Buscando pela tumba da esposa de Tutankhamon… Ou não!

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No mês de julho (2017) foi lançada a notícia de que o arqueólogo egípcio Zahi Hawass, teria encontrado evidências que apontam para a existência de uma tumba não analisada, próximo a área do Vale dos Reis, famoso sítio arqueológico que abriga as tumbas dos faraós do Novo Império. “Nós estamos crentes que existe uma tumba lá, mas nós não sabemos com certeza a quem pertence”, disse Hawass ao site Live Science. “Nós estamos certos de que é uma tumba escondida naquela área porque eu encontrei quatro depósitos de fundações”[1], fundações estas que seriam caches ou furos no chão que foram preenchidos com objetos votivos tais como vasos de cerâmica, restos de comida e outras ferramentas, nas palavras do próprio arqueólogo.

Ancient Egypt Dr. zahi Hawass

Dr. Zahi Hawass na tumba da rainha Nefertari

A área visada por Hawass é o chamado Vale Oeste (ou Vale Ocidental), um espaço um pouco mais afastado das tumbas principais do Vale dos Reis, tais como a do faraó Tutankhamon (KV-62), Seti I (KV-17), Ramsés II (KV-7), etc. Embora o Vale Oeste seja pouco conhecido pelo público comum, é lá onde foram sepultados o faraó Amehotep III (WV22) e ainda mais afastado o Ay (WV23), esta última é a mais próxima desta possível tumba identificada por Hawass.

Dada a esta proximidade com a WV23, Hawass sugeriu em entrevista que o dono do sepulcro poderia ser a rainha Ankhesenamon, esposa de Tutankhamon. Esta sugestão não é infundada, já que existem ao menos três fatores que apontam para ela ser a melhor possibilidade como a dona do local:

Pair Statue of Tutankhamun and AnkhesenamunTutankhamon e Ankhsenamon

☥ A proximidade com a tumba de Ay que possivelmente foi seu esposo ou co-regente;

☥ Que a tumba de Ay, a priori, pode ter pertencido a Tutankhamon;

☥ Ela não foi sepultada no Vale das Rainhas, porque este cemitério possivelmente foi inaugurado pela rainha Sitra (QV-38), consorte de Ramsés I.

— Saiba mais: Ankhesenamon e Tutankhamon

Mas, é importante que não se leve esta possibilidade como a única, como o próprio Hawass salientou no início de agosto: “Quero deixar claro, porque se tem publicado informações erradas nos últimos dias. A escavação não começou e nem ocorreu descoberta alguma ainda[2]. Eu confio em poder iniciar a missão em breve e que os trabalhos nos levem a este enterramento escondido” [3].

137 In the Valley of the KingsVale dos Reis

Existe alguma possibilidade de que esta tumba esteja intacta?

Sim, existe. Entretanto, ao longo dos séculos vários saques ocorreram em sítios arqueológicos egípcios, a exemplo do Vale dos Reis e o Vale Oeste, que foram duas das áreas mais visadas pelos ladrões de antiguidades. Por isso, é pouco provável que caso exista uma sepultura neste espaço ela esteja intacta. Porém, nunca se sabe, já que a Arqueologia é sempre cheia de surpresas.

Fontes:

[1] King Tut’s Wife May Be Buried in Newly Discovered Tomb. Disponível em < https://www.livescience.com/59840-king-tut-wife-tomb-possibly-found.html >. Acesso em 19 de julho de 2017.

[3] En busca de la tumba de la esposa de Tutankamón. Disponível em < http://www.elmundo.es/ciencia-y-salud/ciencia/2017/08/09/5989f96946163f3c418b45d4.html >. Acesso em 10 de agosto de 2017.


[2] Negrito meu.

 

Esposa de Tutankhamon talvez foi sepultada em tumba recém-descoberta

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O arqueólogo e ex-ministro das Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, com a sua equipe de pesquisadores, afirma ter evidências de que encontrou uma tumba que possivelmente pertenceu a rainha Ankhesenamon, esposa de Tutankhamon — cuja sepultura foi descoberta praticamente intacta em 1922 — e filha do casal Nefertiti e Akhenaton.

