07 February 2012

Série árabe sobre Cleópatra é criticada

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 31 - agosto - 2010 1 COMMENT

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Já faz algum tempo que publiquei aqui que Angelina Jolie irá interpretar a lendária Cleópatra, agora outra novidade é que este mês de Ramadã foi lançada uma novela síria retratando a vida da rainha.

O Ramadã é um período sagrado para as famílias muçulmanas, e a cada ano séries de TV são preparadas para esta época, que é um tempo para a reflexão e um momento em que todas as famílias estão reunidas em casa, mas parece que este ano os produtores erraram, e o que era para ser uma oportunidade de mostrar um momento histórico acabou virando uma piada.  

A série, intitulada “Cleópatra” buscou retratar a vida da última governante da era faraônica, Cleópatra VII (Dinastia ptolomaica), e estava sendo muito aguardada pelos espectadores já que é a primeira produção árabe a se preocupar em mostrar ao público a história da rainha. Apesar da expectativa a novela acabou sendo criticada pelo o principal representante das antiguidades do Egito, Dr. Zahi Hawass, o qual a denominou como surreal – não somente em termos de figurinos, mas como também nos fatos históricos.

 

Imagem em moeda de Cleópatra segurando seu primeiro filho.

 

A novela não foi vista com maus olhos somente pela a comunidade de arqueólogos e egiptólogos, o crítico de cinema Tarek Al- Shennawi atacou a produção como sendo “um crime contra a arte”.

A atriz escolhida para interpretar a rainha foi a síria Soulaf Fawakherji, que possui algumas semelhanças com Elizabeth Taylor (que interpretou Cleópatra em 1963). Esta não é a primeira vez que uma produção sobre a vida da rainha é criticada, o filme brasileiro “Cleópatra” (2007) foi vaiado várias vezes durante o Festival de Brasília, inclusive durante o momento em que recebia o prêmio de melhor filme.

 

Soulaf Fawakherji como Cleópatra

Soulaf Fawakherji como Cleópatra

 

 

 

Veja o trailer abaixo:

 

 

Nefertiti… Falsificada?

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 19 - agosto - 2010 1 COMMENT

Por Márcia Jamille Costa

 

Em 2009 uma notícia preocupou arqueólogos e egiptólogos e trouxe a tona esquemas de uma das mais famosas ações de contrabando ligada à arqueologia egípcia. Um historiador suíço chamado Henri Stierlin lançou para a impressa que o famoso busto da rainha Nefertiti, que está na Alemanha, seria uma falsificação.

 

Rainha Nefertiti. Foto: M. Busing.

 

De acordo com ele o afamado objeto foi copiado em 1912 pelos alemães para testar os antigos pigmentos utilizados pelos egípcios, Stierlin acredita que o busto que conhecemos foi feito por um artista chamado Gerardt Marks, contratado pelo o próprio descobridor da peça, Ludwig Borchardt.

 

Primeira foto do busto de Nefertiti. Seu descobridor, em carta ao patrocinador da expedição, teria pedido discrição para que o busto não chamasse atenção das autoridades egípcias.

 

A idéia de usar o busto como se fosse verdadeiro, de acordo com o historiador, partiu quando o príncipe alemão, Johann Georg, acreditou que o busto seria realmente antigo. Envergonhado, Borchardt não assumiria ao seu senhor a verdade.

Stierlin acredita que o busto é falso devido à própria aparência do objeto. Ele aponta a falta de um dos olhos como uma evidência, para ele um egípcio antigo jamais teria permitido ter uma imagem sua – que era como se fosse seu duplo – reproduzida faltando um pedaço. Também aponta o corte dos ombros da peça, que é em estilo vertical, algo que ele acredita ter surgido somente no século XIX na Europa. Ele também menciona a ausência de descrição do artefato em relatórios científicos durante a avaliação para sua saída do Egito, o que para ele é uma prova de que o objeto nem sequer esteve lá alguma vez.

 

Rainha Nefertiti. Foto: Hirmer Verlag.

