(Curso de Extensão) “A Religião Egípcia: do Período Faraônico ao Mare Nostrum” (RJ)

Notícia enviada por Beatriz Moreira.

O Curso de Extensão “A Religião Egípcia: do Período Faraônico ao Mare Nostrum” é uma iniciativa do Grupo de Estudos Kemet (CEIA-UFF) que visa divulgar a pesquisa sobre o Egito Antigo no Brasil, assim como democratizar o acesso ao conhecimento, tornando a universidade um espaço mais plural (resumo disponível no site do GEKemet).

Abaixo mais informações e temas:

Para realizar sua inscrição acesse o seguinte link: http://www.ceia.uff.br/gekemet/2015/10/13/curso-de-extensao-a-religiao-egipcia-do-periodo-faraonico-ao-mare-nostrum/

 

(Artigo) Senhora da casa, divindade e faraó as várias imagens da mulher do Antigo Egito

Senhora da casa, divindade e faraó as várias imagens da mulher do Antigo Egito – Julio Gralha | Português |

O presente artigo é um breve trabalho sobre o papel (em boa parte através da iconografia), desempenhado pela mulher no Antigo Egito tomando por base três aspectos que consideramos significativos. O primeiro, relativo ao cotidiano da egípcia comum como ― senhora da casa (nbt-pr). O segundo como divindade, notadamente membros da família real, tanto após a morte (mais comum) quanto em vida. Por último a mulher na condição de monarca, Rei do Alto e Baixo Egito (nsw bity).

Obtenha o artigo Senhora da casa, divindade e faraó as várias imagens da mulher do Antigo Egito.

Curso “História e Arqueologia Egípcia: Passado, Presente e Possibilidades”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram | Notícia enviada por João Carlos Moreno de Sousa, via Facebook.

O MAE abriu mais um minicurso que será ministrado na III Semana de Oficinas em Arqueologia do MAE-UFPR. O novo curso ofertado é intitulado “Historia e Arqueologia Egípcia: Passado, Presente e Possibilidades”, que será ministrado no horário da tarde pelo professor Julio Gralha da UFF, Coordenador do Curso de História da Universidade Federal Fluminense, Pólo Universitário Campos dos Goytacazes (PUCG)/ESR (http://lattes.cnpq.br/4439637983998886).

O objetivo do minicurso é dar um panorama sobre a Egiptologia no Brasil e no Exterior; desenvolver questões teóricas relativas à Arqueologia e a Egiptologia (como aproximar estas Ciências do público); verificar as possibilidades do uso da Egiptologia e da Arqueologia no Ensino de História (oficinas), e analisar os usos do passado pelos segmentos sociais na política, nas artes e nas práticas mágico-religiosas.

A opção para o curso já se encontra disponível no formulário de inscrição. Clique aqui e acesse a página do evento no Facebook.

Notícia disponível em < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=644974405538634&set=gm.482133445220457&type=1&theater >. Acesso em 21 de março de 2014.

Viagem para o Egito em 2014 com o egiptólogo brasileiro Júlio Gralha

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

O Prof. Dr. Júlio Gralha está organizando uma viagem turística para o Egito marcada para Janeiro de 2014 através da Abbatour. Clique aqui e confira o roteiro, que passará pelo Cairo, Aswan, Alexandria, Kom Ombo, Esna, Edfu e Luxor. Notem que os valores estão em Dólar.

Conheça o lattes do Prof. Dr. Julio Gralha.

 

ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não possui relação com a organização da viagem.

[Workshop] Práticas Amorosas e Mágicas no Egito Antigo (Rio de Janeiro)

 

 

Entre os dias 13 de Abril até 04 de maio de 2013, somente durante os sábados, o Prof. Dr. Julio Gralha irá ministrar o workshop “Práticas Amorosas e Mágicas no Egito Antigo”. As vagas são limitadas.

Práticas Amorosas e Mágicas no Egito Antigo (2013)

Local: Praça Saens Pena, Rua Padre Elias Gorayeb, 15 – Sala 802. Tijuca, Rio de Janeiro.

Valor: Não divulgado.

Telefone para contato: (21) 88620192

Currículo do Palestrante:  http://lattes.cnpq.br/4439637983998886

Cleópatra em Aventuras na História

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Está disponível neste mês (Abril de 2011) na revista Aventuras na História da Editora Abril uma matéria sobre a rainha Cleópatra.

 

 

Capa da revista de Abril de 2011 da revista Aventuras na História.

 

Escrito por Cláudia de Castro Lima, o texto possui comentários de vários egiptólogos, inclusive os brasileiros Maurício Schneider e Júlio Gralha (este último já mencionado aqui no site). Esta primeira parte não traz nenhuma novidade sobre as últimas pesquisas realizadas em sítios egípcios, mas obviamente é atraente para os amantes da história da rainha ou para quem ainda não a conhece, e é neste ponto onde o material torna-se bem útil já que em poucas páginas a autora explana muito bem alguns dos acontecimentos da vida desta figura do final do período faraónico.