Ankhesenamon e Tutankhamon e Ankhesenamon. Foto: Fonte: STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

A tumba, que está localizada no Vale dos Reis, próximo a sepultura do faraó Ay [1] (a qual alguns egiptólogos acreditam que a priori pertenceria a Tutankhamon), ainda não foi escavada, mas existe um projeto para tal.

Ankhesenamon em Luxor. Foto: Lionel Leruste. 2007.

Em 7 de julho a National Geographic italiana publicou um artigo que sugere que uma equipe liderada por Hawass tinha encontrado uma nova tumba no Vale dos Reis e agora o pesquisador confirmou esta descoberta. “Nós estamos crentes que existe uma tumba lá, mas nós não sabemos com certeza a quem pertence”, disse Hawass ao site Live Science. Apesar disso ele afirmou que acredita se tratar da tumba de Ankhesenamon dada a proximidade com a tumba de Ay[1], com quem ela possivelmente foi casada após a morte de Tutankhamon.

“Nós estamos certos de que é uma tumba escondida naquela área porque eu encontrei quatro depósitos de fundações” e complementou explicando que estas fundações seriam “caches ou furos no chão que foram preenchidos com objetos votivos como vasos de cerâmica, restos de comida e outras ferramentas como um sinal de que uma construção de uma tumba foi iniciada”. Um contexto parecido já foi encontrado em outros lugares, como o próprio Hawass explica: “Os antigos egípcios usualmente faziam quatro ou cinco fundações depósitos sempre que iniciavam a construção de um túmulo”[1].

 

Quem foi Ankhesenamon?

Não é tarefa fácil saber o que ocorreu durante os anos finais da vida da rainha Ankhesenamon: sabemos que ela sobreviveu a Tutankhamon e que o sepultou. Com ele teve certamente um bebê que só viveu alguns dias e um possível natimorto (ambas as crianças foram sepultadas com Tutankhamon) (DAVID; DAVID, 1992; BUNSON, 2002; HAWASS et al, 2010). Um anel encontrado na década de 1920 mostra o nome dela ao lado do nome de Ay, sucessor do seu marido, o que propõe uma co-regencia ou que ela casou-se com ele. Contudo, na tumba dele não há indícios dela como sua esposa, mas sim Ty, sua mulher desde a época do reinado de Akhenaton (CARTER; MARCE, 1977; GRIMAL, 2012).

— Saiba mais: Ankhesenamon e Tutankhamon

A busca pela tumba desta rainha já perdura há alguns anos. A priori acreditou-se que ela poderia ter sido sepultada na KV-63, sugestão que foi abandonada após se descobrir que o local era um cache de mumificação [2]. Depois que teria sido na KV-21 (PÉREZ-ACCINO, 2003; PARRA, 2011). Agora temos esta possível KV-65. A resposta? Teremos que esperar mais algum tempo para descobrir.

JAMES, Henry. Tutancâmon (Tradução de Francisco Manhães). Barcelona: Folio, 2005.

Fontes:

[1] King Tut’s Wife May Be Buried in Newly Discovered Tomb. Disponível em < https://www.livescience.com/59840-king-tut-wife-tomb-possibly-found.html >. Acesso em 19 de julho de 2017.

[2] Documentários: King Tut’s Mystery Tomb Opened (Discovery Channel; 2006); Egypt’s Mystery Chamber (Discovery Channel; 2009).

BUNSON, Margaret R. Encyclopedia of Ancient Egypt. New York: Facts on File, 2002.

CARTER, Howard; MACE, Arthur. The Discovery of the Tomb of Tutankhamen. London: Dover Publications, 1977.

DAVID, Rosalie; DAVID, Antony. A Biographical Dictionary of Ancient Egypt. London: Steaby, 1992.

GRIMAL, Nicolas. História do Egito Antigo (Tradução Elza Marques Lisboa de Freitas). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.

HAWASS, Zahi;  GAD, Yehia Z;  ISMAIL, Somaia; KHAIRAT, Rabab; FATHALLA, Dina; HASAN, Naglaa; AHMED, Amal; ELLEITHY, Hisham; BALL, Markus; GABALLAH, Fawzi; WASEF, Sally; FATEEN, Mohamed; AMER, Hany; GOSTNER, Paul; SELIM, Ashraf; ZINK, Albert; PUSCH, Carsten M. Ancestry and Pathology in King Tutankhamun’s Family. JAMA. 303(7):638-647, 2010.