 

As conclusões de Stierlin foram publicadas em seu livro Le Buste de Nefertiti – une Imposture de l’Egyptologie (2009). Outro autor e historiador que apoiou a afirmação foi o alemão Edrogan Ercivan em seu livro Missing Link in Archaeology, publicado também em 2009. Além de afirmar que o busto é falso ainda diz que a imagem foi baseada na própria esposa de Borchardt.

 

Le Buste de Nefertiti – une Imposture de l'Egyptologie. Autor: Henri Stierlin.

 

No entanto o busto passou por testes radiológicos, o que provou que ele realmente tem mais de 3.000 anos de idade. Os exames mostraram uma face oculta, como se fosse um núcleo para apoiar a estrutura de gesso, exatamente da forma como as esculturas de faces da cidade de Aketaton eram feitas. Mesmo assim Stierlin permanece imputável, para ele como o exame de Carbono 14 não é possível de ser realizado o busto não pode ser datado.

 

 

Imagens dos testes radiológicos no busto da rainha Nefertiti.

 

 

Questionado pelo o jornal The Guardian, o diretor do Museu Egípcio de Berlim, Dietrich Wildung, negou as acusações. “Uma mulher bonita e um suposto escândalo… Isso sempre vende”, comentou. Ele mesmo encomendou o teste para saber a autenticidade da peça e concluiu que de fato era antiga.

 

Curiosidades sobre o busto e seu descobridor:

- Em 1895, Ludwig Borchardt chegou ao Egito. Ele utilizava a fotografia para documentar sua viajem, o que acabou combinado, de forma gratificante, à arqueologia: um dos seus trabalhos mais importantes foi o cadastro fotográfico do acervo do Museu Egípcio do Cairo;

- O busto da rainha Nefertiti foi descoberto em 1912 na oficina do artista Tutmoses – local onde foram encontradas outras peças que retratavam pessoas da corte do faraó Akhenaton -. Para sair do Egito a imagem da governante ficou oculta dos inspetores enquanto Borchardt apresentava as peças mais chamativas. Este acontecimento foi subentendido pelo o próprio arqueólogo em uma de suas cartas;

- Com medo de represálias egípcias Borchardt e seu patrocinador mantiveram a peça escondida até 1924;

- Em 1933, Hitler proibiu a saída de Nefertiti da Alemanha, boatos nos anos 80 falariam que o ditador encomendou um segundo busto a fim de tentar enganar os egípcios.  

 

Para saber mais:

Documentário: Nefertiti’s Odyssey (No Brasil “Nefertiti”)

Canal: National Geografic Channel

 

* Fonte da notícia (conclusões de Stierlin): AFP

(Evento) Workshop de Arqueologia – MAX

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 12 - agosto - 2010 ADD COMMENTS

O VI Workshop Arqueológico de Xingó e I Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos ocorrerão durante os dias 04 a 09 de Outubro de 2010. O tema deste ano será “Arqueologia: Integração, Conhecimento e Tecnologia”.

Os eventos acontecerão no Campus de Laranjeiras da Universidade Federal de Sergipe (CAMPUSLAR-UFS).

 

 

 

Informações:

http://max.org.br/noticias/noticias-ini.asp

  • Em uma próxima postagem lançarei a lista de palestrantes.

 

΀ Programação:

04/10/2010 – Segunda

 

Manhã

Local: Auditório da reitoria – Campus de São Cristóvão-UFS

08h – Inscrições e recebimento de material 

09h – Abertura solene (Cerimonial – Constituição da mesa de autoridades, apresentação do Hino Nacional, discurso das autoridades constituintes da mesa)

10h – Conferência de abertura: “Arqueologia no México e na América Latina: primeiros povoamentos

11h – Apresentação cultural (a ser confirmada: apresentação da Orquestra Sinfônica da UFS ou espetáculo de dança ou de teatro)

11h30Brunch de abertura – área externa do auditório da Reitoria-UFS

12h – Pausa para almoço e/ou deslocamento para laranjeiras

 

Tarde

Local: Campus de Laranjeiras (CAMPUSLAR) 

15h30 – I Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos – Auditório do CAMPUSLAR – Simpósio I: “O Projeto Zooarqueologia da América do Sul -ZARSUD: integração e ampliação para América Latina” –

 

Noite

18h – Apresentação cultural (a ser confirmada: espetáculo de dança ou de teatro) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR) e Snacks (petiscos).