 

 

Páginas da revista Aventuras na História. Matéria sobre a rainha Cleópatra. Foto: Márcia Jamille N. Costa. 2011.

 

A segunda parte da matéria é escrita por Maria Thereza David João (cuja dissertação está disponível aqui no Arqueologia Egípcia). Ela escreveu um texto muito moderno no que diz respeito ao estudo da figura feminina no Egito, tal vertente de pesquisa que hoje está sendo abordado com mais atenção pelos egiptólogos.
Sobre os desenhos foi usada a mesma formula da edição de agosto de 2008 que trouxe o faraó Tutankhamon na capa, inclusive as ilustrações da matéria pertencem a Sattu (ver mais aqui).

 

 

Revistas Aventuras na História. Capa com Tutankhamon (Agosto de 2008) e Cleópatra (Abril de 2011). Foto: Márcia Jamille N. Costa. 2011.

 

É uma matéria ótima, principalmente porque trouxe pontos e opniões de pesquisadores diferentes. Observem a bibliografia recomendada, o primeiro livro, devido as expectativas, provavelmente será bem recebido pelo o público brasileiro.

 

Ficha técnica:

Título: A última faraó

Revista: Aventuras na História

Autor:  Cláudia de Castro Lima e Maria Thereza David João

Ano de publicação (Brasil): 2011

Distribuição: Editora Abril

Tema: Egiptologia, Antigo Egito, Cleópatra VII

Egiptomania na Revista HBN

Saiu no número de fevereiro da Revista de História da Biblioteca Nacional uma matéria do prof. Julio Gralha sobre a egiptomania.

Como fiquei sabendo muito tarde não pude fazer um texto com comentários, mas felizmente a revista deixou disponível no site o material para que possa ser feita uma leitura. Clique aqui e confira este e outros textos ou leia a matéria abaixo:

 

 

 

Egiptomania: O fascínio pelo Egito Antigo é algo inexplicável, diz professor de História antiga

Por Julio Gralha

 

Ir ao Egito era um sonho distante para qualquer pesquisador brasileiro solitário na década de 1970. Era uma época em que não se pensava em Internet, o luxo dos documentários via TV a cabo era inimaginável e a Egiptologia chegava até nós por intermédio de algumas livrarias, pequenos eventos e conversas. O Museu Nacional era um dos poucos lugares de “salvação”.

O fascínio pelo Egito Antigo é algo meio inexplicável, independente do mistério que o cinema e a literatura fantástica têm criado. O que acontece é que somos tocados na alma por alguma coisa. É um momento mágico quando verbalizamos nossa decisão: “É isso que vou estudar!” Em 1976, aos 15 anos, iniciei essa jornada.

Pesquisei muito, li tudo e fiz todos os cursos que podia sobre o tema. Meu fascínio não era a grandeza das pirâmides, mas as práticas religiosas; não era a riqueza dos faraós, mas a vida naquela época e a sua magia. Em 1995, quase vinte anos depois, fiz minha primeira viagem ao Egito.

Olhar as construções milenares no horizonte foi fascinante, e lembro bem que, quando estava diante da Grande Pirâmide, me senti engolido por sua “monumentalidade”. Os livros e documentários não têm como transmitir tamanha magnitude: é preciso estar lá. Dentro da pirâmide, muitas coisas me vieram à mente. Eu a conhecia, sabia onde estava tudo, podia explicar e falar das teorias sobre o monumento e suas câmaras. Mas os livros não fazem com que você sinta o toque na pedra, o frescor do ar, a dificuldade de se locomover, a sensação de grandeza, a atmosfera de paz e de aventura – é inevitável sentir-se um Indiana Jones.

Esta sensação se repetiu em várias partes do Egito. O complexo templário de Karnak – seguindo para Luxor, ao sul – é de deixar qualquer um desconcertado. Não só pela altura das colunas, mas pela dimensão e complexidade da área construída, a quantidade de capelas, templos e obeliscos. É fascinante sentir o clima e a atmosfera locais, que também não podem ser totalmente apreendidos nas fontes tradicionais de estudo.

Visitei sozinho a tumba do faraó Mer-em-Ptah, meu objeto de estudo na época. Ele era filho de Ramsés II e ficou conhecido pela “Estela de Israel”, inscrição na qual cita a conquista dos israelitas.  Enquanto descia, via as paredes com figuras e inscrições. É incrível poder ler parte delas e reconhecer divindades e cenas familiares. Estar só, descer dezenas de metros à meia-luz e chegar à câmara do sarcófago foi muito emocionante. Sentei em uma pedra diante do sarcófago e ali fiquei por quase uma hora.

Tentei, na medida do possível, levar estas sensações para os meus estudos e para as minhas aulas. Hoje em dia, em um projeto que estuda Egiptomania – o uso de elementos egípcios em outros contextos, desde a Antiguidade até a modernidade – e Egiptosofia – o uso das práticas religiosas egípcias pela modernidade –, tentamos compreender o fascínio que esta civilização desperta em nossas mentes. Será o mistério das lendas? Esse mistério é gerado pela mídia, pelo cinema, pela literatura ou pela grandeza dos monumentos? Será que existe algo que não conseguimos apreender? Talvez eu ainda esteja querendo encontrar uma resposta para o meu encanto pelo Antigo Egito.