PARRRA, José Miguel. El verdadero origen del faraón niño: La familia de Tutankamón. Historia National Geographic. Nº 83.

PÉREZ-ACCINO, José Ramón. “Primeros cuerpos, primeras tumbas. En torno a los orígenes del valle de los Reyes”. In: POLO, Miguel Ángel Molinero. Arte y sociedad del Egipto antiguo. Encontro, 2000.

(Palestra online) A rainha Ankhesenamon: Neta, filha e esposa de faraós

Mais uma palestra organizada pelo Arqueologia Egípcia foi agendada. Desta vez falarei sobre uma rainha egípcia: a Ankhesenamon, a última herdeira consanguínea do faraó Akhenaton e esposa de Tutankhamon. A palestra estará no ar no dia 13 de setembro (2016).

Rainha Ankhesenamon. Foto via.

A rainha Ankhesenamon viveu durante a 18ª Dinastia e, ao que tudo indica, ela reinou quase em pé de igualdade ao Tutankhamon, sendo, em algumas situações, representada em estátuas da mesma estatura que ele.

Abaixo mais detalhes sobre a atividade:

Valor: R$ 24,00

Inscrições*: Serão feitas exclusivamente pela internet, através de cartão de crédito** ou depósito bancário (solicitar o dados por e-mail: sitearqueologiaegipcia@gmail.com) até o dia 11/09. Caso queira realizar sua inscrição agora é só usar o botão abaixo:

Brasil:


Ou clique aqui.

Portugal:


Ou clique aqui.

Outros países:


Ou clique aqui.

ATENÇÃO: Aquele que requerer cancelamento da inscrição antes ou nos dias em que ocorrerá a atividade terá a devolução de 50% do valor pago. Os pagantes com cartão de crédito passarão pelas regras do PayPal.


Informações importantes:

* A inscrição leva de um a dois dias úteis para ser confirmada;

** As inscrições feitas com cartão de crédito que não identificarem seu endereço de e-mail devem entrar em contato conosco através do sitearqueologiaegipcia@gmail.com para que possam receber sua senha no dia 12/09.

A palestra não será ao vivo. Esta decisão foi tomada para que todos possam ter uma ótima experiência visual e para evitar imprevistos de última hora.

O casal Ankhesenamon e Tutankhamon

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Ankhesenamon e Tutankhamon viveram durante o Período Amarniano (Novo Império; 18ª Dinastia), época iniciada pelo faraó Akhenaton e que se destaca pela criação de uma capital chamada Aketaton — destituindo assim Tebas — e a tentativa do faraó de tentar diminuir o poder econômico e influência religiosa do clero tebano do deus Amon. Para tal, ele adotou uma das formas do deus sol, o Aton, como divindade suprema.

Akhenaton, com a sua esposa principal, Nefertiti, teve seis filhas: Meritaton, Meketaton, Ankhesenpaaton, Neferneferuaton, Neferneferura e Setepenra. A segunda faleceu ainda da infância, levando Akhesenpaaton a virar a segunda princesa na linha de sucessão real e mais tarde rainha ao lado do seu provável meio-irmão, Tutankhaton.

Foi depois de alguns anos coroados que ambos trocaram de nome em honra ao deus Amon. Para saber mais sobre esse casal compartilho abaixo o vídeo “Ankhesenamon e Tutankhamon”, que postei no canal do Arqueologia Egípcia no Youtube (clique aqui para se inscrever). Nele faço um passeio sobre alguns acontecimentos que ocorreram — ou pode ter ocorrido — com esse casal:

Alguns exemplos iconográficos:

Para a boa sorte de nós arqueólogos e deleite dos fãs da Antiguidade egípcia, ótimas imagens desse casal chegou até o nosso tempo. A maioria saiu da KV-62, tumba tebana de Tutankhamon. Abaixo estão alguns exemplos:

Nesta primeira imagem que separei podemos observar o encosto de um trono dourado. Nele a rainha passa o que pode ser um unguento no rei. Esse artefato é interessante por diferentes motivos, mas o principal é que nele foi registrado não somente os nomes “Tutankhamon” e “Ankhesenamon”, mas igualmente os nomes anteriores deles: “Tutankhaton” e “Ankhesenpaaton”.

