20 May 2012

Angelina Jolie interpretará Cleópatra

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 14 - junho - 2010 28 COMMENTS

Por Márcia Jamille N. Costa

Na última sexta-feira (11/06/10) foi anunciado que a vencedora do Oscar por “Garota Interrompida” (1999) e protagonista de filmes como “O Colecionador de Ossos” (1999) e “Amor sem Fronteiras” (2003) irá ser a rainha Cleópatra VII em um filme biográfico intitulado “Cleopatra: a life” escrito por Stacy Schiff.

Moeda com face de Cleópatra.

 

Embora tenha existido criticas sobre a cor da pele da rainha Cleópatra VII quando foi interpretada por Elisabeth Taylor em 1963 (o que aparentemente teve uma resposta com a produção de um filme sobre a governante que foi interpretada pela chilena Leonor Varela em 1999) é sabido que de acordo com a literatura Cleópatra era de linhagem grega da macedônia, mantendo-se assim por gerações, já que sua família, quando recebeu o direito de governar como soberana do Egito, praticava o incesto.

Angelia Jolie no filme "Alexandre" interpretando "Olímpia".

Diversas atrizes célebres interpretaram a última rainha da era faraônica e a adição de Angelina na lista parece ter tido uma resposta positiva. “Ela tem a aparência perfeita para o papel” declarou o produtor do filme Scott Rudin ao programa de TV Us Today, “o filme está sendo criado para ela e com a sua ajuda”. As filmagens ainda não tiveram inicio e não há uma previsão para o lançamento do filme.

Busto de Cleópatra II no Altes Museum de Berlin.

Busto de Cleópatra II no Altes Museum de Berlin.

(MTV.com)

(Imagem) TT-39

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 13 - junho - 2010 ADD COMMENTS

Fonte: INAH

Imagem panorâmica da entrada da TT-39 que receberá em setembro deste ano os mexicanos para a continuação dos trabalhos de restauração.

Egito: Caminhos do Nilo – I Parte

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 13 - junho - 2010 ADD COMMENTS

 

Em série que mostra uma viagem ao Egito, o repórter Gerson de Souza navega pelo rio Nilo e explora desertos do país. Para chegar ao primeiro destino, Assuã, ele percorreu 1.200 km de trem, partindo da capital egípcia do Cairo, visitou comunidades e mostrou a tradição e os costumes do povo egípcio (Record).

Arqueólogos mexicanos retornam ao Egito

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 12 - junho - 2010 ADD COMMENTS
 

Por Márcia Jamille N. Costa

Após cinco temporadas de escavações no Egito em um trabalho de restauro e interpretação iconográfica a equipe mexicana responsável pelas pesquisas na tumba tebana 39 (TT-39) irá retornar ao nordeste da África para a sua sexta temporada em setembro deste ano (2010) e objetiva em 2013 abrir o sepulcro para a visitação pública.

Fonte: INAH

Fonte: INAH

 A TT-39 é a tumba de um sacerdote da 18ª Dinastia e é a primeira recuperada por mexicanos que será aberta para a apreciação. Dentre os objetos resgatados durante as escavações foram encontrados fragmentos de cerâmica, líticos, ervas e flores secas.

 

Fonte: INAH

 O trabalho está sendo comandado pela Dra. Angelina Macias Goytia, do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.

(Artdaily.org)

Entrevista: Pedro Paulo A. Funari

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 11 - junho - 2010 ADD COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa, estudante de arqueologia na UFS. Entrevista publicada no dia 11/05/2009

No dia 24/04/2009 gentilmente o Dr. Pedro Paulo Funari aceitou o meu convite para uma entrevista. Ele já é um conhecido nosso, teu texto está disponível para leitura na área de artigos e o livro “Arqueologia” já foi indicado no site. Atualmente ele é Professor Titular da UNICAMP além de Coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da mesma universidade e em sua carreira tem acumuladas dezenas de artigos publicados e é editor de varias revistas cientificas no Brasil e exterior. Confira abaixo a entrevista que abre o nosso novo quadro no site.