Julio Gralha é professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense (UFF-PUCG Campos) e autor de Deuses, faraós e o poder: legitimidade e imagem do Deus dinástico e do monarca no Antigo Egito (1550-1070 a.C.) (Barroso Produções, 2002).

 

(Livro) Religiões que o mundo esqueceu

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille 

 

 

Não há evidência… de que qualquer outro animal seja movido por preocupações religiosas, como o ser humano é desde os seus primórdios”, assim fala o Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari ao iniciar o livro “As religiões que o mundo esqueceu: como os egípcios, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses.” (Editora Contexto) que está sob sua organização. Tal material aborda justamente o que mais nos distingue dos demais seres vivos da terra e que nos torna tão únicos: a crença. 

 

 

Capa do livro "As religiões que o mundo esqueceu".

 

Funari define a fé como algo característico da humanidade. Como pensamos de forma variada e vivemos em ambientes tão distintos as manifestações religiosas acabam sendo as mais diversas, principalmente ao longo dos séculos. Assim, este livro trata justamente das religiões que já deixaram de existir, mas que de alguma forma podem lembrar um pouco alguns quesitos da nossa própria cultura. A definição de Ka, advindo do pensamento egípcio e  que é algo próximo do que denominamos de “alma”, é um exemplo.      

O Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari é natural do Brasil, atualmente leciona como professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fez diversas colaborações para a área da Arqueologia no país principalmente no que diz respeito à Arqueologia Histórica. Fez graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Antropologia Social também na USP e doutorado e pós-doutorado em Arqueologia na Illinois State University

O livro está dividido em várias partes que apontam as diferentes culturas que um dia existiu. O primeiro capítulo é dedicado aos egípcios e está sob a autoria do Prof. Dr. Julio Gralha. Esta parte em questão faz um apanhado de forma geral da religião egípcia onde há um breve destaque ao mito da criação.

“As religiões que o mundo esqueceu” é cativante e isto porque traz justamente a palavra de vários acadêmicos de diferentes áreas que, embora denotando culturas tão distintas, tocam em um assunto tão interessante e que nos mexe tanto como é o da crença na existência de forças sobrenaturais.  

 

Fixa técnica: 

Título: As religiões que o mundo esqueceu – Como os egípcios, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses. 

Autor: Pedro Paulo A. Funari (Org), Alexandre Navarro, Ana Donnard, Betty Mindlin, Flavia Galli Tatsch, Johnni Langer, Julio Cesar Magalhães, Julio Gralha, Leandro Karnal, Luiz Alexandre Rossi, Paulo Nogueira, Renata Senna e Sergio Alberto.   

Ano de publicação: 2009 

Editora: Contexto 

Cidade: São Paulo 

ISBN: 978-85-7244-431-6 

Palavras chaves: Deuses, sagrado, religião, História 

 

Para quem quer saber mais: 

Em 2008 realizei uma entrevista com o Prof. Funari que está disponível aqui no A.E.

(Aulas) Vida cotidiana no Egito

Entre os dias 14/09 a 15/10 estará ocorrendo no Centro Cultural Justiça Federal aulas sobre a vida cotidiana dos egípcios durante a era faraônica com o Prof. Dr. Julio Cesar Mendonça Gralha (UFF/NEA UERJ).

As aulas procuram mostrar ao ouvinte como era a estrutura familiar egípcia antiga, como se vestiam, onde moravam, suas profissões, etc.

 

 

Título do evento: A vida cotidiana no Antigo Egito.

Local: Cinelândia (Centro Cultural Justiça Federal). Av. Rio Branco 241.

Período: 14 de setembro a 05 de outubro de 2010.

Dias e horas: Terça-feira, das 19h00 às 21h00.

Duração: Quatro (4) aulas.

Valor: R$280,00 (10% de desconto para pagamento à vista) ou

Valor: duas parcelas R$ 140,00.

Valor por aula: R$ 80,00.

Mais informações: http://imagemcultural.com/

 

Parte de uma arte mural que retrata um banquete. Enquanto as musicistas tocam duas dançarinas entretêm os convidados. Tumba de Nebamon. Tebas Ocidental. XVIII Dinastia.

Parte de uma arte mural que retrata um banquete. Enquanto as musicistas tocam duas dançarinas estão entretendo os convidados. Tumba de Nebamon. Tebas Ocidental. XVIII Dinastia.

Quem é Julio Gralha:

Atualmente ele é professor colaborador do Núcleo de Estudos da Antiguidade da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Colaborou várias vezes com a revista Aventuras na História (dentre outras) e é autor do livro Deuses, Faraós e o Poder (2003) pela editora Hemus.

Conheça o lattes do Prof. Dr. Julio Gralha.