Fonte: STROUHAL, 2007.

Já este artefato é uma lamparina que quando acesa revela o desenho oculto do rei sentado em seu trono enquanto recebe duas ramas de palmeira de sua esposa, significando que ela desejava a ele um reinado de milhões de anos.

Fonte: JAMES, 2005.

As duas imagens seguintes foram retiradas do feretro dourado de Tutankhamon. Nele Ankhesenamon exerce diferentes papeis, seja guiando Tutankhamon, auxiliando-o ou em um momento de lazer.

Fonte: JAMES, 2005.

O próximo objeto provavelmente é a fivela de uma faixa que servia como cinto. Ankhesenamon aproxima-se do esposo com um pequeno buquê de flores.

Fonte: JAMES, 2005.

Ankhesenamon mais uma vez oferece flores para Tutankhamon, que faz um gesto com uma das mãos, indicando recebimento da oferta. Observando a imagem em um contexto geral a impressão que dá que eles estão em um jardim.

Fonte: STROUHAL, 2007.

Estas grandes estátuas dos dois está disponível para a visitação em Karnak, na área onde foi retratado o Festival Opet deles.

Referências:

JAMES, Henry. Tutancâmon (Tradução de Francisco Manhães). Barcelona: Folio, 2005.

STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

Tutankhamon será o personagem principal em uma série de TV

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A Muse Entertainment está gravando para a Spike TV a série “TUT”, cujo enredo é inspirado na história do faraó Tutankhamon. A ideia do canal é investir em roteiros originais, que possam atrair a atenção de um público mais amplo que o seu convencional.

Tut. Foto: Muse Entertainment.

Entretanto, pelo pouco que foi lançado, a história de “TUT” está mais para um reboot da vida de Tutankhamon do que para um roteiro feito em cima de pesquisas arqueológicas, por exemplo, de acordo com o que já foi anunciado sobre a série o personagem do faraó Akhenaton é assassinado, o que muito provavelmente jamais aconteceu e personagens foram criados para compor o círculo de amizades do faraó. Esta é a ideia da trama [1]:

Após o seu pai ser assassinado, Tutankhamon é coroado rei, mas para manter o poder é obrigado a casar com sua irmã Ankhesenamon. Por ser jovem, ele não pode governar sozinho, então precisa ser agenciado por três poderosos homens que na realidade planejam tomar o seu trono.
Contra todas as expectativas, Tutankhamon passa de um príncipe inseguro e manipulado para um herói em um campo de batalha, cujo sonho é alcançar a glória do seu reino. No entanto, quando o monarca começa a tomar as rédeas de seu reinado e do seu próprio destino e vítima de uma traição.

Quem é quem na série?

O ator escolhido para interpretar o monarca é o canadense Avan Jogia e Sibylla Deen será Ankhe, irmã e esposa de Tutankhamon (aparentemente irão usar o nome de Ankhesenamon encurtado), cuja personagem foi divulgada como sendo “calculista”.

Avan Jogia como Tutankhamon. Foto via.

Sibylla Deen como Ankhe. Foto via.

O restante do cast:

Ben Kingsley: Ay

Ben Kingsley como Ay. Foto via.

Ben Kingsley interpretará o vizir Ay, cuja uma das funções era supervisionar diretamente o faraó Tutankhamon.

Nonso Anozie: Horemheb

Nonso Anozie como Horemheb. Foto via.

Nonso Anozie ficou responsável pela interpretação de Horenheb, que durante o governo de Tutankhamon foi general.

Alexander Siddig: um sacerdote de Amon

Alexander Siddig como sacerdote de Amon. Foto via.

Ainda não foi revelado qual será o nome do personagem interpretado por Alexander Siddig, somente a sua função como sacerdote do templo de Amon.

Kylie Bunbury: Suhad

Kylie Bunbury como Suhad. Foto via.

