Templo de Luxor foi construído pelos faraós Amenhotep III e Ramsés III. Esse templo era dedicado ao Deus Amon e recebeu complementações ao longo de todo o período faraônico.

Luxor Temple

a temple complex located in the city of Thebes, the ancient capital of Egypt during the time of the new…

Publicado por Egypt VR em Segunda, 11 de julho de 2016

 

Vista de um dos pátios:

Luxor Temple -The Court of Amonhotep III

The temple of Luxor reveals the competitive nature of the Egyptian kings some…

Publicado por Egypt VR em Quinta, 20 de outubro de 2016

 

Templo de Karnak:

Karnak é um complexo de templos que sofreu uma série de mudanças ao longo do tempo recebendo novas construções, complementações e restaurações. Alguns deuses foram homenageados nesse local, mas foi Amon quem recebeu o maior destaque.

Karnak Temple

Discover the Great Hypostyle Court of Karnak Temple in 360°

The Karnak Temple Complex, commonly known…

Publicado por Egypt VR em Domingo, 26 de junho de 2016

 

Uma das estátuas de Ramsés II presentes no local:

Statue of Ramesses II in Karnak Temple in Luxor Egypt

A panoramic view of the intro of the Great Hypostyle hall in the Precinct of Amun Re

info@egyptvr.net

Publicado por Egypt VR em Domingo, 7 de agosto de 2016

 

Tumba de Ramsés III

Dada a beleza desta tumba, ela já era alvo de turistas durante o período Greco-Romano. Ramsés III é um rei amplamente conhecido na egiptologia por conta do texto “A Conspiração do Harém”, que relata a tentativa de seu assassinato.

— Saiba mais sobre esse rei: Ramsés III foi morto durante um ataque de mais de um assassino, diz pesquisadores

Tomb of Ramses III (KV11)

King Ramses III was the second ruler of the Twentieth Dynasty, and the last of great…

Publicado por Egypt VR em Terça, 25 de outubro de 2016

 

Tumba da Ramsés VI

Esta é outra tumba do Período Ramsesssida que foi alvo de interesse de turistas da antiguidade. A priori ela pertenceria a Ramsés V, mas o projeto foi abandonado por ele e assumido por Ramsés VI.

Explore Ramesses VI Tomb in 360°

Info@egyptvr.net

Publicado por Egypt VR em Sexta, 10 de junho de 2016

 

Templo Mortuário de Hatshepsut:

O templo funerário da faraó Hatshepsut possui vários capitéis em homenagem à deusa Hathor. Este é um edifício escavado na rocha e foi lá onde a governante registrou nas paredes as principais conquistas do seu governo.

Mortuary Temple of Hatshepsut
The Mortuary Temple of Queen Hatshepsut is located beneath the cliffs at Deir el Bahari on…

Publicado por Egypt VR em Terça, 5 de julho de 2016

 

Uma olhada mais próxima:

Mortuary Temple of Hatshepsut

The Mortuary Temple of Queen Hatshepsut is located beneath the cliffs at Deir el Bahari…

Publicado por Egypt VR em Sábado, 18 de junho de 2016

— Veja também: Encante-se com o templo da faraó Hatshepsut

Templo funerário de Ramsés III:

Esse é outro exemplo de templo funerário. Ele foi construído por Ramsés III e possui alguns registros do seu reinado.

Medinet Habu Temple – Path to first Court

In ancient times Madinat Habu was known as Djanet and according to ancient…

Publicado por Egypt VR em Sábado, 22 de outubro de 2016

 

Templo de Edfu:

Esse templo possui detalhes construídos em diferentes períodos. Sabemos por exemplo de um pilono edificado pelo faraó Ramsés II e de várias estruturas construídas pelos reis do Período Ptolomáico

Edfu Temple “The Temple of Horus”
Tomb of Osiris

info@egyptvr.net

Publicado por Egypt VR em Quarta, 6 de julho de 2016

 

Templo de Kom Ombo:

Embora esse templo seja dedicado a pelo menos seis divindades, ele é lembrado principalmente por conta do deus crocodilo Sobek. É graças a isso que uma necrópole próxima foi dedicada ao sepultamento múmias desse animal, cujos remanescentes encontram-se hoje no templo.

Apesar de possuir restos de construções de outros períodos, o provável é que este lugar tenha sido construído durante a era ptolomaica.

Temple of Kom Ombo

The Temple of Kom Ombo is an unusual double temple in the town of Kom Ombo in Aswan Governorate,…

Publicado por Egypt VR em Sexta, 28 de outubro de 2016

 

Templo de Philae:

É em Philae onde encontra-se a inscrição hieroglífica mais recente, sendo o nosso último vínculo com esta antiga escrita. Dedicado a deusa Ísis, o templo construído nesta ilha recebeu blocos de construção de outros edifícios religiosos do Egito, mas, possivelmente, o primeiro governante a construir no local tenha sido Nectanebo I.