Funari é um ícone da arqueologia brasileira e uma das principais bibliografias recomendadas em termos de arqueologia histórica. Foto cedida pelo entrevistado.

 

Márcia Jamille Costa: Vamos começar pelo o livro Arqueologia (2006) que é usado como bibliografia por muitas pessoas que estão começando, inclusive o indico em meu site, é um material muito pequeno, mas bem explicativo. Como se deu a elaboração dele?

Pedro Paulo Funari: O livro surgiu na década de 1980, para apresentar, de forma clara e didática, a Arqueologia para o público geral e estudantil. Foi publicado pela Ática. No século XXI, o livro foi atualizado, com novas questões e atualizações, mas sempre com essa perspectiva, tanto introdutória, como crítica, ao corrente das discussões no âmbito das Ciências Humanas e Sociais. Sua elaboração contou com literatura, mas também com a experiência de campo e científica, internacional e brasileira.

O que você acha do termo “arqueologia histórica”, muitos alunos sentem certa dificuldade em entender do que de fato se trata, deveria haver uma nova definição para este tipo de arqueologia?

P. P. F: O termo surgiu no Estados Unidos, para designar o estudo da cultura material a partir da Idade Moderna, a partir do fim da Idade Média. Na Europa há outras definições, mais ligadas ao estudo das civilizações egípcia, mesopotâmica, grega, romana. Em 1999, publicamos o livro Historical Archaeology, back from the edge (Londres, Routledge), com a participação de estudiosos do mundo todo, propondo uma outra definição: o estudo da cultura material das sociedades com escrita. 

Como alguém que participa do corpo editorial de 30 revistas cientificas dentre o nosso país e o exterior, há algum ponto em que a arqueologia brasileira deveria se espelhar na arqueologia de outros países?

P. P. F: Não se trata de espelhar-se, mas de interagir com a ciência internacional. A Arqueologia brasileira tem, cada vez mais, estado em contato com o que se faz na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa, com um grande enriquecimento da disciplina no Brasil. O Brasil, por sua parte, já tem contribuído para a ciência internacional, com a produção de livros e artigos de alcance internacional, em diversos temas e áreas, como no caso da Arqueologia subaquática e na Arqueologia Histórica.

Uma das enciclopédias que você co-edita é a Oxford Encyclopaedia of Archaeology, deve ser uma experiência e tanto!

P. P. F: De fato! Articular autores dos quatro continentes é muito instigante. A diversidade de pontos de vista é impressionante e se aprende muito.

Foto cedida pelo entrevistado.

 

Quando estive no Rio de Janeiro fiquei sabendo que você estava para dar uma palestra sobre a história militar na antiguidade, sei também da existência de um artigo seu sobre o mundo mulçumano. O arqueólogo se especializar em uma só área seria uma espécie de barreira para explanar varias culturas?

P. P. F: É comum que as pessoas se especializem. Esta é uma tendência da ciência desde o …século XVIII! Contudo, quanto maior a capacidade de tratar de uma diversidade de temas, tanto melhor, pois isto permite que a pesquisa seja mais complexa a abrangente. Hoje, essa tendência é crescente e beneficia estudiosos e público em geral.

Qual você considera sua maior contribuição para a arqueologia?

P. P. F: A ciência é coletiva e a Arqueologia, em particular, de forma especial. Por isso, qualquer contribuição deve ser entendida como algo coletivo, como parte de um esforço compartilhado. Meu intento sempre foi no sentido do incentivo ao pensamento crítico e independente, de uma Arqueologia integrada à sociedade, antenada com o mundo. Se for para escolher um lema, seria de omnibus dubitandum (“deve duvidar-se de tudo”), pois, como já dizia Sócrates, o pensador grego do século V a.C., só vale viver uma vida de forma crítica.

Entrando agora um pouquinho mais para o tema do site, algumas pessoas que se preparam para se especializar na arqueologia egípcia sofrem muitas vezes certa discriminação por ser considerado por alguns como “um tema batido” ou por não ser algum assunto relaciona do ao Brasil. Você tem experiência na área de História Antiga, já sofreu com algo parecido?