A personagem de Kylie Bunbury, a Suhad, será uma amiga muito próxima de Tutankhamon, contudo, ela jamais existiu historicamente.

Peter Gadiot: Ka

Peter Gadiot como Ka. Foto via.

O personagem de Peter Gadiot, Ka, também foi inventado para a série. Ele será um amigo de infância do rei.

Iddo Goldberg: Lagus

Este também é outro personagem que jamais existiu historicamente. Ele será o fiel soltado de Tutankhamon.

Então, até o momento somente quatro personagens históricos já tem um rosto na série:

TUT está sendo gravado no Marrocos e no Canadá. A série possuirá 6 episódios e estreará em 2015.

Fonte:

[1] Mediaset emitirá King Tut, la serie de Tutankamón. Disponível em < http://www.europapress.es/tv/noticia-mediaset-emitira-king-tut-serie-tutankamon-20140921123012.html >. Acesso em 15 de outubro de 2014.

Mediaset emitirá King Tut, la serie de Tutankamón. Disponível em < http://www.hollywoodreporter.com/live-feed/king-tut-miniseries-gets-green-701196 >. Acesso em 15 de outubro de 2014.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo

Por Márcia Jamile | @MJamille | Instagram

 

Roubada no dia 14 de agosto de 2013, a estatueta da filha de Akhenaton, a até então princesa Ankhesenpaaton, esteve desaparecida até ter sido confirmado o seu retorno ontem (08 de dezembro de 2013).

Abaixo imagens do objeto, que estava levemente danificado quando foi encontrado:

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

 

A princesa Ankhesenpaaton foi uma das herdeiras de Akhenaton. Ao abandonar a cidade idealizada por seu pai trocou seu nome por “Ankhesenamon”. Foi casada com o faraó Tutankhamon.

Estátua de filha de Akhenaton roubada do Museu de Mallawi foi recuperada

Por Márcia Jamile | @MJamille | Instagram

Saqueado em 14 de agosto de 2013, durante os protestos pró e contra o ex-presidente Mohamed Mursi, o Museu de Mallawi teve 1040 objetos roubados dos 1089 que estavam no museu. 49 ainda permaneciam no edifício quando o mesmo foi incendiado ainda naquela semana.

Dentre os artefatos roubados estava uma estatueta de uma das filhas de Akhenaton, identificada como Ankhesenpaaton (futura Ankhesenamon), um dos objetos mais famosos da coleção:

http://www.elaosboa.com/show.asp?id=7107&vnum=elaosboa&page=Arts#.UgwJEWQ_n-u Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em . Acesso em 14 de agosto de 2013.

Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=675137912516273&set=a. 675090315854366.1073741831. 648057078557690&type=3&theater >. Acesso em 14 de agosto de 2013.

Ao longo dos meses, com o auxilio da INTERPOL, mais da metade dos objetos saqueados já tinham sido recuperados (800 no total), exceto a estatueta amarniana. No entanto, hoje (08 de dezembro de 2013), foi confirmada a notícia de que este artefato finalmente foi encontrado, mas não foi divulgado onde ele estava.

Na ocasião da invasão do Museu de Mallawi, além das perdas físicas, um guarda que tentava proteger o local foi assassinado.

Fonte da notícia:

Statue of Pharaoh Tutankhamun’s sister recovered. Disponível em < http://english.alarabiya.net/en/life-style/art-and-culture/2013/12/08/Statue-of-Pharaoh-Tutankhamun-s-sister-recovered.html >. Acesso em 08 de dezembro de 2013.

(Resenha – Artigo em revista) “Os Mistérios de Tutancâmon”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Neste mês (novembro), foram comemorados 91 anos de descoberta da tumba do faraó Tutankhamon e para solenizar a revista História Ilustrada publicou o texto “Os Mistérios de Tutancâmon” (Ano 2, n°5 – 2013). Em comemoração ao evento, esta edição veio com uma capa com um desenho ilustrando o faraó através da sua polêmica reconstituição facial lançada em 2005.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013.