 

05/10/2010 – Terça

 

Manhã

Local: Campus de Laranjeiras-UFS

07h15 – Inscrições e recebimento de material (retardatários)

08h – Conferência 01: “A atuação do Ministério Público Federal na proteção ao Patrimônio Cultural (Brasil)

09h30 – Pausa para lanche (coffe-break) – Espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR)

10h – Apresentação de trabalhos em painel (banners): Tema I – Hall do prédio de administração do Campus de Laranjeiras

12h – Pausa para almoço

 

Tarde

14h – I Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos – Auditório do CAMPUSLAR – Simpósio II: “Zooarqueologia: interface entre o Patrimônio Natural e Cultural

16h30 – Mini-cursos (salas do Campus de Laranjeiras – a confirmar)

 

Noite

18h – Apresentação Cultural (a ser confirmada: espetáculo de dança ou de teatro) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR) e Snacks (petiscos).

 

06/10/2010 – Quarta

 

Manhã

Local: Campus de Laranjeiras

08h – Conferência 02: “Turismo, Arqueologia e Sustentabilidade. O conceito de “Paideia Approach” na gestão e valorização turística do Patrimônio Arqueológico em prol da sociedade

09h30 – Pausa para lanche (coffe-break) – (área interna aberta do CAMPUSLAR)

10h – Apresentação de trabalhos em painel (banners): Tema II – Hall do prédio de administração do Campus de Laranjeiras.

12h – Pausa para almoço

 

Tarde

14h – I Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos – Simpósio III: “Arqueometria e suas perspectivas

16h30 – Mini-cursos (salas do Campus de Laranjeiras – a confirmar)

 

Noite

18h – Apresentação Cultural (a ser confirmada: espetáculo de dança ou de teatro) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR) e Snacks (petiscos).

 

07/10/2010 – Quinta

 

Manhã

Local: Campus de Laranjeiras

08h – Conferência 03: “Desafios para a musealização do Patrimônio Arqueológico09h30 – Pausa para lanche (coffe-break) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR)

10h – Apresentação de trabalhos em painel (banners): Tema III – Hall do prédio de administração do Campus de Laranjeiras

12h – Pausa para almoço

 

Tarde

14h – I Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos – Auditório do CAMPUSLAR – Simpósio V: “Musealização do Patrimônio Arqueológico” –

16h30 – Mini-cursos (Salas do Campus de Laranjeiras – a confirmar)

 

Noite

18h – Apresentação cultural (a ser confirmada: espetáculo de dança ou de teatro) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR) e Snacks (petiscos).

 

08/10/2010 – Sexta

 

Manhã

Local: Campus de Laranjeiras

08h – Conferência 04: “A importância da Arqueologia na sociedade atual e a valorização da tecnologia”– auditório do Campus de Laranjeiras

09h30 – Pausa para lanche (coffe-break) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR)

10h – Apresentação de trabalhos em painel (banners): Tema IV – Hall do prédio de administração do Campus de Laranjeiras

12h – Pausa para almoço

 

Tarde

14h – I Ciclo Internacional de Simpósios Temáticos – Auditório do CAMPUSLAR – Simpósio V: “O ensino da Graduação em Arqueologia no Nordeste do Brasil e o panorama em Portugal

16h30 – Mini-cursos (salas do Campus de Laranjeiras – a confirmar)

 

Noite

18h – Cerimônia de encerramento do evento – Auditório do Campus de Laranjeiras

19h30 – Apresentação cultural (a ser confirmada: espetáculo de dança ou de teatro) – espaço de convivência do Campus de Laranjeiras (área interna aberta do CAMPUSLAR) e jantar de confraternização, comemorativo ao evento (por adesão, local a ser confirmado).