Philae “Temple of Goddess Isis” in Agilkia Island

Philae: is currently an island in the reservoir of the Aswan Low Dam…

Publicado por Egypt VR em Quinta, 27 de outubro de 2016

 

Templo de Ramsés II em Abu Simbel:

Esta é a fachada do Templo de Ramsés II. Ele, ao lado do Templo da Rainha Nefertari, marcava o encontro entre o império egípcio e o reino da Núbia, de onde os faraós retiravam ouro e outros materiais precisos. Acredita-se que o intuito desses templos era mostrar tanto o poder político como divino do faraó e sua esposa.

Abu Simbel Temples – The Small Temple of Nefertari

In 1257 BCE, Pharaoh Ramses II (1279-13 BCE) had two temples carved…

Publicado por Egypt VR em Quarta, 15 de junho de 2016

 

Uma olhada mais de perto:

Abu Simbel Temples – The Great Temple of Ramesses II

Get a closer look to the great temple of Ramesses II in a 360°

Info@egyptvr.net

#EgyptVR #VR #EGYPT

Publicado por Egypt VR em Quarta, 15 de junho de 2016

 

— Saiba mais sobre esses templos: Lindas imagens dos templos de Ramsés II em Abu Simbel

Vista para o Nilo:

Esta é a vista para o Nilo de uma ilha sudanesa, que no passado estava na fronteira entre o Egito e a Núbia. Durante a época dos faraós o Nilo era uma visão sagrada. Ele em si não era uma divindade, mas as suas cheias eram relacionadas com Ísis e a fertilidade trazida por ele com Osíris. Já quem era responsável por verter as águas do Sul ao Norte era uma divindade aparentemente hermafrodita, Hapi.

 

Saly`s house at Heissa island
Nubia – Egypt
December 31, 2014

Publicado por Egypt VR em Terça, 20 de dezembro de 2016

 

Se você gosta de Arqueologia e tecnologia pode conferir também um post sobre o assunto no Descobrindo o Passado.

Mapa com algumas escavações arqueológicas no Egito

Por Márcia Jamille | Twitter | Instagram

A Egypt Exploration Society está cada vez mais preocupada com a Arqueologia Pública e nos últimos meses lançou um mapa interativo no Google Maps onde estão plotadas áreas de escavações arqueológicas realizadas por equipes dela ou financiada pela mesma.

A navegação é simples: ao acessar o link (que disponibilizo ao final deste texto) surgirá o mapa do Egito com pins coloridos apontando as cidades de interesse que também são listadas ao lado. Você pode navegar clicando em qualquer um dos dois e então abrirá um balão com algumas informações sobre as pesquisas na localidade.

Infelizmente não é possível visualizar de perto a área dos sítios arqueológicos com a ferramenta do Google Streets.

Mais sobre o mapa:

Em 2015-16 o portfólio de projetos de pesquisas de campo do Egypt Exploration Society será tão extensa e abrangente como sempre foi. Em adição às suas próprias expedições de longa data (“ESS Projects” abaixo), o EES irá auxiliar uma variedade de outras missões, financiado através do novo processo de submissões (http://goo.gl/NgeFUB), e outras iniciativas liderada por “investigadores em início de carreira” por meio do prêmio Centenary Awards (http://goo.gl/crOvpP). (Fonte: EES)

Para acessar o mapa é só clicar no seguinte link: https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=zj2dEfOecO8s.kZQIvvDzjBZA

Sítio arqueológico em Alexandria é destruído e vendido para construtora

Por Márcia Jamille | Instagram | Twitter

De acordo com o Egypt’s Heritage Task Force um sítio arqueológico helenístico do distrito de Shizar, em Alexandria, foi demolido pelo proprietário do local porque ele queria vendê-lo para uma empresa de construção. O mais chocante é que de acordo com a denúncia a venda do sítio foi aprovada pelo próprio Ministério das Antiguidades porque, de acordo com o diretor de antiguidades de Alexandria, o local ameaçava a estabilidade arquitetônica de edifícios das proximidades. Abaixo fotos do sítio anteriormente:

E atualmente:

Fotos disponibilizadas pelo Egypt’s Heritage Task Force.

Entradas gratuitas para sítios arqueológicos nos dias 18 e 19 de abril

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

 

O Ministério das Antiguidades do Egito abrirá os sítios arqueológicos do país para a visitação gratuita nos dias 18 e 19 de abril (hoje e amanhã) para celebrar o World Heritage Day (Dia do Patrimônio Mundial).

Pirâmides do Platô de Gizé. Foto disponível em < http://www.fotopedia.com/items/flickr-171610084 >. Acesso em 18 de abril de 2014.

A decisão busca não somente incentivar turistas a visitarem lugares históricos, mas também os próprios egípcios e egípcias. Contudo a notícia não é clara em relação a se este evento ocorrerá em todos os sítios do país, inclusive o mais famoso, o Vale dos Reis.

Fonte da notícia:

Free admission to all of Egypt’s archaeological sites, 18 & 19 April. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/99136.aspx >. Acesso em 18 de abril de 2014.