Para discutir o tema “Tutankhamon”, o editorial dedicou oito páginas para ele, com os pontos de debates bem distribuídos e bem confortáveis para ler, porém, em termos de conteúdo, a matéria possui alguns problemas e são eles:

▸ O artigo inicia com uma chamada equivocada (página 26), afirmando que a tumba do faraó foi encontrada no dia 26 de novembro de 1922, mas neste dia o que ocorreu foi a abertura da parede que levava para a primeira câmara e o pronunciamento da famosa frase do arqueólogo Howard Carter, “Vejo coisas maravilhosas”, quando ele observou o que existia dentro do túmulo pela primeira vez. Em verdade, a tumba foi descoberta semanas antes, no dia 04 de novembro.

▸Tutankhamon não foi o faraó mais jovem a assumir o trono, mas provavelmente Pepi II (VI Dinastia), o qual acredita-se que começou a reinar aos seis anos.

▸ Ao contrário do que a matéria apresenta, a tumba estava perfeitamente identificada já na parede inicial que lacrava o sepulcro. A princípio Carter não sabia a quem pertencia porque não tinha retirado todo o entulho que cobria a primeira parede antes do dia 24 de Novembro.

▸ O resultado dos trabalhos de Hawass, citado na página 30, não saíram em 2012, mas em Fevereiro de 2010.

▸ A múmia da KV-21, no relatório original da pesquisa, não foi confirmada como sendo Ankhesenamon, a esposa de Tutankhamon, mas como alguém de vínculo sanguíneo próximo.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

▸ Somente uma das crianças encontradas na KV-62 foi confirmada como sendo filha de Tutankhamon, a outra não tinha material genético suficiente para a análise.

 

Para quem ficou na curiosidade:

▸ Na página 27, no quadro “A Maldição do Faraó”, a lenda da frase com o agouro foi inventada pelos veículos de imprensa, que queriam tirar lucros vendendo histórias sobre a tumba.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

▸ Na página 28 o Vale dos Reis é descrito como o local de sepultamento dos reis, mas isto foi somente durante um período (especificamente durante o Novo Império), posteriormente, nos tempos mais tardios, algumas das tumbas seriam reutilizadas por plebeus. Em complemento, mesmo no Novo Império, o local serviu para sepultar também outros membros da realeza e pessoas da nobreza.

▸ Na página 29, a cama ritual apresentada (chamada no texto de “baú”) embora tenha ligação com a deusa Hathor ela é referente a outra divindade chamada Mehet-Weret.

No geral, embora possua estes equívocos, a matéria visualmente é bem convidativa. Alguns dos nomes egípcios não foram convencionados para a grafia adotada no Brasil, o que pode gerar um grande estranhamento. Por fim, vale ressaltar que já surgiram novas teorias de como se deu a morte do faraó e o grau de parentesco das múmias utilizadas nos exames para identificar membros da sua família. Muitas das propostas lançadas por Hawass e sua equipe de 2010, as quais os resultados da pesquisa foram listados na matéria, não são aceitas unanimemente pela a academia e inclusive existe uma série de artigos questionando a viabilidade das conclusões apresentadas. Infelizmente tais réplicas não ganharam espaço na imprensa.

 

Revistas de novembro que serão comentadas:

Desenho da leitora Natália

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Em abril deste ano (2011) o leitor Willian Bonfanti, via Twitter, enviou a imagem de um Anúbis que fez para um trabalho sobre mumificação. Agora em julho a leitora Natália Barcelos enviou um lindo desenho em estilo “chibi” do Casal Real Tutankhamon e Ankhesenamon. Este desenho é ligado a uma historia que ela está escrevendo.

 

Desenho da leitora Natália Barcelos. Ano 2011.

Em sua descrição ela não se esqueceu de mencionar a Esfinge lá ao fundo, que por acaso está uma gracinha.

Esfinge. Desenho de Natália Barcelos. 2011

Vocês leitores me deixam bastante alegre sempre que entram em contato e quando surge uma atitude tão linda como esta fico até bem mais feliz, já que mostra que estão olhando a história egípcia da era faraônica não só com um olhar de apreciação, mas estão interagindo e se divertindo com ela.

Abrigada Natália pelo desenho, espero um dia passar por uma livraria e encontrar uma historinha sua na prateleira.