 

09/10/2010 – Sábado

 

Manhã

Local: frente do prédio da Reitoria – Campus de São Cristóvão

07h – Saída para Canindé de São Francisco-SE para visita ao Museu de Arqueologia de Xingó (MAX) (ônibus)

10h – Chegada a Canindé de São Francisco-SE e visita ao MAX

12h – Pausa para almoço

 

Tarde/noite

14h30 – Visita à cidade histórica de Piranhas-AL e ao Museu do Sertão

17h – Retorno à Aracaju

20h – Chegada em Aracaju.

 

(Livro) “As Egípcias” de Christian Jacq

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 11 - agosto - 2010 ADD COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa

 

“As Egípcias: retratos de mulheres do Egito Faraônico” (Les Egyptiennes) é um dos livros mais populares sobre a antiguidade egípcia no Brasil no que diz respeito ao tema de gênero, e também um dos poucos indicados. O seu autor é Christian Jacq e ele já escreveu romances de renome como a série Ramsés e outros materiais como “A Sabedoria viva do antigo Egito”.

Christian Jacq possui formação em egiptologia, contando inclusive com um doutorado em Sorbonne, mas mesmo com uma formação completa ele é acusado de banalizar a cultura egípcia em seus livros, embora estes possuam várias descrições de aspectos sociais. Em verdade os textos de Jacq se destacam na divulgação de um Egito místico, fantasioso, e o mais interessante: mascarado pela a descrição de fatos reais. Este é o Jaqc romancista, mas o Jacq historiador parece se perder um pouco entre a redação científica e a redação de vulgarização (não em um termo pejorativo, mas em um termo em que fala do que é feito para ser lido pelo o público de fora da academia), mais neste sentido acho que posso interceder por ele. Seus livros são para a massa e não para algo seleto como o corpo de egiptólogos em uma universidade, parece que o autor, com os anos de experiência como romancista, aprendeu a segurar a atenção dos comuns para algumas pesquisas arqueológicas. Este é o caso de parte dos seus livros de levantamento histórico onde está incluso “As Egípcias: retratos de mulheres do Egito Faraônico”.

 

 

Conheci este livro já faz alguns anos, li uma parte e não gostei, até que um parente o deu para mim e resolvi reler. Em um contexto geral ele tem uma escrita bonita e confortável, mas não é bom para usar em sala de aula, mesmo assim, para quem não conhece o assunto ou quiser algumas bibliografias referentes a gênero no antigo Egito pode ler para coletar referencias. Quem sabe, no final, não se interesse por Christian Jacq.

Eu o aconselharia para o público leigo, ou para quem gosta da cultura egípcia faraônica. As descrições que ele faz das mulheres reais e comuns (inclusive as dos campos) são fortes e envolventes, o que mostra claramente a falta de neutralidade científica de Christian Jacq, o que, a meu ver, não é um grande problema, ainda mais porque o seu público de interesse não quer saber de dados arqueológicos como medições de cerâmica ou picos de DNA, querem saber de histórias contadas da forma mais confortável e clara possível.   

Mesmo assim, acredito, ele acaba falhando em outros livros, mas isto já são outros carnavais. 

Fixa técnica:

Titulo original: Les Egyptiennes

Autor: Christian Jacq

Tradução: Maria D. Alexandre

Ano de publicação (Brasil): 2002

Editora: Bertrand Brasil

Cidade: Rio de Janeiro

ISBN: 85-286-0777-1

Palavras-chave: Mulheres, Egito, condições sociais.

 

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Indiana Jones and the Song of Theme

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 02 - agosto - 2010 ADD COMMENTS

Eu estava louca de vontade de postar este vídeo, pensei até de sacanagem em postar no dia do arqueólogo. Encontrei esta parodia da música tema do filme Indiana Jones no blog do Reinaldo José Lopes. Quando escutei da primeira vez a música o refrão não saiu da minha cabeça.

 

“I’m professor of archaeology”