P. P. F: Claro! Nem sempre a má fama, contudo, foi sem fundamento. A Antiguidade  reacionária, idealizada ou opressora é terrível. Há quem justifique a opressão das mulheres pela Antiguidade. Contudo e por isso mesmo, o estudo do antigo pode ser muito relevante, pois mostra, pela diferença e semelhança, como podemos viver, hoje, de forma critica,  de modo a transformarmos a sociedade. O Egito Antigo poder servir para tudo isso!

Você trabalha muito com a questão do patrimônio, temos o caso do busto de Nefertiti e da pedra de Roseta, além de muitos outros artefatos egípcios que o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito está pedido para que sejam devolvidos. Qual a sua opinião sobre esta atitude?

P. P. F: Franceses e ingleses pilharam o Egito, como tantos outras potências imperiais o fizeram. As antigas colônias ou regiões subjugadas reivindicam que isso seja revisto e isto parece razoável.

Agora a pergunta clichê: Quais caminhos te levaram a arqueologia?

P. P. F: Antes de tudo, o que os gregos chamavam de acaso (tykhé) e oportunidade (kairós). Já adolescente, gostava da Arqueologia, como aventura, devorava os livros de Ceram. Contudo, fui levado à Arqueologia por oportunidades concretas, já como estudioso da História, no mestrado.

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do arqueologiaegipcia.com.br?

P. P. F: A paixão é o combustível que garante a perseverança necessária para um estudo prazeroso e bem sucedido! 

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Ainda nas bancas: Hieróglifos Modernos

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 11 - junho - 2010 ADD COMMENTS

Está nas bancas o nº 29 (do ano de 2010) da revista Leituras da História que trás a última parte do artigo da egiptóloga Profa. Dra. Margaret Bakos (uma das colaboradoras do Arqueologia Egípcia) que fala sobre a origem mitológica dos hieróglifos, a fusão do deus Thot com o deus grego Hermes originando a figura de Hermes Trimegisto além de como o Egito e os seus símbolos estão presentes na cultura brasileira atual. 

A Ancient Egypt volume 10 já está disponível

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 09 - junho - 2010 ADD COMMENTS

O volume 10 da revista Ancient Egypt já está no ar, quem tiver interesse em adquirir precisa entrar no site da revista e encomendar, ou comprar uma cópia em pdf por £3.25.

A Ancient Egypt é popular por trazer matérias relacionadas a cultura e história do Egito, além de curiosidades sobre filmes e escavações arqueológicas. 
Mais no link: www.ancientegyptmagazine.com

II EREARQ-NE 2010

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 06 - junho - 2010 ADD COMMENTS

O II Encontro Regional dos Estudantes de Arqueologia do Nordeste (EREARQ-NE), em sua segunda edição, será realizado na cidade de Laranjeiras no estado de Sergipe, durante os dias 12 a 17 de Julho do ano de 2010. O evento ocorrerá na Universidade Federal de Sergipe – Campus Laranjeiras (UFS), conhecido também como “Campus das Artes”, termo usado para designar o campus de Laranjeiras devido aos cursos que nele estão instalados.

O objetivo do encontro é reunir profissionais e estudantes da área interessados em compartilhar vivências e abrir debates sobre a situação em que a profissão de arqueólogo encontra-se atualmente.

Assim sendo, o Centro Acadêmico de Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe convida a todos os estudantes de arqueologia a participar do II Encontro Regional de Estudantes de Arqueologia do Nordeste na UFS/LARANJEIRAS.

Tema: O futuro profissional da arqueologia: a regulamentação e os campos de atuação.
De 12 julho 2010 a 17 julho 2010
Cidade: Laranjeiras (SE)
Mais informações: http://erearqne.wordpress.com/
Ou: inscricao_erearq.ne2010@yahoo.com.br

Realização: Centro Acadêmico de Arqueologia da UFS